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10/9/2014 -"...teve até o desfile de um mendigo novo, supostamente drogado, que andou pelo centro, o quarteirão fechado da rua Simeão Ribeiro, completamente nu, exibindo-se". A crescente degradação da Praça da Matriz e vizinhança pede:

»1 - Policiamento mais rigoroso
»2 - Redefinição do uso da praça que é o marco zero da cidade
»3 - Outra reforma física
»4 - Maior empenho das autoridades no cumprimento das leis
»5 - Uma recuperação em todos os sentidos

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           Alberto de Sena Batista    albertobatista@superig.com.br

82254
Por Alberto de Sena Batista - 16/3/2017 14:03:52
Nos olhos da minha mãe

Alberto Sena

Vi a morte da minha mãe chegando aos olhos dela. Foi uns dois dias antes de ela morrer. Sentada em um sofá individual, na sala, ela mantinha os braços apoiados dos lados. Tinha o olhar fixo em um ponto. Não parecia triste nem alegre. Contemplativo. Era como uma estrela em processo de oclusão depois de cumprir a missão divina de brilhar.
O sorriso dela já não era o mesmo sorriso de antes. Sorriso aberto de dentes alvos. Ela e o irmão dela, Abel, tinham sorriso largo. Aliás, todos da família dela davam risadas. Tia Ambrosina, irmã de mãe, era do mesmo jeito – tia Geraldinha e tio Severo também – quando havia motivo para tanto. Mas o tio Abel era o que gargalhava mais. Eu gostava de ver e ouvir as risadas dele. Sempre quando ele ia nos visitar, tinha alguma coisa engraçada para contar, uma piada, um causo.
Mas, voltando à minha mãe. Ao depara-me com a morte chegando aos olhos dela fiquei em alerta. Pareceram-me opacos. Ela me deu a impressão de uma coisa ou outra: sentia algum mal estar, alguma dor e não queria esboçar, ou inconscientemente, sentia chegar a sua hora.
Acho mais verdadeira a segunda hipótese. As pessoas crentes em Deus são avisadas com antecedência, certamente. No caso dela, ela se mantinha firme, serena. Claro, numa hora desta ocorre o fenômeno psicológico chamado “misoneísmo”, o medo do novo, do desconhecido. O semblante dela era de quem ia entrar por aquela porta para não mais voltar. “A Casa do meu Pai possui muitas moradas”, disse Jesus.
Ninguém vai embora antes da hora. Nada acontece que não devia acontecer. Aconteceu? Não adianta empregar a partícula “se” – se tivesse feito isso ou aquilo... –, a não ser para corrigir algo que, aparentemente, pode ter acontecido devido a um erro ou negligência de alguém. O que para mim foi o caso da minha mãe.
Nunca disse “perdi minha mãe”. Não. Eu a ganhei porque sei, ela vive e está em mãos de Deus. Vezes sem conta melhor do que se aqui estivesse. Ela ficaria espantada com os acontecimentos deste mundo, tamanha a desproporção em relação ao seu mundo, mãe de 11 filhos, sendo nove vivos. Eu sou o décimo na ordem de nascimento dos filhos de minha mãe, Elvira, e do meu pai, José, Zé Bitaca chamado.


82248
Por Alberto de Sena Batista - 14/3/2017 14:04:07
Oito presentes

Alberto Sena

Fiz o suprimento, hoje. Ganhei oito presentes. Duma vez só. Ganhei requeijão, de Salinas; marmelada, de São João do Paraíso; pequi de Japonvar; mel de aroeira em garrafa, castanhas do pará, castanhas de caju e amêndoas portuguesas. Pergunto com toda sinceridade: tem presentes melhores do que estes?
Evidentemente, tem sim. E o leitor atento exclamará perguntando: “O que é?!” Respondo: o oitavo presente, que passou batido na contagem de quem lê o texto. Quer dizer, a pessoa que me trouxe os presentes dentre todos é o melhor. E foi de surpresa, sabe como é? Antes, ela dizia, talvez “não tenha como ir ao Mercado Central de Montes Claros”, voltando de Belo Horizonte.
Conformei-me com a explicação dela e pensei com os botões da camisa aos borbotões, “mais tempo vou ficar sem o meu suprimento”. Não é que eu tenha alguma coisa contra o requeijão, daqui, de Grão Mogol, mas o de Salinas tem um sabor especial.
A marmelada pode ser de qualquer lugar (menos as de Brasília (DF) – “marmelada de cachorro.”), mas a de São João do Paraíso tem o seu lugar. Inda mais a da banca de uma mulher, o nome dela desconheço. O tijolo do doce vem muito bem embalado, e segundo disse a quem me trouxe de presente, “está novinho”. E está mesmo. Antes da palha de bananeira, o doce é coberto por “insulfilm” e abaixo da palha de bananeira, dentro de um saco plástico, está o doce propriamente dito.
O pequi... Ah! Achei que só ia ver pequi na safra de 2018. Para mim foi grande a surpresa quando ao me aproximar da janela do carro em que ela chegou. Senti logo o cheiro predominante de pequi. Claro, há quem não goste e respeito o desgosto de quem quer seja. Mas o pequi... Não fosse o pequi, o sertanejo seria totalmente diferente do que é.
Mel. O mel tem o seu lugar aqui na nossa mesa. Ouso fazer outra pergunta: há trabalho mais bonito do que o trabalho das operosas abelhas? Elas vão de flor em flor, rimam zumbido com amor e produzem essa delícia. E por falar nas abelhas, o mundo corre sério risco: os venenos jogados nas lavouras e outros fatores estão acabando com as abelhas. Sem abelhas não há polinização das plantas. Sem polinização das plantas não há multiplicação dos alimentos. Não havendo alimentos estamos todos sob risco de irmos embalados para o “beleléu”.
Quanto à castanha do pará, dizem os entendidos, contém um mineral chamado Celênio. Esse mineral atua diretamente na membrana protetora das células do corpo, retardando o envelhecimento delas. Se a célula fica exposta, sem a membrana protetora, acelera o processo de envelhecimento. Basta comer uma por dia. Castanha de caju também é importante. Chamam-na de “aliada dos diabéticos e do coração”.
Deixei por último as amêndoas portuguesas porque delas, com certeza, eu posso lhes contar uma estória. Estava eu e outros companheiros de viagem nos arredores de Lisboa, Portugal, ouvindo palestra de campo numa mina de carvão, debaixo de uma árvore. Foi no ano de 1994.
O tema era “como minerar e aproveitar a água do lençol freático”. O camarada português estava lá falando quando, de repente, ao olhar para baixo vi sobre a relva, pela primeira vez, as tais amêndoas, mas não atinei para a importância delas. Ainda assim apanhei uma e comi. E sucessivamente várias. Vi que caíam da árvore debaixo da qual estávamos. Travei então com elas os primeiros contatos. De lá para cá fiquei consumidor contumaz delas.
Se há lugar que gosto de ir de quando em vez é o mercado. Acho excelente o Mercado Central de Belo Horizonte. Aliás, foi considerado o terceiro melhor do mundo. O Mercado Central de Montes Claros também é bom. Aliás, é o melhor da região. Quiçá, um dos melhores de Minas Gerais. E do Brasil?
O mercado de Montes Claros, eu acho legal porque lá vendem desses presentes recebidos nesta manhã, 13 de março. O de Belo Horizonte não me serviria com tanta eficiência e eficácia. Não nego, lá é possível encontrar algumas bancas que comercializam mercadorias do Norte de Minas. Mas, o de Montes Claros tem características próprias. Possui o olor do sertão, do Cerrado, e aquela cor, como um verniz próprio não encontrado nem em outras partes do Cerrado.
Todavia, o mais incrível é a capacidade de Montes Claros de absorver a fama de produzir os presentes como os mencionados. Não faz o melhor requeijão; não produz o pequi mais carnudo; não fabrica marmelada tão gostosa quanto à de São João; mel, certamente, não produz nem uma gota; e muito menos, ainda, castanhas. Mas fica com toda a fama. E os cobres.


82237
Por Alberto de Sena Batista - 11/3/2017 09:51:35
Carta aos Netos

Alberto Sena

Queridos netos, Levi, Melissa e Lissa,
Escrevo-lhes esta carta baseado na certeza de vocês lerem-na um dia e compreenderem bem a exposição feita abaixo. Nem imaginam o quanto gostaria de estar convivendo com vocês no dia a dia. Mas, por circunstâncias alheias à minha vontade, vejo os anos passarem-se e vocês crescendo sem eu ter a oportunidade de estar com os três ao raiar do dia, sem poder brincar com vocês sentado no chão ou correr pelos espaços atrás de uma bola ou contando-lhes as mais incríveis histórias para influenciar bem na formação mental de cada um.
Vocês poderão me dizer: “Mas, vovô, nós conversamos muito pelo celular, por meio do whatsapp”. É verdade. Ainda bem, porque se não fosse isso, confesso-lhes, eu me sentiria, a essa altura da vida, um avô frustrado. Claro, visitamos pessoalmente cada um de vocês. Mas nem todo dia dispomos de recursos para entrar em um avião e ir ao seu encontro, Levi (7 anos), meu alemãozinho amado.
Você está em Bremen, na Alemanha. Sabe quanto custa ida e volta de passagem e mais algumas coisas? Mas, deixa estar, Deus conhece os nossos desejos e faz conosco o que quiser. Ele faz sempre muito mais. Sugiro meu caro neto, ganhar intimidade com Ele, na pessoa de Jesus Cristo. Gostei de saber, você é o capitão da sua equipe de futebol. Um dia, Deus sabe, poderá ser atacante no time Werder Bremen.
Achei mais interessante ainda saber da sua evolução na escola como monitor e representante da turma. Ainda não lhe contei, mas um dos primeiros livros lidos por mim, quando fui alfabetizado, foi “Os Músicos de Bremen”, dos Irmãos Grimm. E veja você, tempos depois, ganhei um neto nascido em Bremen. Foi uma premonição, não é mesmo? E o mais legal também é o seu gosto pela música, piano, bateria...
Obrigado por ser o meu neto querido, poliglota, fala alemão, português e inglês. Não importa a distância. Pode acreditar, espiritualmente estou com você todos os dias. Até o dia em que, pessoalmente, iremos aí novamente. Sílvia lhe manda um beijão. E eu também, claro! Peço a Deus para enchê-lo de bênçãos. Abraço na mamãe (hoje é o Dia Internacional da Mulher) e no papai.
MELISSA – Querida Melissa (5 anos), lindinha! A você digo quase a mesma coisa a respeito da impossibilidade de estar aí, em Orlando (EUA) para uma convivência pessoal. Mas não tenha a menor dúvida, amo você. Fico admirado com o quanto é uma menina inteligente e sagaz. Fiquei de boca aberta ao assistir ao vídeo em que você pratica karatê. Aquele golpe dado no saco de pancada se fosse dado em vovô, ai! Eu iria estrebuchar no chão. Claro que não faria isso comigo, não é mesmo? Afinal, sou o seu avô ausente, mas espiritualmente todo dia estou presente e vou com você à escola quando é levada por seu pai – ou sua mãe.
Gostaria de possuir o dom da ubiquidade para poder estar em todos os lugares ao mesmo tempo. Mas isso é reservado a Deus, cuja centelha divina está em mim, está em você, está, enfim, em todas as pessoas – em seu pai e em sua mãe, lógico!
Sei que o seu inglês está uma maravilha, hein?! Sem sotaque algum. Até parece ter nascido aí. Quantas vezes você já foi à Disney? E à praia? Delícia! Pode deixar qualquer dia desses, se Deus quiser, iremos – eu e Sílvia – fazer-lhe uma visita. Legal? Beijos, muitos, meus e dela. Que Deus a abençoe e guarde. Abraça por nós o papai e a mamãe.
LISSA – Lissa (2 anos), minha neta Lissa, querida. Quando você nasceu, fiz um texto em sua homenagem, com o título: “Nasce uma estrela”. E você já está brilhando. Assisti a sua desenvoltura naquele programa de televisão do SBT. Você pegou o microfone e comandou o espetáculo.
A distância a nos separar, não é tanta quanto a que nos separa de Levi e Melissa, mas haverá de convir comigo, daqui a Foz do Iguaçu é praticamente uma viagem internacional. Você, minha linda, progride a cada dia. A sua voz é cristalina.
Ontem (7.3.2017), quando você me ligou daí foi à coisinha mais deliciosa do planeta. Percebo a sua evolução daqui de longe, mas um dia iremos aí aprender e apreender algumas coisas com você. Seu pai tem muito a aprender com você também.
Aliás, cheguei à seguinte conclusão: as crianças já nascem prontas. Elas são levadas a desaprender tudo para aprender a viver neste mundo. É uma pena, o que estão fazendo com o mundo.
Espero, com fé em Deus, que, por meio de um milagre os homens e as mulheres possam construir para Lissa, Melissa, Levi e todas as crianças, um mundo de paz, justiça. Um mundo onde o amor prevaleça acima do desamor, que, nos dias atuais corre feito rastilho de pólvora.
Amo você, Lissa. Estou também com você, querida, todos os dias, espiritualmente. O importante é a qualidade dos encontros pessoais. Aguarde-nos com a graça de Deus nos veremos em breve.
Beijos de Sílvia. Que Papai do Céu derrame sobre a sua cabecinha linda bênçãos em profusão. Abrace o filho meu, seu pai, por nós. Beijos do vovô Alberto.


82227
Por Alberto de Sena Batista - 7/3/2017 10:45:22
Quando jogamos contra o Botafogo
Em General Severiano, no Rio de Janeiro

Alberto Sena

De uma feita, fomos ao Rio de Janeiro (RJ) cumprir compromisso com o time do juvenil do Botafogo, em General Severiano. A nossa equipe era do juvenil do Cassimiro de Abreu, no Bairro Todos os Santos, em Montes Claros. O técnico nosso era João Bispo, mais conhecido desde sempre nos meios futebolísticos por Bonga. Data: finais da década de 60.
Eu e alguns outros da equipe estávamos em vias de terminar o Tiro de Guerra. Na época, os sargentos nos liberaram e fomos de ônibus dirigido por – se não me engano o nome dele – Luís Xavier, irmão de Renê, de Elias e de Muzinho. O pai deles era dono da Viação Xavier. Eles eram amigos desde quando a nossa família morou na Rua São Francisco e eles próximos na esquina com a Rua Corrêa Machado.
Luís e Renê dirigiam ônibus. Mas no caso da viagem ao Rio de Janeiro, o motorista era Luís. Quem arranjara o compromisso com o Botafogo fora Toninho Santos, filho do ex-prefeito Pedro Santos. Salvo engano, ele também levou ao Rio de Janeiro, anos antes, o time do Ateneu, para fazer a preliminar de um jogo da Seleção Brasileira, no Maracanã. Toninho gostava muito de lá e, certamente, era torcedor do Botafogo.
Para cada um de nós a experiência de ir ao Rio de Janeiro enfrentar um time profissional, era o máximo. Em plenos 19 anos, o espírito fez uma progressão geométrica, da Terra ao Cosmo, quando Bonga deu a notícia confirmada pelo entusiasta Toninho Santos, figura bonachona, torcedor do juvenil do Cassimiro de Abreu. Ele tinha olho clínico e sabia, dali iam surgir alguns jogadores para o time titular.
Foi uma viagem cansativa pela distância. Saímos de Montes Claros e num estirão só, como se fosse piloto de Fórmula 1, Luís fez diversas vezes os pneus do ônibus cantarem no asfalto. Na altura de Juiz de Fora (MG), aproveitando uma parada, dois colegas desceram do ônibus para dar “umas voltas” e foram presos pela Polícia do Exército porque tinham os cabelos cortados a moda “Príncipe Danilo”, e seriam “soldados desertores”. Toninho Santos e Bonga tiveram que ir à Polícia do Exército a fim de explicar o porquê de eles estarem ali. Foi um custo. E, de certo modo, atrasou a viagem.
Mas chegamos todos são e salvos. Porém cansados. Ficamos hospedados numa casa que Toninho Santos havia arranjado, e cada um se ajeitou nela como pôde mesmo porque não havia acomodações adequadas para todos.
Isso é narrado hoje com o olhar atual, mas naquela época, era motivo de farra. Em campo tudo mudava. Bonga era exigente e dava mostras paternais do tanto que esperava de cada um de nós. Basta dizer, proibia-nos de fumar. Quando acontecia de encontrar algum de nós com cigarro, ele tomava o maço e jogava fora. Desse jeito.
Bonga matinha um caderno, quiçá ainda exista até hoje entre os guardados dele, no qual anotava tudo relacionado com o time, como uma espécie de diário. Tinha a data dos jogos, os locais – se no campo do Bairro Todos os Santos ou fora, porque viajávamos por vários lugares da região – o horário, a formação da equipe, os gols marcados e mais não sei o quê.
Recordo-me, ao chegarmos ao Rio de Janeiro e depois de instalados na tal casa, saímos para jantar no Canecão, o point do momento. Não me recordo o que comemos, mas lembro-me de ter comido de sobremesa salada de frutas. Em seguida fomos dormir porque o jogo era na tarde seguinte.
Não me recordo de como fomos para General Severiano, mas lembro-me bem de que no time do Botafogo havia um craque chamado Ferreti, que mais tarde jogou na equipe principal. O nosso time não foi o mesmo de sempre em campo e acabamos perdendo a invencibilidade por 4 a 1, todos os quatro gols marcados por Ferreti.
Do nosso time, recordo-me de Duilio, Helton, Adilson Gangaia, Elefante, Carlinhos Pinguim, Zoca, Esquerdinha (não sei se Paulo Amorim estava nessa), Aluísio, Lois, Ronaldo Chamone e outros que alguém pode ajudar a lembrar.
Se na ida Luís foi voando, na volta ele voou mais ainda e ficamos de cotovelo na mão com medo de acontecer alguma coisa, numa das curvas. Mas, ele provou ser bom mesmo ao volante. Antes desafiamos o Botafogo para uma revanche, em Montes Claros, e deu certo.
Com o Estádio João Rebello lotado, numa certa noite empatamos com o Botafogo em zero a zero. O goleiro Duílio pegou dois pênaltis e foi o bastante para ser levado pelo Botafogo.


82211
Por Alberto de Sena Batista - 1/3/2017 09:31:15
CONCERTINA E A INSEGURANÇA PÚBLICA

Alberto Sena

Quando pela primeira vez vim a Grão Mogol há cinco anos encontrei só uma casa com cerca elétrica. E com a manga esquerda da minha camisa, pensei sobre o quão desnecessário era a cerca, a não ser para estimular o surgimento de outras. Mas foi um indicador importante para fazer a leitura do quanto a cidade era (é) tranquila e sossegada, em comparação com o ritmo de vida nas grandes cidades.
Outro indicativo foi encontrar casas com portas e janelas abertas. Não via isso desde os anos da infância e da puberdade vividos em Montes Claros, torrão onde nasci. Em um dos retornos recentes a Montes Claros boquiaberta deparei-me com várias casas dotadas de algo mais além de uma mera cerca elétrica; encontrei concertinas em diversos lugares.
Para quem já viu cerca desse tipo em muros de casas residenciais e não sabia dizer o nome, por definição, “arame de concertina é uma barreira de segurança laminada, de forma espiralada possui lâminas pontiagudas, cortantes e penetrantes”. Ai de quem se atrever a ultrapassá-la. Além de cortante, ela é carregada de certa quantidade de volts de energia elétrica.
Utilizada em ações militares para impedir a ultrapassagem de certo perímetro, concertina é considerada a evolução do arame farpado. É feita de aço galvanizado ou inoxidável. Encontrar ferramenta convencional para cortar uma cerca feita de concertina não é fácil.
Quando me surpreendi com as casas de Montes Claros dotadas de concertina a minha impressão era de estar em um campo de batalha. Deu até medo andar na rua. A fobia contamina. E, então, me lembrei do vaticínio de Darcy Ribeiro sobre o dia em que estaremos presos em condomínios vigiados por homens armados e os chamados bandidos em liberdade.
Esse dia chegou. Chegou para as grandes cidades, onde as concertinas enfeiam a paisagem e dão margem a imaginações várias sobre o ponto de degradação alcançado pela sociedade brasileira.
Se tivesse havido lá atrás atitudes visando investimentos socioeconômicos, distribuição equitativa de renda e massiva atenção à educação entre outras iniciativas será que os governantes e a sociedade não teriam evitado tudo isto?
Em meus 50 anos de jornalismo tive tempo suficiente para constatar, denunciar e alertar o quanto toda essa parafernália de segurança é muitas vezes mais cara do que o investimento em gente humana, tendo em vista evitar os males hoje sofridos por toda sociedade na atualidade. O monstro foi construído por nós mesmos. E, agora, estamos sofrendo as consequências da imprevidência humana.
Quanto a Grão Mogol, cinco anos depois de ter conhecido a cidade, observo a cada dia o aumento do número de cercas elétricas. E, ultimamente, concertinas. Da minha janela, sem sair do lugar, olhando em direção ao Poço das Moças observo uma casa recém-construída já com uma cerca de concertina. A mesma fobia estampada no rosto de quem vive em cidade grande aos poucos contamina também grãomogolenses.
Em outras palavras, embora cidade pequena, com menos de seis mil habitantes, Grão Mogol já vem sendo atingida pelos males das metrópoles. Vejo, contristado, os sinais dessa realidade agressiva. Ela leva as pessoas a desconfiarem de todo estranho encontrado pela frente e culmina na deterioração das relações humanas.
Se essa fobia se instalar de fato, levando os grãomogolenses a superestimar o problema da violência urbana, Grão Mogol já terá então perdido a paz e o sossego, hoje em dia quesitos fundamentais contra a neurose da guerrilha urbana encarnada e travada diuturnamente em todos os quadrantes do Brasil.
Felizmente, a cidade conta com a eficiência do Pelotão da Polícia Militar, sob o comando do tenente Ricardo Batista de Souza. Pragmático, ele projeta para Grão Mogol uma companhia da Polícia Militar. O que é uma garantia maior, além da proteção natural da geografia e da topografia da cidade nascida nas dobras da Serra do Espinhaço, Serra Geral chamada.


82198
Por Alberto de Sena Batista - 23/2/2017 10:06:59
Medo de ver o sol nascer quadrado

Alberto Sena

Faz tempo narrei o episódio abaixo em epígrafe. Ouso tocar nele de novo porque os leitores já devem tê-lo esquecido e, portanto, irei relembrá-lo. E todos haverão de convir comigo, a repetição se justifica por si mesma.
Entretanto, antes, devo esclarecer, me motivou a contar de novo o episódio uma foto do coronel José Coelho de Araújo, delegado de polícia à época responsável pelo esclarecimento de um “intrincado caso” envolvendo certo menino de dez anos e outros da mesma idade.
Na foto publicada (no Facebook) por Wagner Gomes, destacada do arquivo fotográfico de Dona Maria das Dores Guimarães Gomes (Dona Dorzinha), o coronel Coelho, como era mais conhecido recebia uma placa de homenagem prestada por senhoras da sociedade montesclarina, “tendo ao fundo Yvonne Silveira e ao lado Dona Maria Avelar Tonelli, Dona Graice Quintino Vieira e Dona Arlete Macedo”.
Não há nenhuma relação entre essa foto e o episódio a ser recontado. A foto do delegado, além de ter despertado a lembrança do episódio, é usada nesta ocasião só para ilustrar, porque o ocorrido se deu faz muito tempo e foi uma surpresa deparar-me agora com essa foto dele ainda mais novo.
Vamos ao episódio, sem mais preâmbulo. Pelos meus cálculos, tudo se deu em 1960. Faz, portanto, 57 anos para ser exato. A idade do menino era de dez anos. O estilingue sempre pendurado ao pescoço, continha várias marcações no gancho para contar o número de caças abatidas. Uma loucura! O menino jamais faria isso novamente.
Estava ele em meio a um grupo de outros meninos, cada um armado com o seu respectivo estilingue. O lugar era a Rua João Pinheiro, em Montes Claros, nas imediações de uma barroca, hoje inexistente, ao lado do então “campo do União”. De repente, no momento em que passava pelo grupo um caminhão caçamba do Departamento de Estrada de Rodagem (DER), todos ouviram o estalido de vidro trincando e partindo em pedacinhos.
Um dos meninos do grupo havia atirado uma pedra de estilingue no parabrisa da caçamba. O motorista parou o caminhão, e, antes mesmo de inquirir quem havia feito tamanha bobagem, um deles se distanciou do grupo e jogou o estilingue no lado de dentro da cerca do quintal vizinho. E ficou como quem tinha coroinha de santo acima da cabeça. Como o autor da façanha não aparecia, o menino, que nada tinha a ver com isso, mas não delatou o autor, saiu de cena. Todos se dispersaram.
Para surpresa dele, ato quase contínuo, noutro lugar da mesma rua, quando tratava de aprimorar a pontaria tendo como alvos lagartixas, ele ouviu os chamados apreensivos de uma das irmãs: “Vai correndo lá pra casa porque um soldado fardado foi procurar você e papai está uma fera”.
O menino foi sem entender direito o porquê de a polícia ter ido procurá-lo. Não havia feito nada de errado. Em casa chegando, levou palmada nos fundilhos e soube da “intimação” de um policial para comparecer à delegacia de polícia a fim de esclarecer o caso do parabrisa da caçamba.
No dia e hora marcados, ele foi levado pelo pai à delegacia. Os outros meninos, ele nem soubera se também foram. O coração dele só faltava sair pela boca. Tinha medo de ficar preso. E já se imaginava preso em meio aos outros presos. Como é que faria para comer e tomar banho? Um horror!
O delegado era o coronel Coelho, o da foto compartilhada do arquivo de Dona Dorzinha. Quando o menino adentrou com o pai na sala do delegado, os dois se cumprimentaram com um abraço e, em seguida, o delegado fez a seguinte pergunta:
- O que este menino está fazendo aqui?
O pai explicou a situação e o coronel Coelho, o surpreendeu ao dizer:
- Isso aqui não é lugar para criança. Quantos anos ele tem?
O pai respondeu:
- Dez.
O delegado pediu desculpas. Ficou nervoso. Disse:
- Criança não pode ser intimada a comparecer a uma delegacia de polícia.
O menino ouviu as palavras dele aliviado. Pensou não mais correr o risco de ser preso e pagar por algo que não fizera.
De mão dada com o pai, ele foi embora da delegacia pisando em nuvens, livre do tormento do medo de ficar lá para ver o sol nascer quadrado.

(Nunca ele soube se o caso fora, afinal, deslindado ou se ficara por isso mesmo.).



82191
Por Alberto de Sena Batista - 17/2/2017 11:12:45
CORTADOR DE UNHAS

Alberto Sena

Quando pré-adolescente sempre quis ter um cortador de unhas. Recordo-me como se fosse hoje, o meu irmão mais velho possuía um, marca “Trim”. Achava interessante o cortador de unhas dele. Quis emprestado e ele me explicou, “por uma questão de higiene”, não ia emprestar porque cada um tinha de ter o seu. Entendi.
Antes, quem cortava as minhas unhas era o meu pai. As minhas e as dos irmãos mais novos. Fazia uma fila. Ele empunhava uma tesourinha e cortava as unhas das mãos e dos pés. Recordo-me que na escola, no então Grupo Escolar Gonçalves Chaves, em Montes Claros, os alunos tinham de exibir as mãos sobre um lenço em cima da carteira com as unhas devidamente aparadas.
Quem não tinha as unhas das mãos aparadas ela mesma cortava. Perante a classe, isto era “uma vergonha”. Acaso isso acontecesse comigo e ao contar lá em casa, o teto seria capaz de cair. Pai e mãe cuidavam de todos com o maior esmero. A minha camisa com o distintivo do grupo era engomada, branquinha de fazer gosto. As pessoas elogiavam o zelo de minha mãe.
Voltando ao cortador de unhas, quando o meu irmão cortava as unhas dele ficava observando e achava o instrumento a coisa mais prática e rápida do que a tesourinha do meu pai. Pai faleceu quando a família morava na Rua Corrêa Machado, em frente ao campo de futebol do União, time antecessor do Cassimiro de Abreu. Eu tinha à época 11 anos.
O campo do União tornou-se para nós meninos da vizinhança um verdadeiro paraíso. De manhã, logo cedo, depois do café, íamos para o campo e só retornávamos quando uma das minhas irmãs gritava de cima do barranco: “Mamãe chamando pra almoçar”. Isto, em época de férias escolares, porque os estudos sempre foram prioridade lá em casa. E as professoras eram exigentes.
No campo do União havia arquibancada de madeira. Era pequena, mas parecia suficiente para abrigar os torcedores. Na época, ficávamos lá vendo o treino dos jogadores como Marcelino, Moe-de-Ferro, Bispo, Bonga, Felipe Gabrich e outros.
Num certo dia, sentado no alto da arquibancada de uns cinco patamares, vi algo brilhar no chão e como achava ser alguma coisa interessante, quase num salto desci para ver o que era. Era um cortador de unhas. Estava meio enferrujado porque decerto perdido havia mais tempo e o cortador de unhas sofreu os danos das intempéries. Estava semi-enterrado no chão.
Apanhei o cortador de unhas como se fora troféu. O corte estava afiado ainda e fiquei feliz porque daquele dia em diante podia cortar as próprias unhas. Não tinha dinheiro para comprar um novo e mesmo se tivesse não sabia em qual loja encontrar.
Para usá-lo lavei-o bem, porque me lembrei das palavras do meu irmão – “por uma questão de higiene, cada um deve ter o seu”. Como eu não sabia de quem era, tive o cuidado de esterilizá-lo em água fervente. Por um bom tempo utilizei-o da melhor maneira e até andava com ele no bolso para o caso de ter de cortar as unhas. Tinha sempre na lembrança a exigência das professoras do antigo primário – “unhas cortadas e lenço no bolso”.
Que fim levou o meu cortador de unha nem sei. Outros cortadores de unhas eu adquiri ao longo da vida. Mas, o melhor mesmo, eu o trouxe de Nova Iorque (EUA), em 1992, quando fui fazer a cobertura das reuniões preparatórias para a Cúpula da Terra, na Organização das Nações Unidas (ONU), evento realizado no Rio de Janeiro, batizado Rio-92.
Comprei vários, um para mim, para os filhos e nem sei quem mais, a US$ 0,10 cada. O meu, perdi-o anos depois dentro do carro, em Belo Horizonte. Lembro-me, estava com ele e por descuido o deixei cair. Desconfio de que esteja debaixo do assento do passageiro, onde é o meu lugar, porque não dirijo. Quem dirige é a mulher. Desse estresse do trânsito – e de nenhum outro – eu não sofro.
Um dia desses, quando o carro precisar ser levado à oficina, eu vou pedir ao mecânico para retirar o assento de passageiro só para verificar se o meu cortador de unhas “made in USA” está debaixo dele. Tenho quase certeza, eu o encontrarei lá.


82185
Por Alberto de Sena Batista - 14/2/2017 09:45:50
DENTRO DA NOITE

Alberto Sena

Tomei banho, vesti calça jeans, raridade naquela época. Passei brilhantina nos cabelos e dei boa noite à minha mãe. Ela me perguntou: “Aonde você vai?” Perguntou só por perguntar, porque a resposta era a de sempre, “puraí’. Eu não tinha um lugar certo para ir naquelas noites. Ia a vários lugares em Montes Claros, dependia dos encontros com os amigos e as amigas.
Na época, o ponto era na porta da sorveteria Cristal. De lá a turma se arrancava para alguma festa ou outro programa. As opções eram poucas. Aumentaram depois da expansão de Montes Claros para os lados e a partir de quando se embonecou de metrópole de fato sem ser de direito.
Nem sei por que me vieram essas lembranças. Revelo com toda tranquilidade, não tenho saudade da vida vivida. Embora soubesse ser feliz porque me alegrava viver em Montes Claros até ver os amigos, um a um indo embora em busca de outro modo de viver. Na cidade grande.
Quem vive de passado sofre. Saudade vira doença, o banzo. Banzo era a doença dos negros escravos africanos arrancados do seio familiar e do torrão natal para trabalho forçado nos engenhos nordestinos e nas minas gerais. De tanta saudade da pátria querida, eles morriam de banzo.
No entanto, gosto das lembranças do meu viver. Não sei como isso funciona com as outras pessoas, mas comigo trago na mochila muitas estórias. Com o passar do tempo elas viram histórias. Quem não tem nada para contar da vida vivida não viveu. Ou não prestou atenção às vivências e fica pelos cantos à medida do avanço da idade.
Vivi pouco tempo em Montes Claros. Foi do nascimento até aos 22 anos. Depois de iniciar no “O Jornal de Montes Claros”, aos 17 anos, aos 22 já estava na Redação do EM, trabalhando com gente do mais alto nível intelectual, a começar pelo jornalista e escritor Wander Piroli. Mais tempo eu vivi em Belo Horizonte, portanto. Amo aquela cidade. Mas, do modo em que está, interessa-me ir lá só de vez em quando.
Nunca Montes Claros saiu de mim. Penso que deve ter tido maior peso o fato de ser o meu torrão natal, nascido pelas mãos de Irmã Beata. Alguma influência pode ter havido também devido a época em que eu nasci no pós-guerra. Lembro-me, menino, de ouvir a preocupação dos mais velhos quanto a falta de querosene no mercado, combustível de lampiões e de lamparinas. Ouvia falar também de “certo presidente Vargas” que se suicidara e conversas sobre o fim da guerra.
O mais marcante nessas conversas de guerra foi a morte do meu tio José, irmão da minha mãe. Ele foi para o Nordeste, salvo engano Natal, no Rio Grande do Norte, onde tomaria um navio. Ia lutar na Itália. Mas antes de embarcar, o tio morreu afogado, não sei se no mar ou em rio.
Na família pouca informação nós tivemos dele, a não ser um retrato ao lado de um colega, e outro moldurado e posto na parede da sala lá de casa. Ele fazia uma pose bonita. Apoiava o queixo no punho fechado da mão direita.
O menino tinha o maior orgulho do tio José. De certo modo achava melhor ele ter morrido antes de lutar na guerra. Aliás, eu nunca me senti bem com essa história de guerra. Não entendia porque precisava haver guerra. Como ainda não entendo. Um irmão matando o outro. Olha que coisa mais triste para uma criança.
Numa vez em que vi a fotografia na revista O Cruzeiro, de um homem franzino, vestido só de túnica branca, calçado com sandálias e um cajado na mão fiquei impressionado. Era a figura do Marátma Gandhi libertador da Índia do jugo inglês. Soube depois, muito depois, quando li a biografia dele e outros escritos. Gandhi, a “Grande Alma”.
O jovem logo abandonou a brilhantina. Ouviu o ritmo e as vozes de certo grupo de Liverpol. Eles fizeram meus cabelos crescerem livres sacudidos pelos ventos. Irreverentes, identifiquei-me com eles e segui em frente em buscar de sonhos outros.
Por sorte minha ou talvez porque fui marcado pelo toque das mãos de Irmã Beata, afinal, encontrei razão maior de viver décadas depois ao viajar a Israel, a serviço do jornal, onde pude seguir as pegadas do Homem de Nazaré até o Gólgota.
Considerando a relatividade temporal, tudo se deu num átimo. Ainda me vejo na porta da sorveteria Cristal no aguardo dos amigos e das amigas para outros rumos tomar dentro da noite.


82132
Por Alberto de Sena Batista - 27/1/2017 10:56:53
Eucalipto estraga clima da região . “Deserto verde” expõe a ganância de empresários sem visão ambiental

Alberto Sena

Grão Mogol, município distante da capital quase 600 quilômetros, já foi muito mais longe de Belo Horizonte, na época em que era considerado “fim de mundo”. Tanto é verdade que décadas atrás brotou na cabeça de alguém a ideia de encher de eucalipto a região, pois que ninguém iria se importar com a região, mesmo em detrimento da fauna, da flora e do clima locais.
Só o ex-governador Newton Cardoso, tem uma monocultura de eucalipto na região, que para ser percorrida leva horas de carro. O ex-governador, se não é o maior explorador de eucalipto na região e uma dos maiores. Comparado com o que leva daqui, ele deixa pouco ou quase nada para o município.
Mas não é só ele o responsável pelo “deserto verde” na região. Em pé de igualdade com estão empresas como Vale do Rio Doce (Floresta Rio Doce), Plantar, Rima, Calsete e outras, além do famigerado “fazendeiro florestal”. Todos contribuíram para tornar ainda mais árida as áreas integrantes do Polígono das secas (as secas eram cíclicas, agora, com os eucaliptos, são permanentes). Essa corrida ao eucalipto originou sérios problemas de grilagem de terras.
EM ABUNDÂNCIA – Os mais antigos personagens de Grão Mogol contam, antes da vinda dos eucaliptos, o clima da região era outro, bem mais agradável. Chovia em abundância, até além do período considerado normal. A sede do município tinha fama de possuir clima temperado comparável a certos lugares da Europa. Os rios esbanjavam água, os ribeirões e córregos também.
Atualmente, a não ser de madrugada, quando a temperatura cai um pouco, Grão Mogol ficou quase tão quente quanto está Montes Claros. A luz solar incide nas pedras e estas refletem o calor ajudando tornar os dias e as noites muitas das vezes quase insuportáveis. A vantagem é que, aqui, venta devido às serras, e em Montes Claros vento é quase só o do ventilador ou do ar condicionado.
POUCA CHUVA – Nos últimos cinco anos choveu pouco na região. Nesta temporada também. Os córregos, ribeirões e rios quase todos “cortam poço” anualmente. Muita coisa mudou na região e o eucalipto é apontado como o principal responsável por isso. Por isso e por muito mais, porque destruiu a flora e afugentou a fauna.
Em eucalipto nada aparece além de “formigas e caturritas (aves predadoras de lavouras que usam as árvores de eucalipto como abrigo, mas não se alimentam delas)”, como explica em estudo específico Rafael Said Bhering Cardoso, Mestre em Patrimônio Cultural, Paisagens e Cidadania pela Universidade Federal de Viçosa (UFV).
Os impactos negativos do eucalipto são por demais conhecidos. É necessário as autoridades responsáveis colocarem um basta na ganância empresarial e impedir a expansão dos maciços. É fundamental não pensar só economicamente, mas ter visão mais ampla dos prejuízos que uma monocultura de eucalipto provoca. Quem ganha é só o empresário. Hoje, do plantio a colheita, tudo é mecanizado.
TRINTA LITROS – A quem sabe ler e raciocinar basta dizer, um pé de eucalipto isoladamente visto em meio ao maciço consome por dia 30 litros de água. E o que isso pode gerar adiante senão um déficit hídrico nas regiões onde são cultivados eucaliptos? É o que acontece aqui, na região de Grão Mogol. Numa linguagem popular, os eucaliptos chupam a água da região.
O problema é grave. Ressecamento do solo significa maior exposição à erosão. O eucalipto visando unicamente “maior viabilidade econômica possível” empobrece o solo e o expõe. Terra é gente como a gente. Terra sente dores, como a gente. Terra empobrece também. Todo agricultor sabe disso. Para recuperar a terra é necessário alto investimento. A biodiversidade diminui e a diversidade da fauna também.
Para contrapor ao discurso falso de oferta de “empregos e reflorestamento”, a especialização da atividade gerou grande desemprego e põe em risco até mesmo a cultura de um povo. Esse problema pode acabar por gerar grande impacto social na região. Tudo isto sem nada falar da transformação da paisagem, quando as florestas heterogenias são substituídas por monocultura de eucalipto. Clones que, a cada ano vai transformando um paraíso natural em “deserto verde”.


82104
Por Alberto de Sena Batista - 18/1/2017 09:46:00

BEMQUERER REAPRENDENDO A VOAR

Alberto Sena

Emocionante. Esta palavra resume a garra, a força de vontade e a convicção do empresário Lúcio Bemquerer. Ele fez uma cirurgia na medula, na Santa Casa de Montes Claros e se recupera fazendo fisioterapia. Quem o viu logo após a cirurgia, muito bem sucedida, tinha a impressão de que o Bemquerer iria começar a mexer com os pés meses depois.
A evolução de Lúcio surpreendeu o próprio médico (...) que o operou. Surpreendeu o filho dele, Marcos Bemquerer e surpreendeu a mim também, porque três dias depois de operado, ele já mexia com os pés. Agora, vendo-o fazendo fisioterapia, é motivo de admiração ao fazer a comparação do antes com o agora. Quem o conhece se emociona.
Ele senta na cama, fica em pé na janela, movimenta-se com o andador e, no ritmo em que vai logo estará andando dentro de um quadro de normalidade. Ele já pretende passar fins de semana em Grão Mogol, a fim de respirar os ares do lugar onde nasceu e construiu o maior presépio natural do mundo, o Presépio Mãos de Deus.
O fisioterapeuta Guilherme Ruas está tão otimista em relação à recuperação do paciente tanto quanto o próprio Lúcio. É importante lembrar, ele fez uma cirurgia na medula e todos sabem o quanto ela é fundamental. Significa dizer, a recuperação não acontece como num passe de mágica. É necessário querer se recuperar – e ele quer – porque o corpo no momento está assim, mas a cabeça funciona a mil quilômetros por hora.
Lúcio sempre foi homem ativo. Em Belo Horizonte, onde dirigiu a Associação Comercial de Minas (ACMinas), como consultor principal da Prosper e diretor executivo do Fórum de Líderes da Gazeta Mercantil, o empresário sempre se destacou pela agilidade na tomada de iniciativas para solucionar questões empresariais.
Quando na ativa, acometido do problema na medula, só diagnosticado há cerca de oito meses, o que ocasionou a cirurgia na Santa Casa, o empresário foi convidado a ser ministro de Estado, a ser candidato a governador e também prefeito. Ele não aceitou nenhum dos convites por se achar empresário por vocação sem a necessidade de se envolver com a política.
De tudo que fez por Grão Mogol, Montes Claros e Belo Horizonte, o Presépio Natural Mãos de Deus, construído por ele já aposentado e de volta a terra natal, talvez seja a sua maior obra, porque foi como tivesse atendido a um sinal vindo do céu como um bólido.
Lúcio vive cada dia como se fora o primeiro ou o último. Hoje ele está melhor do que ontem. E assim vai. Essa certeza o empresário tem, como também possui todo o tempo do mundo para fazer reflexões pessoais enquanto sente o corpo responder aos comandos dos exercícios dirigidos pelo fisioterapeuta, um trabalho de dedicação e amor, torcendo o corpo dele de todo jeito.
Dentro de mais um pouco, certamente, um novo homem ressurgirá vestido na pele dele. E quando isto acontecer, Bemquerer será a prova inconteste de que quando se quer alguma coisa, principalmente relacionada com a recuperação da saúde, o denodo e a vontade suprema agindo dentro dele geram o milagre. Eis o homem em sua saga. Como a mitológica ave chamada Fênix, ele está reaprendendo a voar.




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Haroldo Lívio
Haroldo Santos
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