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10/9/2014 -"...teve até o desfile de um mendigo novo, supostamente drogado, que andou pelo centro, o quarteirão fechado da rua Simeão Ribeiro, completamente nu, exibindo-se". A crescente degradação da Praça da Matriz e vizinhança pede:

»1 - Policiamento mais rigoroso
»2 - Redefinição do uso da praça que é o marco zero da cidade
»3 - Outra reforma física
»4 - Maior empenho das autoridades no cumprimento das leis
»5 - Uma recuperação em todos os sentidos

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           Luiz Ortiga    ortigaluiz@ig.com.br

79007
Por Luiz Ortiga - 14/11/2014 20:55:31
Tempos atrás falou-se no governo de Minas de se fazer um planejamento para recuperação das margens do rio São Francisco, através de um reflorestamento de peso. O tempo passou e passou e nunca mais se falou no problema que hoje nos afeta a todos que vivemos no vale do rio São Francisco. Relembrando, o desmatamento do rio que se inicou quando chegaram os vapores com suas caldeiras que eram aquecidas com a lenha retirada das margens e jamais se pensou em reflorestá-las. Ocorre-me iniciar neste MURAL um movimento visando a concretização não só do projeto, mas do início ao reflorestamento. Caberiam às prefeituras do vale e principalmente aquelas das margens do rio, a participação efetiva, envolvendo as populações e o que é mais importante: conscientizá-las sobre o problema e com a solução única do mesmo que será o reflorestamento. Ocorreu-me esta lembrança e que espero tenha o seu início aqui, a partiri de Montes Claros.


78978
Por Luiz Ortiga - 8/11/2014 12:42:34
Das coisas preocupantes para Montes Claros são os constantes acidentes em nossas rodovias. Simplesmente os planejadores esqueceram-se que Montes Claros é um dos grandes "hubs" ou polos rodoviários do Brasil. A ligação Uberlandia/Montes Claros a BR 365 e daí até a BR 116 pela 365/251, fez funcionar uma lógica que os planejadores não consideraram: seria evidente a escolha do caminho mais curto para se atingir o destino. O centro produtor que é SP iria procurar abreviar a distância até o consumidor no nordeste. De Montes Claros seguimos até a BR 116, precisamente à 21 km de Divisa Alegre. Daí já estamos na Bahia e até Feira de Santana, onde o motorista fará a sua opção se pela BR 101 pela costa nordeste ou cortando pelo centro na BR 116 até Fortaleza. O que nos preocupa é a evidência da construção mal dimencionadas para receber um trafego pesado de carretas, cada vez maiores, para escoamento da produção. Não respeitam ninguém numa verdadeira guerra do salve-se quem puder ou a lei do mais forte. Carros de passeio passam por grandes perigos nessas rodovias.Até os onibus que são maiores e levam cargas preciosas,não são respeitados. O que nos preocupa e nos deixam desolados a a inesxistencia de projetos de melhorias, em todos os sentidos, nessas rodovias que são de suma importância para a economia do país. Não entrei no mérito da total falta de fiscalização. Políticos da região poderiam colocar esta grande carência na relação dos seus assuntos e planos de ação. Reconheço que já foi pior, mas o importante é querermos o melhor e sempre.


78930
Por Luiz Ortiga - 28/10/2014 19:34:04
Outubro chegando ao fim, a gente já começa a sentir um cheiro de fim de ano no ar. Estava mesmo sem fazer a minha programação para esta época, aí, recebo um belo convite da Marlene Caldeira, colega de turma do Diocesano e que irá aniversariar em dezembro. Em vista disto, a Marlene com o intuito de não atrapalhar o Natal do pessoal, resolveu comemorar o seu anicersário que é dia 25/12, em grande estilo. Antecipará a festança para o dia 7 de dezembro e mandará celebrar missa na Capela do Colégio Imaculada às 12 horas e logo após, recepção no buffet Duca Nazareth, da também colega Terezinha Prates. A Marlene fará a comemoração juntamente com o neto Alex. Uma faz 80 e o neto 8. A isso se chana ou 8 ou oitenta. Estaremos nos Montes Claeros, nesta época, se Deus quiser.


78906
Por Luiz Ortiga - 24/10/2014 17:57:28
Aprendi, desde cedo que a natureza sempre cobra, jamais esquece. Pode tardar, mas a cobrança é irremediável. Sempre com juros e correções. Refiro-me às notícias e mesmo fotos da grave situação em que se encontra o rio São Francisco. O desmatamento ocorrido às suas margens durante anos e anos, não poderia trazer desfecho diferente. Na mesma proporção ocorre nas regiões outrora servidas pela "maria fumaça" que como nos vapores, suas caldeiras a vapor, consumiam metros e metros cúbicos de lenha. Jamais se pensou em reflorestamento das áreas afetadas pela degradação. Conjunto de fatores, sem fim, que leva a região norte-mineira a desertificação de maneira inexorável. Acrescente-se a esse consumo, outro desmatamento oriundo do fabrico do carvão vegetal para abastecer caldeiras de fundições obsoletas. Exporta-se ferro-gusa a preço vil. È de se ficar horrorizado ao saber que os fabricantes de carvão preferem os pés de pequi, pois, estes produzem um carvão de melhor teor.Só faltava esta. Mais algum tempo e nem mais um pequi para fazer valer o cognome de "Republica do Pequi" para a região. O homem branco só aprendeu com o índio o que realmente nada acrescenta para seu crescimento e cultura. O fato de fazer queimadas, método indígerna para "limpar" a terra para o próximo plantio é uma herança terrível. Produto da preguiça e comodidade que tira a qualidade da terra. A foto da nascente do rio São Francisco completamente seca, é simplesmente um fato desolador e preocupante para todos nós que precisamos da água para sobreviver.

78681


78895
Por Luiz Ortiga - 20/10/2014 20:18:37
O livro "RUA DE BAIXO - O PASSADO REENCONTRADO". Coletania de crônicas magistralmente copiladas por um grupo de montesclarenses, a saber: Fabiano Lopes de Paula, Adriana Lopes de Paula Andrade, Bernadete Versiani Santos e Virginia Abreu de Paula, merecem atenção especial àqueles que se deliciam na leitura sobre coisas da cidade. Seria de bom alvitre à Câmara de Vereadores considerarem o livro como acervo oficial para a história da cidade.´E uma sugestão a considerar. Acredito ser como um adendo ao grande livro do dr. Hermes de Paula: MONTES CLAROS - Sua História, Sua gente, Seus costumes.


78880
Por Luiz Ortiga - 15/10/2014 21:13:33
Ao saber que a umidade relativa do ar em Montes Claros está na faixa de 12%, fico preocupado. Será que o pessoal está preparado para enfrentar este clima de deserto? A necessidade de se ligar os umidificadores para quem os tem ou colocar bacias cheias d`água, toalhas molhadas, afinal tudo que facilite aumentar o nível de umidade. Muito cuidado com as crianças, pois é época de gastrointerite, insolação, tudo de ruim. É preciso ter cuidado. Tomara que as autoridades competentes chamem a atenção da população e ensine procedimentos.


78870
Por Luiz Ortiga - 14/10/2014 13:40:17
Existem ditados populares que na realidadwe são de uma sabedoria ímpar. Estava eu pensando sobre os tremores de terra que vez por outra acontecem em Montes Claros e em seguida lí sobre tremor de terra ocorrido na América Central e o povo de lá apavorado, com medo da sequencia de um tsunami, aquelas ondas gigantes que veem e levam tudo. Foi quando pensei que "dos males o menor". Não temos mar, nem lagos gigantes que possam aumentar a nossa apreensão com esses tremores. Eu que vou aos poucos me deliciando com a leitura da coletânes de textos coligidos por um grupo de jovens para o livro RUA DE BAIXO em Montes Claros. Aquilo para mim é a saudade escrita. Como era tranquilo o montesclarense daquela época. Não havia esse tipo de coisa. Pelo menos, nunca ouvi falar. Viver lá embaixo era viver no paraiso e não saber. Rua Padre Teixeira, eterna lembrança.


78730
Por Luiz Ortiga - 1/10/2014 10:24:42
Houve tempo em Montes Claros, antes do "boom" da tecnologia da comunicação, uma classe que tinha seu destaque social era a atividade de viajante. Deles dependiam os comerciantes na aquisição dos seus produtos, das novidades comerciais, enfim um mundo que não existe mais. Na data de 1º de outubro, comemorava-se o dia do viajante. Lembro-me que num dia desses na década de 50, para comemorar a data, houve um jogo de futebol no campo do União. Partida entre viajantes e médicos. Desse jogo, lembro-me que o Dr. Dárcio Ferreira que dividia o consultório com o Dr.Hermes de Paula e pai do colega Reinaldo Artur, hoje engenheiro civil - presidente da Confederação Mineira da construção pesada - participou desse jogo de futebol. Lá pelas tantas, numa bola dividida, o Dr. Darcio teve uma fratura na perna. Frartura esta que deixou sequelas e a partir daí, esse mádico passou a andar mancando. Não sei porquê, isto me impressionou e sempre que me encontro com o Reinaldo, recordo o fato. Tudo é sinal de uma época. A profissãop de vendedor viajante, continua com certeza, mas sem a expressão daquela época em que o 1º de outubro só faltava ser feriado. Tempos e costumes.


78684
Por Luiz Ortiga - 24/9/2014 18:38:57
Aprendi, desde cedo que a natureza sempre cobra, jamais esqueçe. Pode tardar, mas a cobrança é irremediável. Sempre com juros e correções. Refiro-me às notícias e mesmo fotos da grave situação em que se encontra o rio São Francisco. O desmatamento ocorrido às suas margens durante anos e anos, não poderia trazer desfecho diferente. Na mesma proporção ocorre nas regiões outrora servidas pela "maria fumaça" que como nos vapores, suas caldeiras a vapor, consumiam metros e metros cúbicos de lenha. Jamais se pensou em reflorestamento das áreas afetadas pela degradação. Conjunto de fatores, sem fim, que leva a região norte-mineira a desertificação de maneira inexorável. Acrescente-se a esse consumo, outro desmatamento oriundo do fabrico do carvão vegetal para abastecer caldeiras de fundições obsoletas. Exporta-se ferro-gusa a preço vil. È de se ficar horrorizado ao saber que os fabricantes de carvão preferem os pés de pequi, pois, estes produzem um carvão de melhor teor.Só faltava esta. Mais algum tempo e nem mais um pequi para fazer valer o cognome de "Republica do Pequi" para a região. O homem branco só aprendeu com o índio o que realmente nada acrescenta para seu crescimento e cultura. O fato de fazer queimadas, método indígerna para "limpar" a terra para o próximo plantio é uma herança terrível. Produto da preguiça e comodidade que tira a qualidade da terra. A foto da nascente do rio São Francisco completamente seca, é simplesmente um fato desolador e preocupante para todos nós que precisamos da água para sobreviver.


78681
Por Luiz Ortiga - 23/9/2014 11:07:10
Notícia terrível esta do falecimento do Pedrinho Gonçalves. Amigo de juventude, Pedrinho sempre gostou de cultivar os amigos. Embora distantes pelas solicitações da vida, Pedrinho ao saber da nossa presença em Montes Claros, nunca deixou de procurar-me. Teve tempos auréos, comercialmente, quando como quase o monopolista da representação de cervejas na região. Presenciei a aflição de comerciantes ao assediá-lo para conseguir mais e mais engradados do produto. Na minha última estada em Montes Claros, soube que estava enfermo, mas não tão grave como este desenlace. Deixa saudades não só dos familiares como tanbém do seu grande círculo de amizades. Peço a Deus,, na Sua infinita misericórdia, o tenha do seu lado direito para a eternidade. Descanse em paz amigo!


78607
Por Luiz Ortiga - 15/9/2014 13:00:54
Referência à mensagem 78604 - O meu parente Haroldo Lívio, que nos orgulha com seus escritos, tocou num assunto que achei o máximo. O prefácio do livro RUA DE BAIXO- o passado encontrado, escrito e coligido por um grupo de abnegados e amantes da terrinha como o Fabiano e Adriana Lopes de Paula, Bernadete Versiani Santos e Virginia Abreu de Paula. O prefácio do livro, escrito pelo Antonio Roberto Santos, é realmente um primor de apresentação. Uma vez mais retornei à minha infância, ao relembrar-me das antigas ruas do Maribondo e Maribondinho. Ali, Montes Claros fez seu primeiro ensaio na área de saneamento básico com a criação de rede de esgoto pelos pioneiros. Era na verdade uma rede feita de pedras lascadas, no fundo, paredes e cobertura. Tinha resistência suficiente para suportar a passagem dos carros de bois. (A tecnologia do concreto não era dominada na região, ainda.) Ia essa rede até o rio Vieira, onde era lançado o esgoto "in natura".As ruas em questão eram proibidas para as moçoilas, mas também moravam famílias como dona Chininha e filhos e outras. Lembro-me da casa da Anália e como disse o autor do prefácio "eterna e principal dama da noite e mais ilustre cafetina do norte de Minas". Mas o que me lembro mesmo que o menino que eu fui, era bem tratado na casa e eu tomava conta do quintal da Anália, onde havia uma
carcaça de um carro abandonado. Ali eu reinava absoluto.
Dirigia aquele carro até onde ia minha imaginação. As crianças da minha época eram criadas `soltas". É justamente isso que nos deixam mortos de saudades daquele tempo. Aquelas ruas eram devidamente vasculhadas e lembramo-nos, inclusive dos detalhes. Por exemplo, na esquina da rua padre Teixeira com a hoje av. Papa João XXIII, havia um local onde os tropeiros faziam seus bivaques. A gente ficava por ali e nunca deixavam de oferecer suas comidas para gente. Certa feita, dois meninos como eu, acompanhavam o pai que era tropeiro. Lá pela tarde, um deles pegou um cavaquinho e começou a tocar. Fiquei impressionado e perguntei ao outro se também tocava no que me respondeu que só afinava o instrumento para o irmão. Depois soube que afinar o instrumento era mais difícil. São muitas as lembranças que nos vem à mente...


78603
Por Luiz Ortiga - 13/9/2014 21:51:15
Uma história real sobre a Unimontes.Anos atrás, um colega de trabalho, o superintendente do Aeroporto, Sr. Newton da Infraero, teve um mal súbito e levado urgentemente para o hospital, onde ficou constada, pela jovem médica que o atendeu, a necessidade premente de se fazer uma cirurgia cardíaca. A família, de origem paulistana e amiga do Dr. Zerbini, famoso médico na época, resolveu levar o Sr. Newton para S.Paulo para a operação necessária. Acontece que a jovem médica que infelizmente não sei o nome, informou que o paciente não tinha condições físicas para suportar tal deslocamento. A solução foi operá-lo imediatamente, dada a análise crítica da situação, feita pela médica. Assim foi feito. Dias depois da operação, já em fase de franco restabelecimento, o paciente teve permissão para fazer a viagem até São Paulo onde foi levado imediatamente para o Dr. Zerbini. Então, esse famosos médico, analisou o prontuário do Sr. Newton, auscultou o paciente, só faltando virá-lo pelo avesso. Ao final, procurou saber quem havia feito a cirurgia e tudo foi dito ao médico. Esse profissional disse à família que o que a jovem médica de Montes Claros fez foi justamente o que ele faria. Pena que perdi o contato com essa família para saber o nome da médica em questão. Tomara que ela continue em Montes Claros, salvando preciosas vidas.


78597
Por Luiz Ortiga - 12/9/2014 18:04:35
Na manhã de hoje, tive gratas surpresas. Recebi um exemplar do livro RUA DE BAIXO - o PASSADO REENCONTRADO. Uma coletânea organizada por filhos de Montes Claros. São eles Fabiano Lopes de Paula, Adriana Lopes de Paula Andrade, Bernadete Versiani Santos e Virginia Abreu de Paula. O livro me foi enviado pelo Fabiano. Trata-se de um trabalho de fôlego e pesquisa árdua. O importante é que a região que deu origem à cidade está perpetuada para os que virão. De parabéns todo o grupo. Fiquei honrado em ver uma crônica por mim escrita em abril de 2012 e publicada neste MURAL, inserida no livro. Também a foto dos meus irmãos José e do Heráclito, certamente tirada lá pelos idos de 1940. Livro recomendado para quem ama esta Montes Claros querida.


78581
Por Luiz Ortiga - 8/9/2014 19:47:38
Domingo, dia 7 de setembro. Dia em que desfilávamos garbosamente com fardas de gala pelas ruas de Montes Claros. Fiz uma viagem ao passado e senti falta dos colegas que já se foram. E são muitos. Dos quarenta alunos, só restam vinte da 4ª série do Colégio Diocesano N.Sra.Aoarecida de 1952. A solução foi pedir para rezar uma missa pelas almas dos colegas, o que foi feito na Igreja do santíssimo Sacramento aqui em Brasília. Um dos últimos a nos deixar foi o Roberto Drumond que fazia zaga no João Rebelo (hoje Ateneu) com o Hiram de paula. Era uma zaga de respeito. O Roberto que aprendeu a falar inglês naquelas aulas do Prof.Carlyle Teixeira (filho do Dr.Santos), nos deixavam encabulados. fazia aniversário nesta época de setembro. O Roberto e o Hiram faziam parte do time juvenil foi foi ao Rio de Janeiro em 1954, jogar a preliminar do jogo Brasil x Itália, contra o Botafogo e deixou o Botafogo empatar(1x1 no final).Saudades de uma Montes Claros que não existe mais.


78562
Por Luiz Ortiga - 3/9/2014 18:00:03
Chove copiosamente em Brasília/DF.


78484
Por Luiz Ortiga - 20/8/2014 18:28:09
Estive em montes Claros para assistir os festejos dos catopês. Estava marcando presença no Café Galo quando todos os grupos desfilaram em direção à Igreja do Rosário. Foi emocionante. Voltei ao passado e senti os olhos úmidos quando passaram os marujos com o calafate à frentes, agitando a sua bandeira do Divino. Estava ali o meu desejo de criança: ser calafate. Dia seguinte fui ao cemitério onde ascendi velas pelos entes queridos. Aconteceu um incidente comigo no cemitério, pois perdi lá a minha caderneta de endereços. Estou preocupado, uma vez que perder logo os endereços dos que estão vivos é dar uma chance para o pior. Espero que não seja encontrada pela morte e deixe em paz os meus amigos. Tipo de pensamento negativo. Quem sabe se um dia eu volte a encontrar a minha caderneta? Tenho esperanças.


78438
Por Luiz Ortiga - 11/8/2014 15:10:27
No meio de tanta sapiência do homem simples da roça em relação ao clima, me atrevo a chamar a atenção para o perigo que ronda os moradores do cerrado (Montes Claros se incluí aí): a baixa umidade do ar. Os médicos recomendam aos pais com crianças pequenas,preferencialmente, colocar uma toalha molhada no quarto, ou mesmo uma bacia d`água.Isso visa diminuir o índice de secura no ar. Nunca é demais lembrar que nesta época do ano, chegamos próximos aos índices normais no deserto do Saara. A umidade média no deserto é de 13%, menos que isso, recomenda-se o homem comum parar com suas atividades físicas, principalmente ao ar livre. A Organização Mundial de Saúde recomenda até a paralisação das aulas, caso cheguem os níveis a esses índices. Os moradores de Brasília/DF, tem como aparelho doméstico um umidificador de ar como a coisa mais comum do mundo.


78435
Por Luiz Ortiga - 10/8/2014 13:16:42
Estamos entrando na semana em que se comemora N.Sra. do Rosário. Em Montes Claros temos a tradição de comemorar esse dia (15 de agosto). época também da tradição dos catopês, marujos e caboclinhos. Esta festa andou quase esquecida em Montes Claros, mas graças ao trabalho realizado pelo incansável Dr.Hermes de Paula em favor das nossas tradições, esta festa como que ressucitou na nossa cidade. Motivo de muitos montesclarenses dar uma chegadinha na cidade para matar saudades.


78391
Por Luiz Ortiga - 30/7/2014 11:44:16
Esta notícia de que o Felipão recebeu mais de 4 milhões da CBF como indenização por rescisão de contrato não é bem aceita pelos brasileiros. Acredito que deveria ser o contrário: o Felipão causou um prejuízo incalculável ao futebol brasileiro e nós sim, deveríamos ser ressarcidos pela sua incompetência à frente da seleção brasileira com um vexame homérico. Agora só nos resta uma meta, uma fixação: dar o troco nos gringos na primeira oportunidade. Os torcedores do Gremio estão com o coração na mão, pois o Felipão foi contratado como técnico do time.


78385
Por Luiz Ortiga - 29/7/2014 12:35:42
Clima- Já notei que é grande a participação neste MURAL com observações sobre clima. Eu que moro em Brasília-DF, nunca irei me acostumar com este clima do cerrado que para nós de Montes Claros é impensável. A primeira coisa estranha para um montesclarense aqui é a quantidade de aparelhos de umidificação nas residências. Um sujeito que mora em Brasília-DF pergunta para o outro como está a umidade relativa do ar? E sabem que a OMS(Organização Mundial de Saúde)recomenda que abaixo de 15% de URA, as atividades físicas devem ser paralisadas. Só que não observam e às vezes a umidade chega a ser menor que no deserto do Saara que é de 13%. Aqui em Brasília a umidade já chegou a 7%. Aí, as autoridades suspenderam as aulas e o povo ficou realmente preocupado. Creio que uma das poucas regiões do Brasil em que se fica preocupado com isto é aqui. Estou escrevendo isto porque li que o clima de montes Claros está muito seco. E olhe que choveu a semana passada. Secura mesmo é por aqui no DF e agora que vai começar o mês de agosto com os incêndios, as queimadas mal feitas. Chuva mesmo, só lá para setembro. A solução é ir para Montes Claros ver os catopês lá para 15 de agosto. Grande programa.


78371
Por Luiz Ortiga - 25/7/2014 19:34:36
Uma das atitudes mais deploráveis da humanidade, sem dúvida é a ingratidão. Digo isto ao ouvir o porta-voz da diplomacia de Israel dizer que o Brasil é um anão em termos de diplomacia. Basta dar uma olhada na história relativamente recente e saberemos que em 1945, a Assembléia da ONU, em New York, presidida pelo embaixador brasileiro Oswaldo Aranha, aprovou a criação do estado de Israel. Quanto ao estado Palestino ficaria "para depois". Fato que jamais aconteceu. Os palestinos até hoje, lutam pela criação do seu estado. Agora vem este senhor desancar o Brasil. Deveria, sim agradecer ao país que como um gigante criou o estado de Israel. Grande ingratidão.


78328
Por Luiz Ortiga - 16/7/2014 20:10:54
Meados de julho, um mês para início dos festejos de N.Sra. do Rosário. Festa dos marujos e catopês e dos caboclinhos também. Para mim, festa imperdível e se Deus quiser, estarei em Montes Claros para matar saudades. Saudades dos festejos e saudades de Montes Claros da minha infância e juventude. Se Deus quiser!
***
As autoridades da área de transportes tem que acordar para a realidade em que se transformou a BR365 (a partir de Uberlândia) e que se transforma em BR251, ligando Montes Claros à BR116. A realidade é que os carreteiros que partem de São Paulo, numa simples olhada num mapa rodoviária percebem que o caminho mais curto ligando SP ao nordeste, é por ali. Daí, o grande número caminhões de grande porte trafegando nessas rodovias. O problema é que as mesmas não forma dimensionadas para tal movimento e sim para atenderem o tráfego regional. É hora de acordarem para a crua realidade que está colocando em risco as vidas de milhares de brasileiros, principalmente os moradores da região norte-mineira que por ali transitam. A necessidade de um dimensionamento adequado ao tráfego a que se transformou, pela lógica, aquela rodovia. É o que esperam os brasileiros de Minas. Acrescento aqui o grande número de moradores de Brasília-DR que demandam às praias de Ilhéus(a mais próxima do DF) em busca de lazer


78274
Por Luiz Ortiga - 4/7/2014 15:07:37
A FIFA estar preocupada com o desabamento de um viaduto em BH, como anunciou este mural, para mim é estranho. Quem deveria e está preocupado é o governo brasileiro, o morador de BH, o brasileiro em geral com as falhas da nossa engenharia em certas obras estruturais. Agora vem essa, a FIFA. Pergunto (?) O que nós brasileiros temos a ver com a FIFA? A troco de quê deram a essa instituição o direito de dar pitácos em nossa vida? Fica o exemplo: deram direitos demais à FIFA para que ele realizasse no Brasil s sua Copa. Isso tem cheiro de política que entrega tudo.


78273
Por Luiz Ortiga - 4/7/2014 14:56:49
A gente que lê jornal, sabe que o secretário geral da FIFA, Sr. Jérard Vôlme disse que o brasileiro merecia um chute no traseiro por não concluir os estádios nos prazos de cronograma. Que a Copa seria um dos maiores fracassos, pois bem, a Copa já anda para o seu final, os estádios são verdadeiras obras de boa arquitetura e a participação do brasileiro foi e está tendo uma participação, para eles, uma surpresa. Findando a Copa e que sabemos será um sucesso total, perguntamos ao sr. Verõlme(?). Quem merece um chute no traseiro? Esse cidadão analisou um povo sem conhecê-lo. Se conhecesse, pelo menos , os mineiros, não faria essa besteira.


78180
Por Luiz Ortiga - 20/6/2014 18:03:47
Tem-se falado muito, ultimamente, sobre modificações urbanas na área central de Montes Claros. Mais que válido, mas gostaria de saber que destino foi dado ao Plano Diretor da cidade, elaborado pelo Prof.arquiteto urbanista, ex-prefeito de Curitiba-PR, JAIME LERNER. À época em que foi contratado o referido plano, comentou-se que o custo do mesmo não foi baixo. O ex-prefeito, fez um alarde sobre o fato, mas jamais mostrou esse plano aos cidadãos de Montes Claros. Boa hora para saber onde anda o referido PLANO DIRETOR DE MONTESA CLAROS. Comentou-se que uma das diretrizes do plano do Jaime Lerner era o alargamento das calçadas na área central e a transformação de algumas ruas em calçadões. A verdade é que essas intervenções tem alto custo e o município se prepare. Tomara que acordem e procurem acompanhar o progresso e crescimento, opção que a cidade fez há tempos. Luiz Ortiga-arquiteto urbanista.


78093
Por Luiz Ortiga - 5/6/2014 16:48:56
A copa de 1966 - Com a morte recente do jogador de Portugal, Eusébio, me vem à memória a copa de 66. Morava eu em BH naquela época, no bairro da Floresta. Bons vizinhos e, não sei se mudaram, mas o assunto do dia a dia era o futebol. Era tema de todos os momentos. Ficou estabelecido que veríamos o Brasil ser tricampeão assistindo os jogos no barzinho da esquina da nossa rua. Eis que chega o jogo Brasil x Portugal. Havia uma corrente que preconizava que deveríamos sempre prestar nossas homenagens à Portugal, pela história e um respeito(?) devido. Achei a corrente bem piegas e não aderi. Chega o dia do jogo. O Brasil tinha um timaço com Pelé e Tostão, dupla infernal. Começado o jogo, nunca vimos um time de futebol "bater" tanto quanto Portugal. Bateram tanto que tiraram Pelé de campo, carregado para não mais voltar. O juiz condescendente, deixou o jogo dos portugueses correr à vontade. Tostão que não era besta, escondeu-se atrás dos jogadores e se protegeu da sanha lusa. Final do jogo e o Brasil perdeu para Portugal. Acabou-se naquela copa o sonho do tri.
Lembrei-me da história em razão da morte recente do Eusébio que foi considerado o craque da partida, mas nada se falou da brutalidade dos portugueses durante o jogo. Para mim, não existe esse negócio de camaradagem entre atletas de seleções, é cada um para sí. Esta lição o Brasil deve ter aprendido, apesar de já haver passado tanto tempo.


78002
Por Luiz Ortiga - 21/5/2014 11:04:30
Nessas ondas de greves que assolam o país, uma cena me deixou com o coração na mão. Tive imenso dó de uma senhora bastante idosa na capital paulista. A senhora que demonstrava mais de 80 anos, deu a entender que foi surpreendida pelo movimento grevista. Realmente a greve não foi anunciada pelo motoristas e pegou a população na saída do trabalho e de surpresa. A senhora citada, como se não bastasse, andava com extrema dificuldade e dizia não saber o que fazer para chegar em casa. Fiquei a imaginar como teria ela resolvido o seu problema e com a sua bengala, chegado em casa.Isso que deve ter acontecido pela madrugada, o que deve ter surpreendido também mulheres grávidas, doentes, idosos, etc. As grandes distâncias de São Paulo são desanimadoras. A velhinha disse, por não ter dinheiro para pagar um táxi. Um dos grandes problemas que uma greve cria. Hoje, em Brasília, uma vez mais os funcionários da Universidade, a UnB, entraram em greve. Fui informado e não acreditei que eles não aceitam a instalação do ponto eletrônico, colocado para registrar a entrada/saída deles, funcionários que são concursados e tem um contrato de trabalho de 40 horas semanais e reivindicam a diminuição para 30 horas semanais. Esses grevistas me perdoem, mas há um certo toque de cômico nessa petição.


77827
Por Luiz Ortiga - 22/4/2014 19:09:25
Ando prestando atenção às mensagens do Montesclaros.com e feito intervenções. Na mensagem sobre o grande orador que foi o Eng. Francisco Sá, gostaria de incluir como grande orador que Montes Claros já acolheu , o Bispo D. Antonio de Almeida Moraes Júnior. que deixou Montes Claros para ser bispo de Niterói e posteriormente arcebispo de Olinda/Recife. Isso na década de 50 em diante. Num sermão na catedral, durante a semana Santa, d.Antonio fez a seguinte comparação: - Diógenes, o filósofo grego que durante o dia, com uma lamparina, procurava um homem. Tempos depois, Pilatos, no julgamento de Cristo perante a turba, lavando as mãos exclamou: "ecce homo" (eis o homem). Belo jogo de palavras no tempo e que jamais me esqueci. Grandes oradores em Montes Claros.


77820
Por Luiz Ortiga - 22/4/2014 10:22:28
Fazendo umas pequenas correções na mensagem 77811 do SR.ALBERTO SENA que teve a feliz lembrança do nosso trem de ferro: o trem realmente vinha da Bahia. Aqui era acoplado mais um carro de 1ª classe. O trem saía as 11.00h e chegava em BH pelas 6 horas da manhã do dia seguinte, portanto, 19.00h de viagem. lá pelas 17.00h, tinha a parada do jantar em Cordisburgo. Em Corinto, ao escurecer, era acoplado outro carro, o carro leito. O cidadão comprava o direito de usá-lo. Chegava-se em BH bem descansado, pois o balanço do trem servia como embalo. Para não esquecer que havia o carro restaurante, bem confortável, com uma comida não muito boa, mas muito cara pela qualidade. O trem nos deixou saudades.


77794
Por Luiz Ortiga - 17/4/2014 20:56:46
No 18 de abril, nesta data, nos velhos tempos da nossa juventude, era certo um baile na rua Visconde de Ouro Preto, . Nesta data, comemorava-se o aniversário do José Gilberto Veloso dos Anjos. Era ele um da nossa turma de amigos daquela Montes Claros que era tão gostosa que a gente nem acreditava que era verdade. Razão pela qual, hoje, lembramos com um saudosismo e nostalgia imensos. O Gilberto era um amigão de sempre. O mais velho do Sr. Benjamin dos Anjos e d.Palmira e irmão do Marco Antonio e do Pedro Augusto, também bons amigos.. Concluiu o ginasial no ano de 1951 no Colégio Diocesano. Era aluno brilhante pela sua inteligência.
Na praça de esportes era páreo duro no nado de peito em disputas inesquecíveis, comandadas pelo sargento Marino. Com Reinine Canela, Antonio Augusto dos Anjos, Leônidas Lafetá e outros "cobras" na natação da época. Bom no basquete e no voleibol, esportes que praticávamos diariamente. Gilberto concluiu o curso científico em BH (não havia o curso na cidade), onde prestou vestibular para medicina. Tendo passado em 1º lugar no vestibular de medicina, optou pela especialidade em cardiologia. Formado, iniciou a sua vida profissional em Montes Claros, onde começou a despontar pelas suas boas qualidades profissionais. Teve morte prematura, deixando os amigos e parentes desolados. Nos deixou quando tinha por volta de 50 anos e tinha muito a oferecer à sua terra e a população de Montes Claros.
Fica aqui a nossa homenagem àquele cidadão montesclarense que falecendo, deixou com imensas saudades os amigos e familiares. Esta é a minha homenagem ao maior amigo na minha juventude.


77737
Por Luiz Ortiga - 10/4/2014 16:51:53
O CORETO DA PRAÇA
João Valle |Maurício
(Praça da Matriz, 1930 - Montes Claros).
Publicado no JORNAL DE MONTES CLAROS em 20.10.66

O tempo não pára. É infinito.
Depressa vai correndo,
Os dias gotejam no passado,
Um a um, vão morrendo.
E vão formando um mundão
de saudade e de recxordação.

Tenho saudades do coreto da Praça,
Não era bonito.
Modesto e de muita singeleza.
Mas nesta simplicidade, estava tôda sua beleza.

Na poeira do largo eu brincava,
Avançava feliz contra o redemoinho,
Alegre, sorrindo, levando uma peneira
Tentava apanhar o romãozinho -
Não apanhei.
Será que êle existe? Não sei.
Lá na torre o sacristão tocava o sino.
Eu não gostava da sacristia,
Tinha mêdo de lá entrar,
Era escura, misteriosa e fria.

E o sacristão? Era um defunto vivo?
Bem que parecia:
Amarelo, triste, de roupa prêta,
De sapato preto, de gravata preta.
Camisa branca, cabça branca.
Um dia não veio tocar o sino.
O que foi que aconteceu?
Êle morreu.
Será que foi para o céu?
Se foi, bem que mereceu.

O coreto era cercado de magnólias
TYistes, raquíticas, sem nobreza,
Mas êle tinha sua graça
Largado sózinho, no meio da Praça.

Era de noite que vivi.
Vivia nas retretas.
Quando a Euterpe, em dobrado de harmonia
Dava movimento à Praça, dava a todos a alegria.

E os namorados, nas noites de luar,
Juntos, felizes, em serestas,
surgiam, em grupos, a cantar.

A Praça era tudo para nós.
Na poeira, ou no lamaçal das chuvas,
a meninada brincava
Jogo de bola, da finca do pião,
De cabra cega e do sacrifício de
Judas no sábado de Aleluia.

O tempo levou o coreto
A majestosa palmeira também
O tempo levou
Nas surdas pancadas do machado
O velho tronco tombou
A correnteza dos dias levou os meninos.
Levou todos.
Hoje estão de cabeças brancas,
Como branca era a cabeça do sacristão.

Eos pássaros pretos não mais cantaram.
Para outras praças, de pequenas cidades,
Bateram azas - voaram.
Voaram para longe as andorinhas.
E os namorados já não mais cantam modinmhas
No turbilhão do tempo já não se houve mais
A suave e saudosa melancolia
Do velho velho sino da Matriz
Badalando - dom...dom... dom... Ave Maria

Bela doida , sem juízo e sem roupa corria.
Era a festa na Praça.
Olá! Bela doisa - gritavam os meninos
Ah! Ah! Ah! gargalhava,
Alegria de louca. Alegria verdadeira.
Onde foi a Bela Doida?
O coreto? A palmeira? Minha mocidade?

Coreto da minha Praça,
Que tanta saudade deixou, Seu lugar ficará, eternamente,

Na memória desta gente
Que esta cidade criou.
Receba minha homenagem,
Em afirmação de amoor
Pois quando olho o jardim
Vejo sua imagem, em cada flor.

Moc. 20.10.66


77429
Por Luiz Ortiga - 5/4/2014 00:55:28
O padre Anchieta sobe aos altares da Igreja Católica. Agora é São José de Anchieta, após quatro séculos de processo. Nada mais merecido. Em Minas temos o Padre Eustáquio que a mercê de nossa fé, está no nível de beato, aguardando os passos seguintes do processo de santificação. Na nossa região de Montes Claros, a pessoa que me vem a cabeça e que merecia percorrer o longo caminho para uma canonização seria, na minha opinião e creio de milhares de montesclarenses, o nome do padre Marcos Maurício Von In. Aqui chegado em 1920, recém ordenado aos 25 anos. O trabalho do padre Marcos, para os fiéis da geração que com ele conviveu foi profícuo. Responsável pela construção da nossa catedral pelo bispo D.João Pimenta, foi um batalhador, até dar adeus à Montes Claros em 1956, transferido que foi para São Paulo. Fez trabalhos sociais de grandeza imensa que se analisarmos bem, somente com a ajuda de Deus aquele religioso conseguiria fazer trabalhos daquela magnitude em favor dos necessitados. Transferido, após 36 anos de trabalhos na nossa cidade onde aprendeu a lÍngua e a amar estes montes claros. Nos passos do processo para canonização, creio que o padre Marcos deveria estar na escala de servo de Deus, título após o bispo local autorizar o processo de canonização. 0s passos seguintes do processo seriam venerável, beato e santo. Para nós montesclarenses, o padre Marcos é um santo.


77337
Por Luiz Ortiga - 30/3/2014 21:25:37
Dias atrás falei sobre alguns fatos ocorridos durante a pós revolução de 64, na UnB(Universidade de Brasília). Entrei para a UnB em 63, no semestre após a sua criação. Das coisas que me chamou a atenção foi a grande quantidade de rapazes e moças oriundos de cidades do interior de São Paulo. Eram bem informados e foram para Brasília prestar vestibular. Certa ocasião um grupo de paulistas veio perguntar-me sobre Montes Claros. Não entendiam como uma cidade de Minas tinha tantos alunos matriculados, funcionários e o próprio reitor criador da UnB. Achei a pergunta interessante e fiquei cheio de orgulho. Respondi-lhes que não havia nada de excepcional, só que a rapaziada estudava e passava. Lembro-me que logo depois da revolução e de terem mandado embora mais de 200 professores (um absurdo!), a grande maioria pediu transferência, preferencialmente para BH.Foi realmente um período de ouro da escola e eu sentia que aquilo não poderia ser verdade: era bom demais. Tínhamos os melhores professores escolhidos a dedo pelo Darcy Ribeiro, havia preocupação com os alunos, desde uma boa alimentação no restaurante, a biblioteca funcionava a mil.Havia alojamentos para os alunos de fora. Aos mais carentes era fornecida uma bolsa de ajuda em contrapartida às boas notas que tinham que apresenta. Parece que a minha premonição de concretizou. Aquilo tudo era bom demais para ser verdade e os militares cuidaram para destruí-la aos poucos. A UnB de Darcy Ribeiro e depois de Anisio Teixeira, outro grande educador, sobreviveu nos dias de hoje, mas muito longe daquilo que inicialmente foi preconizado. São recordações que fazem 50 anos.


77320
Por Luiz Ortiga - 27/3/2014 18:06:06
O colega João Carlos Sobreira conta as suas memórias do dia da "redentora" em 64, na mensagem 77377. Na mesma época, estava eu em Brasília, na UnB, Universidade de Brasília, como ujm anjo no olho do furacão. Os militares wentraram na unB de Darcy Ribeiro babando. Alguns colegas gozadores ainda tiveram coragem para dizer para eles que para entrar alí, tinham que fazer vestibular. O pau comeu à torto e a direito. Eu que fazia arquitetura, o curso mais visado pelos militares por nos considerarem líderes, cabeças dos colegas. Era muita honra para nós, mas a gente agradecia e era melhor procurar o caminho de casa. Lembro-me de que o ministro da Educação, Paulo de Tarso, passou por mim e perguntei a ele: - Quanto tempo o senhor acha que deverá durar isto? O ministro respondeu-me que se considerássemos Portugal e Espanha, seria coisa para mais de 20 anos. Deu o maior desânimo. O ministro acertou¨em cheio. Para concluir o curso foi um drama. Professores demitidos em nº de 200 mestres. Os melhores professores que um aluno de arquitetura poderia imaginar, nós tínhamos: de Oscar Niemeyer, Atos Bulcão, Seschiatti, ugo Mundi, Amélia Toledo e tantos cobras que me fez um dia dizer que aquilo era um sonho. E era. O sonho acabou ali, mas precisamente mais algum tempo depois com a má vontade dos militares com a nossa Universidade. Confesso que não tenho saudades daqueles dias de chumbo.


77166
Por Luiz Ortiga - 8/3/2014 15:49:35
Hora do Brasil- Essa história de tentar eliminar o noticiário HORA DO BRASIL das rádios nacionais, não passam de uma ganância sem fim. O direito a transmissão radiofônica foi cedido gratuitamente e mesmo assim as redes de emissoras acham que o tempo requisitado pelo governo é perda para eles que nada pagaram para faturar milhões e milhões.Consideram ser horário nobre. Perguntem a um homem da amazônia o que acha da HB. Talvez o único meio de comunicação que possuem: o rádio. E as notícias são absorvidas com bastante avidez e atenção. Aqueles que acham que a época do rádio acabou, está redondamente enganado. Não existe uma pesquisa com os índices de pessoas que ouvem rádio. Só nos carros que rodam pelo Brasil, ouve-se rádio o que é o meu caso particular, a minha opção. Acredito como eu milhares e milhares de brasileiros. Só se for um tiro no pé um político no Congresso votar contra a HB, único meio dos eleitores das regiões, dos rincões mais afastadas receberem notícias do que os seus políticos andam fazendo no Congresso Nacional. Podem tirar o cavalinho da chuva.


77155
Por Luiz Ortiga - 7/3/2014 14:55:51
Muita estranha essa onda de racismo que surgiu de repente. Parece que o preconceito fica latente e vez por outra vem à tona. Pior dessa história é saber que em alguns locais do Brasíl- no nordeste- esse comportamento é velado e o pior é que a maioria da população não é de brancos. Os próprios dos locais são mestiços e tem comportamento segregatório. Um absurdo. Nesses dias a coisa começou com o problema no jogo do Cruzeiro E.C. no Perú. Para mim foi uma surpresa o comportamento dos peruanos, pois é sabido que não são eles de uma etnia étnica ariana e sim oriundos de índios incas. Agora no sul do Brasil um juiz de futebol sofreu o diabo com o racismo e olha que ele apitou a partida muito bem e não comprometeu o time local. O referido juiz é tido como uma revelação no metier, mas não se livrou de ter o carro chutado e terem colocado bananas sobre o capô do carro. Um jogador do Santos F.C. também sofreu palavras ofensivas e da própria torcida. No caso o jogador teve uma atitude fleugmática e disse que não era com ele. Mas são casos que tem ocorrido recentemente. Felizmente, temos uma lei pesada que é a Lei Afonso Arinos que quando aplicada o autor dos atos racistas, com certeza, se surpreenderá com o rigor da mesma, caso não a conheça. O importante é que todos nós tenhamos consciência que além do mais é uma atitude que não nos identifica como brasileiros. Uma atitude desumana.


77074
Por Luiz Ortiga - 22/2/2014 12:47:32
Aqui em Brasília tem ocorrido fatos que são difíceis de acreditar. Já pensou na Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros fazendo greve? Impensável. Fizeram uma tal operação tartaruga e os bandidos aproveitaram e fizeram uma festa. Houve de tudo durante essa tal de operação tartaruga, assaltos, latrocínios aos montes, sequestros relâmpagos, o diabo. E a PM nem aí. A população passou um período que tive saudades de Minas. Onde isso seria o fim do mundo. os líderes do movimento contaram a maior vantagem pela imprensa. Pois bem, o governo local aceitou a pressão dos militares grevistas (militar grevista soa mal) e agora, após a proposta do governo do DF, um soldado raso iniciará ganhando R$7.000,00! E o pior: não aceitaram a proposta. A solução foi óbvia, a aplicação da lei. No dia de hoje, prenderam , inicialmente 12 grevistas, inclusive oficiais. A ameaça de serem expulsos, foi o suficiente para a greve acabar. Com um vencimento inicial destes, a próxima abertura de vagas na PMDF deverá receber milhares e milhares de candidatos. E as demais PMs do país ficarão com a maior inveja.


77033
Por Luiz Ortiga - 18/2/2014 10:32:46
Comprei ontem o Guia Quatro Rodas, embora sabendo que de um ano para o outro quase não hájam novidades. Mas desta vez houve e para pior. Imagina que não consta Montes Claros no guia. Já escrevi para lá pedindo o meu dinheiro de volta, pois um guia rodoviário que se preza, não pode omitir uma cidade de quase meio milhão de habitantes, verdadeiro "hub" rodoviário do norte de Minas, sem perder o seu valor informativo. Fiquei realmente decepcionado com a editora que se presta a publicar um informativo tão furado. Recomendo não adquirir esse Guia, tendo em vista a possibilidade de haver outros erros crassos.


77006
Por Luiz Ortiga - 13/2/2014 21:57:17
De muita tristeza estas notícias do racismo peruano, da mais pura etnia dos incas, índios puros, mas que Hitler não perdoaria, assim como os espanhóis não perdoaram quando do início da colonização no Peru. Logo o Tinga que poucos sabem que o atleta mantem lá no sul uma atividade filantrópica em favor de crianças carentes. Da minha parte, o melhor que o Cruzeiro poderia fazer e nos encher de alegria seria mandar muita bola nas redes desse time que dizem ser novo, só tem 4 anos de criação, mas começa meio torto. Real Garciliaso que de real não tem nada. Tem uma torcidinha racista de última categoria.Iremos mostrar para eles que futebol é outra coisa. É congregação e amizade e muita bola na rede (deles).


77005
Por Luiz Ortiga - 13/2/2014 21:43:40
Pelo meio-dia, o tempo ficou carregado aqui em Brasília.Nuvens pesadas, escuras com relâmpagos e trovões e logo desabou uma chuva de que há muito não víamos. Choveu bem uma meia-hora, sem cessar. Agora à noite, pelas 21.00h a chuva retornou com ímpeto e tudo leva a crer que será chuva para a noite toda, coisa tão precisada por todos. Já a meteorologia da TV mostra o norte de Minas sem chuva para hoje. Mas creio que Montes Claros pode ficar na espectativa, pois esta chuva leva um jeito de ser geral. Chuva vinda do norte e oeste que torcemos tome o rumo leste e englobe a terrinha tão precisada de chuvas. Que logo virá, se Deus quiser.


76962
Por Luiz Ortiga - 7/2/2014 21:37:58
Com essa possibilidade de racionamento de energia elétrica no Brasil, a gente ouve notícias que nos deixam sem entender o que deveria ser normal. No Brasil existem inúmeros locais com torres imensas de exploração de energia eólica(do vento). Não tenho conhecimento de números, mas soube que a energia produzida pela energia eólica, somada, equivale a uma Três Maria. Mas aí vem o "toque brasileiro" da coisa. Simplesmente nenhuma dessas torres possui linha de transmissão e as mesmas estão lá de enfeite. enquanto o país carece de mais energia. Parece piada de português.


76826
Por Luiz Ortiga - 14/1/2014 12:16:51
LEMBRETE:O brasileiro tem viajado mais e nos voos para os Estados Unidos, antes do pouso lá, o Departamento de Estado americano oferece para os passageiros, um questionário com as perguntas mais cretinas possíveis.
Pergunta, por exemplo: "você está levando alguma bomba, algum explosivo?".É o maior perigo. Por a pergunta ser cretina, o brasileiro com seu gênio moleque, quer dar uma de engraçado e nessa entra pelo cano. Levam tudo à sério. Um comprovante disto foi o fato recente de um garoto brasileiro que ligou para a TAM em Miami, dizendo que colocaria uma bomba no avião que seguiria para o Brasil. O próprio rapaz viria no mesmo voo citado. Foi o suficiente para que o FBI ou CIA, não sei qual dos departamento entraram em ação e está lá o jovem atrás das grades por ameaça de terrorismo. Será difícil sair dessa sem antes ficar um longo tempo na cadeia. É muito perigoso brincar com essas coisas com os gringos que vivem assombrados. Fiz esse lembrete para os montesclarenses não brincarem em viagem.


76813
Por Luiz Ortiga - 12/1/2014 17:54:50
Enviei,nesta data, ao Sr. Redator da Seção Opinião do Correio Brasiliense- Brasilia DF, esta mensagem:
Nota publicada neste Mural em 11/01:
Sr.Chefe do Observatório Sismológico da UnB
Em relação ao informado, confesso que fui mal em crer que houvesse um contrato de responsabilidade ou semelhante, entre o Observatório Sismológico da UnB e a Prefeitura Municipal de Montes Claros-MG ou outro órgão afim, pelo que peço desculpas.
Não quero e não posso ser injusto, mas a pecha de incompetência, no caso, não cabe ao Observatório, mas a quem fornece a energia e ao não acionamento automático do sistema de energia de reserva do sistema.Por ser um serviço público, então, esperamos que em caso de ocorrência de novos eventos, que pedimos a Deus que não mais ocorram, a população de Montes Claros, pelo menos, venha a saber a intensidade do abalo sísmico ocorrido na região. É o que tinha a dizer.


76804
Por Luiz Ortiga - 11/1/2014 12:32:20
Conforme informei na mensagem 76792 de 9/01, o Correio Brasiliense publicou mensagem em que eu reclamava da omissão da UnB na medição do tremor ocorrido em 07/01. Hoje, na seção Opinião, voltou a publicar mensagem do Chefe do Observatório Sismológico da UnB, que repasso:

"TREMOR DE TERRA" - na Seção Sr. Redator de 9/01, (pág 14), leitor do Correio expressou indignação por não ter o Observatório Sismológico (SIS) da UnB registrado pequeno tremor de terra com epicentro em Montes Claros(MG). Diferentemente do informado, o SIS não foi contratado para realizar qualquer tipo de trabalho. As inúmeras viagens de pesquisa feitas a Montes Claros foram custeadas com recursos próprios. A não gravação do evento(nas estações mais próximas)não foi, como dito pelo leitor, devido a incompetência, e sim causada por rápida interrupção no fornecimento de energia no prédio do SIS e o não acionamento automático do sistema de energia reserva. Entretanto, com base nos sismogramas de estações distantes, estimou-se uma magnitude máxima de 2,5 na Escala Richter.
Lucas Vieira Barros Chefe do Observatório Sismológico da UnB."


76793
Por Luiz Ortiga - 9/1/2014 19:28:09
Quando criança, rapazinho, em Montes Claros, era comum ouvirmos as histórias dos motoristas, hoje caminhoneiros, relatando suas viagens pelas estradas de terra, construídas sem a menor noção da boa técnica, perigosas. ermas, distantes, nesse nosso sertão do norte de Minas. Eram realmente uns heróis. Lembro-me de um time de futebol, o Janízaros de Feira de Santana ou Vitória da Conquista, não me lembro bem.Esse time veio a Montes Claros jogar contra o João Rebello. Admirávamos os jogadores pela coragem de enfrentarem uma viagem de ônibus tão longa, inimaginável para o cidadão comum. Desse time, um jogador resolveu fixar residência em Montes Claros, era o Zóim que por muito tempo exerceu a profissão de alfaiate na Simeão Ribeiro. Os colegas internos do Colégio Diocesano, eram tidos como corajosos por enfrentarem aquelas estradas. Colegas de Porteirinha, Grão Mogol, Salinas, etc. Cidades, então, consideradas muito distantes. O tempo passou e ouvi em Salinas, o dono do hotel onde eu estava de passagem, dizer com orgulho que o filho dele ia de Salinas à Montes Claros e retornava à Salinas numa mesma manhã. Pois bem, atualmente, ao invés de ouvirmos notícias de duplicação das rodovias, principalmente a BR 251, em razão da grande demanda que reflete o progresso da região, vê-se uma onda de reclamações, desencanto e tristeza em razão do desleixo do DNER, uma vergonha nacional pela falta de manutenção da rodovia. Vidas humanas expostas à própria sorte, em pleno século XXI. O norte de Minas não merece este tratamento de descaso. A produção do país que transita por este meio de transporte escolhido pelo governantes merece ter boas condições de segurança, bem planejadas, bem sinalizadas, enfim, de acordo com o merecimento de uma região tão rica e tão próspera. Ou retornem com a ferrovia. Lembramos que este ano é ano eleitoral. Logo estaremos recebendo políticos que nada fizeram, vir com promessas que jamais serão cumpridas. A urna é a nossa arma.E o que nos resta diante de tal situação.


76792
Por Luiz Ortiga - 9/1/2014 15:30:57
O jornal "Correio Brasiliense" de maior circulação aqui no DF, publicou hoje em sua seção Opinião, a nota por mim enviada e publicada ontem neste Mural a respeito do não registro do abalo ocorrido em 07/01, em razão do equipamento sismológico estar desligado, por falta de energia elétrica na UnB(Universidade de Brasília). Justamente a universidade criada por um filho de Montes Claros: Darcy Ribeiro.


76782
Por Luiz Ortiga - 7/1/2014 19:17:11
Enviei para o Correio Brasiliense esta mensagem: LUIZ CUNHA ORTIGA 19:12 (0 minutos atrás) Sr. Redator, A minha cidade, Montes Claros-MG, de tempos para cá vem sofrendo com tremores de terra e com o intuito de fazer as medições das intensidades na escala Ritcher dos mesmos, foi contratada a UnB com o seu Observatório Sismológico. Ocorre que na manhã de hoje, 7/01/2014, ocorreu novo tremor, mas só que o laboratório da UnB nada registrou: -: o equipamento estava fora do ar por falta de energia elétrica. Diante disso pergunto? A quem recorrer ante tamanha incompetência? O povo de Montes Claros merece saber a intensidade havida no abalo sísmico..


76740
Por Luiz Ortiga - 5/1/2014 22:31:21
Com a morte do jogador Eusébio, me vieram a mente umas lembranças da Copa da FIFA de 1966.-
Morava eu em BH nessa época, no bairro Floresta. Tinha bons vizinhos numa cidade em que o povo tinha e tem o futebol como assunto o tempo todo. Naquela época para hoje, nada mudou. Combinei com os vizinhos que veríamos os jogos no barzinho da esquina da nossa rua. Só me lembro que era a TV ainda em preto e branco e não me recordo como as imagens chegavam até ali naquela época. Satélite não era. Os jogos eram regados a uma cervejinha sempre gelada. Eis que chega o dia 15 de julho de 1966, o jogo entre Brasil x Portugal. Havia por parte da imprensa dominante na época a apologia a Portugal, chamado até de avozinho. Era uma campanha piegas. Dia do jogo. Pelé e Tostão - uma dupla infernal. Qualquer seleção temia o timaço do Brasil, bi-campeão mundial. Jogo começado, começou a caça dos portugueses. O jogo foi violento, tanto quanto os demais que ocorreram na Inglaterra naquela copa. Fizeram dezenas de faltas sobre Pelé, este saiu de campo carregado, de maca e não mais retornou. Minaram o craque. O juiz numa condescendência com o jogo violento dos portugueses de modo incompreensível. Foi um dos jogos mais brutais que assisti na minha vida. Lembro-me que o Tostão achou por bem ficar pela lateral pois não queria ser boi de piranha. O jogo terminou em 3 x 1 para Portugal com o Eusébio fazendo gol. O sonho do tri ficara para 1970. Daí, nunca acreditei nessa história de camaradagem esportiva entre países.È cada um por si... Lembrei-me disso em razão do falecimento do Eusébio que foi considerado o craque de Portugal, mas entrou em campo para "caçar" o Pelé. Nada se falou da bestialidade dos jogadores de Portugal que visavam as canelas dos brasileiros por 90 minutos. Essa de irmãos já era. Tome um vôo aqui em Brasília. Após 9 horas de vôo estaremos em Lisboa. Aqui em Brasília é oferecido à cia.portuguesa ponte de embarque, todas as facilidades para embarcar os passageiros. Em Lisboa a aeronave é colocada numa posição remota, mas remota mesmo. Fornecem uns ônibus desconfortáveis e o bom mesmo é o tratamento que nos dispensam na aduana. Tratam os brasileiros como se estivessem tratando com bandidos e não respeitam os mais velhos. Nos meus próximos vôos à Europa, o roteiro não incluirá entrada por Portugal. Mas o que interessa mesmo é que Deus dê descanso merecido ao Eusébio, líder moçambicano dos portugueses na época das colônias.Amém.


76717
Por Luiz Ortiga - 1/1/2014 17:51:54
carros que estiverem com som alto em ruas, postos de gasolina e calçadas em são paulo serão multados em r$1.000, segundo nova lei municipal. os veículos também poderão ser guinchados, caso o motorista se recuse a baixar o volume. é o tipo de lei que vai se espalhar e logo, logo estará em montes claros. afinal, o bolso dói.


76580
Por Luiz Ortiga - 30/11/2013 19:21:50
Os tropeiros estão sendo lembrados. Primeiramente pela d.Ruth Tupinambá cobrando o paradeiro da homenagem que havia no trevo do aeroporto e desapareceu. Então me lembrei dos meus tempos de criança na rua Padre Teixeira. Na esquina com a atual Av.João XXIII, a existência de um ponto de descanso de tropeiros. bem na conta-esquina da praça de esportes que na época não existia ainda. Ali era uma várzea. Menino que era, me metia no meio deles e observava o seu "modus-vivendi". Era a simplicidade e a objetividade pura. A comida feita em trempes metálicas, estava lá sempre com o fogo aceso. Eram pródigos, ofereciam comida para a gente e era deliciosa.Comida farta, sem desperdícios. Uma das coisas que me marcou foi conhecer dois meninos, filhos de tropeiros que tão cedo já estavam naquela vida errante. De tarde um deles pegou um cavaquinho e começou a tocar e cantar. Fiquei impressionado com o pendor para a música do garoto que devia ter a minha idade. Perguntei ao outro menino se ele também sabia tocar o instrumento. Respondeu-me que não. Só sabia afiná-lo. Fiquei meio perdido, pois acredito que afinar um instrumento musical deve ser tão ou mais difícil que tocá-lo. Outra coisa que me marcou foi a preocupação deles com os animais. Eram bem tratados, bem ferrados, escovados. comiam milho e sal. Também para carregar aquelas cangalhas enormes, eles já possuíam uma perfeita e inata noção de ecologia ao dar um bom tratamento aos animais, que estavam sempre bem preparados. Despedimo-nos, pois no dia seguinte, bem cedinho seguiriam viagem. Aquela certeza de que nunca mais nos viríamos. Crianças fazem amizade com muita rapidez. Ficou a saudade e a lembrança do adulto nostálgico de tempos que não voltam mais.


76569
Por Luiz Ortiga - 29/11/2013 10:12:48
D.Ruth Tupinambá cobra o paradeiro da homenagem ao tropeiro que havia defronte á saída do Aeroporto. Essa escultura, de autoria do Dr. Constantin Kristof, de repente desapareceu do seu local.Se foi para obras, não foi reposta. A propósito, Montes Claros é uma cidade sem esculturas, sem homenagens aos vultos históricos importantes da sua história. De memória, lembro-me de nomes que mereciam uma homenagem, além do retorno aos tropeiros que tanto bem fizeram aos antigos moradores da cidade. Uma estátua ao bandeirante Figueiras, criador da cidade. Ao cabo Santana,herói, montesclarense morto em combate nos campos de batalha da Itália, na 2ª Guerra Mundial. Ao Dr. Santos, o melhor prefeito que Montes claros já teve, ao capitão Enéas Mineiro de Souza, prefeito que foi uma grata surpresa aos moradores que desconfiavam de um forasteiro, mas que foram surpreendidos com o calçamento da cidade, progresso tão ansiado. Ao Dr, Hermes de Paula, médico, benemérito, autor de um livro que é o atestado de nascimento da cidade. Cândido Canela, poeta, Mário Veloso, farmacêutico,Dr. Constantin Kristof, Ciro dos Anjos e tantos grandes montesclarenses, beneméritos,grandes e insuperáveis em suas especialidades e para que não sejam feitas injustiças, uma bela escultura ao montesclarenses ausentes, vivos ou mortos. Aos mortos para se evitar a referida injustiça, aos vivos para dar um alento aos que de longe, lamentam não poder estar lá, respirando aquele ar, aquele clima que não sabemos descrever, mas sentir.


76558
Por Luiz Ortiga - 27/11/2013 21:31:01
De uma maneira geral, o montesclarense se preocupa por demais com a chuva. Não é fácil ficar meses e meses com uma seca inclemente e sol ardente. Por isso este grande valor à chuva. Hoje, pela TV, ouvi uma notícia que achei sensacional. A moça do tempo mostrou o norte de Minas e apontou Montes Claros. Informou que daquele ponto se irradiaria chuva intensa para toda a região centro-oeste, norte e nordeste do país, sendo que a chuva teria abrangência em toda região do agreste nordestino. Fiquei rindo sozinho, Só Montes Claros mesma para aprontar uma dsssas.


76438
Por Luiz Ortiga - 10/11/2013 09:24:55
Nas reminiscências de Montes Claros, lembro-me de que nesta época do mês de novembro, estávamos com as provas finais de fim de ano a pleno. Os padres do Colégio Diocesano e mesmo outros professores, como que indo à desforra do mau comportamento em classe, faziam as mais diversas cobranças. O professor de francês, por exemplo, exigia que para sortearmos o ponto - uma sacola com vinte pedras numeradas de 1 a 20 - primeiro tínhamos que recitar uma poesia anteriormente indicada.Para a 4ªsérie, foi exigida a poesia La "chanson du Roland", se não me engano de Lamartine (poeta francês-Mácon,1790-Paria 1869). No nosso livro de francês, três páginas com letrinhas pequenas para serem decoradas.A história do Carlos Magnus (742-814,) em luta contra os sarracenos e Roland era o corneteiro. Eram 300 franceses contra milhares de árabes. Depois de declamar a poesia, aí sim, tínhamos o direito de enfiar a mão na cumbuca e sortear o ponto que geralmente se constituía em parte gramatical e traduções. O professor de Inglês, Dr. Carlyle Teixeira,filho do Dr. Santos, era amável, risonho, mas tenho colega que até hoje tem trauma de Inglês. Ele tinha um método de ensino único; achava que se o aluno soubesse formar uma frase na interrogativa em inglês, tinha compreendido a estrutura da língua. Colocava duas perguntas no quadro e mandava passar para o Inglês. Se acertasse as duas, era dez, uma era cinco e nenhuma um zero. Isso sem apelação e razão para traumas. Mas tínhamos as compensações, o colega Roberto Drumond(já falecido), aprendeu a já falava fluentemente a língua inglesa. Um craque. O Hiram de Paula e eu, caprichávamos em Ciências Naturais (Biologia). isso para "fazer média" com a bela progessora. Não podíamos fazer feio e nem tínhamos intenção de fazer alguma curso relacionado como medicina ou afim. O monsenhor Osmar, professor de latim, tinha um bom coração. Nas provas orais, sim, tínhamos provas orais. Prova oral de latim, até hoje dá calafrios. O monsenhor era condescendente e ajudava os esquecidos ou maus alunos nas conjugações. Não reprovava na matéria dele. Matemática era com a d.Benedita que na prova oral de matemática, dizia que não permitia "cola". Como "colar"numa prova oral? Este que era o mistério. D.Terezinha, professora de desenho, era outra "boa praça". Desenho era matéria que entrava para formar um média mais alta, assim como Trabalhos Manuais, matéria que era dada pela irmã do Bispo, D.Antonio de almeida Morais Jr., grande orador. Tínhamos outras matérias que formavam um conjunto de dez. Algumas fáceis demais, para alguns, como Religião e Música. As provas começavam geralmente na segunda quinzena de novembro e duravam em torno de 15 dias. Era uma época difícil.Nada de festinhas. Então... chegava dezembro. Época de férias. Uma dádiva dos céus. Como eram tempos difíceis, mas como nos deixou saudades... Saudades de tudo. Dos colegas, dos professores, do Colégio Diocesano que não existe mais. Nem aquela Montes Claros dos anos 50. Ficou uma grande saudade de tudo e de todos, como agradecimentos sinceros aos mestres queridos.


76428
Por Luiz Ortiga - 7/11/2013 17:56:40
Enfim, depois de tantas notícias ruins, essa alvissareira notícia sobre o Grupo de Serestas João Chaves. Tomara que a nova formação seja se pessoas que gostem de constantes apresentações e difundam ainda mais a bela música de Montes Claros e do norte de Minas. Vida longa ao grupo.


76379
Por Luiz Ortiga - 31/10/2013 19:20:17
historiadores ou mesmo memorialistas de Montes Claros, devem estar atentos às lembranças vividas por testemunhas oculares dos fatos históricos ocorridos em nossa cidade no início da década de trinta. Temos a agradecer às senhoras D.Ruth Tupinambá e D.Maria Ribeiro Pires por terem vindo à público relatar às novas gerações os fatos por elas vivenciados.Estes relatos ora esclarecidos, eram transmitidos verbalmente entre a população e com os inevitáveis erros(afinal, quem conta um conto, acrescenta um ponto, como diz o povo). Da minha parte, fui colega do João Leopoldo, filho do Sr. Natércio França, genro de D.Tiburtina, pai do João. Certa ocasião, época de exames finais no Colégio, fui até a casa dele na Av. Francisco Sá, perto da estação da EFCB. À tarde, tivemos que dar uma parada nos estudos, pois a vó do João Leopoldo, havia feito uns biscoitos e bolo para a nossa merenda. Fiquei a imaginar, uma mulher que foi temida em certa época na cidade, estava alí cuidando do neto e do colega dele com o maior desvelo de uma mulher comum. O João Leopoldo reside hoje em Goiânia, para onde foi, acompanhando um filho, conforme fui informado.


76357
Por Luiz Ortiga - 29/10/2013 09:09:33
Acompanhando o espírito dos colaboradores deste mural, informo que ontem à noite, aqui em Brasília/DF, houve trovões muito altos, de fazer medo, mas não tão altos quanto o barulho do "triangulo da impunidade" em Montes Claros.


76339
Por Luiz Ortiga - 26/10/2013 10:17:53
Questão de ponto de vista - Após passar grande aperto por ter uma doença insidiosa, ao retornar ao médico um amigo foi perguntado por ele: "Como está passando?"
-"Doutor, depois dessa, sinto que contornei o Cabo da Boa Esperança, agora estou me sentido muito bem" disse meu amigo ao médico. Ao ouvir aquilo, o terapeuta riu e respondeu-lhe:
-"Na verdade, o senhor contornou o Cabo das Tormentas, a sua doença não foi brincadeira". Cabo das Tormentas e posteriormente Cabo da Boa Esperança, foram os nomes que os navegadores portugueses deram ao cabo que é o ponto extremo na Africa do Sul. Local onde se contornavam o continente africano em direção às Índias.Local de muitos naufrágios em razão das tempestades constantes e mar sempre encapelado. Razão do terror dos navegadores de então. A doença era a mesma, mas o enfoque de cada um era diferente. Depende do ponto de vista.



76321
Por Luiz Ortiga - 21/10/2013 18:13:31
Padre Marcos Marcelo Von In. Recem ordenado, chegou em Montes Claros em 1920. Nomeado vigário da cidade em 1º/01/1925. Foi um dos construtores da nossa Catedral. Dias desses, ao acordar de madrugada,insone, minha memória, sem a menor vontade de ser diferente ou original, voltou à Montes Claros da minha infância e juventude. Isso me fez pensar no sentimento de falta, da saudade, do vazio que as pessoas sentem quando estão distantes de alguém ou daquilo de que se gosta ou mesmo da terra querida. Ora, Montes Claros, fisicamente está bem distante para mim e essas lembranças que sempre me ocorrem, estão bem encaixadas lá no passado. O meu pensamento aportou, não sei o porquê, naqueles padres estrangeiros que com as suas batinas brancas, fizeram parte do nosso passado. Lembrei-me especialmente de um padre que nunca tive maior contato. Mas sempre o via celebrando missa na Igrejinha do Rosário: o cônego Marcos Von In. Este chegou em Montes Claros ainda jovem, no ano de 1920*. Foi um lutador e como que um milagre, as suas benemerências jamais ficaram sem provisões. Era procurado pelos pobres para o atendimento das mais variadas petições. Uns queriam remédios, outros comida. Uns queriam passagens, outros uma roupa. Mas todos carentes de palavras de conforto e sempre atendidos. O que me deixou pensativo foi o fato do padre Marcos ter deixado, saudoso, a sua terra natal , vivido trinta e seis anos em Montes Claros (até 1956)* e quando já se considerava filho adotivo de Montes Claros, ser transferido para São Paulo.Cortou-se o cordão umbilical. Não posso imaginar o seu sentimento, mas um religioso como ele recebia resignado os desígnios de Deus. Fato é que o cônego Marcos deixou uma marca indelével na cidade. A ele foi dada a incumbência superior (D.João Pimenta) de levantar a edificação da catedral. Função que exerceu com a maior competência e sem solução de continuidade, entregando ao seu superior em tempo compatível, a igreja maior já coberta, pois havia sido designado para outros espinhosos misteres. Espero que o cônego Marcos, junto a Deus, nunca se esqueça de pedir por Montes Claros, com a certeza de que está junto aos justo, pela santidade que exerceu. *Informações do livro do Dr. Hermes.


76301
Por Luiz Ortiga - 17/10/2013 08:13:39
Seguindo a meteorologia popular e comum neste mural, informo que em Brasília/DF, está manhã de 17/out/ o céu está carregado, escuro. Parece que vai chover. O mesmo céu, certa vez vi em Fortaleza-CE e o cearense me disse que o céu estava "lindo".


76298
Por Luiz Ortiga - 16/10/2013 09:58:37
Bem lembrada a cobrança da ETE- Estação de Tratamento de Esgotos - à `COPASA. Quem não se esquece jamais é a natureza que mais cedo ou mais tarde cobrará com juros e correção. O esgoto da cidade, in natura, vai direto para o rio Verde que logo terá de mudar o nome para cinza. Do rio verde o esgoto vai para o São Francisco que também recebe todo o esgoto que BH lança no ribeirão Arrudas que vai ao rio das Velhas e de novo o São Francisco. Pobre rio São Francisco que virou depositário do esgoto de vasta região brasileira.


76271
Por Luiz Ortiga - 11/10/2013 11:32:14
Não só porque vi o projeto da COPASA para os Morrinhos que achei excelente, mas outros projetos, pelo menos, visando melhorar a visão da cidade deveriam ser feitos. A começar pelas divisas do município de Montes Claros. Deveriam ter um marco, bem alto, em formato de arco e com os dizeres BEM VINDOS-MONTES CLAROS. No centro, na Praça Dr. Carlos está a merecer um remanejamento daqueles...Falta um abrigo para os passageiros de onibus, com uma boa arquitetura -banheiros públicos-bancos para a espera confortável. Nas lateral um tratamento melhor nas calçadas, uns elementos de arquitetura para marcar a cidade. No centro da praça a está a merecer um grande marco de uns 12 metros de altura. Uma homenagem a um grande montesclarense ou ao montesclarense ausente- vivo ou morto - com um relógio encrustado no marco. uma cobertura descente para a rua Simeão Ribeiro e com troca do piso e feitura de jardins, assim como existe na Curitiba de Jaime Lerner que fez um projeto para Montes Claros na gestão passada e ninguém conhece o projeto. Ampliação dos calçadões centrais. Melhor estudo pára o transporte urbano com colocação de ônibus articulados e um estudo sério do itineráerio a seguir,pontos de ônibus cobertos, visando dar maior conforto aos moradores. Um grande remanejamento na praça Dr. Chaves(praça da Matriz). Modernização da praça. E mais uma sem número de intervenções que a cidade está a merecer. Sou arquiteto urbanista e montesclarense e sei que a cidade está precisando de melhorar o visual. Falta mesmo é vontade política. E olhe que hoje a cidade já tem uma faculdade de arquitetura...


76259
Por Luiz Ortiga - 8/10/2013 17:40:46
Na mensagem 76253 que mostra os exercício de pouso e arremetidas do Boeing Presidencial, resta saber se em caso de necessidade, a nossa Seção Contra-incêndio do Aeroporto está devidamente preparada para uma eventual entrada em ação, se houver algum defeito ou falha técnica ou humana nos exercícios. Bombeiros de aeroportos tem capacitação específica para a ação. Sabem que o tempo de ataque é mínimo. Depois do tempo mínimo determinado, nem precisa ir tentar salvar vidas, mas sim o rescaldo de bens materiais. Os pilotos não fariam tal tipo de exercício se o nosso aeroporto não estivesse bem equipado materialmente e o nosso pessoal bem treinado e avisado. Eles são responsáveis.


76235
Por Luiz Ortiga - 3/10/2013 20:49:17
Interessante a reação dos leitores deste montesclaros.com em relação ao assunto da construção de rodovia Brasília/DF-Ilhéus/BA. Trata-se de um sonho que o cidadão norte-mineiro tem em ver, um dia, uma rodovia moderna atendendo a esta região tão carente. Outro sonho é a construção de uma ferrovia de alto nível que passe por Montes Claros e ligue BH e a Bahia. Os políticos deveriam ficar atentos a esses anseios do povo que tripudiado por anos sem fim. Só nos resta mesma o adágio popular de que a "esperança é a última que morre".


76220
Por Luiz Ortiga - 1/10/2013 09:41:17
O progresso faz desaparecer cetas coisas. Lembro-me, por exemplo, que em Montes Claros, no dia 1º de outubro era comemorado o "Dia do Viajante". Os representantes comerciais de hoje tinham um tratamento "vip" nos velhos tempos. As comunicações difíceis, a falta de estradas, uma ferrovia morosa, faziam com que os viajantes fossem os arautos das novidades. Eram na verdade, uns tropeiros melhorados.Já que os tropeiros eram em alguns lugares chamados de "cometas". Aqueles que traziam as noticias, as novidades vindas das capitais. Para comemorar a data em 1950, foi programada uma partida de futebol entre médicos x viajantes. O campo do União ficou lotado. Não me lembro o resultado da peleja, mas lembro-me que um médico, o pai do colega Reinaldo, Dr. Dárcio Ferreira que dividia o consultório com o Dr. Hermes, alí onde é hoje o Café Galo, quebrou o tornozelo. Problema este que carregou para o resto da vida, manquejando sempre. São lembranças que nos vem à tona e que fazem aniversário hoje.


76215
Por Luiz Ortiga - 30/9/2013 18:41:24
Vez por outra surge uma notícia de planejamento e obras para o país, para uma região. Há o respectivo entusiasmo, mas em pouco tempo não se fala mais no assunto. Tempos atrás aqui em Brasília/DF, surgiu uma notícia ou boato(?)de que seria construída uma rodovia ligando a capital federal à praia mais próxima de Brasília. Seria a Brasília/Ilhéus. Passaria por São Francisco (com uma bela ponte), Montes Claros, Ilhéus.
Seria em linha reta Em linha reta são aproximadamente 700 km. Uma beleza! Montes Claros/Brasília-DF ficaria pertinho e em poucas horas, como acontece com BH, venceríamos esses quilômetros que nos separam. é de amargar a gente ter que fazer uma grande volta para se ir à Montes Claros. ter que ir à Pirapora e depois mais 180km para chegar na terrinha. Quase 800 km! Na pior das hipóteses, pelo menos já aventaram essa possibilidade. Quem sabe? Um dia surge um governante empreendedor, à la JK e teríamos uma rodovia tão necessária para toda uma região. Dentro dos sonhos, esperamos que a nova ferrovia BH/M.Claros não fique só em conversa. Como eu gostaria de ver uma obra dessas.


76122
Por Luiz Ortiga - 22/9/2013 21:03:45

Montes claros está de luto com o falecimento de D.Josefina de Paula.Uma tristeza imensa. Esposa do Dr. Hermes de Paula, companheira ímpar pela vida afora, D.Josefina é o que se pode dizer de uma lacuna irreparável na vida Montes Claros. Participou dp grupo de serestas, onde a música "È a ti flor dos céus" pontifica de maneira única. Aos parentes da D.Josefina e de maneira especial à Virginia, os meus sentimentos.


Lembranças- Das minhas lembranças da década de 40 na rua Padre Teixeira, lembro-me do casal Hermes de Paula e Josefina, visitando os sogros e pais, Sr.Olímpio de Abreu e d. Lica ( Maria Natalícia). D.Josefina, Fininha ou fina para os íntimos, levava pela mão a filha mais velha a Virgínia. Virgínia, vestida com um vestido xadrez Escócia, nos lembrava muito a Shirley Temple, menina que fazia o maior sucesso nos cinemas na época.O casal Hermes e Josefina era muito cordial e cumprimentava os vizinhos dos sogros. Era assim em relação aos meus pais. Gestos que se transformavam em amizades eternas. Dr. Hermes era muito conhecido da meninada que nadava na Praça de Esportes. Ele que assinava as fichas médicas dos atletas(tudo gratuíto para Prefeitura e atletas). Sempre de olho na dentição da turma e de uma olhada, a sua experiência dizia da saúde do nadador. Era coisa séria. Não era chegando e pulando na piscina, não. Sem a ficha atualizada, nada feito.
Dr. Hermes já é falecido há anos e pelo seu centenário de nascimento, foi celebrada missa solene na Basílica D.Bosco aqui em Brasília. D.Josefina, que fazia parte do Grupo de Serestas João Chaves, também dirigido pelo marido, com voz firme de soprano, participou da gravação histórica da coleção de LPs que deixaram gravadas, de maneira irreprimível, as músicas que compões o "Menu" deste Mural com as Músicas de M.Claros. D.Josefina faleceu ontem. Uma tristeza para a cidade. Aos poucos vão desaparecendo as pessoas que faziam parte da nossa infância e juventude, deixando para nós todos uma saudade imensa. Às filhas Valéria e Virgínia, e demais familiares os nossos sentimentos. Perda imensa para a sociedade montesclarense.


76113
Por Luiz Ortiga - 20/9/2013 20:08:59
Amanhã, 21 de setembro é o dia da árvore. Dia em que se inicia a bela estação da primavera e nos prenuncia a chegada do final do ano. Para nós que moramos no cerrado brasileiro é chegada a época das chuvas, já que só temos duas estações, estação chuvosa e estação da seca. Os que residem em Brasília/DF, tem uma preocupação que outros brasileiros raramente tem. Trata-se de verificar o nível da umidade relativa do ar. Todos sabemos que a baixa umidade relativa do ar é comum no deserto de Saara e que lá é normal chegar a 7%. Uma secura extrema. A Organização Mundial de Saúde-OMS da ONU, preconiza que quando a umidade chega a este nível é chegada a hora de se parar de trabalhar ao sol, tomar bastante água e ter-se cuidados especiais com as crianças, pois estas são as que mais sofrem com o clima severo. A gente verifica neste montesclaros.com a preocupação da população com a chegada das chuvas. O interessante é que normalmente, quando chove em Brasília, chove em Montes Claros também, pois MOC está a leste da capital e mais próxima do mar. Nestes dias, ouvimos trovoadas fortes o que é anuncio de chuvas próximas para Brasília e por consequencia em Montes Claros também, se Deus quiser.


76083
Por Luiz Ortiga - 13/9/2013 20:06:44
Desculpem-me os escritores D.Ruth Tupinambá e o primo Haroldo Lívio por meter-me nesta conversa para "adultos", mas não aguentei ficar calado e vou contar um caso interessante. às tardes, quando eu voltava da Praça de Esportes, era muito comum encontrar-me com o Dr. Nelson viana e senhora, de braços dados, dando o tradicional passeio vespertino. Ele sempre usando um coturno longo até os joelhos, paletó e chapéu de feltro.Era um agrimensor típico. Sisudo, não tinha por hábito cumprimentos que eram raros. Residia na rua São Francisco com rua D.Pedro II. No seu quintal havia uma árvore magnífica, centenária, copada e que se debruçava sobre o muro e numa altura incrível. Contaram-me que havia uma senhora muito pobre, uma velhinha que para sobreviver necessitava da ajuda do próximo. Vivia num casebre ás margens do rio Vieira. Consta que todas as manhãs, bem ceso, uma pessoa passava por lá e sem falta deixava para a pobre mulher uma nota de 5 ou de 19 para que ela fizesse a sua feira. Isso durava anos e anos. Mas a curiosidade humana é muito grande e a mulher resolveu conhecer o seu benemérito. Certa madrugada, acordou e surpreendeu-o deixando uma nota. Mil agradecimentos, pedidos de que Deus o protegesse e mais uma série de gratidões. Fato é que a partir do dia seguinte, não mais foi deixada a quantia para a senhora. A curiosidade afugentou a galinha dos ovos de ouro. Nunca mais houve o dinheirinho da feira. Era o Dr. Nelson Viana


76039
Por Luiz Ortiga - 6/9/2013 19:27:40
Domingo pela manhã, saí de Montes Claros com destino à Brasília. Estando em Montes claros é sempre bom esclarecer que se trata de |Brasília, Distrito Federal, para evitar possível confusão com a agradável Brasília de Minas. Primeira detentora do nome e que foi cedido a cidade que seria capital do |Brasil, após negociações do presidente JK com o valoroso povo de Brasília-MG. Na saída, parei num posto de gasolina para abastecimento. Lá estava um grupo de rapazes, devidamente paramentados para a prática do ciclismo. Mais pareciam cavaleiros da idade média, preparados para um liça. Perguntei a um rapaz do grupo qual o destino deles(?). -O alto da serra. respondeu-me. Só na resposta fiquei cansado. Lembrei-me que na minha época, com bicicletas comuns e sem equipamentos, um grupo de rapazes programou pedalar até Francisco Sá. A observação é que era estrada de cascalho, sem sinalização, com alto grau de perigo. A cidade toda participou ou comentou o feito dos jovens. Uma distância de 45 Km difíceis de serem vencidos. O que realmente me preocupou nessa empreitada dos rapazes, foi o aspecto da segurança no trânsito. Ainda falta muito para que os ciclistas, milhares deles,m que circulam nas nossas ruas tenham consciência do perigo do trânsito. O uso de proteção com capacetes, luvas e sapatos adequados, campainhas, luzes refletoras. Tudo isto ao lado de conhecimento mínimos e respeito às leis de trânsito por parte de usuários de bicicletas e motoristas. Só assim evitaríamos o grande número de acidentes em Montes Claros e o que é pior, acidentes com vítimas fatais.


76023
Por Luiz Ortiga - 2/9/2013 19:06:33
Durante os dias de festejos dos Catopês, Marujos e Caboclinhos, os alunos remanescentes da turma de 1952 do Colégio Diocesano Nossa Senhora Aparecida, reuniram-se para uma congregação de amizade e de agradecimentos a Deus. Na missa em que foram lembrados os colegas que se foram para a eternidade num preito que se estendeu aos mestres e funcionários. Estas reuniões caracterizam-se num misto de muita alegria e uma inevitável tristeza de saudades. Voltamos a uma Montes Claros que não mais existe e os festejos populares fazem-nos cair na realidade de que a cidade continua com as suas tradições, na pureza daquelas expressões populares. Creio que a população já se conscientizou da importância e da peculiaridade desses festejos montesclarenses. Observei que em comparando com as festas do meu tempo de criança e de hoje, houve um crescimento no número de crianças que fazem a corte ao rei e à rainha. Maiores homenagens aos padroeiros São Benedito, Nossa Senhora do Rosário e o Divino Espírito Santo, o que veio a mais enriquecer o conjunto, assim como o uso de mais cores. Muito ajudou também nos festejos a decoração da cidade de maneira sóbria, mas muito bonita. O fato de fazer coincidir as datas de reunião da turma do Diocesano com os Catopês foi excelente e só nos resta fazer repetí-la no próximo ano. É reunir o agradável ao agradável.Não poderia deixar de considerar a abertura havida com a participação das mulheres, bem característico dos tempos modernos o que mostra o ajustamento dos festejos às conquistas femininas.


75953
Por Luiz Ortiga - 19/8/2013 22:48:58
Fim de semana com emoções fortes. O reencontro dos alunos do Diocesano, turma de 1952, que a cada ano se mostra mais desfalcada com as ausências eternas e rever também os festejos dos catopês, marujos e caboclinhos.Esses festejos são de uma pureza,tradição e beleza maravilhosas. Ao ver o desfile dos marujos com os calafatinhos à frente, quase me derramou uma lágrima, ao retornar à minha infância: era aquilo que eu queria ser...O desfile ficou mais rico com maior número de damas de companhia no séquito do rei e da rainha. A reverência maior aos santos (N.Sra. do Rosário, S.Benedito e ao Divino Espírito Santo) foi ampliada o que também mais enriqueceu a festa. A organização foi esmerada. E dizer que se não fosse o Dr.Hermes de Paula, esta festa teria desaparecido. Graças ao denodo do médico benemérito, a tradição foi mantida para manutenção desta cultura tão rica da nossa tradição centenária. Montes Claros com seu povo, está de parabéns por ter uma festa tão bonita.


75923
Por Luiz Ortiga - 10/8/2013 10:34:52
Está chegando a hora. A hora dos Catopês, Marujos e Caboclinhos em homenagem à N.Sra. do Rosário. A hora do reencontro dos alunos do Colégio Diocesano que de onde estiverem se dirigirão à Montes Claros para rever os velhos colegas, no encontro anual.Chegou a hora!


75861
Por Luiz Ortiga - 28/7/2013 12:58:08
Esta notícia de bitola de 1,60m para a nova ferrovia que ligará BH até Aratu, via Montes Claros, é sensacional! Nós da geração que enfrentávamos a viagem de 18 horas entre Montes Claros e BH e sem ter alternativa de uma rodovia, parece um sonho. O trem viajava com a velocidade de 30km/h. Saia de Montes Claros ás 11,00h e chegava em BH ás 7,00 do dia seguinte. Para se ter uma ideia, o trecho entre Montes Claros e Bocaiuva era percorrido em duas horas! Isso em razão da economia que se fez na construção da ferrovia, evitava-se a construção de túneis e arrodeavam as serras, como no exemplo. Havia a parte cômica da história. O jantar ou o almoço, era sempre em Buenópolis. Os restaurantes mais próximos à estação serviam uma sopa quentíssima antes das refeições. Todos comiam de olho no Chefe do trem, autoridade máxima de uma viagem e que determinava a saída da composição. O Chefe saía e ia todo mundo atrás, deixando, às vezes, a comida no prato. Tinha também o ritual da mudança de vagão simples para o vagão leito em Corinto. Era de bom tom ajudar as senhoras no transbordo das bagagens. Houve um caso de provocação ocorrido e presenciado por mim foi um senhor de idade, ao chegarmos à Curvelo,alta madrugada, gritou a plenos pulmões: Acorda meu neto, já chegamos à Grande Curvelo! Levou uma vaia homérica em plena madrugada, pelo bairrismo.
Tomara que a nova ferrovia não demore. Voltará a ser o meu transporte favorito. Afinal vivemos outros tempos e presume-se que teremos um certo conforto, além da maior velocidade. O mais importante é a economia da região.


75848
Por Luiz Ortiga - 26/7/2013 18:52:38
Na mensagem 75850,sobre o livro A MEDICINA DOS MÉDICOS & A OUTRA, escrito pelo Dr.Hermes de Paula, eu disse que o mesmo encontrava-se esgotado. Felizmente fui informado pela sua filha Virgínia de Paula que existem ainda exemplares disponíveis. Os interessados poderão procurá-la no email virginiabreudepaula@gmail.com ou à av.Cel.Prates,106 em Montes Claros.


75840
Por Luiz Ortiga - 25/7/2013 13:28:16
Médicos para o interior do Brasil.
Este tema está na berlinda na imprensa do país. A vijnda de médicos estrangeiros tem sido motivo de repulsa pela classe médica brasileira, ainda mais pela possibilidade aventada da dispensa dos exames exigidos pelo Conselho Federal de Medicina para revalidar o título conquistado no exterior. Alegação de que além da língua, os médicos estrangeiros não teriam condições de entender o linguajar típico do interior do Brasil. Muito antes deste problema haver surgido, Dr.Hermes Augusto de Paula, infelizmente falecido, lá de Montes Claros no norte de Minas, escreveu o livro "A Medicina dos Médicos e a Outra..."-Publicação esgotada da Imprensa Universitária de Minas Gerais. Nesse livro Dr. Hermes aborda a medicina exercida naquela região de Minas e a coexistência pacífica com os receitadores, problemas higiênicos do lar, arsenal terapêutico dos curandeiros, superstições ligadas à medicina, rezas e benzeduras, simpatias, adjunta de horta, dieta, medicina social.
Existe uma nota explicativa sobre algumas expressões usadas em "consulta na roça", como por exemplo: perrengue=adoentado, distempêro=diarréia, ispinhela caída=luxação espontânea do externo (inexistente, criada pelos curandeiros e benzedores), feberão=febre alta, adornou= delirou e mais uma série grande de expressões. Pena é que este livro, publicado em 1982, está esgotado e seria de grande serventia para todos envolvidos no "métier" da medicina em qualquer parte do Brasil. Boa hora para reeditá-lo.


75836
Por Luiz Ortiga - 24/7/2013 22:07:45
Este portal é realmente um grande meio de comunicação dos leitores do Minas e do norte do estado em particular. Solicitei uma ajuda na mensagem 75831 e de imediato tive a minha indagação atendida. A informação obtida foi de alta qualidade: nada menos que o jornalista Wanderlino Arruda prestou as informações solicitadas. Alto espírito de comunidade e participação. Muito grato ao Wanderlino pela generosidade.


75831
Por Luiz Ortiga - 24/7/2013 09:32:58
Uma amiga está fazendo uma pesquisa sobre o time de voleibol feminino de Montes Claros, campeão mineiro de 1954. quer saber o sobrenome da jogadora GLÓRIA. A dúvida a ser confirmada é se era Glória Bolgate? Será que se algum leitor do montesclaros.com saberá informar? Antecipados agradecimentos.


75737
Por Luiz Ortiga - 9/7/2013 19:28:46
Tem umas coisas que a juventude não é bem orientada. Os país ou demais parentes sempre perguntam:- o que você quer ser quando crescer? E o bestão diz que quer ser engenheiro, médico ou advogado. Nos tempos de uma difícil absorção no mercado de trabalho, não ensinam aos jovens que fazer um curso técnico no SENAI, SESC,SEBRAE ou uma outra escola de qualificação do governo federal. É uma ideia excelente. Começa que o rapaz, quando passa da metade do curso escolhido, normalmente já tem um punhado de empresas querendo "comprar o seu passe". Realmente a rapaziada saí de um curso desses bem qualificado e é isto que o Brasil está precisando. Eles tem cursos de informática ótimos e de curta duração. Muito bons para mostrar o primeiro caminho para a meninada.
Fica aqui a minha sugestão. Já trabalhei com rapazes formados em desenho pelo SENAI e ficava admirado pela desenvoltura dos rapazes. Engenharia, medicina, advocacia, arquitetura, etc, a gente faz depois de ter uma profissão que nos garanta a sobrevicência durante o curso superior. Boa sorte.


75734
Por Luiz Ortiga - 8/7/2013 18:33:48
Norival Leite Vieira - Fenômeno interessante é a união dos ex-alunos do Colégio Diocesano, formados em 1952.Para uma simples turma de um curso secundário num colégio do interior de Minas naquele longínquo ano, o fato de se reunirem uma vez por ano é um motivo lauvável. Houve uma tentativa de se criar o curso científico no ano de 53, porém a constante falta de energia elétrica, tornou a tentativa frustada, por ser o curso noturno. Consequentemente houve a diaspóra inevitável. Éramos quarenta alunos e desde então, a morte tem levado colegas que nos deixaram saudosos. Já está combinado a reunião deste ano para o próximo mês de agosto, coincidindo com as festas dos catopês, marujos e caboclinhos. Neste ano não teremos mais dois colegas que se foram para a eternidade, são eles o Roberto de Paula Drumond, falecido em agosto de 2012 e o Norival Leite Vieira, falecido hoje em São Paulo-capital, onde morava e foi sepultado. Muito alto, do tipo longilíneo, o Norival na adolescência,morador na av. Cel. Prates,ao lado da Igrejinha do Rosário, cresceu muito rápido e as calças logo se tornavam curtas, deixando as canelas do rapaz à mostra. Isso foi o suficiente para a turma que nada perdoava, logo o apelidar de "Neném Canela". Pois é, foi-se o nosso Neném. Que Deus lhe dê o merecido descanso e à família, o conforto, neste momento difícil.


75685
Por Luiz Ortiga - 30/6/2013 10:26:30
Tenho lido que a notícia de importação de médicos de outros países tem trazido um mal estar em vários ambientes: entre a classe médica brasileira, a notícia não é bem recebida e hoje tomei conhecimento de que governos de países da origem desses médicos ao saberem que que o governo brasileiro alicia (o termo é este), seus jovens, não estão gostando dessa história. Gastar um dinheirão na formação do jovem e no momento em que o mesmo irá dar a sua retribuição á sua sociedade, o mesmo imigra para outro país. Ao lado disso, a adaptação desses jovens ao Brasil não será fácil. Aqui em Montes Claros, as coisas ficam mais fáceis, no momento em que os recém-chegados tomarem conhecimento que existe um livro escrito pelo Dr.Hermes de Paula: "A medicina dos outros & a outra" e mais as diversas denominações populares das doenças
no norte de Minas, descritas por este mestre. Pelo andar da carruagem, esta proposta do governo deverá ficar esquecida como as demais que fizeram o povão ir às ruas reinvindicar. Veremos...


75625
Por Luiz Ortiga - 21/6/2013 16:27:08
São inúmeras as reivindicações da população brasileira nos recentes movimentos nas ruas, sendo o estopim da crise o aumento dos R$0,20 das passagens de ônibus.Entre outras coisas anotadas, consegui relacionar alguns pontos que são da maior importância para o nosso Brasil. Vejamos: 1)reajuste das tarifas dos transportes urbanos, visando chegar á gratuidade 2)isenção de impostos para os gêneros alimentícios de primeira necessidade e medicamentos 3)agir com mais rigos com os corruptos e corruptores e contra a PEC 37 4)baixar a maioridade penal para 16 anos 5)exigir que a Justiça Eleitoral diga NÂO aos fichas sujas 6)cassar os mensaleiros em atividade no Congresso Nacional 7) consultar a população quanto sediar eventos como a Copa do Mundo 8)Instalar CPI para investigar os gastos com a Copa das Confederações e Copa do undo 9) aumentar os salários nos 3 poderes em datas e percentuais iguais 10) reduzir o número de Ministérios ao máximo de 17 11) Liberar verbas para políticos e partidos políticos com completa transparência e divulgação nos meios de comunicação 12)criar bolsas para classes menos favorecidas com total aval do povo brasileiro por meio de referendos 13)política efetiva para uma nova educação com participação maior na Receita do País 14) Idem para a saúde pública 15)fim dos privilégios e mordomias no âmbito so serviço público em geral 16)extinção de todos os privilégios de julgamento pela justiça com a abolição dos fóruns privilégiados ou prerrogativas de função para ministros, parlamentares e demais servidores públicos 17) Abolição dos diverdos graus de recursos judiciais protelando julgamentos e prisões e que só favorecem os endinheirados 18) a máxima de que todos são iguais perante a lei seja ampliada para todos que carecem da justiça.
Estes foram alguns dos pontos que considerei mais importantes, pois muitos e muitos outros estão nas ruas.

outros


75459
Por Luiz Ortiga - 21/5/2013 14:24:49
Na mensagem 75455, o jornalista José Prates levanta um problema que aflige Montes Claros e de solução complexa. Trata-se do aspecto urbano da cidade em relação a uma população sempre crescente e com a necessidade de espaços para novas construções e pior, adaptar o trânsito de pessoas de de veículos à nova realidade. Montes Claros é uma cidade que inicialmente como vila na época colonial, vem crescendo paulatinamente, mas com o traçado da cidade voltado para as necessidades da época que no máximo atendiam carros-de-bois. Nunca houve uma preocupação maior com o traçado da cidade. É do nosso conhecimento e nunca foi dado ao conhecimento público os planos diretores já contratados e elaborados por solicitação da Prefeitura, na gestão de vários prefeitos. O último Plano Diretor elaborado foi da lavra do mestre Jaime Lerner (mestre porque foi meu professor na UnB), mas também não conhecemos o seu conteúdo. Vazou que a sugestão do Jaime era dar ao transeunte, ampliando as calçadas e deixando tão somente a faixa de 3,50m centra para os caros numa via de sentido único. A gente imagina o fato de um carro com problema mecânico ou sem combustível, Está feito o caos. Para um problema sério como este, lembramo-nos do prefeito Pereira Passos no Rio, abrindo as avenidas centrais no início do século passado. A peste e a falta de higiene levou-o a ser radical. Lembramos também do urbanista Georges Eugene Haussmann na época do Napoleão em Paris, abrindo largas avenidas. Neste caso foi por motivos militares que via as ruas largas facilitando o deslocamento de tropas e contra movimentos populares ao governo. No nosso caso de Montes Claros, temos um grande problema a resolver: como ser radical numa urbanização? E a preservação da memória da cidade? Confesso que sinto falta do Mercado Central e do meu Colégio Diocesano e a Congregação Mariana na Av.Cel.Prates. Para uma solução radical haja dinheiro para desapropriações e construção de uma nova "urb"voltada para a modernidade que a cidade demonstra vocação. O jornalista levantou a "lebre". Trata-se de problema que jamais será da unanimidade da população, mas terá que ser enfrentado com soluções inteligentes e participação de todos, o que é imprescindível.


75442
Por Luiz Ortiga - 17/5/2013 19:50:49
Reportando-me à mensagem 75433,onde Jú recita a poesia do Alphonso de Guimaraens. Lembre-me do nosso Gremio no Colégio Diocesano, onde o aluno tinha que fazer uma "performance" no palco. Lá subiu um colega, famoso pela timidez e nervosismo. Ao declamar a citada poesia que em essência é triste. O colega dizia:"Quando Ismália enloqueceu, pôa-se na torre a sonhar: Viu uma lua no céu ( e apontava o chão), viu uma lua no mar (apontava o céu). Evidentemente, a platéia que era só de moleques e foi uma gargalhada sem fim.
São lembranças do velho Colégio Diocesano de uma velha Montes Claros...


75421
Por Luiz Ortiga - 14/5/2013 10:36:13
ontem recebi ligação do amigo genival tourinho convidando-me para o lançamento do seu livro baioneta calada, baioneta falada". o lançamento dar-se-á no dia 21 de maio próximo, terça-feira, às 18.00 horas no salão verde da câmara dos deputados aqui em brasília-df. repasso o convite aos amigos montesclarenses que estejam por aqui nessa data.vamos lá prestigiar o conterrâneo


75342
Por Luiz Ortiga - 1/5/2013 14:08:07
Na década de 50, era comum em Belo Horizonte, na Praça Raul Soares, toda quinta-feira, a exibição do famoso Cine Grátis. Como o nome diz, era a exibição gratuita e em tela de 16mm filmes documentários, desenhos, publicidades e demais passatempos que reunia grande quantidade de pessoas. Nos bailes, se as meninas perguntassem ao rapaz o que ele fazia na vida(?), era a coisa mais engraçada por lá o rapaz dizer que era baleiro ou lanterninha do Cine Grátis. Tempos depois conheci o cidadão que gerenciava essa atividade. Mas o mais interessante disso tudo é que em Montes Claros, na Praça Dr.Carlos, na época da 2ª Guerra Mundial, às noites, uma vez por semana, também eram projetadas notícias da guerra. Guerra essa que tinha participação de um filho da terra, o cabo Santana que viria a falecer em combate. A audiência dessas projeções era imensa, inclusive prestigiada sempre com a presença do estimado bispo Dom João Pimenta que era extremamente simpático com quem o procurasse a todos atendia. Era realmente simpático.
As projeções patrocinadas pelos americanos, certamente eram pioneiras e antecederam em muito o famoso cine Grátis que pessoal da capital achava o máximo. As projeções eram próximas ao caramanchão existente, perto da pérgula que exite ou existia ao lado do ponto de táxis. Eu era um moleque e residia na rua Padre Teixeira, certamente estava ali com um adulto, pois as seções era noturnas e não tinham censura. Quando aparecia uma fortaleza voadora, aviões imensos para a época, reconhecíamos que eram aqueles mesmos que sobrevoavam Montes Claros, passavam bem alto, mas mesmo assim sabíamos que eram eles. Nos lembravam que estávamos naquela aventura e tínhamos filhos da terra lá. Outro fato inesquecível para mim que tinha pavor da guerra era o fato do Sr. Valeriano Lopes, colocar o seu potente rádio Philips, ligado à baterias de carro, no batente da janela da sua casa. Isso se dava diariamente às 11 horas. Transmissão da Itália para o Brasil. Tocavam inicialmente o hino dos Pracinhas, era um choro só. "Por mais terra que eu percorra, não permita Deus que eu morra, sem que volte para lá. Sem que tenha por divisa este V que simboliza a vitória que virá". Quando as notícias eram boas, como vitórias em batalhas, ocupação de cidades, etc. as pessoas se encaminhavam para a Praça da Matriz, onde em frente havia um cruzeiro de madeira. Ali eram despejados quilos e quilos de fogos. Era o ponto que ficou estabelecido para as comemorações . O V que se refere a música é pelo fato da tropa brasileira pertencer ao Quinto (V) Exército americano. A morte do Cabo Santana foi um misto de tristeza geral e orgulho dos montesclarenses.
Esta cronica, a escrevi em memória do Cabo Santana que cumprindo o que pediu o seu pai em carta que nem chegou até suas mãos, morreu antes, em combate sem desonrar a sua terra natal, seus pais, seus conterrâneos, como pedira o velho Santana. Glória eterna a este herói de Montes Claros. Amém.


75301
Por Luiz Ortiga - 25/4/2013 13:48:40
Por incrível coincidência,dessas inexplicáveis - nos dias de ontem e hoje - cronistas do quilate de um José Prates, Wanderlino Arruda e dona Ruth Tupinambá Graça,por ordem cronológica de apresentação dos artigos, reuniram-se no nosso mural "montesclaros.com" e nos deliciaram com reminiscências da Montes Claros de ontem. O Wanderlino Arruda, contemporâneo de Colégio Diocesano, dentre muitos estabelecimentos, nos relembra o Bar do Sr.Tito,pai do Geraldo Barata, Zé Augusto e da Zermbla, creio, onde íamos "titubear"(tomar bear no "seu" Tito). Havia uma loja na rua Semeão Ribeiro, Casa Sta.Terezinha, onde se vendiam imagens de santos. o proprietário era o Sr.Firmaino que a turma chamava, não sei o porquê de Firmino Paco-paco. Ao lado, uma alfaiataria onde trabalhava o Zoím, jogador do time Janízaros que veio jogar em M.Claros e por cá ficou. Em frente, a barbearia Líder que era um luxo só para nós. Por uma coincidência mesmo, estava eu com o livro do Dr. Hermes, Montes Claros, Sua história, sua gente e seus costumes nas mãos e me transportei de vez para a querida terra que não saí das nossas mentes. Ainda bem.


75261
Por Luiz Ortiga - 20/4/2013 19:45:06
Desejo fazer uma pequena corrigenda na minha mensagem de nº75254: o nome do gerente do então banco "Hyphotecário de Minas Geraes" era Armando.Peçamos a Deus que a mensagem de nº75255 do Sr.José Ponciano Neto, esteja certa e que os anjos digam amém.Deus proteja Montes Claros das forças da natureza.


75254
Por Luiz Ortiga - 20/4/2013 10:02:30
Nesta época de outono, final do período das águas e início do frio, lembrei-me de uns tempos de final da década de 40 e começo de 50, onde a nossa juventude reinava absoluta em Montes Claros. Foi a época dos bailes na casa da Norma, filha do Sr.Alcides, gerente do banco Hipotecário, rua Dr. Santos, esquina com Padre Augusto, sobre-loja. Comum também eram os bailes na casa do Gilberto, irmão do Marco Antonio e do Pedrinho, filhos do Sr.Benjamin e d.Palmira. José Gilberto Veloso dos Anjos, amigão inteligente, excelente nadador, formou-se em medicina, vindo a ser grande cardiologista e pena que a morte o levou cedo. Lembrei-me disto pelo fato de no dia 18 passado, o Gilberto estaria fazendo 76 anos e com certeza teríamos um baile em grande estilo. Foram tempos bons da cidade, tempos que não voltam mais com aquelas meninas lindas que participavam dos bailes e eram a razão de tudo. Só saudades.


75098
Por Luiz Ortiga - 9/4/2013 20:31:47
Um ponto de referência imperdível para quem deseja se atualizar com os últimos acontecimentos de Montes Claros, lembranças do passado, testemunhar a falta de preocupação e compromisso com a história patrimonial da cidade é dar uma lida no mural montesclaros.com. O mural, sem similar no país, é um informativo dos mais fidedígnos, expressa a voz popular e de montesclarenses que se preocupam com o passado, presente e futuro da cidade. Uma dádiva o mural. Muito importante as participação do prof.Davidson Caldeira, do jovem ucho Ribeiro e do amigo Haroldo Tourinho. Para os planos urbanísticos já elaborados, o prof. se esqueceu do último, elaborado pelo Jaime Lerner, contratado pelo último prefeito e que não foi dado ao conhecimento da população é o que me consta.


75021
Por Luiz Ortiga - 4/4/2013 19:38:51
Acabo de receber convite do João Carlos Sobreira de Carvalho, colega de turma no Diocesano famoso e inesquecível, o teor do convite é o encontro da nossa turma em meados de agosto, quando reuniríamos o agradável ao agradável, revendo as festas dos catopês, marujos e caboclinhos. O convite é um primor. Noa sensibilizou, pois estas festas de agosto nos removem à nossa infância e juventude. Uma amiga me informou que hoje é possível participar dos festejos, basta adquirir as vestimentas e os adereços do grupo desejado e é permitida a participação. Para mim, é tarde demais: o meu grande desejo quando criança era sair á frente dos marujos, era o calafate, vestido com aquela roupa bonita azul e portando o estandarte dos mesmos, dançando e provocando nos demais meninos a maior inveja. Pena que o tempo passou...De qualquer modo é razão para retornar a Montes Claros em agosto. Matam-se saudades, da cidade, dos amigos dos festejos. É imperdível.


74726
Por Luiz Ortiga - 5/3/2013 23:13:17
Hoje, dia 5 de março, é dia de prestarmos nossas homenagens ao cronista de Montes Claros, MAGNUS MEDEIROS. Um aniversário que não ´podemos deixar passar em branco em razão da importância do Magnus na divulgação dos fatos sociais e na organização de festas que elevam o padrão ao nível das grandes cidades do país. Isto o Magnus faz de há muito tempo e com a sua proverbial classe. Alio-me aos demais amigos que nesta data prestam a ele as homenagens merecidas. Parabéns!.


74666
Por Luiz Ortiga - 26/2/2013 11:54:51
A Polícia Militar de Minas Gerais está na berlinda em Montes Claros.Isto em função do reconhecimento da população pelo bom trabalho executado no seio da comunidade, mantendo a ordem pública que é um dos seus fins, dentro de um clima que visa a obediência à legislação vigente, principalmente a Lei do Silêncio que vem sendo sobremaneira desrespeitada na cidade.Agora cabe à valiosa PMMG a manutenção da obediência à lei do silêncio por parte daqueles que teimam em desacatá=la e sempre nas mesmas áreas, para desespero dos moradores. Parabéns PMMG.


74596
Por Luiz Ortiga - 19/2/2013 10:07:56
Reporto-me à mensagem 74576, na qual o emérito jornalista Wanderlino Arruda faz comentários sobre lembranças que escrevi neste mural. Agradeço, por informar-me que o João Leopoldo reside hoje em Goiania. Já é uma boa pista. Logo algum amigo nos dará o endereço completo dele. Irei visitá-lo. Já a confusão que fiz das ruas é imperdoável. Realmente é a rua D.João Pimenta.A rua Barão do Rio Branco é a paralela que fica atrás. Temos que tomar mais cuidado com informações aqui neste MURAL, pois os leitores e colaboradores estão atentos. Justo por isso, só temos a agradecer.


74573
Por Luiz Ortiga - 16/2/2013 20:55:14
Histórica a crônica de d.Ruth Tupinambá. Memória viva da história da cidade. O fato relatado com minúcias é conhecido por nós todos, mas só de ouvir dizer. Agora sim, relatado por uma testemunha ocular da história é diferente. D.Tiburtina ficou famosa e era referencia de mulher corajosa. Lembro-me que no início da década de 50, aluno do Colégio Diocesano, era colega do João Leopoldo França, neto da d.Tiburtina.O João Leopoldo que não sei onde anda, possuia um vozeirão que encantava a todos nós. Naquela época nossa luta era vencer aquelas matérias difíceis que iriam cair nas provas parciais.Combinamos estudar juntos naqueles dias e o local seria a casa do João Leopoldo que residia numa casa de esquina na Av.Francisco Sá com rua Barão do Rio Branco. Próxima da estação da EFCB. Portanto, bem perto do local onde ocorreram os fatos relatados pela d.Ruth. Estávamos nós estudando quando fomos convidados pela d.Tiburtina, com a maior simplicidade, para o lanche da tarde. Café com leite, bolos e biscoitos feitos por ela, deliciosos e inesquecíveis. Naquele momento pensei do privilégio e importância de ser servido por uma mulher que era parte da nossa história da cidade.


74202
Por Luiz Ortiga - 3/1/2013 12:28:59
Mensagem ao Prefeito Ruy Muniz. Sr. Prefeito, nós montesclarenses ausentes enviamos votos para que faça um governo profícuo e de plena aceitação de toda população. Montesclarense ausente é um eufemismo, uma expressão questionável, uma vez que como diz a máxima:"Nós saímos de Montes Claros, mas Montes Claros não saí da gente". Uma realidade insofismável e que mais se confirma e com grande realidade. Relembramos sempre o passado, temos apreensão pelo futuro e torcemos para que o presente seja se grandes realizações. Sou arquiteto urbanista e trabalhei sempre na área aeroportuária. Dos últimos trabalhos, foi a fiscalização da elaboração de Planos Diretores Aeroportuários, onde se destacou a Plano Diretor para o aeroporto de Montes Claros, considerado como uma fonte de referência exemplar para os demais Planos Diretores. Permita-me sugerir sejam consideradas as sugestões contidas no Plano de Modernização de Montes Claros, elaborado pelo Professor Jayme Lerner e equipe na gestão passada. e que teve custo considerável para os cofres municipais. Pelo que sei, não foi dado ao conhecimento público o seu conteúdo, mas o prof. Jayme Lernes que também foi prefeito de Curitiba, onde executou urbanização das mais louváveis e inesquecível para a população. Esse mestre foi meu professor na UnB e tenho certeza que das sugestões contidas no Plano de Modernização para Montes Claros, hajam sugestões de pronta execução. Da nossa parte, sugerimos a modernização de praças, com destaque para a praça Dr. Carlos com ajardinamento, ampliação e recuperação de calçadas, pontos de ônibus com sanitários e bancos para os usuários. Enfase no transporte urbano. Ampliação dos calçadões no centro, como o da rua Semeão Ribeiro. Cobertura desta rua citada com telhas translúcidas. Colocação de esculturas pela cidade, plantio (arborização) de árvores, colocação de relógio na parte central (onde andará o velho relógio do mercado?). Dentre as muitas ideias, se faz necessária a preservação de nossas edificações públicas e privadas, preservação da nossa Praça de Esportes de muita cobiça espúria. Enfim, preservação do nosso patrimônio. Desejo muito sucesso à sua administração e que ela seja um marco inesquecível para nós como foi as administrações do Dr. Santos, Dr. Alfeu e Cap. Enéas.Deus ajude o seu trabalho.


74159
Por Luiz Ortiga - 30/12/2012 18:37:07
Enviei a mensagem e o "Correio Brasiliense", órgão maior da imprensa do DF publicou na data de hoje, domingo, 30 de dezembro de 2012:tremores e temores. - Montes Claros, progressista cidade do norte de Minas Gerais, com quase 400 mil habitantes,importante pólo de desenvolvimento da região, se encontra abandonada à própria sorte. Explico: há quase um mês vem ocorrendo abalos sísmicos na cidade, que têm chegado até a mais de 4 na Escala Richter. Esses fenômenos da natureza levaram à cidade técnico da UnB com equipamentos. Eles andaram registrando os movimentos, as coisas estão acontecendo, mas o lamentável é que a população continua desinformada. Nada, absolutamente nada é dito ao povo e isso vem causando um transtorno imensurável à cidade, uma vez que a indústria da construção civil está às moscas; os investimentos paralisados. O temor é geral e não se tem uma orientação técnica, nada. o governo da Presidenta Dilma poderia dar uma ajuda àquele povo sofrido, enviando técnicos e tudo o mais que uma situação destas requer. Aqueles nossos irmãos brasileiros ficarão agradecidos.


73661
Por Luiz Ortiga - 27/11/2012 22:26:58
Próximo sábado, dia 1º de dezembro, às 19.00 horas,na capela do Colégio Imaculada Conceição, será rezada missa de ação de graças pelos 60 anos de formatura dos alunos do Colégio Diocesano Nossa Senhora Aparecida. A missa será também em intenção das almas dos colegas já falecidos pelo que convidamos todos os familiares. Motivo para retornarmos a Montes Claros para matar as saudades que são grandes.


73616
Por Luiz Ortiga - 20/11/2012 19:32:51
A discussão a respeito da eliminação da frase "eu Deus eu confio" nas notas circulantes no nosso Brasil não é tão simples assim.No PREÂMBULO da Constituição da República Federativa do Brasil esta:"Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembléia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança e o bem estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida na ordem interna e internacional com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos sob a proteção de DEUS, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL. E agora? Será que não vão querer a proteção de DEUS? Uma coisa é certa, o Brasil não é um país ATEU.


73611
Por Luiz Ortiga - 20/11/2012 12:50:49
Moro em Brasília/DF desde o início da universidade criada pelo Darcy Ribeiro, a UnB. Tenho observado a cidade crescer e mesmo seja planejada,somos surpreendidos com fatos inusitados como a chuva que caiu aqui ontem. Os bueiros e bocas de lobo foram insuficientes para escoar o alto índice de chuva e logo vimos carros boiando nas passagens de nível e tesourinhas (acessos às vias maiores). Bombeiros para todos lados e chuva caindo. A solução será a limpeza geral das tubulações, certamente obstruídas pela terra e pelo lixo jogado pela população e mais o maior dimensionamento dessas tubulações, pois a natureza está mudando. Nessas horas, lembro-me de Montes claros. A cidade está crescendo e já houve casos de chuvas anormais e a avenida sanitária ficar totalmente inundada. A outros pontos críticos e que o prefeito que está assumindo agora monte sua equipe para evitar que esse mal anunciado venha, amanhã, prejudicar a nossa população, após chuvas intensas. a solução está em limpeza da tubulação de escoamento das águas pluviais, melhor dimensionamento desses encanamentos e chamar a atenção da população para nunca jogar lixo fora dos locais apropriados, pois lugar de lixo é no lixo. Ouvi um oficial bombeiro aconselhando: se o meio-fio estiver encoberto pelas águas, não vá. Procure outro caminho.


73507
Por Luiz Ortiga - 14/11/2012 11:02:51
Ainda entristecidos com a recente perda do colega e amigo Roberto de Paula Drumond, a turma de 1952 do Colégio Diocesano confirmou a comemoração dos 60 anos de formatura do ginásio. No dia 1º de dezembro, sábado, será rezada uma missa (Capela do Colégio Imaculada) em memória de todos aqueles que já não mais estão entre nós e no dia seguinte, domingo, um almoço de confraternização em conhecido restaurante da cidade.Todos os familiares estão convidados.


73451
Por Luiz Ortiga - 6/11/2012 11:59:30
Não sou professor de latim, mas estudei essa matéria no velho Diocesano e como católico, assitia às missas em latim na Matriz e na Igrejinha do Rosário do Padre Marcos, padre Dudú e outros. Só queria dizer que quando a missa acaba, o padre diz: ITE, MISSA EST. Significa: IDE, A MISSA TERMINOU. Não it (it é um pronome neutro da 3ª pessoa da língua inglesa). Só estou corrigindo porque estavam insistindo no erro. Sei que não é simpático fazer isto, mas ....


73440
Por LUIZ ORTIGA - 5/11/2012 22:35:13
Ainda aturdidos com o recente falecimento do Roberto de Paula Drumond, a turma de formandos do Colégio Diocesano de 1952, resolveu manter o encontro. Este irá se constituir numa missa dia 1° de dezembro, sábado, na Catedral, ocasião onde teremos oportunidade de rezarmos também por todos aqueles que já se foram e alguns mais recentemente como o João Gabriel, Geraldo Cristiano e Amélia Prates Barbosa. No dia 2/12, domingo, haverá um almoço para "matar saudades", confraternização para manter acesa a velha chama e recordações inevitáveis. Qualquer dúvida, favor dirigir-se ao Paulo Avelar em Montes Claros ou com a Marlene Caldeira em SP, capital. Até lá, se Deus quiser.


73385
Por Luiz Ortiga - 31/10/2012 18:53:29
Moacyr Lopes - morre mais uma legenda da cidade de Montes Claros. Da mesma geração(décadas de 40 e 50) e amigo dos meus irmãos José Ortiga e Heráclito, foi estudante em Belo Horizonte, época da formação das amizades, incluindo o Francisco (Chico para os íntimos)Lopes. O Moacyr teve vida agitada. Não compartilhei da sua amizade, evidentemente pela diferença de gerações. Tive um encontro com ele que me reconheceu, quando eu a serviço da Infraero estava em Rio Branco no Acre, com obras no aeroporto. Lembro-me do Moacyr, eu ainda criança, na rua Padre Teixeira, região onde residiam os Lopes.
Que Deus o tenha para a vida eterna e dê conforto aos seus familiares.


73334
Por Luiz Ortiga - 25/10/2012 20:07:52
Com o coração partido, comunico aos amigos e colegas de Montes Claros, contemporâneos de ROBERTO DE PAULA DRUMOND, o seu falecimento ocorrido hoje, à tarde, em Belo Horizonte. Roberto fez parte da turma de formandos do Colégio Diocesano Nossa Senhora Aparecida em dezembro de 1952. Era aluno brilhante. O seu domínio da língua inglesa era visível na satisfação que demonstrava o professor da matéria, Carlyle Teixeira (filho do Dr. Santos). Roberto formou-se em engenharia mecânica e trabalhava para a Petrobrás, onde as torres de petróleo em alto mar eram o seu habitat. Lá em alto mar, estava o montesclarense prestando a sua contribuição ao Brasil.Deixa esposa, Mauricéia, e filhos. Amigo e colega, era dos mais insistentes e participativos para que os colegas de ginásio se reunissem. Agora, no próximo dia 1º de dezembro, comemorar-s-á o 60º aniversário da nossa formatura. Só que agora com os desfalques recentes do Geraldo Cristiano da Rocha, Celso Dutra Nicácio e Amelinha Prates. Desígnios de Deus que com a sua infinita misericórdia, com certeza, os tem à sua direita, para a eternidade.


73191
Por Luiz Ortiga - 9/10/2012 19:55:22
Cai uma chuva fina sobre Brasília-DF. Chuva que considero triste. Triste pelas notícias vindas de BH: o colega Roberto Drumond está à morte. Aquele rapaz fortão que fazia com o Hiram de Paula a dupla de beques da defesa do juvenil do João Rebelo de 1950/51. Aquele colega que era "cobrão"no Inglês do professor Carlyle(filho do Dr.Santos, o melhor prefeito que M.Claros já teve). Aquele colega boa praça e brincalhão. Justo agora que a colega Marlene Peres Caldeira organiza a comemoração dos 60 anos da formatura dos alunos do Colégio Diocesano, no dia 1 e 2 de dezembro. Só nos resta pedir a Deus um milagre e que as informações de seu filho sejam contestadas e que o Roberto continue entre nós. Só nos resta rezar, pedir a Deus pelo colega e amigo.


73000
Por Luiz Ortiga - 19/9/2012 18:56:57
A FIFA decidiu que o nome da bola da próxima copa do mundo no Rio terá como mascote um tatu-bola. O nome do tatu-bola deverá ser escolhido pela população e para tanto, sugeriu três nomes. Isto tem caudado a maior celeuma. Os nomes sugeridos são AMIJUBI. Este nome estranho é a união das palavras amizade e júbilo. Outro nome é ZUZECO. Combinação de azul e ecologia e a terceira é FULECO. Fuleco é a mistura de futebol com ecologia. Isso tem causado grandes celeumas entre jornalistas e professores de português. Veremos em que vai dar isso. Mas o interessante que outro dia, vi no vidro traseiro de um carro aqui em Brasília a figura de um decalque de tatu e escrito DO BEM. Ao atinar com a mensagem, ri e pensei imediatamente que este deveria ser o nome da bola da copa. DO BEM. Tá tudo bem. Ganharia fácil qualquer concurso.


72282
Por Luiz Ortiga - 18/7/2012 13:33:07
Muito triste a notícia do passamento do Lauro Vasconcelos, Laurinho para os íntimos. Fomos colegas nos primeiros tempos da UnB. Lauro frequentava o Instituto Central de Artes, onde era aluno de professores renomados como Athos Bulcão e Alfredo Ceschiatti, entre outros mestres que pontificaram nas artes brasileiras. Em Montes Claros, fomos, quando crianças, vizinhos e fizemos uma boa amizade. No nosso último encontro, lamentei a ele o fato de ter visto uma xilogravura da sua autoria exposta no Centro Cultural e quando voltei lá para adquírí-la, lamentavelmente já tinha sido vendida. Que a família dele tenha a resignação pelos desígnios de Deus e que o mesmo descanse em paz, ao lado direitro de eus pai.


72084
Por Luiz Ortiga - 20/6/2012 20:06:10
Parabenizo o jornalista José Prates que do alto dos seus 84 anos de sabedoria, comenta na sua cronica de nº 72075 tudo aquilo que nós gostaríamos de comentar.
É evidente que adquirir uma área que nem do município de Montes Claros pertence, seria adquirir dor de cabeça e mais a antipatia popular. Agradeço e espero que as autoridades municipais tenham mais juizo doravante. Tomara que o espírito de conservação daquilo que é a história da cidade se preserve e amplie neste momento em que tanto se fala em meio ambiente.


72085
Por Luiz Ortiga - 18/6/2012 23:02:26
Ao prefeito Tadeu, sinceros votos de franca recuperação e que Deus esteja realmente no comando, em todos os momentos. Que ao retomar a direção da Prefeitura, após momentos de reflexão, opte por presentear a juventude de Montes Claros com uma Praça de Esportes modernizada, com piscinas olímpicas, novas canchas de tênis, áreas cobertas para tênis de mesa,quadras de basquete e de vôleibol de categoria mais alta. Que Montes Claros volte a ter no esporte amador o respeito que já teve na década de 50. Que haja um programa da Prefeitura que recolha os menores tresmalhados e os oriente na ocupação do esporte e dos estudos, tudo isso mirando numa Montes Claros futura que só no dê orgulho, como no passado.Votos de saúde e paz.


72007
Por Luiz Ortiga - 13/6/2012 20:34:03
O Ministério Público do Estado de Minas Gerais deu o seu recado. Somente quem anda rasgando dinheiro deverá apresentar proposta na licitação de amanhã. O Estado de Minas deverá mostrar que é co-proprietário da área da Praça de Esportes e não abrirá mão deste direito que lhe confere desde 1941. E também não deseja abrir mão da área. A concorrência será mais um certame deserto, como se diz nessa área. Felizmente o Ministério Público estava atento, como sempre. Alívio para nós todos.


71984
Por Luiz Ortiga - 11/6/2012 19:00:12
Desejo usar este meio de comunicação, com a grande preocupação de que as gerações que virão venham nos taxar de omissos. Trata-se da alienação de parte da praça de esportes pela Prefeitura Municipal de Montes Claros. Que o arrependimento seja a constante nas mentes dos autores dessa loucura. Idêntica à demolição do nosso mercado municipal, do Colégio Diocesano, Igreja do Rosário e tantos outros marcos históricos que aos poucos vão desaparecendo do dia a dia do montesclarense. Temos consciência que não somos gente que não preza a sua história, pelo contrário. Que fique registrado que parte da população de gente de |Montes Claros, inclusive aqueles que estão ausentes, discordam desse ato da Prefeitura. Ao invés de dizer que a área está abandonada, degradada, cabe à Prefeitura fazer a recupera;cão da mesma e entregá-la aos jovens, como foi um dia.


71932
Por Luiz Ortiga - 5/6/2012 10:47:29
A mensagem de nº 71908 do jornalista José Prates é mais libelo contra a retaliação da Praça de Esportes. A solução oferecida em relação ao abandonado campo do Ateneu é assunto que deveria ser analisado a quem de direito. Estamos longe, mas atentos aos acontecimentos e com a firme certeza que tal loucura não será perpetrada e que o bom censo volte a reinar nos atos daqueles quer tem a obrigação de manter intactos, mas conservando o nosso patrimônio municipal.


71869
Por Luiz Ortiga - 29/5/2012 15:28:53
Em um jornal de Brasília um velho jornalista, na sua coluna, escreveu que o Sr. Wilson Ibiapina é o autor da frase "A gente saí do Ceará, mas o Ceará não saí da gente". Fui obrigado a escrever ao jornalista rebatendo-o, dizendo que aqui no "montesclaros.com" somos useiros e vezeiros de usar esta expressão pelo que não concordava com aquela afirmativa.Eu mesmo já a usei aqui, mas não sou o autor e sei que de há muito ela, a frase, é aqui usada pelos que participam deste jornal eletrônico.


71837
Por Luiz Ortiga - 26/5/2012 19:57:31
ESPÍRITO DE PORCO- Há pessoas que não tem a menor sensibilidade para ter uma postura sóbria em momentos difíceis ou de pânico. Lembro-me, quando rapazinho aqui em Montes Claros, estava eu no antigo cine Montes Claros, no mesmo prédio onde funcionou por uns tempos a ZYD-7 a RSNM. Ao lado ficava a recém-inaugurada churrascaria do sr. Leon Soltz que colocou Montes Claros famosa uma vez que participou de um programa de alcance nacional ao ser citado como o maior doador de sangue do Brasil. Pois bem, ia o filme pela metade quando o salão do cinema foi tomado pela fumaça da churrascaria. Foi o bastante para um gaiato gritar: FOGO!Houive um pânico e correria geral. Poltronas quebradas. Gente machucada e no final, não tinha sido nada demais, além da fumaça.No momento do tremor de terra,dias atrás, um jornalista amigo, estava no 4º andar do prédio de um "shopping" cheio de gente, quando um tipo gritou que o prédio estava ruindo. Correria geral, escada abaixo. O amigo nem viu a hora em que desceu a escadaria, tal o pânico instalado. Felizmente foi só o susto.Há pessoas que fariam melhor em ficar caladas em certos momentos críticos.


71283
Por Luiz Ortiga - 13/5/2012 10:46:38
O mês de maio para mim,embora seja o mês das noivas, o mês de Maria, sempre foi um mês triste. Na minha infância, presenciava a aflição das meninas, com a preparação para coroar Nossa Senhora. Era a oração das 19.00h. A Igreja Matriz ficava lotada . As mães nervosas. os parentes idem. O padre Dudu sabia dar um ar mais solene ainda a cerimônia. Agora, lembrando, dá saudades. Uma cena que me ficou gravada na minha memória foi o dia das mães de 1953. Foi comemorado dia 8 de maio. Estava eu no prédio dos Correios quando me encontrei com duas meninas amigas. Estava eu postando uns envelopes com tarjas negras (convite para a missa de 7°dia). Quando as amigas souberam que estava eu ali, postando convites para a missa de 7° dia era da minha mãe, não conseguiram segurar as lagrimas. Foi uma cena inesquecível.


71233
Por Luiz Ortiga - 6/5/2012 10:12:17
O Genival Tourinho foi nosso contemporâneo no colégio Diocesano.Era um ano à frente da minha turma. Tinha 4 listras na lapela e nós tínhamos 3.Naquela época havia, aos sábados o Grêmio Literário que era na Congregação Mariana. Consistia em que cada aluno, caso fosse sorteado, teria que subir ao palco e fazer uma demonstração de suas habilidades:fazer um discurso, recitar uma poesia, cantar ou outra função. O padre Agostinho J. Bechauser ficava numa mesa, era o diretor e o coordenador das atividades. O Genival Tourinho que irá lançar livro em Montes Claros, era figura carimbada no Grêmio. Enquanto nós morríamos de medo de sermos sorteados, pela timidez imensa, ele fazia discursos de improviso, já naquela época. Mostrava o seu pendor para a política. Certa ocasião, não me lembro se pelo teor do discurso ou se pela insistência em falar mais de uma vez, tece um entrevero com o diretor e com todo o colégio assistindo a cena que não estava programada. Somos parentes longínquos, nos damos bem. Já o Mario Tourinho,seu irmão, precocemente falecido, era da nossa idade e era um grande boa praça que Montes Claros toda conhecia. Era muito popular e nos deixou saudades.


71221
Por Luiz Ortiga - 3/5/2012 22:51:34
(...) Nestass recordações do Colégio Diocesano, vamos nos lembrar daqueles que foram e são a razão da nossa formação perofissional, os professores. Primeiramente os chefes que eram o Diretor, padre Agostinho J.Beckhauserb e o Monsenhor Osmar Novais. O primeiro lecionava português e francês e este latim. Padre agostinho era dureza, refletia isso nas provas orais de francês, quando nos obrigava a decorar poesias imensas em francês e a da sua preferência era Lachanson de Roland que era a luta dos franceses de Carlos Magnus com os mouros, no desfiladeiro das Termópilas. Recitada a poesia o aluno tinha direito de meter a mão na cumbuca e sortear o ponto para iniciar a prova de gramática, leitura e tradução. Era difícil. já o Monsenhor Osmar tinha consciência de que o latim era matéria difícil para aquela meninada e aliviava de vez em quando. O que o turma gostava mesmo era do estilo do professor Carlyle Teixeira, mestre de inglês. Filho do Dr.Santos, melhor prefeito que Montes Claros já teve, tinha o maior cartaz com a meninada. Usava ternos impecáveis e tinha um jeitão que era meio chegado a um whisky. Achava que se o aluno conseguisse fazer a versão de uma frase do português para o imglês na forma interrogativa, o aluno tinha entendido a estrutura da lingua inglesa. Assim, colocava no quadro-negro 2 frases em português, se acertasse as 2 era 10, uma frase 5 e nenhuma zero. Mais tarde, descobri que tinha colega com trauma de inglês. Mas outros, sairam do Colégio falando fluentemente como o Roberto Drumond. A professora que era nosso xodó era d. Santinha. Professora de Ciências Naturais(Biologia). Com ela eu estudava para não fazer feio. Era só 10. O Hiram de Paula estudava muito também. E a gente nem pensava em fazer vestibular para aquele ramo -medicina, biologia,etc. A professora de matemática era dona Benedita. Não ria, e ditava as aulas. Um dia um colega ficou para trás nas anotações e pediu a ela para repetir. O colega, metido a engraçado disse: "pode deixar que a dona Bené dita. O trocadilho lhe custou caro: foi colocado para fora da sala e se viu apertado nas provas orais. Coligo na prova oral, passou yum problema daqueles clássicos de álgebra. Matei o problema, depois de usar muito giz e o qudro todo. Virou para mim e disse que eu havia colado. Senti que não gostava de mim. Não deu 19, mas 9,5. Era durona. Mais tarde, em BH, na Afonso Pena encontrei-me com ela e foi toda sorrisos. Ainda bem. Outro que nos lembramos com saudades era o "seu`Marino. Sargento Marino que lecionava educação-física. Reunia a rturma e íamos para a Praça de Esportes. Era o máximo. me esqueci de alguns mestres, mas não poderia esquecer da d.Terezinha, professora de desenho. Muito boa praça. Tivemos uma professora de Artes Manuais, era a irmã do bispo. Era tirar nota para melhorar a média. Tinha a mestra de música e o professor de religião o Padre Izidoro. Gordão, imenso e boa praça. Devemos a estas pessoas os nossos eternos agradecimentos e que Deus os tenha com muito carinho, à sua direita para a eternidade todos àqueles que já se foram deixando saudades eternas dos seus alunos.


71218
Por Luiz Ortiga - 3/5/2012 00:39:21
Nesta época do ano, a gente retorna ao Colégio Diocesano e relembra que no dia 1º de maio, o Colégio desfilava pela cidade em grande estilo com todos usando o uniforme de gala. O uniforme consistia em calça azul marinho e túnica branca com botões dourados. As moças com saias azuis e blusas brancas com luvar e boinas brancas. Era bonito de se ver. O melhor é que o nosso diretor, o padre Agostinho gostava demais e nos dava o dia 2 de maio como descanso, pois no dia 3 de maio, dia de Santa Cruz, creio que pela 1ª missa rezada no Brasil, havia novo desfile. As nossas familias ficavam acenando e nos apontando para os amigos. Era o maior garbo. Na frente de quase mil alunos ia o cabo Piloto com a sua corneta e o Dedeto (irmão da Amelinha) tocava o tarol ajudados por alguns alunos maiores que tocavam os tambores. Era emocionante e nos deixam a todos saudos daqueles tempos mágicos do Colégio Diocesano.


71211
Por Luiz Ortiga - 1/5/2012 19:20:08
Uma colega me pede para contar "causos" ocoridos no nosso querido e inesquecível Colégio Diocesano de tantas saudades. E nada melhor que o "montesclaros.com" para ser o mensageiro das memórias de uma época. Vamos lá: A esperteza e por que não dizer a inteligência se mostra nos momentos de aperto e essa não foge à cunha de esperteza. O padre Agostinho J.Beckhauser, que era o nosso professor de português, além de ser o diretor do Colégio, iniciava uma prova mensal da 4ª série. Uma das questões era uma análise sintática de um frase dada. Valia belos 5 pontos. A frase foi, "Deus criou o mundo". Bastava analisar palavra por palavra, qualificando-a. Tínhamos um colega muito esperto e não muito chegado a estudar. Naquele momento, analisou que o professor era um padre e nada melhor que fazer uma boa média com ele, o padre. Fez a análise dizendo ser a palavra Deus um substantivo. Mas substantivo concretíssimo! Tirou 10.


71203
Por Luiz Ortiga - 30/4/2012 21:05:53
Montes Claros tinha coisas que a meninada de hoje nem pode imaginar. A cidade não era pavimentada e a poeira fazia parte do nosso dia a dia. Para amenizar um pouco a poeira, a Prefeitura possuía um caminhão-pipa que esguichava água, numa espécie de chuveiro e ia andando devagarinho pelas ruas. O pessoal achava que aquilo era uma fonte de doenças, mas para nós moleques era uma festa. A gente ia atrás, molhando os pés e nem ligava para a poeira que ia levantando e nos divertíamos até a água acabar. Outra coisa gostosa era pegar carona em carro-de-bois, depois que vendiam a lenha. Os carreiros jamais mandavam os meninos descerem. era uma pessoas de bom coração. Certa ocasião, após vender um carro de lenha para uma senhora casada com um gerente de banco.Esta pediu ao "seu"Paulino, fazendeirão e humilde homem para "rachar" a lenha (era assim que se falava). O meu pai viu a cena e foi falar para a senhora que aquele homem que estava rachando a lenha era um dos maiores depositantes do banco do marido dela. Daí foi da água pro vinho. Convidou o seu" Paulino parar e ir tomar água gelada e cafézinho na casa dela. Esta história ficou famosa na época. Mas coisa boa de moleque era irritar os loucos da cidade. Alá-lá-ô sabia uma coleção de palavrões, Requeijão de Salinas era outro que tinha bom repertório. Geraldo do Ovo ficou famoso numa procissão: xingou no mesmo ritmo da música religiosa. Já era grandinho quando apareceu um louco chamado Esparadrapo. Esse quase fica louco, pois o Colégio Diocesano estava formado em frente ao prédio e a turma começou a chama-lo de Esparadrapo. Fez o que deveria ter feito sempre foi-se embora. A gente se lembra de cada coisa...


71197
Por Luiz Ortiga - 29/4/2012 22:03:46
O ex-governador Azevedo tem uma comissão formado para estudar um lençol gasífero existente no triangulo BH-Araxá-Monte Claros. Isso já tem alguns anos. O povo de São Francisco. há 160km de Montes Claros sabe que existe uma região bem próxima àquela cidade onde os moradores andam quilometros para apanhar água do rio São Francisco, pois a que existe na terra deles tem gosto de gasolina. Escrevi, certa ocasião ao senador perguntando sobre o fato e o mesmo disconversou, mas deu a entender que existe alguma coisa no ar. Montes Claros deve estar em cima de uma lençol de riqueza que só falta a Petrobrás chegar e começar fazer uma prospecção. Não custa nada sonhar, já pensaram a gente ser uma nova Texas do Brasil? Podre de rica?

Estes dias ando com as saudades a flor da pele. Estava a me lembrar que no próximo dia 8 de maio, comemoraremos os 67 anos do término da 2ªguerra mundial.Nesse dia em 1945, menino moleque como eu era, andava solto pela cidade, o que os meninos de hoje não podem fazer. Uma pena. Saí da rua Padre Teixeira e estava aprontando lá na rua Melo Viana, tinha ido até o Morrinhos para ver a cidade lá de cima. Na volta, perto de um chafariz que existia naquela rua, começou um foguetório ensurdecedor que me deixou com medo. Vou descendo rapidamente para casa e perguntei a alguem o que acontecera. me disseram que a 2ª guerra havia terminado e os aliados haviam ganho a guerra. Foi um alívio, por vezes pensava em entrar embaixo da cama se os alemães chegassem. Na minha rua a alegria era relativa. Havia uma grande tristeza ao lado da alegria da vitória. Um filho de Montes Claros e nosso vizinho, o cabo Sant`Ana, irmão do Pedro, havia morrido em combate. Era um herói. Morreu pela pátria. Uma choradeira e uma alegria. credito que ficaríamos só alegres se as autoridades da cidade se lembrassem de mandar erigir em praça pública uma homenagem ao cabo Santana, conterrâneo herói e que Deus não atendeu, pois pediu que "por mais terra que eu percorra, não permita que eu morra sem que eu volte para lá, sem que eu tenha por divisa este V que simboliza a vitória que vira".Com o final da guerra acabou o rádio no peitoril da janela do sr. Domingos Lopes, sempre às 11hs., com notícias da Itália, dos expedicionários. Era outra choradeira geral.
Obs - Esta parte final é da letra do hino do Expedicionário Brasileiro e o V da vitória refere-se ao quinto Exército americano ao qual as tropas brasileiras estavam agregadas.


71185
Por Luiz Ortiga - 27/4/2012 21:31:49
parecida, funcionou até o final do ano de 1953, quando fechou suas portas, dando lugar ao Colégio São José.Também da Curia Diocesana.No ano de 2002, aos cinquenta anos de formatura, houve uma comemoração da turma. Mandamos celebrar uma missa, ocorreu na Capela do Colégio Imaculada.O padre celebrante, um espanhol, gozador nos lembrou que nos próximos 50 anos estará pronto para nova celebração, mesmo se já estiver no céu.Mas o que nos impressiona mesmo é a coesão da turmas de um simples ginásio. Não se trata de universitários, são ginasianos que tem a maior satisfação em estar juntos e relembrar aquela Montes Claros que só existe na nossa imaginação.Relembrar os colegas que já se foram e suas aprontações engraçadas. Dá vontade de reunir essas reinações de colegiais em memórias. É inesquecível a nossa viagem à Januária, viagem final do curso. Fomos num caminhão tipo "pau-de-arara", sob a direção do Padre Agostinho. São só 180 km, mas naquela época, estrada de terra, era uma epopeia.A começar pela travessia do rio São Francisco em Maria da Cruz, numa balsa. Tudo era novidade. ao chegar à Januária, fomos introduzidos à cachaça e já lá chegamos embalados. Visitamos todas as fabricas de cachaça o que foi um desastre. Teve colega em coma alcoolico. Bela viagem de confraternização com o pessoal do Colégio São João. No futebol, os padres mesclaram os dois times para evitar rivalidades. O nosso time era bem melhor, pois, era a base do juvenil do João Rebello com Hiran de Paula, Roberto Drumond e Tancredo Macedo, eu era o goleiro que não fazia feio.O jogo foi empate, claro. Nos ofereceram uma peça de teatro. Ficamos apaixonados pela heroina que na realidade não era tão bonita assim...São lembranças que escrevo, pois os colegas estão de olho nestas linhas.


71167
Por Luiz Ortiga - 25/4/2012 20:39:58
O jornalista José Prates sabe das coisas.Realmente o ensino da década de cinquenta era bem superior. Ao lembrar-me do Monsenhor Osmar mandando que sorteasse o ponto para a prova oral de latim, eu disse latim!é de arrepiar. O Padre Agoatinho Beckhauser exigia que nós recítássemos uma poesia em francês do Lamartine,Moupassant, madame du Staël, etc. para se ter direito a meter a mão na sacola para sortear o ponto que era estudado na ponta da língua. A prova consistia de verbos franceses e literatura. Normalmente saíamos bem. Tínhamos o bom hábito de estudar às tardes na casa de um colega escolhido. O mais votado sempre foi o Eldan Veloso(hoje engenheiro civíl, muito conceituado) , pois a Tia Lucy Veloso (quanta saudade!), tinha gosto em ver a rapaziada estudando e caprichava numa coisa que ela já fazia tão bem, aqueles bolos maravilhosos que nos deixam com água na boca até hoje.Lanches deliciosos. Foi um tempo que consideramos hoje como mágico. Sem maiores traumas a nossa turma, aqueles que fizeram vestibular, são todos formados e bons profissionais, nunca desfizemos da nossa origem só temos orgulho em termos pertencido àquele colégio Diocesano que como dizia o hino composto pela profa. Dulce Sarmento: "oficina que trabalha, formando novos ideais, Montes Claros te agasalha e te louva com carinho". A nossa formatura de ginásio fará 60 anos e justamente pelo que os professores nos agregaram, temos a maior satisfação em reencontrar-mo-nos e isso faremos no dezembro próximo vindouro, se Deus quiser e Êle com certeza há de querer. Amén.


70343
Por Luiz Ortiga - 6/2/2012 10:39:50
Faço sinceros votos que o atendimento ao Edital da venda de parte da Praça de Esportes seja ZERO. Pessoas ou empresas de juizo, certamente não entrarão numa empreitada dessas que não tem o respaldo popular.Além do mais, o terreno colocado à venda é insuficiente para o que foi programado, não considerando as áreas necessárias p/ estacionamento. A não ser que termine por construirem um espigão na área. Digo isto com conhecimento de causa.


70308
Por Luiz Ortiga - 3/2/2012 22:08:35
Poderia ir junto ao Edital Oportunidade para Investidores: Área Central à venda. Deveria constar que leva também, além da área especificada, a amargura, a tristeza e a saudade de gerações de atletas ou não que com os corações partidos veem a memória de uma cidade ser leiloada, levando junto a história de glórias escritas com suor. Uma cidade que não sabe preservar sua história, seu passado, não terá futuro. Uma lástima.


70173
Por Luiz Ortiga - 21/1/2012 20:47:40
Colégio Diocesano- MEMÓRIAS-Uma colega me pede para contar "causos" ocoridos no nosso querido e inesquecível Colégio Diocesano de tantas saudades. E nada melhor que o "montesclaros.com" para ser o mensageiro das memórias de uma época. Vamos lá: A esperteza e por que não dizer a inteligência se mostra nos momentos de aperto e essa não foge à cunha de esperteza. O padre Agostinho J.Beckhauser, que era o nosso professor de português, além de ser o diretor do Colégio, iniciava uma prova mensal da 4ª série. Uma das questões era uma análise léxica de um frase dada. Valia belos 5 pontos. A frase foi, "Deus criou o mundo". Bastava analisar palavra por palavra, qualificando-a. Tínhamos um colega muito esperto e não muito chegado a estudar. Naquele momento, analisou que o professor era um padre e nada melhor que fazer uma boa média com ele, o padre. Fez a análise dizendo ser a palavra Deus um substantivo. Mas substantivo concretíssimo! Tirou 10.


70118
Por Luiz Ortiga - 18/1/2012 19:37:56
Embora tenha diminuído o número de acidentes e mortes nas rodovias brasileiras,impressiona-nos o estado em que ficam os carros acidentados. Completamente destruídos, como se fossem carros de fórmula 1. Estes sim, são feitos justamente para se desmancharem em qualquer batida, mas o "cockpit" (cabine)é de aço puro para resguardar o piloto. Os carros brasileiros tem sido construídos com chapas de aço muito finas - o que barateia o custo final. Essa é a razão de se ver fotos de carros acidentados irreconhecíveis. Não se reconhece nem a marca do carro. Para se enfrentar as estradas mineiras tem-se que ter coragem e carro resistente. E mais um pouco de espírito aventureiro. Não basta somente ser cuidadoso, é necessário um pouco de sorte, pois é grande a quantidade de irresponsáveis ao volante. Bebem e vão dirigir. Outro aspecto é a falta de segurança de carros mais populares, saídos de fábrica que não possuem "air-bag", freios ABS, direção hidráulica e mais alguns ítens que em outros países não existe essa diferenciação se for para salvaguardar a vida das pessoas: todos os carros que saem das fábricas tem que ter equipamentos de segurança. Seria bom que o governo tomasse uma atitude nesse aspecto. Exigir carros mais seguros e com todos os equipamentos que minoram a extensão dos acidentes bo Brasil.


70093
Por Luiz Ortiga - 12/1/2012 21:30:06
A sabedoria popular diz que "quando a barba do vizinho pega fogo, a gente coloca a da gente de molho". Estou me referindo aos acontecimentos de Minas, onde a natureza tem cobrado preço alto pelos desmatamentos e demais desmandos que o homem tem feito praticados, sem a menor consciência. As chuvas em índices jamais vistos e suas consequências, até o momento deixou mais de 115 municípios mineiros em "estado de emergencia". Uma calamidfade em quase todo o estado de Minas. Assim lembrei-me das investidas que vez por outra acontecem em Montes Claros, com grileiros inconsequentes, tentando criar loteamentos, ou invasões nos sopés dos montes claros que nos cercam. Isto sem a menor dor de consciência e se esquecendo que a natureza pode demorar, mas ela é inexorável. Um dia cobrará e com juros e correção. Portanto, ao vermos tanta desgraça em dezenas de municípios e sabedores das razões, só nos resta o respeito à natureza e procurarmos preservá-la, protegendo-nos de males maiores. A aula está dada. Basta aprendermos a lição.


70071
Por Luiz Ortiga - 8/1/2012 19:26:15
Ao ler que brasileiros pagarão 19 bilhões em contas de energia elétrica, me deixa estarrecido e confuso.
Tenho bom senso para ser um defensor da natureza e acredito ser bem ponderada a posição de defender a criação de hidrelétricas para gerar energia limpa. Já por outro lado, não entendo a recriminação pela criação de barragens que com certeza alagarão grandes áreas e invadirão áreas de florestas. Não se faz omeletes sem quebrar os ovos. A posição da NÃO construção de Belo Monte é por demais contraditória. Creio que com melhores explicações e bem detalhadas, com bons argumentos, principalmente ao povo brasileiro e especialmente àqueles que se julgam ecologistas, poderiam dirimir as dúvidas existentes. Um argumento é: faltará energia e a solução seriam as termelétricas? Aí seria poluição em alta escala. Um problemão...O preço que se paga pelo progresso é complicado.


69894
Por Luiz Ortiga - 19/12/2011 19:13:15
Essas viagens que a Carmen Vitória e o José Prates fazem em torno da Montes Claros da juventude da gente, chegam ao destino repleta de passageiros saudosistas como eu. Morava eu lá pelas bandas da rua do Maribondo e Maribondinho (paralela que ficava atrás). Precisamente na Padre Teixeira.A rua do Maribondo, hoje Altino de Freitas, o Deba,
homenagem a esse chefe político que residia numa casa dessa rua, esquina com Osvaldo Cruz. A rua era mal vista, mas tinha uma coisa que sempre me intrigou: tinha rede de esgotos. Era uma rede rudimentar, feita com pedras lascadas que formavamuma vala de dimensões aprox. de 0,80m de profundidade e 0,80m de largura, coberta tambémcom pedras. O curioso é que vê-se a preocupação dos primeiros governantes da cidade em dotá-la de rede de esgotos, o que é notável. A rede descia até a rua Pe.Teixeira e dali,derivava em direção à várzea (hoje Praça de Esportes). A rua de trás, ou do Maribondinho,também possuia rede semelhante.
Já as ruas Padre Teixeira e Camilo Prates possuiam calçamento com pedras roliças com
inclinações lateraIs de modo a que as enxurrads corressem no centro da rua e não nas laterais, como as ruas modernas. Só sei que os carros de bois sofriam para andar por ali. As montarias andavam bem devagar, escolhendo o local para pisar. Não sei, mas a rua era calçada e não tinha poeira como a maioria das ruas da cidade naquela época.


69760
Por Luiz Ortiga - 4/12/2011 10:21:36
Sou admirador e considero as "Efemérides" do Eng. Nelson Viana, um dos fatos
importantes da história de Montes Claros. É história viva e bem recente, fazendo com que as gerações futuras tenham uma fonte de referência fidedigna e muitas vezes vivida pelo próprio historiador. O fato do Dr. Nelson ser de Curvelo, me faz lembrar a velha disputa bairrista que existia no norte de Minas. Certa ocasião, viajando para BH, óbviamente de trem, já de madrugada, no carro leito, um senhor de idade que viajava com o neto, para provocar os montesclarenses que viajavam naquele vagão, disse bem alto para o menino: -"acorda meu neto!, já chegamos na GRANDE Curvelo". Só se ouviram murmúrios de resposta.Contei essa história para um amigo curvelense e o mesmo riu muito. Hoje já não há condições para essas disputas, em razão da pujança e o desenvolvimento inegável de Montes Claros que não permite mais comparações . comparações.


69748
Por Luiz Ortiga - 2/12/2011 20:45:18
Com a maior tristeza recebi a notícia do passamento do amigo Dimas Lessa.Fomos colegas no Colégio Diocesano, contemporâneos, o Dimas vinha um anoatrás. Na atividade hoteleira, o Dimas foi um vencedor. foi uma referência paraos que vinham a Montes Claros a trabalho ou a lazer. Na nossa época não haviaessa história de "bulling". Admoestado pelos maiores, embora pequeno, lembro-meque após a aula, tive que convencê-lo a não partir para as vias de fato com um certo colega.Sempre foi um bom amigo e fazia a maior festa quando nos encontrávamos. Que Deus dê o conforto da perda irreparável a toda familia e que dê ao amigo inesquecivel o descanso eterno, à Sua direita


69741
Por Luiz Ortiga - 1/12/2011 11:18:50
Existem coisas em Montes Claros que as outras terras não tem. Não se trata de letra de música, mas da nossa realidade passada e presente. Aqui mesmo neste jornal, o fato de existir a história viva da cidade na publicação de "Efemérides" do Eng. Nelson Viana, é simplesmente notável. Não perco essas notícias e muitas são de uma atualidade de estarrecer. A preocupação das autoridades em construir e construir. As inaugurações e projetos e o valor que se dava aos técnicos que labutavam na cidade. Volta e meia nos deparamos com a notícia de inauguração de uma nova folha, de um jornal e pena é que tiveram vida efêmera. Fiquei bastante satisfeito com a nota do meu amigo e velho colega do Diocesano João Carlos Sobreira, total discernimento das coisas e um arquiterto que sabe das coisas. Sinto-me honrado em tê-lo, hoje, como colega de profissão. A posição do João
Carlos é precisamente a posição de nós todos daquela turma que permanece unida e temos até um site do "velhosamigos1952.@hotmail.com.br". Grande João Carlos, votos de recuperação total, "saúde e paz", como dizia o Padre Eustáquio nas suas saudações.


69678
Por Luiz Ortiga - 23/11/2011 21:00:00
Quando li pela primeira vez que a Prefeitura de Montes Claros tinha por meta se desfazer de
parte da Praça de Esportes, com outra finalidade que não aquela que ela foi criada, confesso que fiquei boquiaberto. Escrevi uma nota no "montesclaros.com" com a minha opinião. Agora, confesso tambem que estou surpreso com a quantidade de pessoas que me enviam mensagens, dizendo da posição de cada um. Sempre a favor da manutenção da Praça de Esportes intocável. Colegas de colégio e mesmo rapazes que eram frequentadores como eu, toda uma geração a se manifestar e dizendo da perplexidade ante o inusitado da proposta. Há mensagens de amigos que não via há mais de 50 anos. É interessante a gente ver e sentir que embora vivamos longe de Montes Claros,existe aquele sentimento inabalável que a cidade nos pertence, pois não sai do nosso pensamento.É a conhecida máxima que os montesclarenses bem conhecem: "a gente saí de Montes Claros, mas Montes Claros jamais saí da gente". Existem tantas outras soluções para se resolver um problema que acreditamos a Prefeitura encontrará uma e bem razoável. Deixando assim, a nossa Praça de Esportes em paz.É o que esperamos de coração.


68575
Por Luiz Ortiga - 19/8/2011 13:21:21
A grande mídia ainda não percebeu que em Montes Claros, bem alí na Minas do Norte, num país sem tradições, comemora-se no mês de agosto, festejos que já mantem uma constante de mais de 200 anos. Essa tradição quase desapareceu, mas graças a um filho de Montes Claros, que muito amava as coisas da sua terra, fez ele um trabalho de revitalização junto às autoridades e mesmo ao povo montesclarense com este intuíto. Assim, conseguiu o Dr. Hermes de Paula que os festejos do Espírito Santo, Nossa Senhora do Rosário e São Benedito tivessem a sua contituidade, como outras manifestaçãoes culturais. Agora as comemorações,onde a população e as suas mais diversas expressões de arte, se reunem com este propósito. Dos aspectos mais significativos nas comemorações dos "catopês", como são popularmenteconhecidas as festas de agosto,são como uma homenagem às raças que compõem a formação da etnia brasileira. Os catopêsrepresentam os escravos, o negros com a sua congada. Lembro-me que no Colégio Diocesano,tivemos uma composição em português que tinha por lema os catopês. O Kerginaldo, contemporâneo, após pesquisas, nos informou que catopês tinha por etimologia "candomblé". Pelo menos, são festas também de cunho religioso. Os brancos são representados pelos "marujos", com suas cores vermelho e azul, mouros e cristãos - respectivamente. O meu grande sonho de criança era ser o calafatinho. Aquele menino que vai à frente dos dançantes. Como é bonito! E os índios representados pelos cabloquinhos. Que faziam medo às crianças. Espalharam que os caboclinhos "pegavam" crianças. Este ano está havendo grande participação popular e sente-se que os festejos voltaram a se inrtegrar com muita forçaà à sociedade montesclarense e que sejam para ficar como uma tradição imorredoura. Logo a grande imprensa descobrirá o grande valor destes festejos.


68477
Por Luiz Ortiga - 11/8/2011 20:50:24
Falou-se no Sr. Gentil Gonzaga. Pai do Bá e do Alemão. Morava na casa mais central de Montes Claros: Rua 15, defronte à Semeão Ribeiro. No ano de 1956, conheci o sr. Gentil. Havia sido colocado à disposição das Escolas "Caio Martins", cujo diretor era O Cel Manoel José de Almeida, então deputado estadual de MG. Os dois formaram uma dupla de respeito em favor da sociedade. Enquanto o Manoel Almeida procurava aumentar as áreas de atuação das escolas, o Sr. Gentil trabalhava na manutenção dos mais necessitados, com enfase na área de medicamentos. As Escolas "Caio Martins" eram na sua essência um ovo de Colombo.Vinculada á PMMG,recolhia crianças órfãs, dava-lhes escola e um curso profissionalizante, até os 18 anos.As crianças não eram crianças problemas, tão somente órfãs e carentes. A alma das escolas era: o aluno morava e dormia numa casa onde o casal,dono da casa,era de professores e que tinham filhos. As casas tinham os quartos bem grandes de modo a que coubessem muitas camas, as dos filhos do casal e mais as dos internos. Eram os LARES. As crianças se sentiam fazendo parte da familia.Tão simples e movimentou educadores de todo mundo. Aqui estiveram para conhecer este sistema as professoras estrangeiras Eunice Weaver e Helena Antipoff e levaram o exemplo para seus paises. O Sr. Gentil que eu me lembrava de Montes Claros, cidade que tive que sair por falta do curso científico (a falta de energia elétrica estava caótica naquela época). Impressionava pela disposição e humildade. Era comun vê-lo chegar no edifício Acaiaca, no centro de BH, lá no 15ºandar, onde funcionava o escritório sede das Caio Martins, de paletó e gravata e com grande saco com remédios às costas. Recolhia amostra-gratis e mais todos aqueles que lhe fossem doados. Repassava para os necessitados dentro de uma rede que era formado pela Maçonaria, onde ele era de alta graduação e pelo Rotary Clube. O que impressionava naquele homem santo era a sua dedicação. mas sobretudo uma humildade realmente franciscana. Lembrei-me da revista que trazia uma seção mensal chamada Meu tipo Inesquecível. Sr. Gentil Gonzaga, cidadão de Montes Claros, de Minas Gerais e do Brasil, Meu tipo inesquecível!


68296
Por Luiz Ortiga - 23/7/2011 13:25:18
PEQUISTÃO-Pesquisadores da Universidade de Brasília-fundada por Darcy Ribeiro-desenvolvem cápsulas com extrato de pequi. Visam combater o colesterol e diminuir o risco de problemas cardíacos. O pequizeiro que é encontrado em todo o cerrado brasileiro. Tem o nome científico
de caryocar brasiliense, Como sabemos em Montes Claros, trata-se de uma árvore frondosa e tortuosa. Com grande poder de resistência ao clima de poucas chuvas, floresce entre agosto e novembro. A safra vai de novembro a fevereiro. Nesse período, o pequi proporciona uma verdadeira fartura na região, onde famílias inteiras se dedicam à cata do fruto símbolo do cerrado no mato.
Ocorre que a importância do pequi vai além de matar a fome. A fruta possui propriedades que que ajudam a prevenir doenças do coração. Pesquisadores da UnB, após mais de 10 anos, biólogos do Instituto de Ciencias Biológicas desenvolveram um produto com efeitos fitoterápicos do pequi que ajuda a evitar a formação de placas de gordura nos vasos sanguineos, combatem o colasterol
e diminuindo o risco de problemas cardíacos. Quem diria, ein?
Os pesquisadores ressaltam que primeiro, avaliaram os efeitos do pequi na prevenção de doenças do coração em camundongos. Depois, realizaram-se testes em mais de cem voluntários, num período de dois anos. Lembram que o pequi é um alimento altamente rico em vitaminas A e C, frutose, sais minerais e compostos antioxidantes, que capturam radicais livres. Explicam que o pequi tem propriedades que melhoram as funções cardiovasculares porque ajudam o colesterol bom(HDL) e combatem o colesterol ruim (LDL), explicam.Para que as pessoas possam se beneficiar de suas propriedades, desenvolveram cápsulas de extrato da polpa e outras de óleo de pequi. Nunca foi tão fácil consumir o pequi e beneficiar-se de suas qualidades. A república do Pequistão deve estar em festa.


68217
Por Luiz Ortiga - 15/7/2011 12:58:57
Enfim, notícias positivas. O fato da Prefeitura iniciar o plano urbanistico do professor Jaime Lerner é de dar
alvíssaras. Relembrei-me da Montes Claros da minha meninice, quando do início da implantação de
"blokrets". acabando de vez com aquela poeira que nos atormentava. Com o novo dimensionamento das
ruas, privilegiando os pedestres, os motoristas da cidade deverão ser conscientizados de que não mais
poderão estacionar, nem perto das farmácias. Não conheço o projeto, mas pelo visto, as faixas de
rolamento centrais para automóveis deverão ter em torno de 5m e as laterais restantes deverão ser as
calçadas dos pedestres, em torno de 2m de cada lado. Vê-se que é muito pouco, em razão das nossas
estreitas ruas, mas uma tentativa de ordenar as coisas.
O jornal daqui está anunciando a presença em Montes Claros, para participar da 8ªMostra de Teatro Amador da atriz e arte-educadora Elisete Teixeira. Também lançara o livro Teatro em Bar, um diálogo com o criador que refaz a trajetória das encenações ocorridas em subsolos de estabelecimentos em Brasília.Irá encontrar-se com o artista plástico,m diretor e dramaturgo montesclarense Lauro Vasconcelos, meu colega de infancia e de UnB, mentor das peças que movimentaram a cena cultural da capital federal na década de 1980. Juntos, os dois vão falar sobre a experiência. Montes Claros terá muito a ganhar.


68075
Por Luiz Ortiga - 27/6/2011 20:34:49
Ao ler a equilibrada mensagem 68073 de Ucho Ribeiro, sobre a serra do Mel, só sinto não estar em Montes Claros dia 30, para comparecer à audiência pública que vai discutir na Prefeitura, o grande problema da urbanização de uma área que por consciência de montesclarense, deve ser de ALTA Proteção Ambiental.Todos lá!


68027
Por Luiz Ortiga - 22/6/2011 19:37:33
Acho uma beleza quando encontro no mural montesclaros.com cronicas a
respeito de pessoas da terra. As homenagens ao Dr. Mário Ribeiro são mais
que merecidas. realmente um tipo inesquecível. Médico do meu irmão, que era
um boêmio inveterado, jamais mandou que este parasse. Receitava umas vitaminas
e mais uns remédios para o beberrão aguentar os embates e a queda, com dignidade.
E assim foi.Mas histórias também boas tem o irmão dele. O Darcy Ribeiro que ao
ser pelos alunos homenageado, como primeiro reitor e dando ao Campus da UnB o nome
dele, Disse estar se sentindo velho e frouxo, pois a homenagem balançou-lhe os
sentimentos, fazendo-o chorar(o Darcy já estava bem doente). Engraçado também foi o Darcy, depois, morando em Copacabana, ganhou de presente um belo galo carijó. Não era galo para se matar,para a panela, e passou a criar o galo na varanda do prédio, na praia. Só que galos,ao amanhecer cantam. O bastante para que a vizinhança passasse a reclamar, para satisfação íntima do Darcy. Como um menino malino pensou "vou sacanear" esses caras. Assim fez, manteve o galo até que a vizinhança se acostumasse, então, doou a ave a um amigo que tinha sítio. Boa também foi a fuga do hospital ao saber que estava terminal. Fugiu para aproveitar os últimos dias de vida sem a amolação dos médicos e os costumeiros
soros nas veias. A Unb acaba de lançar a Coleção Darcy com 10 "pocket books", sendo que em alguns, faz a sua profissão de amor a Montes Claros e à sua gente.


67977
Por Luiz Ortiga - 16/6/2011 20:19:20
Neste mês de Santo Antonio, São João e São Pedro e mais uma data maior de
Corpus Christi, peço a Deus que dê ao povo de Montes Claros muita proteção para
preservação do meio ambiente em que vive, que Deus dê ao povo de Montes Claros
muita consciência política para defender os seus direitos e que os políticos não
sejam tão dissimulados e façam suas atitudes às claras e com a aquiescência
deste povo tão sofrido. Que proteja Montes Claros contra a sanha de grileiros
vorazes que venderão os seus lotes e deixarão os problemas consequentes para
o povo. Que rirão do povo de Montes Claros, achando-os simplórios por não
terem defendido sua terra, seu meio ambiente, a terra do futuro dos seus filhos.
Peço a Deus que a luz do Espírito Santo venha iluminar a consciência dos homens
e que saibam respeitar a natureza. Que faça essa gente se lembrar que Montes
Claros é também a terra daqueles que já se foram e que em vida, tudo fizeram para
que a cidade fosse um legado honrado, como é e que os atuais viventes sejam
dignos da herança que herdaram: uma cidade com as suas serras, seus montes,
seus rios, suas grutas, sua natureza enfim - que sempre recebeu de braços
abertos os bons e onde os fariseus foram naturalmente afastados do convívio desta
gente tão querida. Amén.


67966
Por Luiz Ortiga - 15/6/2011 13:11:16
Lemos e analisamos a a mensagem 67964 do montesclaros.com, originado na Patrimar Engenharia e marcelo@patrimar.com.br que representam as firmas Caparaó Construtora e Patrimar Engenharia.Como montesclarense ausente, pois resido em Brasília/DF, tenho a observar: -As empresas, dizem, ser os investimentos e empreendimentos com preocupações de sustentabilidade (qualidade daquilo que é sustentável, que se pode sustentar, conservar, manter - Aurélio). Onde está o projeto? -A área já é considerada de uso urbano e legalizado pela Prefeitura* -Não haverá construção na área de enconsta da serra - no poente. -Prevê vias ecológicas -(que tipo de pavimento seria usado?). -*Há fazendeiros que ocupam a área com gado e com trilhas (como pode ser urbana?). -Já fizeram estudos ambientais minunciosos geológicos, hidrícos, vegetais e faunísticos. Onde estão? Quem os fez? Isso foi o que as firmas disseram. A grande verdade é que há necessidade de transparência total neste caso. A sociedade montesclarense tem que se organizar de fato para defender o patrimônio municipal que terá consequências irreversíveis para as gerações que virão. A municipalidade tem que estar bem preparada com seus órgãos ambientais que devem ser compertentes para análise e com ética, a situação. Exigir EIA/RIMA para o empreendimento, caso haja permissão, conforme a legislação brasileira. A comunidade deverá estar consciente da ganância das imobiliárias, fato tão comum nas grandes cidades. Todo o processo deverá transcorrer em total transparência e com a sociedade montesclarense sendo ouvida (!) e devidamente informada passo a passo das gestões a serem desenvolvidas. É o mínimo que se pede pela grande preocupação que todos nós passamos a ter.


67908
Por Luiz Ortiga - 10/6/2011 12:56:20
Nada entendo de extradições ou das lides jurídicas, pior ainda as internaciomnais.A gente sempre é levado pelo coração e não pela razão.Fiquei abismado com a reação da Itália em razão da recusa do Brasil em devolver o Battisti. Hoje o eJmbaixador foi chamado à Itália.Isso demonstra que se o estraditando caisse nas mãos dos italianos, seriaestraçalhado como um troféu de guerra do governo direitista do Berlusconi.
Não sei quais as razões que levaram o Battisti a fugir para o Brasil, mas o
rapaz deu a maior sorte em cair nos braços de um país onde a força do
estado de direito é respeitada. O Brasil está certo em recusar a extradição.O Battisti escapou da prisão perpétua para a liberdade total do Brasil.



67842
Por Luiz Ortiga - 6/6/2011 12:47:28
Não desejo ser leviano, mas há coisas que ficam como que entaladas na garganta
que só falando, para que se dissipem.
O governador é de um partido político, mas exagerou sempre quando o presidente
visitava seu estado. Chegava às raias da bajulação. Constrangedor...
O seu pai, o conheci quando escrevia para o Pasquim. Simpático e bonachão, sambista,.
jornalista e me chamava sempre a atenção por termos a mesma idade.
Pois bem, o pai, já quase setentão, idade máxima para um conselheiro de um tribunal,
foi nomeado conselheiro para o tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro. Coisa
que pouco durou, pois o pai, logo caiu na compulsória e hoje, tranquilamente, desfruta
as benesses de uma aposentadoria de nababo. Longe daquelas aposentadorias de um
pobre mortal. Longe, bem longe do INSS a que seria normal.
Agora, vemos o governador distratando os bombeiros do estado. Prendendo-os, quando
estavam democráticamente fazendo suas reinvindicações por melhores salários, que
estão muito longe daquele que o pai recebe. Sei não, mas algo me diz que há uma
injustiça muito grande nessa história, mesmo com a minha admiração pelo sambista/
jornalista/aposentado e os bombeiroas do estado..


67750
Por Luiz Ortiga - 31/5/2011 14:11:50
Amigos,

Há poetas e poetas.
Existiu na Paraiba um poeta que ficou conhecido como "o poeta do absurdo".
Trata-se de Zé Limeira que inclusive tem livro publicado. É um livro raro, mas existe.
Tomei conhecimento da sua existencia por meio de amigos, no nordeste e que eram fãs do poeta.
Em essência, o Zé Limeira só queria rimar, o resto é o resto.
Num dos livros, ele diz: "Meu nome é Zé Limeira.
Limeira, lima, limança. Viche Nossa Senhora,
Eis que me lembrei agora: tstão bombardeando a França.

Jesus Cristo veio ao mundo
Enfrentou uma grande liça,
Aos 33 anso de idade
Sentou praça na puliça.
hoje acessei uma poesia dele e a repasso para vocês:

REPENTE
Um sujeito chegou no cais do porto
E pediu emprego de alfaiate *
Misturou cinturão com abacate
E depois descobriu que estava morto
Ligou o seu rádio no focinho de um porco
E afogou-se em chá de erva cidreira
Requereu seu diploma de parteira
E tocou em uma ópera de sinos
Eram mãos de cinco mil meninos
E não sei quantos pés de bananeira.

*Certamente devia ser calafate


67711
Por Luiz Ortiga - 26/5/2011 21:57:23
Há coisa que a gente se lembra e ri sozinho.
Tive na Infraero, lá pelos idos de 80, um colega engenheiro que tinha um hábito singular.
Durante o período de almoço, quando todos nós, óbviamente não estávamos
na sala, o colega revirava nossas gavetas.
Era o tipo da coisa que nos deixava chateados com a bisbilhotice do colega.
Nada desaparecia. Era só curiosidade pura. O rapaz era honesto no sentido de
não furtar nada do alheio.
Tinhamos como chefe um outro engenheiro, filho de Montes Claros, caladão e
gozador. Combinamos então a fazer uma correspondencia dirigida ao diretor chefe,
colocando o curioso à disposição da seção do pessoal da empresa, alegando
não mais serem necessários os serviços dele e que cessava ali a necessidade
dos seus serviços profissionais. Dito e feito. A correspondencia foi feita, dentro
das normas da empresa, numerada, assinada e colocada aberta dentro da gaveta.
Dia seguinte, ficou todo mundo na espreita. Lá pelas tantas, veio o indiscreto e
começou a agir. Abre uma gaveta, outra e pronto. Abriu a gaveta do chefe com a
carta aberta. O rapaz leu a carta e saiu zonzo, sem destino. Na sala de trabalho,
todos nós sabíamos que ele já havia tomado conhecimento do teor da carta.
Ficou a tarde toda prá lá e prá cá. Não tinha como dizer nada.Por dentro, a gente ria.
Lá pelas 16,00h, não mais suportou. Deu o maior berro. Nos chamou de traidores e
coisas do genero. Foi uma gargalhada geral. Ficou desmascarado. O próprio
diretor chefe tomou conhecimento do caso e ria a valer. Confesso que não sei
se ficou curado, pois, realmente foi transferido para outro setor.


67688
Por Luiz Ortiga - 24/5/2011 12:35:40
O "Efemédides" de hoje, relembra o falecimento do sr. Armenio Velloso. O sr.Armenio, além de ser um pioneiro pelo fato de criar um correio particular para atender as cidades em que os seus caminhões chegavam, não considerando o seu armazém que era o Armazém 13, sem qualquer supertição, foi o encarregado, pelo governo federal, de distribuir o sal de cozinha, o conhecido NACL, durante a 2ª guerra mundial aqui em Montes Claros. O sal de cozinha era racionado ao extremo. As costas brasileiras eram evitadas, em razão do afundamento de vários navios e consequentemente, a produção de sal era mínima, tendo que ser determinado o sistma de cotas de sal para cada familia. Havia um cartão de controle e tudo era levado com muita seriedade.


67667
Por Luiz Ortiga - 22/5/2011 11:22:06
Nestes tempos de grandes ameaças á natureza de Montes Claros, já existe uma consciência
do povo em defesa do que é seu e do futuro da cidade. É bom ter uma palavra do quilate de uma
Ruth Tupinambá, alertando para um possível pesadelo que paira sobre as gerações que virão.
Moro em Brasília/DF e sou testemunha de alguns fatos. Desde o início o sonho dos fundadores,
foi o de criar um cinturão verde em torno do Plano Piloto, capaz de transformar a cidade
em hortifrutigranjeiros. Trouxerem até agricultores japoneses. A coisa ficou pela metade. Há na
verdade muitas granjas, mas o pior aconteceu. Políticos populistas e com promessas de doação
de lotes, sem planejamento e infra-estrutura, sem transportes, segurança, escolas, transformaram o
entorno da cidade num cáos, tudo envolto por invasões e violência.
É evidente que em Montes Claros, está falando mais alto a ganância de corretotes, estes que para
grileiros de terras pouco falta. Está faltando uma voz política para falar grosso e colocar ponto final
nessa irresponsabilidade. Ou se para logo com essa ameaça, ou teremos em pouco tempo uma visão
da nossa serra, cheia de edificações, coisa que nem a pior das previsões acertaria.
O que a cidade precisa é de um planejamento, mostrando para onde poderá crescer, sem colocar
a natureza em perigo. A cidade tem a sua vocação de crescimento, rumo norte, rumo sul e leste.
Oeste, nunca! Ali é a nossa serra. Aquela que nos dá o nome que tanto amamos.MONTES CLAROS!


67642
Por Luiz Ortiga - 20/5/2011 12:00:16
Longe de mim querer ensinar Padre Nosso ao vigário, como diria o vulgo. Mas em razão da grita geral em Montes Claros, com a presente e possivel ocupação da serra, morro acima, para tristeza de todos e alegria dos corretortes, a gente pergunta (?), onde está o Plano Diretor da cidade? O urbanista Jaime Lerner não andou por aí? Não existe um Plano de Ocupação territorial urbana? Ou isso é coisa de gente que mora em Brasília/DF? No "Efemérides" de hoje, o Nelson Vianna nos mostra que há 73 anos já havia uma preocupação das nossos autoridades na definição das áreas de ocupação municipais. O que é urbano. O que é interurbano. Muito interessante isto para aquele tempo. Já mostrava uma certa orientação ou mesmo preocupação pelo ordenamento territorial da cidade. Montes Claros caminha célere para meio milhão de habitantes. População maior que muitas capitais do Brasil.É motivo de preocupação. Precisamos ter nosssos planos de crescimento, tanto urbano, quanto um plano de transportes, de lixo e sua destinação, numa época em que tanto se fala de reciclagem. Torço para que nossas autoridades sintam que o momento é de muita seriedade e que está mais que na hora de termos uma postura condizente com a nossa realidade crescente. O melhor de tudo é que na cidade existem profissionais competentes e mais que capazes de darem orientações precisas e adequadas para os nossos problemas. O momento é este e não podemos ficar à reboque da nossa realidade. Vamos preservar a natureza e o que é nosso, nossa paisagem, respeitando a memória dos nossos antepassados
ou mesmo os que precisam aqui viver inseridos numa natureza não agredida.


67612
Por Luiz Ortiga - 16/5/2011 14:43:09
Uma data - Muitas saudades. Grupo imenso de estudantes de Montes Claros se transferiu para BH naqueles meados da década de 50. Poucos foram para Diamantina, Ouro Preto e Juiz de Fóra. Até que se tentou criar o curso científico no colégio Diocesano, mas a falta constante de energia elétrica, não permitia atender a demanda crescente e a consequente continuidade do curso. A usina de Santa Marta não cobria mais o consumo de uma cidade centenária e que já saltava para mais de 50 mil habitantes, sendo já cidade em pleno desenvolvimento e dando um salto para o futuro. Montes Claros não estava preparada para crescer tanto e os jovens pagaram caro por isso. Uma solução de momento das autoriudades, foi a instalação de um grupo gerador imenso que veio amenizar, um pouco, o grande problema. A cidade viveu um drama cruel com essa falta constante de energia elétrica. Somente com a inauguração de Três Marias (1960), o problema foi sanado de vez. Nós estudantes oriundos de Montes Claros, tínhamos o hábito de reunirmo-nos defronte ao antigo cine Glória, ao lado do Banco da Lavoura (hoje banco Real), bem próximo à Praça Sete. Ali, tinhamos as últimas notícias da terra, os endereços das festas e tudo o mais que uma pequena comunidade fazia. Como sempre, as notícias ruins eram as que mais chegavam depressa. No ano de 53, tinha eu perdido a minha mãe. Em início de puberdade fiquei órfão. Uma lástima. Esta sim, a perda irreparável. Mas qual não foi o susto que levamos, meu pai e eu, quando bateu na nossa porta d. Lucy Velloso, mãe do colega Eldan, a minha tia Lucy tão querida e simplesmente pediu ao meu pai permissão "para acabar de me criar". Foi um misto de agradecimento e surpresa. Meu pai ficou emocionado. No ano seguinte, segui para BH e como os demais rapazes. O negócio era termninar o científico ou similar e fazer algum curso superior. Chegou o ano de 1960. Como sempre, a turma, alí, em frente ao Glória e chegou um rapaz e perguntou:
-"Sabem quem morreu?" E foi complementando, D.Lucy Velloso. A notícia caiu em mim como uma bomba. Me senti um dos caras mais infelizes deste mundo. Puxa vida, perde a mãe e mais aquela que se propôs a "acabar de me criar". Muito azar! Isto foi em 16 de maio de 1960. Lucy Costa Velloso, Deus a tenha do seu lado direito e peça a Ele por nós.


67597
Por Luiz Ortiga - 14/5/2011 23:38:41
Memoriais, monumentos, etc - Montes Claros parece que não gosta ou não quer aparecer.
A cidade não possui monumentos em forma de esculturas, comum nas grandes cidades. Um memorial homenageando filhos ilustres é mais que obrigação. Dias atrás assisti, aqui em Brasília, a inauguração de um belíssimo prédio imaginado inicialmente por Darcy Ribeiro, chamado "beijódromo". Este prédio, com formas modernas é um centro cultural no campus da UnB. Homenagem da capital a um filho de Montes Claros. Darcy foi o seu 1º reitor. Além de Darcy Ribeiro, merecem a justa homenagem em Montes Claros, os doutores Hermes de Paula, João Valle Maurício, Dr. Santos, cujo falecimento se deu num mês de maio, dia 14, ano de 1942 (informe do Efemérides de ontem), o agrimenssor Nelson Vianna e outros... Quem entra e saí de Montes por rodovias, mal sabe que está entrando ou saindo da cidade. Como em outras cidades, nas divisas e nas entradas da cidade, deveriam haver grandes pórticos, jardins, informativos e grandes letreiros com a palavra MONTES CLAROS. Na entrada, bem-vindos, na saída: obrigado, volte sempre ou coisa assim. Colocaria na serra, como se fez em Hollywood, Beverly Hills, um letreiro enorme lá em cima do morro. Colocaria uma bela iluminação e às noites, veríamos o nome da cidade,MONTES CLAROS em branco, bem grande lá na serra. Ninguém ousaria construir por perto. Já que estou dando palpites e os estudos do urbanista Jaime Lerner não vão dar em nada, já mandava estudar o uso de veículos leves sobre pneus. uns onibus imenos que transportariam centenas de pessoas por vez, de norte a sul e de leste a oeste. Criaria num local bem estudado e que não seja a Praça de Esportes, uma estação central de embarque/desembarque. Fecharia o centro para trânsito de veículos.
Transformaria tudo em calçadões e criaria boulevartds bucólicos e se possível cobertos. Começaria pela rua Semeão Ribeiro. Piso desenhado, cobertura, bancos metálicos pintados de branco,jardins floridos,boa iluminação, bom policiamento contra vândalos. Tudo muito bonito. Precisamos de uns cartões postais e não os temos. Ficam aí as idéias. De nada.


67468
Por Luiz Ortiga - 30/4/2011 12:59:36
A privatização dos aeroportos brasileiros é uma história que precisa ser contada. Antes da Infraero.
a administração dos aeroportos brasileiros era feita pelo DAC-Departamento de Aviação Civil do
Ministério da Aeronáutica. O DAC administrava mais de 1.000 aeroportos pelo Brasil, e para isso,
contava com a participação efetiva das prefeituras que arcavam com todo as despesas decorrentes.
de manutenção ao pagamento de funcionários, tudo cabia às prefeituras. Razão dos aeroportos do
Brasil serem verdadeiras pocilgas. Com o advento da Infraero em 1973, as coisas mudaram. Inicial-
mente, a Infraero absorveu 13 aeroportos, depois passou para 23 e chegou a ter 69 aeroportos sob a
sua administração. Hoje são 67 aeroportos. Desses, 12 são superavitários, portanto, 55 aeroportos
são deficitários, como o de Montes Claros.Cabe aos aeroportos superavitários "carregar" os irmãos
que pouco faturam. Aí está a mágica. Somente o Terminal de Cargas de Campinas-SP, a jóia da
coroa, fatura o suficiante para cobrir a folha da Infraero. Quem não deseja para sí um filão desses?
Então, com a tão propalada privatização da Infraero, queria saber como ficarão os aeroportos deficitários?
Assumirão os novos donos, os primos pobres? Certamente que não e caberá ao povo, como antes,
assumir os custos de uma administração de aeroportos deficitários. Mágica besta. O lucro para os
outros, as despesas para nós. Muito se fala sobre prazos de obras e que a Infraero não teria condições
de conclui-los nos prazos? Como? Faz-se um cronograma físico-financeiro em cima de um projeto e se
não há projeto não cabe ao IPEA pelo seu presidente, falar em prazos. Qual conhecimento de engenharia
tem o presidente do IPEA que nem sabe qual o sistema construtivo a ser usado nas obras? Pode o
prazo existente ser até mais que suficiente, tudo dependerá do projeto e o método construtivo a ser usado.
Quanto ao nosso aeroporto, eu que trabalhei durante quase 30 anos na Infraero, o conheço bem.
Inclusive, quando da sua absorção pela Infraero em 1980, participei da comissão de absorção. Como
arquiteto na área da engenharia, tentei por várias vezes "puxar a brasa" para a minha sardinha, em
alguns casos tivemos exito, como o plantio de grama em toda área operacional do aeroporto e obras
de manutenção e recuperação de áreas degradadas. Erosões muito grande já apareciam no talude
que forma a cabeceira 11 e muitas outras áreas. Ampliação da área de desembarque.
Para isso, contávamos com a insubstituivel ação do então superintedente, o engenheiro Sergio Pires
Antunes, filho da terra. Havíamos elaborado um grande projeto para reforma e ampliação do atual
terminal de passageiros com a criação de um pavimento superior onde teríamos, além da administração,
um restaurante de classe, mirante público e lojas.Preparando para o recebimento de uma ponte de
embarque, escadas rolantes e muitas outras benfeitorias. Demos azar, pois já estávamos autorizados, quando
houve a transferência da área de superintendência administrativa com a chefia de BH para o Rio de
Janeiro (3º Comar). Foi um passo para trás. Os cariocas só iam à Montes Claros para comer uma
carne de sol e comprar cachaça, não tinham nenhum compromisso com a cidade. Uma pena. Vamos
torcer para que estejamos errados nas avaliações e que em breve tenhamos reformas de amplação do
nosso terminal de passageiros, um patrimônio que temos e merece o maior carinho.


67450
Por Luiz ortiga - 29/4/2011 22:25:39
Taí, uma lei que não "pegou".Proibir o trânsito de carros de bois pelas ruas centrais da cidade, lei de 1932, conforme as "Efeméridas" de Nelson Vianna.Pelo que me consta, pela década de 50 a dentro os carros de bois transitaram por Montes claros e sem problemas. Muito simples, pois a única opção que a dona de casa tinha era usar a lenha no fogão. O gás não era ainda uso do montesclarense. Em BH, usava-se a lenha cortada em toras de meio metro, prontas para serem usadas nos fogões de ferro muito usados por lá.Comprava-se a lenha por metro cúbico. Foi uma grande novidade em BH o aparecimento do fogão elétrico na década de 50. Em Montes Claros, a energia elétrica era problemática. O meu curso científico no Diocesano era noturno. Teve somente uns 20% das aulas, durante o ano de 53, por falta de energia elétrica. Os alunos que quiseram, passaram "por decreto". Não foi o meu caso. Mas pensar que carros de bois andavam pelas ruas da idade, de cima embaixo, é coisa inpensável para os jovenas de hoje. O progresso determinou o cumprimento da lei.


67311
Por Luiz Ortiga - 19/4/2011 00:03:20
Nesta época que tanto se fala nos nefastos aconetecimentos numa escola pública
no Rio de Janeiro.A gente se recorda de fatos do passado que jamais tinhamos ideia
de que aquilo viria a se chamar "bulling". Palavra inglesa que nem tem tradução na nossa lingua.
Corria o ano da graça de 1945, eu estudava no Grupo Escolar Gonças Chaves, situado
na praça do mesmo nome. A praça não era urbamizada, tinha se muito, 2 pés de manga
do lado direito, onde ficava o escritório do advogado José Esteves Rodrigues. Acima, ficava
o prédio do Instituto Norte Mineiro e à esquerda o prédio da Maçonaria. Eu morava lá na
rua Padre Teixeira, era longe para um menino de 7 anos, mas Montes Claros não oferecia
perigo. Tinha um colega que ia para a escola, levado por uma acompanhante e sob
um guarda sol. O menino parecia um copo de leite. Muito estranho para nós moleques.
A praça era ponto de descanso dos carreiros que vendiam sua lenha e alí se reuniam para
o retorna às suas fazendas respectivas.
As aulas da tarde se iniciavam ao meio dia em ponto. Naquele dia, um grupo de meninos
não sei porque cargas d`água, resolveu pegar um carro de bois que estava bem próxima à
entrada da escola e dar uma voltinha pela praça. Foi o suficiente para que o dono do carro
de bois reclamasse junto á professora-diretora. Após o sinal de entrada, a diretora colocou
os meninos em fila indiana e com um lápis bem apontado, deu 3 cotucadas com a ponta
do lápis nas cabeças dos garotos. Estes sim, mostraram que eram duros e não choraram,
embora o sangue escorrese pelo rosto. Este fato lamentável demonstrou que a diretora nada
tinha que a qualificasse como educadora. Confesso que não sei como terminou aquilo que
deve ter tido desdobramentos com os pais dos garotos.
Foi um fato lamentável de "bulling" praticado por quem não deveria fazê-lo. O trauma ficou
parta todos que presenciaram a cena daquele ano longinquo.Nunca me esqueci.


67006
Por Luiz Ortiga - 25/3/2011 13:33:24
Estou retransmitindo o texto que recebi. O filme, certamente, não é o mais antigo do mundo pois, em 1895, os irmãos Lumiere fizeram e exibiram filmes curtos que existem até hoje(exemplo: A saída da fábrica). Mas vale como curiosidade...

USA-San Francisco - O filme mais antigo do mundo

SENSACIONAL! Vale a pena ver. Eis o valor de um acervo cultural. É um túnel do tempo! 4 dias depois boa parte, senão a totalidade dessas pessoas estavam mortas e a cidade em ruínas. Perdemos tempo demais com tolices. A qualquer momento a natureza pode nos "deletar".
Para os cinéfilos, segue o que talvez venha a ser o mais antigo filme já produzido (1906)!!
São cenas filmadas a partir de um "cable car" na Market Street, em San Francisco, California.
É surpreendente a quantidade de automóveis que já existiam àquela época.
E quantas imprudências se cometiam, nas barbas dos policiais (Provavelmente, nem havia Leis de Trânsito...).
O trânsito era caótico com a convivência, não tanto harmoniosa, entre pedestres, bicicletas, charretes, automóveis, cable car, bondes, etc.
Observe que os bondes que cruzam a rua já possuem tração elétrica!
No final da rua, existe um prédio que está lá até hoje, pois trata-se do terminal de passageiros da Baía de San Francisco.
O filme, após muita polêmica, teve identificada a sua origem, bem como a data de sua produção:
É um filme produzido em 14 de abril de 1906, 4 dias antes do grande terremoto que arrasou com a cidade de San Francisco. O filme foi embarcado para New York, num trem, para ser processado, daí ter sido poupado daquela tragédia.
Clique em:
http://www.youtube.com/watch_popup?v=NINOxRxze9k


66841
Por Luiz Ortiga - 14/3/2011 19:50:53
Terremoto, tsunami e Brasil - No dia 1º de novembro de 1755, Dia de Todos os Santos,
Portugal foi palco de um terremoto e consequente tsunami que veio a arrasar Lisboa.
Cessado o susto e contado o prejuizo, o marquês de Pombal (1699-1782), então 1º
ministro no reinado de D.Maria I, tratou de pensar na reconstrução da capital portuguesa.
Para tanto, serviu-se do ouro do Brasil colonia, através de impostos escorchantes.
Considerando-se a arbitrariedade dos órgãos fiscais do vice-reinado português na cobrança
de impostos e por outros fatores, como as deficientes condições de trabalho e as injustiças
cometidas (violência) pelos governantes.
Em 1789, agravou-se a crise com a elevação da dívida do quinto(20%), além de outras,
provenientes de contratos atrasados. O novo governador, Visconde de Barbacena, chegou
disposto a cobrar os impostos, provocando a derrama (tributos, imposto repartido pelos
contribuintes e impostos extraordinários) para a qual toda a população contribuiria.
mineira ou não, era obrigada a comparecer.
Com isso, propiciou o pretexto para a revolta que se propunha a criar uma república. Teria
a capital em são João del Rei e teria uma bandeira com o lema "Libertas Quae Sera Tamen".
Após várias reuniões, houve uma denúncia do movimento (inconfidência) e o governo real
procedeu a uma devassa. Esvaziou a conjuração suspendendo a derrama.
Deu-se a condenação, degredo, comutação de pena e a execução do chefe dos revoltosos
Assim, no dia 21 de abril de 1797. houve o enforcamento do Tiradentes.
Lançou-se aí a semente que logo germinou e com a declaração da independ|ência em
relação a Portugal, em 1822, que de qualquer maneira teve o seu início na destruição feita
por um terremoto e um tsunami, como um dos caminhos percorridos pela história 67 anos
depois. Pode-se supor...


66706
Por Luiz Ortiga - 7/3/2011 21:31:19
E POR FALAR EM TREM.JÁ PENSARAM?
A d.Ruth Tupinambé fez um histórico irretocável sobre a chegada do trem em Montes Claros em 1926.Já havia escrito esta mensagem há muito tempo, antes da reforma da rodovia recentemente. E a aproveito, pela oportunidade.Recebi uma mensagem sobre trens. ..Falar de trem com a minha geração é voltar ao passado.Uma saudade recôndita, sempre rondando , amordaçada há bom tempo.De repende, surgiram aqui e ali, pedidos de não só a duplicação da BR-135,como o retorno do nosso trem. Saudoso, vagaroso, mas eficaz.É evidente que ele retornaria com outras características. Fosse só o sistema locomotiva/vagões,. estaria pouco. O que nos importa agora será o aumento da biltola para 1,60m -o dobro e aisconforto.Retificação da linha com o desaparecimento de curvas com uma engenharia ferroviária maismoderna.Criação de túneis e viadutos mais ousados que implicariam no encurtamento das distancias. Por exemplo, o trecho Montes Claros/Bocaiúva em tempo similiar ao gasto na rodovia e não 2 horas, como ocorria, com total desperdício de tempo e combustível.locomotivas modernas, sem poluição, com manutenção eficiente e exemplar. Vagões também modernos, confortáveis, limpíssimos, serviços de bordo sem deixar nada a desejar. Composições bonitas e accessíveis, Como ocorre no metrô, tudo tão limpo e organizado que o mal-educado porcalhão e vândalo respeitaria e nem ousaria cuspir no chão.Seria o retorno aos velhos tempos, matando saudades em grande estilo.Então...Montes Claros lá vamos nós.Sonhar é preciso.O trem é preciso.


66344
Por Luiz Ortiga - 27/2/2011 23:08:18
As "Efemérides" ora publicadas neste "montesclaros.com", são como a pormenorização da história da cidade. Poucas cidades podem se dar ao luxo de ter o seu "diário" por longo período. Como história puxa história, a construção do trecho da EFCB a partir de Montes Clareos rumo à monte Azul, trouxe para cá os maias diversos personagens. Conheci aqui em Brasília, DF, uma pessoas digna de ser relembrada. Trata-se de Antonio Hilário de Souza, vulgo Nico. Filho de Mariana, os pais eram proprietários de uma pensão na praça principal. Rapaz ainda, em busca de aventuras, veio trabalhar num dos trechos da ferrovia. Conseguiu fazer um "pé-de-meia" e mudou-se para Montes Claros, onde mudou de atividades. Trabalhou como "crupier"(aquele que dá as cartas nos jogos), no cassino Montes Claros, de grande agitação na época, onde o dinheiro corria solto. Por ser muito bom no "metier", foi convidado para ir trabalhar no cassino da Urca, no Rio de Janeiro. A sua alegria não durou por muito, pois, D.Santinha, primeira dama do país, mulher do prwesidente Dutra, detestava jogos de azar e pediu ao marido a proibição dos jogos no Brasil. Dito e feito! Da noite para o dia, milhares de pessoas ligadas a essas atividadwes, se viram desempregadas. Consta que foi terrível. Araxá, por exemplo, tinha um belíssimo hotel e construido pelo Getúlio Vargas, não suportando a ausência de hóspedes que iam até àquela cidade para jogar, de repente, viu-se às moscas, vindo a fechar as portas. Nosso personagem o "Nico", desempregado e com as economias que não eram muitas, resolveu continuar no ramo de diversões e para tal, adquiriu, como dizia ele, algumas peças e montou um pequeno parque de diversões. Das primeirtas cidades que viajou com o parque de diversões não poderia deixar de ser Montes Claros. Montou o seu parque na praça Cel.Ribeiro e ali aconteceu uma tragédia. Contratou um senhor da cidade para fazer a manutenção do parque e, certo dia, aconteceu um acidente fatal. Uma das barcas que eram movidas por cordas usadas pelos ocupantes, adquiriu grande velocidade e veio a atingir a fronte deste montesclarense que veio a falecer. era o senhor Wilson Maldonado, tio do meu amigo e colega Hiram de Paula.O parque não teve mais ambiente na cidade e partiu para outras paragéns. O tempo passou. Por intermédio de um colega de trabalho da Secretaria de Obras, vim a conhecer o "seu" Nico que na conversa referiu-se à Montes Claros. Em Brasília, não havia previsão para a localização de parques de diversões e a fiscalização não dava trégua e ele, se via obrigado a mudar-se constantemente. Numa dessas, já corria o ano de 1973, e o parque estava posicionado próximo á Torre de TV. Na época, o governador do Distrito Federal, um engenheiro estradeiro da Bahia, que Brasília deve muito a ele, chamava-se Elmo Cerejo, tinha dado uma canetada, criando a área do parque da cidade. Área esta magnífica, no Plano Piloto que já era alvo dos planos dos grileiros, alguns famosos e ainda bem conhecidos no DF que inclusive já haviam feito a "partilha". Com isso, Brasília ganharia uma soberba `selva de pedra",mas foi evitada com a famosa "canetada" do governador. O interessante é que o parque já recebeu diversos nomes, mas a população o conhece como parque da cidade e pronto. Fato é que para tirar o parque de diversões de perto da torre de TV, foi-lhe ofertada uma área no ermo parque que surgia. Definida a área pelo governador, o niuco procurou-me, como arquiteto, para orientá-lo como fazer o assentamento do referido parque. confesso que fiquei até penalizado pela solidão que era aquilo, então nos primeiros tempos da cidade. Sugeri que ele colocasse os equipamentos em círculo - como faziam os cow-boys- e desse ênfaze à roda-gigante e abusasse das luzes e das cores como chamamento. Para ele, oas primeiros tempos foram difíceis. O tempo passou e o parque que naturalmente recebeu o nome de "Nicolandia`, firmou-se hoje como um "point"para a criançada. Sempre a nossa conversa versava sobre os velhos tempos do cassino de Montes Claros e suas histórias que ele considerava como "tempos de ouro". Nico que nasceu em 1914, viveu sua vida de luta, vindo a falecer quase nonagenério em 1999. As Efemérides nos trouxeram este personagem que fez parte da vida da cidade em duas épocas, que pelo visto ele não logrou muito exito.


66265
Por Luiz Ortiga - 22/2/2011 12:11:53
Não é cobrança... - Das diversa coisas boas que formavam o nosso dia a dia da nossa Montes Claros do final da década de quarenta e início da década de cinquanta era frequentar a praça de esportes ou para os não íntimos "Montes Claros Tenis Clube". Juventude sadia, a nossa preocupação era sabermos quais o récordes de natação a serem batidos. E Montes Claros teve campeões mineiros e brasileiros, com os récordes batidos. Sede de várias competições estaduais. isso na área da natação.Credite-se também o trabalho incansável do sargento Marino e do técnico Sabu, ao orientar treinamentos para os rapazes e moças. Houve também a consagração posterior no voleibol feminino, onde Montes Claros se sagrou campeã mineira daquele ano de 1951. O técnico na ocasião era o sargento Pimenta, amante do volei e do basquete.
O time de basquete masculino também fazia bonito. Ficou famosa uma briga ocorrida no Minas Tenis Clube em BH, quando nosso time, num campeonato mineiro, humilhava o adversário com uma derrota fragorosa e os mesmos apelaram para a violencia. Deram o maior azar. A turma de basquete também era muito boa de briga. Isso ficou na história dos esportistas locais que tiveram que mostrar que aquela gente bronzeada tinha o seu valor. Não comentei nada sobre futebol pois seria covardia. Em 1952, lembro-me bem. O Atlético Mineiro tinha sido campeão e veio a Montes Claros, cheio de banca, para receber as faixas. Só que o então João Rebelo e depois Ateneu, pôs água no chope ao carimbar as faixas com uma vitória de 2x1.
Após esse jogo, ficou famosa a agressão do técnico Yustrich ao ponta esquerda do Atlético, Amorim, pois o nosso lateral, Alexandre Macedo*, tinha colocado o famoso ponta do Atlético, no bolso. O que está fazendo falta é que a rapaziada atual também repita o que já fizemos, afinal, o pessoal hoje tem toda a tecnologia disponível, meios de comunicação e técnica e mais os confortos que jamais sonhávamos. *Curiosidade é que o time era formado por práticamente 2 familias. A familia Macedo e a familias Almeida. Tancredo, Josmar, Danilo, Alexandre e Valdo e a familia Almeida com Miltinho, Alair e Moacir. Entravam também parentes, cunhados e afins. Timaço que deixou saudades.


66227
Por Luiz Ortiga - 19/2/2011 22:39:04
A Montes Claros da minha juventude tinha coisas que hoje, dá-nos uma saudade danada.
Uma das coisas interessantes era o hábito e muito bom por sinal, de às tardes, reunirmo-nos
na casa de um de nós para estudar as matérias do colégio. Nesses estudos incluiam-se os
tradicionais lanches que as mães dos colegas ofereciam. O lanche fantástico era o que a
"tia" Luci Veloso, mãe do Eldan e casada com o Sr. Geraldo Veloso. Era simplesmente
delicioso, não desfazendo dos demais. Recordo-me, ao ler as "efemérides" do Sr. Nelson Viana,
na qual relata um dos fatos políticos mais marcantes da cidade, tendo como um dos protagonistas
o Sr. Melo Viana. Certa ocasião, João Leopoldo, colega de colégio, convidou-me para ir até a
sua casa para estudarmos para uma prova. Fui. Na hora do lanche, estava lá dona Tiburtina, com
o maior desvelo com o neto e com o colega dele, a oferecer-nos um lanche da tarde, de fazer
lembrar as palavras do Vinicius de Morais: "que tinha que ser consumido de joelhos e em estado
de graças, se não orando". Mulher famosa da política nacional, alí, de maneira tão prosaica a
servir mesa para os rapazes que estudavam. Uma dona de casa e esposa e não uma política.


66047
Por Luiz Ortiga - 8/2/2011 21:31:18
Fofoca em alto nível - Revista brasileira, semanal e de grande circulação, trouxa esta semana, uma inconfidência e surpresa que nos deixou boquiabertos.Fugindo dos seus hábitos de comedido e reservado, um filho de Itabira do Mato Dentro, CARLOS DRUMOND DE ANDRADE (1902-1987),em correspondência trocada com outro mineiro, este de Montes Claros de Formiga, CYRO DOS ANJOS (1906-1994),mostrou-se crítico feroz às obras de alguns escritores nordestinos, ao comentar com amigos que ficava impressionado com a aceitação da crítica do Rio ao produto daquela região nordeste) que "faz noticiaristas e críticas avulsas babarem de gozo, enquanto o mais obsoluto silencio envolve obra do quilate de um Romanceiro da Inconfidência, obra da Cecília Meireles". O Rio era o centro cultural inconteste do país naquela época e devota muita atenção a ficção nordestina, em detrimento ao Cancioneiro da Inconfidência. Talvez a atitude de CDA se deveu a um revide ao jornalista e poeta piauiense Mário Faustino que em 1957, publicou no Jornal do Brasil uma das críticas mais incisivas ao autor mineiro. Disse o piauiense que o poeta modernista não se "interessava pelo desenvolvimento da poesia". Isto no momento em que CDA se tornava o grande fiador de Adélia Prado (Divinópolis-MG (1935). Faustino cobrava que Drumond atuasse como crítico. O mesmo Drumond fez com a goiana Cora Coralina.Na correspondência com Cyro dos Anjos, CDA ataca as obras de contemporaneos reputados como Lúcio Cardoso (Curvelo), Rachel de Queiroz e José Lins do Rego. Estes nordestinos, Ceará e Paraiba, respectivamente e aquele mineiro. Maledicente, CDA comentou que a peça teatral Lampião de Rachel de Queiroz era destituida de qualquer " interesse psicológico", mas pelos menos se destacava pela "linguagem saborosa".
Já em relação a josé Lins do Rego com o romance Cangaceiros teve a habilidade de descobrir novos palavrões e que melhor seria se a obra tivesse sido escrita pelo próprio Lampião.
A Rachel, cearense e José Lins paraibano, Drumond referiu-se aos "rapazes do norte" pela transcrição imediata e anticrítica de aspectos da vida regional praticada.
E comentava:"como escrevem mal".Com Cyro CDA se deixa transparecer cético em relação a política, tanto que em 1955, com JK vencedor, declarou haver anulado seu voto. Sente-se aliviado com a queda de Jango, mas reprova o arbítrio dos militares.
As respostas de CYro a Drumond é que nos deixam curiosos e estão sendo motivo de pesquisas da Fundação Casa de Rui Barbosa e do acervo0 Escritores Mineiros da UFMG. Consta que a idéia é editar um volume da correspondência entre ambos, programada para sair na coleção de Cyro e deverá ser editada pela Editora Globo.Esperemos, pois é nitroglicerina pura!


66013
Por Luiz Ortiga - 6/2/2011 09:58:09
Refiro-me à mensagem 66002 - César, não era do meu conhecimento que um bispo gaúcho havia transferido o cônego Marcos Von In de Montes Claros para São Paulo.Agora faz sentido...Depois daquela contenda entre a Cúria X parentes dos sepultados no velho cemitério(ao lado da catedral, haveria algum desdobramento. Pena que Montes claros perdeu e muito. Esqueçamos, é a melhor política.


65992
Por Luiz Ortiga - 4/2/2011 12:03:23
Padre Marcos Von In
Dias desses, ao acordar de madrugada,insone, minha memória, sem a menor vontade de ser diferente ou original, voltou à Montes Claros da minha infância e juventude.
Isso me fez pensar no sentimento de falta, da saudade, do vazio que as pessoas sentem quando estão distantes de alguém ou daquilo de que se gosta ou mesmo da terra querida.
Ora, Montes Claros, fisicamente está bem distante para mim e essas lembranças que sempre me ocorrem, estão bem encaixadas lá no passado.
O meu pensamento aportou, não sei o porquê, naqueles padres estrangeiros que com as suas batinas brancas, fizeram parte do nosso passado.
Lembrei-me especialmente de um padre que nunca tive maior contato. Mas sempre o via celebrando missa na Igrejinha do Rosário: o cônego Marcos Von In. Este chegou em Montes Claros ainda jovem, no ano de 1920*. Foi um lutador e como que um milagre, as suas benemerências jamais ficaram sem provisões. Era procurado pelos pobres para o atendimento das mais variadas petições. Uns queriam remédios, outros comida. Uns queriam passagens, outros uma roupa. Mas todos carentes de palavras de conforto e sempre atendidos.
O que me deixou pensativo foi o fato do padre Marcos ter deixado, saudoso, a sua terra natal , vivido trinta e seis anos em Montes Claros (até 1956)* e quando já se considerava filho adotivo de Montes Claros, ser transferido para São Paulo.Cortou-se o cordão umbilical.
Não posso imaginar o seu sentimento, mas um religioso como ele recebia resignado os desígnios de Deus.
Fato é que o cônego Marcos deixou uma marca indelével na cidade. A ele foi dada a incumbência superior (D.João Pimenta) de levantar a edificação da catedral. Função que exerceu com a maior competência e sem solução de continuidade, entregando ao seu superior em tempo compatível, a igreja maior já coberta, pois havia sido designado para outros espinhosos misteres.
Espero que o cônego Marcos, junto a Deus, nunca se esqueça de pedir por Montes Claros, com a certeza de que está junto aos justo, pela santidade que exerceu.
*Informações do livro do Dr. Hermes.


65898
Por Luiz Ortiga - 29/1/2011 13:36:19
Nesses tempos de Efemérides:"Receberei, com muita mercê de Vossa Majestade - se alguma coisa meus serviços mereça - a graça de intervir junto a JK para que a esta Brasília não se negue uma universidade. Que seja Trecho da carta de Darcy Ribeiro a JK .nova como ela própria e capaz de difundir , a todas as gentes, o espírito indomável que presidiu sua edificação.É pelos candangos que peço, no temor de que cresçam como boçais. E também por Ciro dos Anjos, mortificado pelo risco de voltar, na velhice, às conversas de capiau de porta de farmácia* sobre operações de apendicite pelo espiritismo.Desta cidade-capital, no mês de abril do ano da graça de 1960, augura ao Rei saúde e fraternidade o cidadão Darcy Ribeiro. Darcy dando uma de Pero Vaz-CB 30/01/2010-Márcio Cotrim."*Era praxe,em Montes Claros, às tardes, senhores se sentarem em roda, defronte a farmácia do seu Mário Veloso e alí ficavam de prosa até o escurecer. Local (em frente a farmacia) que aos sábados, ficava intransitável dado o grande número de cavalos amarrados que ali ficavam enquanto os donos se receitavam com o seu Mário Veloso, farmaceutico famoso.


65868
Por Luiz Ortiga - 27/1/2011 22:50:09
Estive hoje a tarde na Praça Maior da Universidade de Brasília - UnB - no Memorial Darcy Ribeiro ou Beijódromo como queria o homenageado. Foi o lançamento de uma coleção de livros de bolso - 10 livros - sobre a vida de Darcy Ribeiro. A homenagem ao ilustre montesclarense transcorria com toda pompa e circunstância, com a presença do magnífico reitor e várias autoridades desta República, tornou-se uma sessão se saudades e muito choro. Foi muito bonita.O Darcy, como foi dito, pareceu El Cid, Campeador que mesmo morto, venceu os mouros. Mesmo morto, conseguiu a construção do centro de atividades onde houve a solenidfade que foi a primeira naquela edificação do famoso arquiteto Lelé, amigo do Darcy, com uma presença que deixou o auditório lotado e belas lembranças do homenageado que deixou a todos muito sensibilizados. O povo de Montes Claros se sentiria orgulhoso presenciando a cerimônia que homenageou o filho ilustre e que transmitocom orgulho.


65804
Por Luiz Ortiga - 25/1/2011 22:19:34
O povo que preserva o seu passado é um povo que tem o seu futuro garantido.O fato do montesclaros.com"com a sua seção Efemérides, de grande significância histórica para a cidade, para a região e para os filhos de Montes Claros.Junte-se ao grande serviço prestado pelos grandes Hermes de Paula e Nelson Viana a cooperação da memória viva sempre prestada por d. Ruth Tupinamba numa participação sem preço neste mural com as história e estórias da cidade. A lembrança do colégio D.Bosco e a sua diretora d. Alice Neto, foi uma volta ao passado e que dezenas de vetustos cidadãos fazem ao início dos anos 40 àquele prédio amarelo defronte à Congregação Mariana. Ali aprendemos realmente os primeiros ensinamentos escolares e de postura.
Carneirinho, carneirão
Olha pro ceéu, olha pro chão...
Aquelas criasnças sabiam que o Sr. Raimundo Neto era o dono do curtume e que este ficava lá para os lados do Melo. Era apenas um curso0 infantil, mas alí aprendemos para o resto das nossas vidas, as primeiras noções do ABC, a usar os talheres, comer com a boca fechada...
Grandes eternas lembranças d. Ruth.


65730
Por Luiz Ortiga - 22/1/2011 00:43:31
Guardadas as devidas proporções, a gente se lembra da voracidade dos grileiros de terras que não se importam, querem avançar sempre. Mesmo onde o terreno não permite construções, como o ocorrido há pouco tempo atrás quando quiseram construir no sopé dos montes que dão nome a cidade. A grande verdade é que se não houver posturas municipais que interditem quaisquer tentativa desses irresponsáveis, veríamos edificações serra acima e o que é pior, a natureza que não perdoa e sempre cobra,logo estaria levando tudo de roldão, morro abaixo. Outra tragédia. A gente na vida deve estar sempre no lugar certo na hora certa, masa de vez em quando dá umas bobeiras. Lá em Nova Friburgo,tinha um hotel bacana (eu disse tinha...) e resolvi passar o Natal lá há dois anos atrás. A locação do hotel éra precisamente no leito do rio que levou tudo.Temos que preservar a nossa cidade, a natureza e a vida daqueles irresponsáveis que não nada respeitam e teimam em construir em locais interditados pelas leis municipais.


65644
Por Luiz Ortiga - 19/1/2011 21:55:58
A rua Cel.Celestino prestou um serviço enorme a Montes Claros. Passou a ser uma via de integração entre o centro e vasta região noroeste da cidade, Cedro,Pequi e cidades vizinhas (Miralta-Mirabela, etc). Ali foram construidos dois casarões que marcam a arquitetura da época. O casarão dos Maurício e o que teve várias serventias. Na minha época de criança foi o "quartel" dos escoteiros e lobinhos.Mas creio que o prédio ficou mais conhecido depois como Escola Normal. Mas o importante é que por aquela rua se acessava a ponte do rio Vieira. Essa ponte é bem o retrato de uma época, com toda a serventia prestada. Já em 1952, quando a turma do Colégio Diocesano foi à Januaria, em viagem de recreio e despedida. O caminhão tipo "pau-de-arara" que nos levou, teve que passar por baixo da ponte que dava vau, pois a ponte já não suportava o peso do caminhão que devia ter uma carga total de umas 5 toneladas. Havia também o armazém Queiroz, à esquerda de quem a descia. Na placa dizia que vendia "queirozene".




Selecione o Cronista abaixo:
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Alberto Sena
Augusto Vieira
Avay Miranda
Carmen Netto
Dário Cotrim
Davidson Caldeira
Efemérides - Nelson Vianna
Enoque Alves
Flavio Pinto
Genival Tourinho
Gustavo Mameluque
Haroldo Lívio
Haroldo Santos
Haroldo Tourinho Filho
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Previsão é de pouca chuva hoje (2 milímetros) e amanhã (5mm) em M. Claros. Ontem, choveu 2mm

27/11/14 - 11h50
"...portadora de deficiência mental , ela saiu da sua residência no bairro Cintra ontem (26/11/14) no período da tarde. Ela está com um bebê de nove meses de idade, filha dela (...). As características físicas são..."

27/11/14 - 11h
Câmeras filmam assalto contra loja de eletrônicos, perto do prédio da Prefeitura de M. Claros, às 10 horas da manhã

27/11/14 - 10h30
"Aí ele me tirou da pista de dança e perguntou onde eu tinha aprendido a jogar basquete. Respondi: com Zim Bolão, lá na Praça de Esportes"

27/11/14 - 10h
Pelé segue internado com infecção urinária, toma antibióticos e não tem previsão de alta

27/11/14 - 9h
Guarda compartilhada dos filhos, quando não há acordo entre os pais, espera só a sanção

27/11/14 - 8h
Presidente de Câmara paga diárias fantasmas aos vereadores, salta muro e foge de pijama para não ser preso

27/11/14 - 7h
Atlético quebra jejum (de 43 anos) e conquista 1º título nacional desde 1971


26/11/14 - 20h57
Fraude contra o Enem, ramificações em M. Claros: "O grupo utilizava um moderno sistema de transmissão de dados, importado da China, além de micropontos eletrônicos que eram colocados na orelha dos candidatos"

26/11/14 - 18h02
7,6 trilhões de dólares da riqueza mundial estão em paraísos fiscais – revela estudo

26/11/14 - 17h
Levir Culpi acredita que Atlético terá de fazer jogo “épico” hoje para levar título da Copa do Brasil

26/11/14 - 16h00
Goleiro Bruno voltou ontem de Francisco Sá para Contagem, depois de esgotada a estratégia de, condenado por assassinato, retornar ao futebol - no caso, em M. Claros

26/11/14 - 16h
Moreno valoriza malandragem em decisão da Copa do Brasil contra o Atlético

26/11/14 - 15h
Manchetes dos jornais: “Governo prepara volta de tributo de combustíveis” - “Levy se reúne com Dilma e prepara pacote fiscal”

26/11/14 - 14h
Teto das aposentadorias do INSS deve subir para 4.673 reais em janeiro

26/11/14 - 13h
Atleticanos jogam purpurina rosa no entorno do Mineirão em resposta ao milho despejado no Horto

26/11/14 - 12h17
Coluna da revista Veja confirma que os dois médicos cubanos desaparecidos em Montes Claros fugiram mesmo para os Estados Unidos

26/11/14 - 12h
Minas lidera ranking de exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias federais

26/11/14 - 11h03
Assaltantes exigem chave de escritório e trancam vigilante de posto de gasolina na cozinha, em avenida central de M. Claros

26/11/14 - 10h46
"...voltamos mais de 5 km, percorremos a pé com lanterna e não a encontramos. Estamos desesperados e solicitamos, por gentileza, que os senhores anunciem, caso alguém a tenha visto, viva ou morta, por favor nos fale. Não estamos suportando a angústia"

26/11/14 - 10h15
"Faleceu hoje o lendário João Silva Prates, o Zim Bolão. Durante décadas, manteve o Bar do Zim Bolão, na Rua Simeão Ribeiro, para aonde acorriam cronistas do cotidiano para saber da última ou comentar o passado, o presente e o futuro"

26/11/14 - 10h
Vidente volta atrás e diz que avião não vai mais cair, depois que a empresa substituiu o aparelho

26/11/14 - 9h
Choveu 10mm ontem em M. Claros e dia segue nublado, com previsão de mais 9 milímetros, hoje

26/11/14 - 8h
Tremor de 4,6 graus agora ocorre no Amazonas, na divisa do Acre, fronteira com o Peru

26/11/14 - 7h
Lei que dá alívio de 500 bilhões a estados e municípios está em vigor


25/11/14 - 18h
Justiça Desportiva vai investigar denúncia de Felipão de que G-4 do Brasileirão é carta marcada

25/11/14 - 17h
OCDE aponta modesta recuperação da economia do Brasil. Deve crescer 0,3% em 2014

25/11/14 - 16h
Manchetes dos jornais: “Fraude em vestibulares sustentava vida de luxos” - “Corrupção na Petrobras teve até recibo de propina” - “Nordeste já enfrenta a pior seca em 60 anos”

25/11/14 - 15h
Brasil enfrentará Colômbia, Peru e Venezuela na fase de grupos da Copa América

25/11/14 - 14h
Ligação de celular no Brasil está entre as mais caras do mundo – divulga União Internacional de Telecomunicações

25/11/14 - 13h
Pela meteorologia, há 72% de chances de chover 17 milímetros, hoje, em M. Claros. Ontem, choveu só 5mm

25/11/14 - 12h
Em rua perto do Parque de Exposições, às 4h30m da tarde, homem entrega moto e malote sob ameaça de revólver

25/11/14 - 11h
Dois pistoleiros chegam de bicicleta e matam rapaz de 17 anos que estava com a namorada

25/11/14 - 10h
Indenização pela morte do cantor João Paulo, em 1997, agora é reduzida. Nova sentença entende que ele também teve culpa

25/11/14 - 9h30
Concurso de 600 vagas para agente da Polícia Federal é retomado e prova será dia 21 de dezembro

25/11/14 - 8h
Cruzeiro entra com recurso e só aceita entregar ingresso para torcedor do Atlético por mil reais. Judiciário nega

25/11/14 - 7h
Pelé volta a ser internado em S. Paulo, agora com infecção urinária


24/11/14 - 18h08
Cruzeiro iguala São Paulo como "soberano" em pontos corridos no Brasileirão

24/11/14 - 17h
Técnico do Atlético mira decisão da Copa do Brasil e só se preocupa com o Galo

24/11/14 - 16h
89% dos brasileiros acham escola pública violenta. Agressão verbal e física são os tipos de violência mais relatados

24/11/14 - 15h
Manchetes dos jornais: “O Brasil azulou - Cruzeiro conquista o tetra com duas rodadas de antecedência” - “EUA ameaçam com cadeia envolvidos em corrupção” - “Quem começou a contribuir tarde pode aumentar a aposentadoria”

24/11/14 - 14h
Brasil cai 4 posições e fica em 52º em ranking global de talentos

24/11/14 - 13h
Com rosto encoberto, ladrões amarram vigilante, assaltam cooperativa e tentam levar carros

24/11/14 - 12h
Supremo barra cobrança antecipada de ITBI. Decisão não cabe recurso

24/11/14 - 11h
Dia começa com chuvinha em M. Claros. Há 60% de chances de chover 10 milímetros hoje e 3mm amanhã

24/11/14 - 10h
Batida entre carro e caminhão mata mulher motorista perto de Francisco Sá, durante chuva

24/11/14 - 9h
Aposentado de 1 salário mínimo receberá a segunda parcela do 13º a partir de hoje

24/11/14 - 8h
Imprensa internacional repercute o 4º título do Brasileirão conquistado pelo Cruzeiro

24/11/14 - 7h
Brasil é o 11° país mais inseguro do mundo. Veja a lista dos 30 mais perigosos – segundo Índice de Progresso Social


22/11/14 - 18h
Mesmo perdendo ou empatando com o Goiás, Cruzeiro pode confirmar amanhã 2º título seguido do Brasileirão

22/11/14 - 17h
Técnico confirma time reserva do Atlético, no jogo de hoje, às 19h30m, contra o Internacional. A 98 FM vai transmitir

22/11/14 - 16h
Em rodada que o Cruzeiro pode ser campeão, Brasileirão tem dois jogos hoje e 8 amanhã

22/11/14 - 15h
Manchetes dos jornais: “Planalto vaza nomes, Bolsa sobe, mas Dilma não confirma” - “Deputados pressionam governo com aumento para aposentados” - “13º de aposentados injeta R$ 15 bilhões na economia”

22/11/14 - 14h
Meteorologia prevê 3 milímetros de chuva hoje, 5mm amanhã, 2 segunda, 8 terça e 10, quarta, em M. Claros

22/11/14 - 13h04
Concurso da Unimontes recebe 4.503 inscrições para 637 cargos de professor. Provas começarão dia 10 de dezembro

22/11/14 - 12h
Mega-Sena paga hoje 135 milhões de reais, o maior prêmio da historia dos concursos regulares. (E os nºs sorteados foram 07 - 24 - 28 - 46 - 53 - 56. Dois ganharam)

22/11/14 - 11h
14 mil estudantes farão provas do PAES, neste domingo, em M. Claros e em outras 12 cidades

22/11/14 - 10h
Os assaltos - do carro Polo ao ladrão que entrou em casa e foi dominado

22/11/14 - 9h
Justiça Desportiva acata pedido do Atlético e obriga Cruzeiro a ceder 10% dos ingressos da final

22/11/14 - 8h
Homem de 57 anos, condenado à morte por homicídio, é declarado inocente e libertado - após 39 anos na cadeia

22/11/14 - 7h
Vacinação contra poliomielite (dos 6 meses a 5 anos) será hoje, das 8h às 3 da tarde


21/11/14 - 18h
Por Ronaldinho, time africano muda de nome e vira Clube Atlético Mineiro

21/11/14 - 17h
Ter casamento ruim pode aumentar o risco de desenvolver problemas cardíacos – conclui pesquisa

21/11/14 - 16h
Cruzeiro terá, pelo menos, dois desfalques para jogo contra o Goiás

21/11/14 - 15h
Estudo mostra que obesidade já custa ao Brasil 110 bilhões de reais

21/11/14 - 14h
Manchetes dos jornais: “Economia fraca e dólar forte derrubam lucros” - “Segurado já pode consultar segunda parcela do 13º do INSS”

21/11/14 - 13h
Previsão é de 2 milímetros de chuva hoje, 2mm amanhã, 2mm domingo, 10 segunda e 10 terça em M. Claros

21/11/14 - 12h06
"Na batalha de Montes Claros, (...), o exército português alinhou cerca de 20 mil homens, enquanto os castelhanos avançaram com mais de 25 mil"

21/11/14 - 12h
Com carga reduzida, Atlético pode ter apenas 923 ingressos em final da Copa do Brasil

21/11/14 - 11h53
"...avistaram os dois touros que foram descritos como os de rodeio, por não terem chifre, e que teriam fugido de um caminhão que os transportava (...). Os militares desta cidade chegaram com fuzis 556 e descarregaram as armas nos touros, que ainda assim não caíram. Até que, com uma pistola mais precisa, um policial conseguiu..."



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