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10/9/2014 -"...teve até o desfile de um mendigo novo, supostamente drogado, que andou pelo centro, o quarteirão fechado da rua Simeão Ribeiro, completamente nu, exibindo-se". A crescente degradação da Praça da Matriz e vizinhança pede:

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           Alberto de Sena Batista    albertobatista@superig.com.br

82198
Por Alberto de Sena Batista - 23/2/2017 10:06:59
Medo de ver o sol nascer quadrado

Alberto Sena

Faz tempo narrei o episódio abaixo em epígrafe. Ouso tocar nele de novo porque os leitores já devem tê-lo esquecido e, portanto, irei relembrá-lo. E todos haverão de convir comigo, a repetição se justifica por si mesma.
Entretanto, antes, devo esclarecer, me motivou a contar de novo o episódio uma foto do coronel José Coelho de Araújo, delegado de polícia à época responsável pelo esclarecimento de um “intrincado caso” envolvendo certo menino de dez anos e outros da mesma idade.
Na foto publicada (no Facebook) por Wagner Gomes, destacada do arquivo fotográfico de Dona Maria das Dores Guimarães Gomes (Dona Dorzinha), o coronel Coelho, como era mais conhecido recebia uma placa de homenagem prestada por senhoras da sociedade montesclarina, “tendo ao fundo Yvonne Silveira e ao lado Dona Maria Avelar Tonelli, Dona Graice Quintino Vieira e Dona Arlete Macedo”.
Não há nenhuma relação entre essa foto e o episódio a ser recontado. A foto do delegado, além de ter despertado a lembrança do episódio, é usada nesta ocasião só para ilustrar, porque o ocorrido se deu faz muito tempo e foi uma surpresa deparar-me agora com essa foto dele ainda mais novo.
Vamos ao episódio, sem mais preâmbulo. Pelos meus cálculos, tudo se deu em 1960. Faz, portanto, 57 anos para ser exato. A idade do menino era de dez anos. O estilingue sempre pendurado ao pescoço, continha várias marcações no gancho para contar o número de caças abatidas. Uma loucura! O menino jamais faria isso novamente.
Estava ele em meio a um grupo de outros meninos, cada um armado com o seu respectivo estilingue. O lugar era a Rua João Pinheiro, em Montes Claros, nas imediações de uma barroca, hoje inexistente, ao lado do então “campo do União”. De repente, no momento em que passava pelo grupo um caminhão caçamba do Departamento de Estrada de Rodagem (DER), todos ouviram o estalido de vidro trincando e partindo em pedacinhos.
Um dos meninos do grupo havia atirado uma pedra de estilingue no parabrisa da caçamba. O motorista parou o caminhão, e, antes mesmo de inquirir quem havia feito tamanha bobagem, um deles se distanciou do grupo e jogou o estilingue no lado de dentro da cerca do quintal vizinho. E ficou como quem tinha coroinha de santo acima da cabeça. Como o autor da façanha não aparecia, o menino, que nada tinha a ver com isso, mas não delatou o autor, saiu de cena. Todos se dispersaram.
Para surpresa dele, ato quase contínuo, noutro lugar da mesma rua, quando tratava de aprimorar a pontaria tendo como alvos lagartixas, ele ouviu os chamados apreensivos de uma das irmãs: “Vai correndo lá pra casa porque um soldado fardado foi procurar você e papai está uma fera”.
O menino foi sem entender direito o porquê de a polícia ter ido procurá-lo. Não havia feito nada de errado. Em casa chegando, levou palmada nos fundilhos e soube da “intimação” de um policial para comparecer à delegacia de polícia a fim de esclarecer o caso do parabrisa da caçamba.
No dia e hora marcados, ele foi levado pelo pai à delegacia. Os outros meninos, ele nem soubera se também foram. O coração dele só faltava sair pela boca. Tinha medo de ficar preso. E já se imaginava preso em meio aos outros presos. Como é que faria para comer e tomar banho? Um horror!
O delegado era o coronel Coelho, o da foto compartilhada do arquivo de Dona Dorzinha. Quando o menino adentrou com o pai na sala do delegado, os dois se cumprimentaram com um abraço e, em seguida, o delegado fez a seguinte pergunta:
- O que este menino está fazendo aqui?
O pai explicou a situação e o coronel Coelho, o surpreendeu ao dizer:
- Isso aqui não é lugar para criança. Quantos anos ele tem?
O pai respondeu:
- Dez.
O delegado pediu desculpas. Ficou nervoso. Disse:
- Criança não pode ser intimada a comparecer a uma delegacia de polícia.
O menino ouviu as palavras dele aliviado. Pensou não mais correr o risco de ser preso e pagar por algo que não fizera.
De mão dada com o pai, ele foi embora da delegacia pisando em nuvens, livre do tormento do medo de ficar lá para ver o sol nascer quadrado.

(Nunca ele soube se o caso fora, afinal, deslindado ou se ficara por isso mesmo.).



82191
Por Alberto de Sena Batista - 17/2/2017 11:12:45
CORTADOR DE UNHAS

Alberto Sena

Quando pré-adolescente sempre quis ter um cortador de unhas. Recordo-me como se fosse hoje, o meu irmão mais velho possuía um, marca “Trim”. Achava interessante o cortador de unhas dele. Quis emprestado e ele me explicou, “por uma questão de higiene”, não ia emprestar porque cada um tinha de ter o seu. Entendi.
Antes, quem cortava as minhas unhas era o meu pai. As minhas e as dos irmãos mais novos. Fazia uma fila. Ele empunhava uma tesourinha e cortava as unhas das mãos e dos pés. Recordo-me que na escola, no então Grupo Escolar Gonçalves Chaves, em Montes Claros, os alunos tinham de exibir as mãos sobre um lenço em cima da carteira com as unhas devidamente aparadas.
Quem não tinha as unhas das mãos aparadas ela mesma cortava. Perante a classe, isto era “uma vergonha”. Acaso isso acontecesse comigo e ao contar lá em casa, o teto seria capaz de cair. Pai e mãe cuidavam de todos com o maior esmero. A minha camisa com o distintivo do grupo era engomada, branquinha de fazer gosto. As pessoas elogiavam o zelo de minha mãe.
Voltando ao cortador de unhas, quando o meu irmão cortava as unhas dele ficava observando e achava o instrumento a coisa mais prática e rápida do que a tesourinha do meu pai. Pai faleceu quando a família morava na Rua Corrêa Machado, em frente ao campo de futebol do União, time antecessor do Cassimiro de Abreu. Eu tinha à época 11 anos.
O campo do União tornou-se para nós meninos da vizinhança um verdadeiro paraíso. De manhã, logo cedo, depois do café, íamos para o campo e só retornávamos quando uma das minhas irmãs gritava de cima do barranco: “Mamãe chamando pra almoçar”. Isto, em época de férias escolares, porque os estudos sempre foram prioridade lá em casa. E as professoras eram exigentes.
No campo do União havia arquibancada de madeira. Era pequena, mas parecia suficiente para abrigar os torcedores. Na época, ficávamos lá vendo o treino dos jogadores como Marcelino, Moe-de-Ferro, Bispo, Bonga, Felipe Gabrich e outros.
Num certo dia, sentado no alto da arquibancada de uns cinco patamares, vi algo brilhar no chão e como achava ser alguma coisa interessante, quase num salto desci para ver o que era. Era um cortador de unhas. Estava meio enferrujado porque decerto perdido havia mais tempo e o cortador de unhas sofreu os danos das intempéries. Estava semi-enterrado no chão.
Apanhei o cortador de unhas como se fora troféu. O corte estava afiado ainda e fiquei feliz porque daquele dia em diante podia cortar as próprias unhas. Não tinha dinheiro para comprar um novo e mesmo se tivesse não sabia em qual loja encontrar.
Para usá-lo lavei-o bem, porque me lembrei das palavras do meu irmão – “por uma questão de higiene, cada um deve ter o seu”. Como eu não sabia de quem era, tive o cuidado de esterilizá-lo em água fervente. Por um bom tempo utilizei-o da melhor maneira e até andava com ele no bolso para o caso de ter de cortar as unhas. Tinha sempre na lembrança a exigência das professoras do antigo primário – “unhas cortadas e lenço no bolso”.
Que fim levou o meu cortador de unha nem sei. Outros cortadores de unhas eu adquiri ao longo da vida. Mas, o melhor mesmo, eu o trouxe de Nova Iorque (EUA), em 1992, quando fui fazer a cobertura das reuniões preparatórias para a Cúpula da Terra, na Organização das Nações Unidas (ONU), evento realizado no Rio de Janeiro, batizado Rio-92.
Comprei vários, um para mim, para os filhos e nem sei quem mais, a US$ 0,10 cada. O meu, perdi-o anos depois dentro do carro, em Belo Horizonte. Lembro-me, estava com ele e por descuido o deixei cair. Desconfio de que esteja debaixo do assento do passageiro, onde é o meu lugar, porque não dirijo. Quem dirige é a mulher. Desse estresse do trânsito – e de nenhum outro – eu não sofro.
Um dia desses, quando o carro precisar ser levado à oficina, eu vou pedir ao mecânico para retirar o assento de passageiro só para verificar se o meu cortador de unhas “made in USA” está debaixo dele. Tenho quase certeza, eu o encontrarei lá.


82185
Por Alberto de Sena Batista - 14/2/2017 09:45:50
DENTRO DA NOITE

Alberto Sena

Tomei banho, vesti calça jeans, raridade naquela época. Passei brilhantina nos cabelos e dei boa noite à minha mãe. Ela me perguntou: “Aonde você vai?” Perguntou só por perguntar, porque a resposta era a de sempre, “puraí’. Eu não tinha um lugar certo para ir naquelas noites. Ia a vários lugares em Montes Claros, dependia dos encontros com os amigos e as amigas.
Na época, o ponto era na porta da sorveteria Cristal. De lá a turma se arrancava para alguma festa ou outro programa. As opções eram poucas. Aumentaram depois da expansão de Montes Claros para os lados e a partir de quando se embonecou de metrópole de fato sem ser de direito.
Nem sei por que me vieram essas lembranças. Revelo com toda tranquilidade, não tenho saudade da vida vivida. Embora soubesse ser feliz porque me alegrava viver em Montes Claros até ver os amigos, um a um indo embora em busca de outro modo de viver. Na cidade grande.
Quem vive de passado sofre. Saudade vira doença, o banzo. Banzo era a doença dos negros escravos africanos arrancados do seio familiar e do torrão natal para trabalho forçado nos engenhos nordestinos e nas minas gerais. De tanta saudade da pátria querida, eles morriam de banzo.
No entanto, gosto das lembranças do meu viver. Não sei como isso funciona com as outras pessoas, mas comigo trago na mochila muitas estórias. Com o passar do tempo elas viram histórias. Quem não tem nada para contar da vida vivida não viveu. Ou não prestou atenção às vivências e fica pelos cantos à medida do avanço da idade.
Vivi pouco tempo em Montes Claros. Foi do nascimento até aos 22 anos. Depois de iniciar no “O Jornal de Montes Claros”, aos 17 anos, aos 22 já estava na Redação do EM, trabalhando com gente do mais alto nível intelectual, a começar pelo jornalista e escritor Wander Piroli. Mais tempo eu vivi em Belo Horizonte, portanto. Amo aquela cidade. Mas, do modo em que está, interessa-me ir lá só de vez em quando.
Nunca Montes Claros saiu de mim. Penso que deve ter tido maior peso o fato de ser o meu torrão natal, nascido pelas mãos de Irmã Beata. Alguma influência pode ter havido também devido a época em que eu nasci no pós-guerra. Lembro-me, menino, de ouvir a preocupação dos mais velhos quanto a falta de querosene no mercado, combustível de lampiões e de lamparinas. Ouvia falar também de “certo presidente Vargas” que se suicidara e conversas sobre o fim da guerra.
O mais marcante nessas conversas de guerra foi a morte do meu tio José, irmão da minha mãe. Ele foi para o Nordeste, salvo engano Natal, no Rio Grande do Norte, onde tomaria um navio. Ia lutar na Itália. Mas antes de embarcar, o tio morreu afogado, não sei se no mar ou em rio.
Na família pouca informação nós tivemos dele, a não ser um retrato ao lado de um colega, e outro moldurado e posto na parede da sala lá de casa. Ele fazia uma pose bonita. Apoiava o queixo no punho fechado da mão direita.
O menino tinha o maior orgulho do tio José. De certo modo achava melhor ele ter morrido antes de lutar na guerra. Aliás, eu nunca me senti bem com essa história de guerra. Não entendia porque precisava haver guerra. Como ainda não entendo. Um irmão matando o outro. Olha que coisa mais triste para uma criança.
Numa vez em que vi a fotografia na revista O Cruzeiro, de um homem franzino, vestido só de túnica branca, calçado com sandálias e um cajado na mão fiquei impressionado. Era a figura do Marátma Gandhi libertador da Índia do jugo inglês. Soube depois, muito depois, quando li a biografia dele e outros escritos. Gandhi, a “Grande Alma”.
O jovem logo abandonou a brilhantina. Ouviu o ritmo e as vozes de certo grupo de Liverpol. Eles fizeram meus cabelos crescerem livres sacudidos pelos ventos. Irreverentes, identifiquei-me com eles e segui em frente em buscar de sonhos outros.
Por sorte minha ou talvez porque fui marcado pelo toque das mãos de Irmã Beata, afinal, encontrei razão maior de viver décadas depois ao viajar a Israel, a serviço do jornal, onde pude seguir as pegadas do Homem de Nazaré até o Gólgota.
Considerando a relatividade temporal, tudo se deu num átimo. Ainda me vejo na porta da sorveteria Cristal no aguardo dos amigos e das amigas para outros rumos tomar dentro da noite.


82132
Por Alberto de Sena Batista - 27/1/2017 10:56:53
Eucalipto estraga clima da região . “Deserto verde” expõe a ganância de empresários sem visão ambiental

Alberto Sena

Grão Mogol, município distante da capital quase 600 quilômetros, já foi muito mais longe de Belo Horizonte, na época em que era considerado “fim de mundo”. Tanto é verdade que décadas atrás brotou na cabeça de alguém a ideia de encher de eucalipto a região, pois que ninguém iria se importar com a região, mesmo em detrimento da fauna, da flora e do clima locais.
Só o ex-governador Newton Cardoso, tem uma monocultura de eucalipto na região, que para ser percorrida leva horas de carro. O ex-governador, se não é o maior explorador de eucalipto na região e uma dos maiores. Comparado com o que leva daqui, ele deixa pouco ou quase nada para o município.
Mas não é só ele o responsável pelo “deserto verde” na região. Em pé de igualdade com estão empresas como Vale do Rio Doce (Floresta Rio Doce), Plantar, Rima, Calsete e outras, além do famigerado “fazendeiro florestal”. Todos contribuíram para tornar ainda mais árida as áreas integrantes do Polígono das secas (as secas eram cíclicas, agora, com os eucaliptos, são permanentes). Essa corrida ao eucalipto originou sérios problemas de grilagem de terras.
EM ABUNDÂNCIA – Os mais antigos personagens de Grão Mogol contam, antes da vinda dos eucaliptos, o clima da região era outro, bem mais agradável. Chovia em abundância, até além do período considerado normal. A sede do município tinha fama de possuir clima temperado comparável a certos lugares da Europa. Os rios esbanjavam água, os ribeirões e córregos também.
Atualmente, a não ser de madrugada, quando a temperatura cai um pouco, Grão Mogol ficou quase tão quente quanto está Montes Claros. A luz solar incide nas pedras e estas refletem o calor ajudando tornar os dias e as noites muitas das vezes quase insuportáveis. A vantagem é que, aqui, venta devido às serras, e em Montes Claros vento é quase só o do ventilador ou do ar condicionado.
POUCA CHUVA – Nos últimos cinco anos choveu pouco na região. Nesta temporada também. Os córregos, ribeirões e rios quase todos “cortam poço” anualmente. Muita coisa mudou na região e o eucalipto é apontado como o principal responsável por isso. Por isso e por muito mais, porque destruiu a flora e afugentou a fauna.
Em eucalipto nada aparece além de “formigas e caturritas (aves predadoras de lavouras que usam as árvores de eucalipto como abrigo, mas não se alimentam delas)”, como explica em estudo específico Rafael Said Bhering Cardoso, Mestre em Patrimônio Cultural, Paisagens e Cidadania pela Universidade Federal de Viçosa (UFV).
Os impactos negativos do eucalipto são por demais conhecidos. É necessário as autoridades responsáveis colocarem um basta na ganância empresarial e impedir a expansão dos maciços. É fundamental não pensar só economicamente, mas ter visão mais ampla dos prejuízos que uma monocultura de eucalipto provoca. Quem ganha é só o empresário. Hoje, do plantio a colheita, tudo é mecanizado.
TRINTA LITROS – A quem sabe ler e raciocinar basta dizer, um pé de eucalipto isoladamente visto em meio ao maciço consome por dia 30 litros de água. E o que isso pode gerar adiante senão um déficit hídrico nas regiões onde são cultivados eucaliptos? É o que acontece aqui, na região de Grão Mogol. Numa linguagem popular, os eucaliptos chupam a água da região.
O problema é grave. Ressecamento do solo significa maior exposição à erosão. O eucalipto visando unicamente “maior viabilidade econômica possível” empobrece o solo e o expõe. Terra é gente como a gente. Terra sente dores, como a gente. Terra empobrece também. Todo agricultor sabe disso. Para recuperar a terra é necessário alto investimento. A biodiversidade diminui e a diversidade da fauna também.
Para contrapor ao discurso falso de oferta de “empregos e reflorestamento”, a especialização da atividade gerou grande desemprego e põe em risco até mesmo a cultura de um povo. Esse problema pode acabar por gerar grande impacto social na região. Tudo isto sem nada falar da transformação da paisagem, quando as florestas heterogenias são substituídas por monocultura de eucalipto. Clones que, a cada ano vai transformando um paraíso natural em “deserto verde”.


82104
Por Alberto de Sena Batista - 18/1/2017 09:46:00

BEMQUERER REAPRENDENDO A VOAR

Alberto Sena

Emocionante. Esta palavra resume a garra, a força de vontade e a convicção do empresário Lúcio Bemquerer. Ele fez uma cirurgia na medula, na Santa Casa de Montes Claros e se recupera fazendo fisioterapia. Quem o viu logo após a cirurgia, muito bem sucedida, tinha a impressão de que o Bemquerer iria começar a mexer com os pés meses depois.
A evolução de Lúcio surpreendeu o próprio médico (...) que o operou. Surpreendeu o filho dele, Marcos Bemquerer e surpreendeu a mim também, porque três dias depois de operado, ele já mexia com os pés. Agora, vendo-o fazendo fisioterapia, é motivo de admiração ao fazer a comparação do antes com o agora. Quem o conhece se emociona.
Ele senta na cama, fica em pé na janela, movimenta-se com o andador e, no ritmo em que vai logo estará andando dentro de um quadro de normalidade. Ele já pretende passar fins de semana em Grão Mogol, a fim de respirar os ares do lugar onde nasceu e construiu o maior presépio natural do mundo, o Presépio Mãos de Deus.
O fisioterapeuta Guilherme Ruas está tão otimista em relação à recuperação do paciente tanto quanto o próprio Lúcio. É importante lembrar, ele fez uma cirurgia na medula e todos sabem o quanto ela é fundamental. Significa dizer, a recuperação não acontece como num passe de mágica. É necessário querer se recuperar – e ele quer – porque o corpo no momento está assim, mas a cabeça funciona a mil quilômetros por hora.
Lúcio sempre foi homem ativo. Em Belo Horizonte, onde dirigiu a Associação Comercial de Minas (ACMinas), como consultor principal da Prosper e diretor executivo do Fórum de Líderes da Gazeta Mercantil, o empresário sempre se destacou pela agilidade na tomada de iniciativas para solucionar questões empresariais.
Quando na ativa, acometido do problema na medula, só diagnosticado há cerca de oito meses, o que ocasionou a cirurgia na Santa Casa, o empresário foi convidado a ser ministro de Estado, a ser candidato a governador e também prefeito. Ele não aceitou nenhum dos convites por se achar empresário por vocação sem a necessidade de se envolver com a política.
De tudo que fez por Grão Mogol, Montes Claros e Belo Horizonte, o Presépio Natural Mãos de Deus, construído por ele já aposentado e de volta a terra natal, talvez seja a sua maior obra, porque foi como tivesse atendido a um sinal vindo do céu como um bólido.
Lúcio vive cada dia como se fora o primeiro ou o último. Hoje ele está melhor do que ontem. E assim vai. Essa certeza o empresário tem, como também possui todo o tempo do mundo para fazer reflexões pessoais enquanto sente o corpo responder aos comandos dos exercícios dirigidos pelo fisioterapeuta, um trabalho de dedicação e amor, torcendo o corpo dele de todo jeito.
Dentro de mais um pouco, certamente, um novo homem ressurgirá vestido na pele dele. E quando isto acontecer, Bemquerer será a prova inconteste de que quando se quer alguma coisa, principalmente relacionada com a recuperação da saúde, o denodo e a vontade suprema agindo dentro dele geram o milagre. Eis o homem em sua saga. Como a mitológica ave chamada Fênix, ele está reaprendendo a voar.




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22/02/17 - 15h
INSS cancela 43 mil auxílios-doença irregulares em 7 meses

22/02/17 - 14h
Eclipse parcial do sol poderá ser visto domingo, a partir das 12h30m, por cerca de 1 hora

22/02/17 - 13h
Por 55 votos a 13, Senado aprova Alexandre de Moraes como novo ministro do Supremo Tribunal Federal

22/02/17 - 12h
Grêmio cumpre promessa e aciona CBF para tentar proibir Atlético de fazer novas contratações

22/02/17 - 11h
Manchetes dos jornais: “‘Luz barata’ de Dilma custará R$ 62 bilhões para o consumidor” - “Moraes afirma que nunca advogou para a facção PCC” - “Moraes não abre mão de ser revisor da Lava-Jato”

22/02/17 - 10h48
Bispo auxiliar de Belo Horizonte, nascido em Juiz de Fora, é nomeado arcebispo coadjutor em M. Claros, com direito à sucessão

22/02/17 - 10h
Ministro da Fazenda não descarta volta da CPMF, mas diz que é “um pouco prematuro” discutir o assunto

22/02/17 - 9h
Homem que levou roda na cabeça - atirada do outro lado da pista - se recupera bem e vai receber alta

22/02/17 - 8h
45mm, é a conta da chuva, pouco provável, que a meteorologia vê para M. Claros até o sábado pós-Carnaval

22/02/17 - 7h
Conta de luz deve ficar 7% mais cara, este ano, para pagar indenização por erro do governo em 2012; Associação diz que população não deve


21/02/17 - 18h
CBF proíbe venda de mando de campo e grama artificial, mas libera crianças no Brasileirão

21/02/17 - 17h
Mega-Sena especial de Carnaval pode pagar, hoje, prêmio de 22 milhões de reais. (Ninguém ganhou com os números 29 - 35 - 43 - 54 - 56 - 57)

21/02/17 - 16h
No dia em que deveria receber 2 stents, homem joga 6 partidas de futebol e "morre" 27 vezes

21/02/17 - 15h
Montes Claros tem dia de estreia e decisão no Sul-Americano Masculino de Vôlei

21/02/17 - 14h
Construção civil em Minas fechou 95 mil vagas em 2015 e 2016

21/02/17 - 13h
Manchetes dos jornais:“Foro não pode ser ´suruba selecionada´, diz líder do governo” - “63 cidades pedem socorro já contra febre amarela”- “Rio autoriza venda de estatal para pagar salário atrasado”

21/02/17 - 12h
Dois modelos do carro que voa começam a ser vendidos na Holanda. Têm 2 lugares, voam a 180 km/h e cobrem 500 km

21/02/17 - 11h
Brasil atual é o 10º país do mundo mais perigoso para a imprensa e o 2º na América Latina, atrás do México

21/02/17 - 10h
Ventos de 21km hoje em M. Claros, com pouca esperança de chuva antes, durante e depois do Carnaval

21/02/17 - 9h
Atlético e Cruzeiro estrearão contra Flamengo e São Paulo no Brasileirão

21/02/17 - 8h
Monomotor cai em área de shopping da 2ª mais populosa cidade da Austrália e mata 5 pessoas, todos homens

21/02/17 - 7h
Bill Gates alerta para pandemia - trazida por guerra ou por terrorista - capaz de matar 30 milhões de pessoas no espaço de 1 ano


20/02/17 - 18h
Flamengo tem início de ano com melhor campanha entre 122 clubes brasileiros

20/02/17 - 17h
Com 18 gols, Ábila iguala Sorín na lista de artilheiros estrangeiros do Cruzeiro

20/02/17 - 16h
Aeronáutica recebe inscrições, entre hoje e 21 de março, para concurso com 55 vagas

20/02/17 - 15h
Começa a valer hoje limite de até 1,5 milhão de reais para compra de imóveis com o FGTS

20/02/17 - 14h
Justiça da Espanha nega recursos e abre processo contra Neymar

20/02/17 - 13h
Manchetes dos jornais:“Delação da Odebrecht cita R$ 7 milhões a ministro”“Governo federal de olho na aposentadoria militar”; “Contas de partidos paradas no TSE somam R$ 2,2 bilhões”

20/02/17 - 12h
Em 3 anos, óculos líquidos devem substituir os atuais para corrigir visão borrada, com ajuda de bluetooth

20/02/17 - 11h
Pai de Camacho, do Corinthians, de 56 anos, morre no Rio; elevador da casa de 3 andares despencou, matando o pai e ferindo mãe e irmão paraplégico

20/02/17 - 10h
Reforma da Previdência recebe críticas e pode sofrer mudanças

20/02/17 - 9h
Até a Quarta-feira de Cinzas, juntando tudo, meteorologia agora acha 26mm de chuva em M. Claros, mas com pouca chance

20/02/17 - 8h
Goleada de 4 a 1, com 3 gols de Fred, deixa Atlético na liderança isolada do Campeonato Mineiro

20/02/17 - 7h
Erros no cadastro dificultam consulta nas contas inativas do FGTS


18/02/17 - 18h
No clássico deste domingo, artilheiros do Atlético ficarão frente a frente com o América, clube onde foram revelados

18/02/17 - 17h
Após 4 meses, horário de verão acaba hoje à meia-noite; relógios devem ser atrasados em 1 hora

18/02/17 - 16h
Alto custo faz CBF desistir de usar árbitro de vídeo no Brasil em 2017

18/02/17 - 15h
Cruzeiro defenderá invencibilidade contra a URT, hoje, pelo Campeonato Mineiro

18/02/17 - 14h
Governo alemão recomenda aos pais que destruam a boneca “espiã”

18/02/17 - 13h
Manchetes dos jornais: “Deputados são acusados de estupro a assassinato” - “Relator da Lava Jato critica foro privilegiado de político” - “Mais de mil notificações de febre amarela em Minas”

18/02/17 - 12h
Plano de demissão dos Correios tem 5 mil adesões e fica abaixo da meta de 8,2 mil

18/02/17 - 11h
Ministério da Saúde confirma 89 mortes por febre amarela - 77 delas em Minas

18/02/17 - 10h
Maiores de 70 anos já podem sacar das contas inativas do FGTS sem esperar calendário



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