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Luiz Ortiga
ortigaluiz@ig.com.br
75459
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Luiz Ortiga
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21/5/2013 14:24:49
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| Na mensagem 75455, o jornalista José Prates levanta um problema que aflige Montes Claros e de solução complexa. Trata-se do aspecto urbano da cidade em relação a uma população sempre crescente e com a necessidade de espaços para novas construções e pior, adaptar o trânsito de pessoas de de veículos à nova realidade. Montes Claros é uma cidade que inicialmente como vila na época colonial, vem crescendo paulatinamente, mas com o traçado da cidade voltado para as necessidades da época que no máximo atendiam carros-de-bois. Nunca houve uma preocupação maior com o traçado da cidade. É do nosso conhecimento e nunca foi dado ao conhecimento público os planos diretores já contratados e elaborados por solicitação da Prefeitura, na gestão de vários prefeitos. O último Plano Diretor elaborado foi da lavra do mestre Jaime Lerner (mestre porque foi meu professor na UnB), mas também não conhecemos o seu conteúdo. Vazou que a sugestão do Jaime era dar ao transeunte, ampliando as calçadas e deixando tão somente a faixa de 3,50m centra para os caros numa via de sentido único. A gente imagina o fato de um carro com problema mecânico ou sem combustível, Está feito o caos. Para um problema sério como este, lembramo-nos do prefeito Pereira Passos no Rio, abrindo as avenidas centrais no início do século passado. A peste e a falta de higiene levou-o a ser radical. Lembramos também do urbanista Georges Eugene Haussmann na época do Napoleão em Paris, abrindo largas avenidas. Neste caso foi por motivos militares que via as ruas largas facilitando o deslocamento de tropas e contra movimentos populares ao governo. No nosso caso de Montes Claros, temos um grande problema a resolver: como ser radical numa urbanização? E a preservação da memória da cidade? Confesso que sinto falta do Mercado Central e do meu Colégio Diocesano e a Congregação Mariana na Av.Cel.Prates. Para uma solução radical haja dinheiro para desapropriações e construção de uma nova "urb"voltada para a modernidade que a cidade demonstra vocação. O jornalista levantou a "lebre". Trata-se de problema que jamais será da unanimidade da população, mas terá que ser enfrentado com soluções inteligentes e participação de todos, o que é imprescindível.
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75442
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Luiz Ortiga
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17/5/2013 19:50:49
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Reportando-me à mensagem 75433,onde Jú recita a poesia do Alphonso de Guimaraens. Lembre-me do nosso Gremio no Colégio Diocesano, onde o aluno tinha que fazer uma "performance" no palco. Lá subiu um colega, famoso pela timidez e nervosismo. Ao declamar a citada poesia que em essência é triste. O colega dizia:"Quando Ismália enloqueceu, pôa-se na torre a sonhar: Viu uma lua no céu ( e apontava o chão), viu uma lua no mar (apontava o céu). Evidentemente, a platéia que era só de moleques e foi uma gargalhada sem fim. São lembranças do velho Colégio Diocesano de uma velha Montes Claros...
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75421
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Luiz Ortiga
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14/5/2013 10:36:13
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| ontem recebi ligação do amigo genival tourinho convidando-me para o lançamento do seu livro baioneta calada, baioneta falada". o lançamento dar-se-á no dia 21 de maio próximo, terça-feira, às 18.00 horas no salão verde da câmara dos deputados aqui em brasília-df. repasso o convite aos amigos montesclarenses que estejam por aqui nessa data.vamos lá prestigiar o conterrâneo
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75342
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Luiz Ortiga
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1/5/2013 14:08:07
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Na década de 50, era comum em Belo Horizonte, na Praça Raul Soares, toda quinta-feira, a exibição do famoso Cine Grátis. Como o nome diz, era a exibição gratuita e em tela de 16mm filmes documentários, desenhos, publicidades e demais passatempos que reunia grande quantidade de pessoas. Nos bailes, se as meninas perguntassem ao rapaz o que ele fazia na vida(?), era a coisa mais engraçada por lá o rapaz dizer que era baleiro ou lanterninha do Cine Grátis. Tempos depois conheci o cidadão que gerenciava essa atividade. Mas o mais interessante disso tudo é que em Montes Claros, na Praça Dr.Carlos, na época da 2ª Guerra Mundial, às noites, uma vez por semana, também eram projetadas notícias da guerra. Guerra essa que tinha participação de um filho da terra, o cabo Santana que viria a falecer em combate. A audiência dessas projeções era imensa, inclusive prestigiada sempre com a presença do estimado bispo Dom João Pimenta que era extremamente simpático com quem o procurasse a todos atendia. Era realmente simpático. As projeções patrocinadas pelos americanos, certamente eram pioneiras e antecederam em muito o famoso cine Grátis que pessoal da capital achava o máximo. As projeções eram próximas ao caramanchão existente, perto da pérgula que exite ou existia ao lado do ponto de táxis. Eu era um moleque e residia na rua Padre Teixeira, certamente estava ali com um adulto, pois as seções era noturnas e não tinham censura. Quando aparecia uma fortaleza voadora, aviões imensos para a época, reconhecíamos que eram aqueles mesmos que sobrevoavam Montes Claros, passavam bem alto, mas mesmo assim sabíamos que eram eles. Nos lembravam que estávamos naquela aventura e tínhamos filhos da terra lá. Outro fato inesquecível para mim que tinha pavor da guerra era o fato do Sr. Valeriano Lopes, colocar o seu potente rádio Philips, ligado à baterias de carro, no batente da janela da sua casa. Isso se dava diariamente às 11 horas. Transmissão da Itália para o Brasil. Tocavam inicialmente o hino dos Pracinhas, era um choro só. "Por mais terra que eu percorra, não permita Deus que eu morra, sem que volte para lá. Sem que tenha por divisa este V que simboliza a vitória que virá". Quando as notícias eram boas, como vitórias em batalhas, ocupação de cidades, etc. as pessoas se encaminhavam para a Praça da Matriz, onde em frente havia um cruzeiro de madeira. Ali eram despejados quilos e quilos de fogos. Era o ponto que ficou estabelecido para as comemorações . O V que se refere a música é pelo fato da tropa brasileira pertencer ao Quinto (V) Exército americano. A morte do Cabo Santana foi um misto de tristeza geral e orgulho dos montesclarenses. Esta cronica, a escrevi em memória do Cabo Santana que cumprindo o que pediu o seu pai em carta que nem chegou até suas mãos, morreu antes, em combate sem desonrar a sua terra natal, seus pais, seus conterrâneos, como pedira o velho Santana. Glória eterna a este herói de Montes Claros. Amém.
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75301
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Luiz Ortiga
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25/4/2013 13:48:40
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| Por incrível coincidência,dessas inexplicáveis - nos dias de ontem e hoje - cronistas do quilate de um José Prates, Wanderlino Arruda e dona Ruth Tupinambá Graça,por ordem cronológica de apresentação dos artigos, reuniram-se no nosso mural "montesclaros.com" e nos deliciaram com reminiscências da Montes Claros de ontem. O Wanderlino Arruda, contemporâneo de Colégio Diocesano, dentre muitos estabelecimentos, nos relembra o Bar do Sr.Tito,pai do Geraldo Barata, Zé Augusto e da Zermbla, creio, onde íamos "titubear"(tomar bear no "seu" Tito). Havia uma loja na rua Semeão Ribeiro, Casa Sta.Terezinha, onde se vendiam imagens de santos. o proprietário era o Sr.Firmaino que a turma chamava, não sei o porquê de Firmino Paco-paco. Ao lado, uma alfaiataria onde trabalhava o Zoím, jogador do time Janízaros que veio jogar em M.Claros e por cá ficou. Em frente, a barbearia Líder que era um luxo só para nós. Por uma coincidência mesmo, estava eu com o livro do Dr. Hermes, Montes Claros, Sua história, sua gente e seus costumes nas mãos e me transportei de vez para a querida terra que não saí das nossas mentes. Ainda bem.
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75261
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Luiz Ortiga
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20/4/2013 19:45:06
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| Desejo fazer uma pequena corrigenda na minha mensagem de nº75254: o nome do gerente do então banco "Hyphotecário de Minas Geraes" era Armando.Peçamos a Deus que a mensagem de nº75255 do Sr.José Ponciano Neto, esteja certa e que os anjos digam amém.Deus proteja Montes Claros das forças da natureza.
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75254
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Luiz Ortiga
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20/4/2013 10:02:30
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| Nesta época de outono, final do período das águas e início do frio, lembrei-me de uns tempos de final da década de 40 e começo de 50, onde a nossa juventude reinava absoluta em Montes Claros. Foi a época dos bailes na casa da Norma, filha do Sr.Alcides, gerente do banco Hipotecário, rua Dr. Santos, esquina com Padre Augusto, sobre-loja. Comum também eram os bailes na casa do Gilberto, irmão do Marco Antonio e do Pedrinho, filhos do Sr.Benjamin e d.Palmira. José Gilberto Veloso dos Anjos, amigão inteligente, excelente nadador, formou-se em medicina, vindo a ser grande cardiologista e pena que a morte o levou cedo. Lembrei-me disto pelo fato de no dia 18 passado, o Gilberto estaria fazendo 76 anos e com certeza teríamos um baile em grande estilo. Foram tempos bons da cidade, tempos que não voltam mais com aquelas meninas lindas que participavam dos bailes e eram a razão de tudo. Só saudades.
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75098
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Luiz Ortiga
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9/4/2013 20:31:47
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| Um ponto de referência imperdível para quem deseja se atualizar com os últimos acontecimentos de Montes Claros, lembranças do passado, testemunhar a falta de preocupação e compromisso com a história patrimonial da cidade é dar uma lida no mural montesclaros.com. O mural, sem similar no país, é um informativo dos mais fidedígnos, expressa a voz popular e de montesclarenses que se preocupam com o passado, presente e futuro da cidade. Uma dádiva o mural. Muito importante as participação do prof.Davidson Caldeira, do jovem ucho Ribeiro e do amigo Haroldo Tourinho. Para os planos urbanísticos já elaborados, o prof. se esqueceu do último, elaborado pelo Jaime Lerner, contratado pelo último prefeito e que não foi dado ao conhecimento da população é o que me consta.
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75021
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Luiz Ortiga
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4/4/2013 19:38:51
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| Acabo de receber convite do João Carlos Sobreira de Carvalho, colega de turma no Diocesano famoso e inesquecível, o teor do convite é o encontro da nossa turma em meados de agosto, quando reuniríamos o agradável ao agradável, revendo as festas dos catopês, marujos e caboclinhos. O convite é um primor. Noa sensibilizou, pois estas festas de agosto nos removem à nossa infância e juventude. Uma amiga me informou que hoje é possível participar dos festejos, basta adquirir as vestimentas e os adereços do grupo desejado e é permitida a participação. Para mim, é tarde demais: o meu grande desejo quando criança era sair á frente dos marujos, era o calafate, vestido com aquela roupa bonita azul e portando o estandarte dos mesmos, dançando e provocando nos demais meninos a maior inveja. Pena que o tempo passou...De qualquer modo é razão para retornar a Montes Claros em agosto. Matam-se saudades, da cidade, dos amigos dos festejos. É imperdível.
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74726
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Luiz Ortiga
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5/3/2013 23:13:17
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| Hoje, dia 5 de março, é dia de prestarmos nossas homenagens ao cronista de Montes Claros, MAGNUS MEDEIROS. Um aniversário que não ´podemos deixar passar em branco em razão da importância do Magnus na divulgação dos fatos sociais e na organização de festas que elevam o padrão ao nível das grandes cidades do país. Isto o Magnus faz de há muito tempo e com a sua proverbial classe. Alio-me aos demais amigos que nesta data prestam a ele as homenagens merecidas. Parabéns!.
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74666
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Luiz Ortiga
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26/2/2013 11:54:51
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| A Polícia Militar de Minas Gerais está na berlinda em Montes Claros.Isto em função do reconhecimento da população pelo bom trabalho executado no seio da comunidade, mantendo a ordem pública que é um dos seus fins, dentro de um clima que visa a obediência à legislação vigente, principalmente a Lei do Silêncio que vem sendo sobremaneira desrespeitada na cidade.Agora cabe à valiosa PMMG a manutenção da obediência à lei do silêncio por parte daqueles que teimam em desacatá=la e sempre nas mesmas áreas, para desespero dos moradores. Parabéns PMMG.
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74596
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Luiz Ortiga
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19/2/2013 10:07:56
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| Reporto-me à mensagem 74576, na qual o emérito jornalista Wanderlino Arruda faz comentários sobre lembranças que escrevi neste mural. Agradeço, por informar-me que o João Leopoldo reside hoje em Goiania. Já é uma boa pista. Logo algum amigo nos dará o endereço completo dele. Irei visitá-lo. Já a confusão que fiz das ruas é imperdoável. Realmente é a rua D.João Pimenta.A rua Barão do Rio Branco é a paralela que fica atrás. Temos que tomar mais cuidado com informações aqui neste MURAL, pois os leitores e colaboradores estão atentos. Justo por isso, só temos a agradecer.
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74573
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Luiz Ortiga
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16/2/2013 20:55:14
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Histórica a crônica de d.Ruth Tupinambá. Memória viva da história da cidade. O fato relatado com minúcias é conhecido por nós todos, mas só de ouvir dizer. Agora sim, relatado por uma testemunha ocular da história é diferente. D.Tiburtina ficou famosa e era referencia de mulher corajosa. Lembro-me que no início da década de 50, aluno do Colégio Diocesano, era colega do João Leopoldo França, neto da d.Tiburtina.O João Leopoldo que não sei onde anda, possuia um vozeirão que encantava a todos nós. Naquela época nossa luta era vencer aquelas matérias difíceis que iriam cair nas provas parciais.Combinamos estudar juntos naqueles dias e o local seria a casa do João Leopoldo que residia numa casa de esquina na Av.Francisco Sá com rua Barão do Rio Branco. Próxima da estação da EFCB. Portanto, bem perto do local onde ocorreram os fatos relatados pela d.Ruth. Estávamos nós estudando quando fomos convidados pela d.Tiburtina, com a maior simplicidade, para o lanche da tarde. Café com leite, bolos e biscoitos feitos por ela, deliciosos e inesquecíveis. Naquele momento pensei do privilégio e importância de ser servido por uma mulher que era parte da nossa história da cidade.
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74202
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Luiz Ortiga
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3/1/2013 12:28:59
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| Mensagem ao Prefeito Ruy Muniz. Sr. Prefeito, nós montesclarenses ausentes enviamos votos para que faça um governo profícuo e de plena aceitação de toda população. Montesclarense ausente é um eufemismo, uma expressão questionável, uma vez que como diz a máxima:"Nós saímos de Montes Claros, mas Montes Claros não saí da gente". Uma realidade insofismável e que mais se confirma e com grande realidade. Relembramos sempre o passado, temos apreensão pelo futuro e torcemos para que o presente seja se grandes realizações. Sou arquiteto urbanista e trabalhei sempre na área aeroportuária. Dos últimos trabalhos, foi a fiscalização da elaboração de Planos Diretores Aeroportuários, onde se destacou a Plano Diretor para o aeroporto de Montes Claros, considerado como uma fonte de referência exemplar para os demais Planos Diretores. Permita-me sugerir sejam consideradas as sugestões contidas no Plano de Modernização de Montes Claros, elaborado pelo Professor Jayme Lerner e equipe na gestão passada. e que teve custo considerável para os cofres municipais. Pelo que sei, não foi dado ao conhecimento público o seu conteúdo, mas o prof. Jayme Lernes que também foi prefeito de Curitiba, onde executou urbanização das mais louváveis e inesquecível para a população. Esse mestre foi meu professor na UnB e tenho certeza que das sugestões contidas no Plano de Modernização para Montes Claros, hajam sugestões de pronta execução. Da nossa parte, sugerimos a modernização de praças, com destaque para a praça Dr. Carlos com ajardinamento, ampliação e recuperação de calçadas, pontos de ônibus com sanitários e bancos para os usuários. Enfase no transporte urbano. Ampliação dos calçadões no centro, como o da rua Semeão Ribeiro. Cobertura desta rua citada com telhas translúcidas. Colocação de esculturas pela cidade, plantio (arborização) de árvores, colocação de relógio na parte central (onde andará o velho relógio do mercado?). Dentre as muitas ideias, se faz necessária a preservação de nossas edificações públicas e privadas, preservação da nossa Praça de Esportes de muita cobiça espúria. Enfim, preservação do nosso patrimônio. Desejo muito sucesso à sua administração e que ela seja um marco inesquecível para nós como foi as administrações do Dr. Santos, Dr. Alfeu e Cap. Enéas.Deus ajude o seu trabalho.
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74159
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Luiz Ortiga
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30/12/2012 18:37:07
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| Enviei a mensagem e o "Correio Brasiliense", órgão maior da imprensa do DF publicou na data de hoje, domingo, 30 de dezembro de 2012:tremores e temores. - Montes Claros, progressista cidade do norte de Minas Gerais, com quase 400 mil habitantes,importante pólo de desenvolvimento da região, se encontra abandonada à própria sorte. Explico: há quase um mês vem ocorrendo abalos sísmicos na cidade, que têm chegado até a mais de 4 na Escala Richter. Esses fenômenos da natureza levaram à cidade técnico da UnB com equipamentos. Eles andaram registrando os movimentos, as coisas estão acontecendo, mas o lamentável é que a população continua desinformada. Nada, absolutamente nada é dito ao povo e isso vem causando um transtorno imensurável à cidade, uma vez que a indústria da construção civil está às moscas; os investimentos paralisados. O temor é geral e não se tem uma orientação técnica, nada. o governo da Presidenta Dilma poderia dar uma ajuda àquele povo sofrido, enviando técnicos e tudo o mais que uma situação destas requer. Aqueles nossos irmãos brasileiros ficarão agradecidos.
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73661
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Luiz Ortiga
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27/11/2012 22:26:58
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| Próximo sábado, dia 1º de dezembro, às 19.00 horas,na capela do Colégio Imaculada Conceição, será rezada missa de ação de graças pelos 60 anos de formatura dos alunos do Colégio Diocesano Nossa Senhora Aparecida. A missa será também em intenção das almas dos colegas já falecidos pelo que convidamos todos os familiares. Motivo para retornarmos a Montes Claros para matar as saudades que são grandes.
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73616
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Luiz Ortiga
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20/11/2012 19:32:51
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| A discussão a respeito da eliminação da frase "eu Deus eu confio" nas notas circulantes no nosso Brasil não é tão simples assim.No PREÂMBULO da Constituição da República Federativa do Brasil esta:"Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembléia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança e o bem estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida na ordem interna e internacional com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos sob a proteção de DEUS, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL. E agora? Será que não vão querer a proteção de DEUS? Uma coisa é certa, o Brasil não é um país ATEU.
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73611
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Luiz Ortiga
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20/11/2012 12:50:49
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| Moro em Brasília/DF desde o início da universidade criada pelo Darcy Ribeiro, a UnB. Tenho observado a cidade crescer e mesmo seja planejada,somos surpreendidos com fatos inusitados como a chuva que caiu aqui ontem. Os bueiros e bocas de lobo foram insuficientes para escoar o alto índice de chuva e logo vimos carros boiando nas passagens de nível e tesourinhas (acessos às vias maiores). Bombeiros para todos lados e chuva caindo. A solução será a limpeza geral das tubulações, certamente obstruídas pela terra e pelo lixo jogado pela população e mais o maior dimensionamento dessas tubulações, pois a natureza está mudando. Nessas horas, lembro-me de Montes claros. A cidade está crescendo e já houve casos de chuvas anormais e a avenida sanitária ficar totalmente inundada. A outros pontos críticos e que o prefeito que está assumindo agora monte sua equipe para evitar que esse mal anunciado venha, amanhã, prejudicar a nossa população, após chuvas intensas. a solução está em limpeza da tubulação de escoamento das águas pluviais, melhor dimensionamento desses encanamentos e chamar a atenção da população para nunca jogar lixo fora dos locais apropriados, pois lugar de lixo é no lixo. Ouvi um oficial bombeiro aconselhando: se o meio-fio estiver encoberto pelas águas, não vá. Procure outro caminho.
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73507
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Luiz Ortiga
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14/11/2012 11:02:51
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| Ainda entristecidos com a recente perda do colega e amigo Roberto de Paula Drumond, a turma de 1952 do Colégio Diocesano confirmou a comemoração dos 60 anos de formatura do ginásio. No dia 1º de dezembro, sábado, será rezada uma missa (Capela do Colégio Imaculada) em memória de todos aqueles que já não mais estão entre nós e no dia seguinte, domingo, um almoço de confraternização em conhecido restaurante da cidade.Todos os familiares estão convidados.
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73451
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Luiz Ortiga
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6/11/2012 11:59:30
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| Não sou professor de latim, mas estudei essa matéria no velho Diocesano e como católico, assitia às missas em latim na Matriz e na Igrejinha do Rosário do Padre Marcos, padre Dudú e outros. Só queria dizer que quando a missa acaba, o padre diz: ITE, MISSA EST. Significa: IDE, A MISSA TERMINOU. Não it (it é um pronome neutro da 3ª pessoa da língua inglesa). Só estou corrigindo porque estavam insistindo no erro. Sei que não é simpático fazer isto, mas ....
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73440
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LUIZ ORTIGA
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5/11/2012 22:35:13
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| Ainda aturdidos com o recente falecimento do Roberto de Paula Drumond, a turma de formandos do Colégio Diocesano de 1952, resolveu manter o encontro. Este irá se constituir numa missa dia 1° de dezembro, sábado, na Catedral, ocasião onde teremos oportunidade de rezarmos também por todos aqueles que já se foram e alguns mais recentemente como o João Gabriel, Geraldo Cristiano e Amélia Prates Barbosa. No dia 2/12, domingo, haverá um almoço para "matar saudades", confraternização para manter acesa a velha chama e recordações inevitáveis. Qualquer dúvida, favor dirigir-se ao Paulo Avelar em Montes Claros ou com a Marlene Caldeira em SP, capital. Até lá, se Deus quiser.
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73385
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Luiz Ortiga
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31/10/2012 18:53:29
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Moacyr Lopes - morre mais uma legenda da cidade de Montes Claros. Da mesma geração(décadas de 40 e 50) e amigo dos meus irmãos José Ortiga e Heráclito, foi estudante em Belo Horizonte, época da formação das amizades, incluindo o Francisco (Chico para os íntimos)Lopes. O Moacyr teve vida agitada. Não compartilhei da sua amizade, evidentemente pela diferença de gerações. Tive um encontro com ele que me reconheceu, quando eu a serviço da Infraero estava em Rio Branco no Acre, com obras no aeroporto. Lembro-me do Moacyr, eu ainda criança, na rua Padre Teixeira, região onde residiam os Lopes. Que Deus o tenha para a vida eterna e dê conforto aos seus familiares.
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73334
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Luiz Ortiga
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25/10/2012 20:07:52
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| Com o coração partido, comunico aos amigos e colegas de Montes Claros, contemporâneos de ROBERTO DE PAULA DRUMOND, o seu falecimento ocorrido hoje, à tarde, em Belo Horizonte. Roberto fez parte da turma de formandos do Colégio Diocesano Nossa Senhora Aparecida em dezembro de 1952. Era aluno brilhante. O seu domínio da língua inglesa era visível na satisfação que demonstrava o professor da matéria, Carlyle Teixeira (filho do Dr. Santos). Roberto formou-se em engenharia mecânica e trabalhava para a Petrobrás, onde as torres de petróleo em alto mar eram o seu habitat. Lá em alto mar, estava o montesclarense prestando a sua contribuição ao Brasil.Deixa esposa, Mauricéia, e filhos. Amigo e colega, era dos mais insistentes e participativos para que os colegas de ginásio se reunissem. Agora, no próximo dia 1º de dezembro, comemorar-s-á o 60º aniversário da nossa formatura. Só que agora com os desfalques recentes do Geraldo Cristiano da Rocha, Celso Dutra Nicácio e Amelinha Prates. Desígnios de Deus que com a sua infinita misericórdia, com certeza, os tem à sua direita, para a eternidade.
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73191
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Luiz Ortiga
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9/10/2012 19:55:22
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| Cai uma chuva fina sobre Brasília-DF. Chuva que considero triste. Triste pelas notícias vindas de BH: o colega Roberto Drumond está à morte. Aquele rapaz fortão que fazia com o Hiram de Paula a dupla de beques da defesa do juvenil do João Rebelo de 1950/51. Aquele colega que era "cobrão"no Inglês do professor Carlyle(filho do Dr.Santos, o melhor prefeito que M.Claros já teve). Aquele colega boa praça e brincalhão. Justo agora que a colega Marlene Peres Caldeira organiza a comemoração dos 60 anos da formatura dos alunos do Colégio Diocesano, no dia 1 e 2 de dezembro. Só nos resta pedir a Deus um milagre e que as informações de seu filho sejam contestadas e que o Roberto continue entre nós. Só nos resta rezar, pedir a Deus pelo colega e amigo.
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73000
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Por
Luiz Ortiga
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19/9/2012 18:56:57
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| A FIFA decidiu que o nome da bola da próxima copa do mundo no Rio terá como mascote um tatu-bola. O nome do tatu-bola deverá ser escolhido pela população e para tanto, sugeriu três nomes. Isto tem caudado a maior celeuma. Os nomes sugeridos são AMIJUBI. Este nome estranho é a união das palavras amizade e júbilo. Outro nome é ZUZECO. Combinação de azul e ecologia e a terceira é FULECO. Fuleco é a mistura de futebol com ecologia. Isso tem causado grandes celeumas entre jornalistas e professores de português. Veremos em que vai dar isso. Mas o interessante que outro dia, vi no vidro traseiro de um carro aqui em Brasília a figura de um decalque de tatu e escrito DO BEM. Ao atinar com a mensagem, ri e pensei imediatamente que este deveria ser o nome da bola da copa. DO BEM. Tá tudo bem. Ganharia fácil qualquer concurso.
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72282
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Luiz Ortiga
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18/7/2012 13:33:07
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| Muito triste a notícia do passamento do Lauro Vasconcelos, Laurinho para os íntimos. Fomos colegas nos primeiros tempos da UnB. Lauro frequentava o Instituto Central de Artes, onde era aluno de professores renomados como Athos Bulcão e Alfredo Ceschiatti, entre outros mestres que pontificaram nas artes brasileiras. Em Montes Claros, fomos, quando crianças, vizinhos e fizemos uma boa amizade. No nosso último encontro, lamentei a ele o fato de ter visto uma xilogravura da sua autoria exposta no Centro Cultural e quando voltei lá para adquírí-la, lamentavelmente já tinha sido vendida. Que a família dele tenha a resignação pelos desígnios de Deus e que o mesmo descanse em paz, ao lado direitro de eus pai.
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72084
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Por
Luiz Ortiga
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20/6/2012 20:06:10
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Parabenizo o jornalista José Prates que do alto dos seus 84 anos de sabedoria, comenta na sua cronica de nº 72075 tudo aquilo que nós gostaríamos de comentar. É evidente que adquirir uma área que nem do município de Montes Claros pertence, seria adquirir dor de cabeça e mais a antipatia popular. Agradeço e espero que as autoridades municipais tenham mais juizo doravante. Tomara que o espírito de conservação daquilo que é a história da cidade se preserve e amplie neste momento em que tanto se fala em meio ambiente.
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72085
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Por
Luiz Ortiga
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18/6/2012 23:02:26
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| Ao prefeito Tadeu, sinceros votos de franca recuperação e que Deus esteja realmente no comando, em todos os momentos. Que ao retomar a direção da Prefeitura, após momentos de reflexão, opte por presentear a juventude de Montes Claros com uma Praça de Esportes modernizada, com piscinas olímpicas, novas canchas de tênis, áreas cobertas para tênis de mesa,quadras de basquete e de vôleibol de categoria mais alta. Que Montes Claros volte a ter no esporte amador o respeito que já teve na década de 50. Que haja um programa da Prefeitura que recolha os menores tresmalhados e os oriente na ocupação do esporte e dos estudos, tudo isso mirando numa Montes Claros futura que só no dê orgulho, como no passado.Votos de saúde e paz.
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72007
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Por
Luiz Ortiga
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13/6/2012 20:34:03
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| O Ministério Público do Estado de Minas Gerais deu o seu recado. Somente quem anda rasgando dinheiro deverá apresentar proposta na licitação de amanhã. O Estado de Minas deverá mostrar que é co-proprietário da área da Praça de Esportes e não abrirá mão deste direito que lhe confere desde 1941. E também não deseja abrir mão da área. A concorrência será mais um certame deserto, como se diz nessa área. Felizmente o Ministério Público estava atento, como sempre. Alívio para nós todos.
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71984
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Por
Luiz Ortiga
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11/6/2012 19:00:12
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| Desejo usar este meio de comunicação, com a grande preocupação de que as gerações que virão venham nos taxar de omissos. Trata-se da alienação de parte da praça de esportes pela Prefeitura Municipal de Montes Claros. Que o arrependimento seja a constante nas mentes dos autores dessa loucura. Idêntica à demolição do nosso mercado municipal, do Colégio Diocesano, Igreja do Rosário e tantos outros marcos históricos que aos poucos vão desaparecendo do dia a dia do montesclarense. Temos consciência que não somos gente que não preza a sua história, pelo contrário. Que fique registrado que parte da população de gente de |Montes Claros, inclusive aqueles que estão ausentes, discordam desse ato da Prefeitura. Ao invés de dizer que a área está abandonada, degradada, cabe à Prefeitura fazer a recupera;cão da mesma e entregá-la aos jovens, como foi um dia.
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71932
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Por
Luiz Ortiga
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5/6/2012 10:47:29
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| A mensagem de nº 71908 do jornalista José Prates é mais libelo contra a retaliação da Praça de Esportes. A solução oferecida em relação ao abandonado campo do Ateneu é assunto que deveria ser analisado a quem de direito. Estamos longe, mas atentos aos acontecimentos e com a firme certeza que tal loucura não será perpetrada e que o bom censo volte a reinar nos atos daqueles quer tem a obrigação de manter intactos, mas conservando o nosso patrimônio municipal.
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Luiz Ortiga
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29/5/2012 15:28:53
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| Em um jornal de Brasília um velho jornalista, na sua coluna, escreveu que o Sr. Wilson Ibiapina é o autor da frase "A gente saí do Ceará, mas o Ceará não saí da gente". Fui obrigado a escrever ao jornalista rebatendo-o, dizendo que aqui no "montesclaros.com" somos useiros e vezeiros de usar esta expressão pelo que não concordava com aquela afirmativa.Eu mesmo já a usei aqui, mas não sou o autor e sei que de há muito ela, a frase, é aqui usada pelos que participam deste jornal eletrônico.
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71837
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Luiz Ortiga
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26/5/2012 19:57:31
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| ESPÍRITO DE PORCO- Há pessoas que não tem a menor sensibilidade para ter uma postura sóbria em momentos difíceis ou de pânico. Lembro-me, quando rapazinho aqui em Montes Claros, estava eu no antigo cine Montes Claros, no mesmo prédio onde funcionou por uns tempos a ZYD-7 a RSNM. Ao lado ficava a recém-inaugurada churrascaria do sr. Leon Soltz que colocou Montes Claros famosa uma vez que participou de um programa de alcance nacional ao ser citado como o maior doador de sangue do Brasil. Pois bem, ia o filme pela metade quando o salão do cinema foi tomado pela fumaça da churrascaria. Foi o bastante para um gaiato gritar: FOGO!Houive um pânico e correria geral. Poltronas quebradas. Gente machucada e no final, não tinha sido nada demais, além da fumaça.No momento do tremor de terra,dias atrás, um jornalista amigo, estava no 4º andar do prédio de um "shopping" cheio de gente, quando um tipo gritou que o prédio estava ruindo. Correria geral, escada abaixo. O amigo nem viu a hora em que desceu a escadaria, tal o pânico instalado. Felizmente foi só o susto.Há pessoas que fariam melhor em ficar caladas em certos momentos críticos.
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71283
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Luiz Ortiga
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13/5/2012 10:46:38
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| O mês de maio para mim,embora seja o mês das noivas, o mês de Maria, sempre foi um mês triste. Na minha infância, presenciava a aflição das meninas, com a preparação para coroar Nossa Senhora. Era a oração das 19.00h. A Igreja Matriz ficava lotada . As mães nervosas. os parentes idem. O padre Dudu sabia dar um ar mais solene ainda a cerimônia. Agora, lembrando, dá saudades. Uma cena que me ficou gravada na minha memória foi o dia das mães de 1953. Foi comemorado dia 8 de maio. Estava eu no prédio dos Correios quando me encontrei com duas meninas amigas. Estava eu postando uns envelopes com tarjas negras (convite para a missa de 7°dia). Quando as amigas souberam que estava eu ali, postando convites para a missa de 7° dia era da minha mãe, não conseguiram segurar as lagrimas. Foi uma cena inesquecível.
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71233
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Luiz Ortiga
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6/5/2012 10:12:17
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| O Genival Tourinho foi nosso contemporâneo no colégio Diocesano.Era um ano à frente da minha turma. Tinha 4 listras na lapela e nós tínhamos 3.Naquela época havia, aos sábados o Grêmio Literário que era na Congregação Mariana. Consistia em que cada aluno, caso fosse sorteado, teria que subir ao palco e fazer uma demonstração de suas habilidades:fazer um discurso, recitar uma poesia, cantar ou outra função. O padre Agostinho J. Bechauser ficava numa mesa, era o diretor e o coordenador das atividades. O Genival Tourinho que irá lançar livro em Montes Claros, era figura carimbada no Grêmio. Enquanto nós morríamos de medo de sermos sorteados, pela timidez imensa, ele fazia discursos de improviso, já naquela época. Mostrava o seu pendor para a política. Certa ocasião, não me lembro se pelo teor do discurso ou se pela insistência em falar mais de uma vez, tece um entrevero com o diretor e com todo o colégio assistindo a cena que não estava programada. Somos parentes longínquos, nos damos bem. Já o Mario Tourinho,seu irmão, precocemente falecido, era da nossa idade e era um grande boa praça que Montes Claros toda conhecia. Era muito popular e nos deixou saudades.
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71221
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Luiz Ortiga
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3/5/2012 22:51:34
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| (...) Nestass recordações do Colégio Diocesano, vamos nos lembrar daqueles que foram e são a razão da nossa formação perofissional, os professores. Primeiramente os chefes que eram o Diretor, padre Agostinho J.Beckhauserb e o Monsenhor Osmar Novais. O primeiro lecionava português e francês e este latim. Padre agostinho era dureza, refletia isso nas provas orais de francês, quando nos obrigava a decorar poesias imensas em francês e a da sua preferência era Lachanson de Roland que era a luta dos franceses de Carlos Magnus com os mouros, no desfiladeiro das Termópilas. Recitada a poesia o aluno tinha direito de meter a mão na cumbuca e sortear o ponto para iniciar a prova de gramática, leitura e tradução. Era difícil. já o Monsenhor Osmar tinha consciência de que o latim era matéria difícil para aquela meninada e aliviava de vez em quando. O que o turma gostava mesmo era do estilo do professor Carlyle Teixeira, mestre de inglês. Filho do Dr.Santos, melhor prefeito que Montes Claros já teve, tinha o maior cartaz com a meninada. Usava ternos impecáveis e tinha um jeitão que era meio chegado a um whisky. Achava que se o aluno conseguisse fazer a versão de uma frase do português para o imglês na forma interrogativa, o aluno tinha entendido a estrutura da lingua inglesa. Assim, colocava no quadro-negro 2 frases em português, se acertasse as 2 era 10, uma frase 5 e nenhuma zero. Mais tarde, descobri que tinha colega com trauma de inglês. Mas outros, sairam do Colégio falando fluentemente como o Roberto Drumond. A professora que era nosso xodó era d. Santinha. Professora de Ciências Naturais(Biologia). Com ela eu estudava para não fazer feio. Era só 10. O Hiram de Paula estudava muito também. E a gente nem pensava em fazer vestibular para aquele ramo -medicina, biologia,etc. A professora de matemática era dona Benedita. Não ria, e ditava as aulas. Um dia um colega ficou para trás nas anotações e pediu a ela para repetir. O colega, metido a engraçado disse: "pode deixar que a dona Bené dita. O trocadilho lhe custou caro: foi colocado para fora da sala e se viu apertado nas provas orais. Coligo na prova oral, passou yum problema daqueles clássicos de álgebra. Matei o problema, depois de usar muito giz e o qudro todo. Virou para mim e disse que eu havia colado. Senti que não gostava de mim. Não deu 19, mas 9,5. Era durona. Mais tarde, em BH, na Afonso Pena encontrei-me com ela e foi toda sorrisos. Ainda bem. Outro que nos lembramos com saudades era o "seu`Marino. Sargento Marino que lecionava educação-física. Reunia a rturma e íamos para a Praça de Esportes. Era o máximo. me esqueci de alguns mestres, mas não poderia esquecer da d.Terezinha, professora de desenho. Muito boa praça. Tivemos uma professora de Artes Manuais, era a irmã do bispo. Era tirar nota para melhorar a média. Tinha a mestra de música e o professor de religião o Padre Izidoro. Gordão, imenso e boa praça. Devemos a estas pessoas os nossos eternos agradecimentos e que Deus os tenha com muito carinho, à sua direita para a eternidade todos àqueles que já se foram deixando saudades eternas dos seus alunos.
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71218
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Luiz Ortiga
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3/5/2012 00:39:21
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| Nesta época do ano, a gente retorna ao Colégio Diocesano e relembra que no dia 1º de maio, o Colégio desfilava pela cidade em grande estilo com todos usando o uniforme de gala. O uniforme consistia em calça azul marinho e túnica branca com botões dourados. As moças com saias azuis e blusas brancas com luvar e boinas brancas. Era bonito de se ver. O melhor é que o nosso diretor, o padre Agostinho gostava demais e nos dava o dia 2 de maio como descanso, pois no dia 3 de maio, dia de Santa Cruz, creio que pela 1ª missa rezada no Brasil, havia novo desfile. As nossas familias ficavam acenando e nos apontando para os amigos. Era o maior garbo. Na frente de quase mil alunos ia o cabo Piloto com a sua corneta e o Dedeto (irmão da Amelinha) tocava o tarol ajudados por alguns alunos maiores que tocavam os tambores. Era emocionante e nos deixam a todos saudos daqueles tempos mágicos do Colégio Diocesano.
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71211
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Luiz Ortiga
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1/5/2012 19:20:08
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| Uma colega me pede para contar "causos" ocoridos no nosso querido e inesquecível Colégio Diocesano de tantas saudades. E nada melhor que o "montesclaros.com" para ser o mensageiro das memórias de uma época. Vamos lá: A esperteza e por que não dizer a inteligência se mostra nos momentos de aperto e essa não foge à cunha de esperteza. O padre Agostinho J.Beckhauser, que era o nosso professor de português, além de ser o diretor do Colégio, iniciava uma prova mensal da 4ª série. Uma das questões era uma análise sintática de um frase dada. Valia belos 5 pontos. A frase foi, "Deus criou o mundo". Bastava analisar palavra por palavra, qualificando-a. Tínhamos um colega muito esperto e não muito chegado a estudar. Naquele momento, analisou que o professor era um padre e nada melhor que fazer uma boa média com ele, o padre. Fez a análise dizendo ser a palavra Deus um substantivo. Mas substantivo concretíssimo! Tirou 10.
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71203
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Luiz Ortiga
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30/4/2012 21:05:53
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| Montes Claros tinha coisas que a meninada de hoje nem pode imaginar. A cidade não era pavimentada e a poeira fazia parte do nosso dia a dia. Para amenizar um pouco a poeira, a Prefeitura possuía um caminhão-pipa que esguichava água, numa espécie de chuveiro e ia andando devagarinho pelas ruas. O pessoal achava que aquilo era uma fonte de doenças, mas para nós moleques era uma festa. A gente ia atrás, molhando os pés e nem ligava para a poeira que ia levantando e nos divertíamos até a água acabar. Outra coisa gostosa era pegar carona em carro-de-bois, depois que vendiam a lenha. Os carreiros jamais mandavam os meninos descerem. era uma pessoas de bom coração. Certa ocasião, após vender um carro de lenha para uma senhora casada com um gerente de banco.Esta pediu ao "seu"Paulino, fazendeirão e humilde homem para "rachar" a lenha (era assim que se falava). O meu pai viu a cena e foi falar para a senhora que aquele homem que estava rachando a lenha era um dos maiores depositantes do banco do marido dela. Daí foi da água pro vinho. Convidou o seu" Paulino parar e ir tomar água gelada e cafézinho na casa dela. Esta história ficou famosa na época. Mas coisa boa de moleque era irritar os loucos da cidade. Alá-lá-ô sabia uma coleção de palavrões, Requeijão de Salinas era outro que tinha bom repertório. Geraldo do Ovo ficou famoso numa procissão: xingou no mesmo ritmo da música religiosa. Já era grandinho quando apareceu um louco chamado Esparadrapo. Esse quase fica louco, pois o Colégio Diocesano estava formado em frente ao prédio e a turma começou a chama-lo de Esparadrapo. Fez o que deveria ter feito sempre foi-se embora. A gente se lembra de cada coisa...
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71197
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Luiz Ortiga
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29/4/2012 22:03:46
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O ex-governador Azevedo tem uma comissão formado para estudar um lençol gasífero existente no triangulo BH-Araxá-Monte Claros. Isso já tem alguns anos. O povo de São Francisco. há 160km de Montes Claros sabe que existe uma região bem próxima àquela cidade onde os moradores andam quilometros para apanhar água do rio São Francisco, pois a que existe na terra deles tem gosto de gasolina. Escrevi, certa ocasião ao senador perguntando sobre o fato e o mesmo disconversou, mas deu a entender que existe alguma coisa no ar. Montes Claros deve estar em cima de uma lençol de riqueza que só falta a Petrobrás chegar e começar fazer uma prospecção. Não custa nada sonhar, já pensaram a gente ser uma nova Texas do Brasil? Podre de rica?
Estes dias ando com as saudades a flor da pele. Estava a me lembrar que no próximo dia 8 de maio, comemoraremos os 67 anos do término da 2ªguerra mundial.Nesse dia em 1945, menino moleque como eu era, andava solto pela cidade, o que os meninos de hoje não podem fazer. Uma pena. Saí da rua Padre Teixeira e estava aprontando lá na rua Melo Viana, tinha ido até o Morrinhos para ver a cidade lá de cima. Na volta, perto de um chafariz que existia naquela rua, começou um foguetório ensurdecedor que me deixou com medo. Vou descendo rapidamente para casa e perguntei a alguem o que acontecera. me disseram que a 2ª guerra havia terminado e os aliados haviam ganho a guerra. Foi um alívio, por vezes pensava em entrar embaixo da cama se os alemães chegassem. Na minha rua a alegria era relativa. Havia uma grande tristeza ao lado da alegria da vitória. Um filho de Montes Claros e nosso vizinho, o cabo Sant`Ana, irmão do Pedro, havia morrido em combate. Era um herói. Morreu pela pátria. Uma choradeira e uma alegria. credito que ficaríamos só alegres se as autoridades da cidade se lembrassem de mandar erigir em praça pública uma homenagem ao cabo Santana, conterrâneo herói e que Deus não atendeu, pois pediu que "por mais terra que eu percorra, não permita que eu morra sem que eu volte para lá, sem que eu tenha por divisa este V que simboliza a vitória que vira".Com o final da guerra acabou o rádio no peitoril da janela do sr. Domingos Lopes, sempre às 11hs., com notícias da Itália, dos expedicionários. Era outra choradeira geral. Obs - Esta parte final é da letra do hino do Expedicionário Brasileiro e o V da vitória refere-se ao quinto Exército americano ao qual as tropas brasileiras estavam agregadas.
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Luiz Ortiga
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27/4/2012 21:31:49
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| parecida, funcionou até o final do ano de 1953, quando fechou suas portas, dando lugar ao Colégio São José.Também da Curia Diocesana.No ano de 2002, aos cinquenta anos de formatura, houve uma comemoração da turma. Mandamos celebrar uma missa, ocorreu na Capela do Colégio Imaculada.O padre celebrante, um espanhol, gozador nos lembrou que nos próximos 50 anos estará pronto para nova celebração, mesmo se já estiver no céu.Mas o que nos impressiona mesmo é a coesão da turmas de um simples ginásio. Não se trata de universitários, são ginasianos que tem a maior satisfação em estar juntos e relembrar aquela Montes Claros que só existe na nossa imaginação.Relembrar os colegas que já se foram e suas aprontações engraçadas. Dá vontade de reunir essas reinações de colegiais em memórias. É inesquecível a nossa viagem à Januária, viagem final do curso. Fomos num caminhão tipo "pau-de-arara", sob a direção do Padre Agostinho. São só 180 km, mas naquela época, estrada de terra, era uma epopeia.A começar pela travessia do rio São Francisco em Maria da Cruz, numa balsa. Tudo era novidade. ao chegar à Januária, fomos introduzidos à cachaça e já lá chegamos embalados. Visitamos todas as fabricas de cachaça o que foi um desastre. Teve colega em coma alcoolico. Bela viagem de confraternização com o pessoal do Colégio São João. No futebol, os padres mesclaram os dois times para evitar rivalidades. O nosso time era bem melhor, pois, era a base do juvenil do João Rebello com Hiran de Paula, Roberto Drumond e Tancredo Macedo, eu era o goleiro que não fazia feio.O jogo foi empate, claro. Nos ofereceram uma peça de teatro. Ficamos apaixonados pela heroina que na realidade não era tão bonita assim...São lembranças que escrevo, pois os colegas estão de olho nestas linhas.
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71167
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Luiz Ortiga
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25/4/2012 20:39:58
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| O jornalista José Prates sabe das coisas.Realmente o ensino da década de cinquenta era bem superior. Ao lembrar-me do Monsenhor Osmar mandando que sorteasse o ponto para a prova oral de latim, eu disse latim!é de arrepiar. O Padre Agoatinho Beckhauser exigia que nós recítássemos uma poesia em francês do Lamartine,Moupassant, madame du Staël, etc. para se ter direito a meter a mão na sacola para sortear o ponto que era estudado na ponta da língua. A prova consistia de verbos franceses e literatura. Normalmente saíamos bem. Tínhamos o bom hábito de estudar às tardes na casa de um colega escolhido. O mais votado sempre foi o Eldan Veloso(hoje engenheiro civíl, muito conceituado) , pois a Tia Lucy Veloso (quanta saudade!), tinha gosto em ver a rapaziada estudando e caprichava numa coisa que ela já fazia tão bem, aqueles bolos maravilhosos que nos deixam com água na boca até hoje.Lanches deliciosos. Foi um tempo que consideramos hoje como mágico. Sem maiores traumas a nossa turma, aqueles que fizeram vestibular, são todos formados e bons profissionais, nunca desfizemos da nossa origem só temos orgulho em termos pertencido àquele colégio Diocesano que como dizia o hino composto pela profa. Dulce Sarmento: "oficina que trabalha, formando novos ideais, Montes Claros te agasalha e te louva com carinho". A nossa formatura de ginásio fará 60 anos e justamente pelo que os professores nos agregaram, temos a maior satisfação em reencontrar-mo-nos e isso faremos no dezembro próximo vindouro, se Deus quiser e Êle com certeza há de querer. Amén.
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70343
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Luiz Ortiga
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6/2/2012 10:39:50
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| Faço sinceros votos que o atendimento ao Edital da venda de parte da Praça de Esportes seja ZERO. Pessoas ou empresas de juizo, certamente não entrarão numa empreitada dessas que não tem o respaldo popular.Além do mais, o terreno colocado à venda é insuficiente para o que foi programado, não considerando as áreas necessárias p/ estacionamento. A não ser que termine por construirem um espigão na área. Digo isto com conhecimento de causa.
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70308
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Luiz Ortiga
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3/2/2012 22:08:35
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| Poderia ir junto ao Edital Oportunidade para Investidores: Área Central à venda. Deveria constar que leva também, além da área especificada, a amargura, a tristeza e a saudade de gerações de atletas ou não que com os corações partidos veem a memória de uma cidade ser leiloada, levando junto a história de glórias escritas com suor. Uma cidade que não sabe preservar sua história, seu passado, não terá futuro. Uma lástima.
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70173
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Luiz Ortiga
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21/1/2012 20:47:40
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| Colégio Diocesano- MEMÓRIAS-Uma colega me pede para contar "causos" ocoridos no nosso querido e inesquecível Colégio Diocesano de tantas saudades. E nada melhor que o "montesclaros.com" para ser o mensageiro das memórias de uma época. Vamos lá: A esperteza e por que não dizer a inteligência se mostra nos momentos de aperto e essa não foge à cunha de esperteza. O padre Agostinho J.Beckhauser, que era o nosso professor de português, além de ser o diretor do Colégio, iniciava uma prova mensal da 4ª série. Uma das questões era uma análise léxica de um frase dada. Valia belos 5 pontos. A frase foi, "Deus criou o mundo". Bastava analisar palavra por palavra, qualificando-a. Tínhamos um colega muito esperto e não muito chegado a estudar. Naquele momento, analisou que o professor era um padre e nada melhor que fazer uma boa média com ele, o padre. Fez a análise dizendo ser a palavra Deus um substantivo. Mas substantivo concretíssimo! Tirou 10.
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70118
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Luiz Ortiga
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18/1/2012 19:37:56
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Embora tenha diminuído o número de acidentes e mortes nas rodovias brasileiras,impressiona-nos o estado em que ficam os carros acidentados. Completamente destruídos, como se fossem carros de fórmula 1. Estes sim, são feitos justamente para se desmancharem em qualquer batida, mas o "cockpit" (cabine)é de aço puro para resguardar o piloto. Os carros brasileiros tem sido construídos com chapas de aço muito finas - o que barateia o custo final. Essa é a razão de se ver fotos de carros acidentados irreconhecíveis. Não se reconhece nem a marca do carro. Para se enfrentar as estradas mineiras tem-se que ter coragem e carro resistente. E mais um pouco de espírito aventureiro. Não basta somente ser cuidadoso, é necessário um pouco de sorte, pois é grande a quantidade de irresponsáveis ao volante. Bebem e vão dirigir. Outro aspecto é a falta de segurança de carros mais populares, saídos de fábrica que não possuem "air-bag", freios ABS, direção hidráulica e mais alguns ítens que em outros países não existe essa diferenciação se for para salvaguardar a vida das pessoas: todos os carros que saem das fábricas tem que ter equipamentos de segurança. Seria bom que o governo tomasse uma atitude nesse aspecto. Exigir carros mais seguros e com todos os equipamentos que minoram a extensão dos acidentes bo Brasil.
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70093
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Luiz Ortiga
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12/1/2012 21:30:06
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A sabedoria popular diz que "quando a barba do vizinho pega fogo, a gente coloca a da gente de molho". Estou me referindo aos acontecimentos de Minas, onde a natureza tem cobrado preço alto pelos desmatamentos e demais desmandos que o homem tem feito praticados, sem a menor consciência. As chuvas em índices jamais vistos e suas consequências, até o momento deixou mais de 115 municípios mineiros em "estado de emergencia". Uma calamidfade em quase todo o estado de Minas. Assim lembrei-me das investidas que vez por outra acontecem em Montes Claros, com grileiros inconsequentes, tentando criar loteamentos, ou invasões nos sopés dos montes claros que nos cercam. Isto sem a menor dor de consciência e se esquecendo que a natureza pode demorar, mas ela é inexorável. Um dia cobrará e com juros e correção. Portanto, ao vermos tanta desgraça em dezenas de municípios e sabedores das razões, só nos resta o respeito à natureza e procurarmos preservá-la, protegendo-nos de males maiores. A aula está dada. Basta aprendermos a lição.
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70071
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Luiz Ortiga
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8/1/2012 19:26:15
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Ao ler que brasileiros pagarão 19 bilhões em contas de energia elétrica, me deixa estarrecido e confuso. Tenho bom senso para ser um defensor da natureza e acredito ser bem ponderada a posição de defender a criação de hidrelétricas para gerar energia limpa. Já por outro lado, não entendo a recriminação pela criação de barragens que com certeza alagarão grandes áreas e invadirão áreas de florestas. Não se faz omeletes sem quebrar os ovos. A posição da NÃO construção de Belo Monte é por demais contraditória. Creio que com melhores explicações e bem detalhadas, com bons argumentos, principalmente ao povo brasileiro e especialmente àqueles que se julgam ecologistas, poderiam dirimir as dúvidas existentes. Um argumento é: faltará energia e a solução seriam as termelétricas? Aí seria poluição em alta escala. Um problemão...O preço que se paga pelo progresso é complicado.
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Luiz Ortiga
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19/12/2011 19:13:15
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Essas viagens que a Carmen Vitória e o José Prates fazem em torno da Montes Claros da juventude da gente, chegam ao destino repleta de passageiros saudosistas como eu. Morava eu lá pelas bandas da rua do Maribondo e Maribondinho (paralela que ficava atrás). Precisamente na Padre Teixeira.A rua do Maribondo, hoje Altino de Freitas, o Deba, homenagem a esse chefe político que residia numa casa dessa rua, esquina com Osvaldo Cruz. A rua era mal vista, mas tinha uma coisa que sempre me intrigou: tinha rede de esgotos. Era uma rede rudimentar, feita com pedras lascadas que formavamuma vala de dimensões aprox. de 0,80m de profundidade e 0,80m de largura, coberta tambémcom pedras. O curioso é que vê-se a preocupação dos primeiros governantes da cidade em dotá-la de rede de esgotos, o que é notável. A rede descia até a rua Pe.Teixeira e dali,derivava em direção à várzea (hoje Praça de Esportes). A rua de trás, ou do Maribondinho,também possuia rede semelhante. Já as ruas Padre Teixeira e Camilo Prates possuiam calçamento com pedras roliças com inclinações lateraIs de modo a que as enxurrads corressem no centro da rua e não nas laterais, como as ruas modernas. Só sei que os carros de bois sofriam para andar por ali. As montarias andavam bem devagar, escolhendo o local para pisar. Não sei, mas a rua era calçada e não tinha poeira como a maioria das ruas da cidade naquela época.
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Luiz Ortiga
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4/12/2011 10:21:36
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Sou admirador e considero as "Efemérides" do Eng. Nelson Viana, um dos fatos importantes da história de Montes Claros. É história viva e bem recente, fazendo com que as gerações futuras tenham uma fonte de referência fidedigna e muitas vezes vivida pelo próprio historiador. O fato do Dr. Nelson ser de Curvelo, me faz lembrar a velha disputa bairrista que existia no norte de Minas. Certa ocasião, viajando para BH, óbviamente de trem, já de madrugada, no carro leito, um senhor de idade que viajava com o neto, para provocar os montesclarenses que viajavam naquele vagão, disse bem alto para o menino: -"acorda meu neto!, já chegamos na GRANDE Curvelo". Só se ouviram murmúrios de resposta.Contei essa história para um amigo curvelense e o mesmo riu muito. Hoje já não há condições para essas disputas, em razão da pujança e o desenvolvimento inegável de Montes Claros que não permite mais comparações . comparações.
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69748
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Luiz Ortiga
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2/12/2011 20:45:18
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| Com a maior tristeza recebi a notícia do passamento do amigo Dimas Lessa.Fomos colegas no Colégio Diocesano, contemporâneos, o Dimas vinha um anoatrás. Na atividade hoteleira, o Dimas foi um vencedor. foi uma referência paraos que vinham a Montes Claros a trabalho ou a lazer. Na nossa época não haviaessa história de "bulling". Admoestado pelos maiores, embora pequeno, lembro-meque após a aula, tive que convencê-lo a não partir para as vias de fato com um certo colega.Sempre foi um bom amigo e fazia a maior festa quando nos encontrávamos. Que Deus dê o conforto da perda irreparável a toda familia e que dê ao amigo inesquecivel o descanso eterno, à Sua direita
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Luiz Ortiga
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1/12/2011 11:18:50
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Existem coisas em Montes Claros que as outras terras não tem. Não se trata de letra de música, mas da nossa realidade passada e presente. Aqui mesmo neste jornal, o fato de existir a história viva da cidade na publicação de "Efemérides" do Eng. Nelson Viana, é simplesmente notável. Não perco essas notícias e muitas são de uma atualidade de estarrecer. A preocupação das autoridades em construir e construir. As inaugurações e projetos e o valor que se dava aos técnicos que labutavam na cidade. Volta e meia nos deparamos com a notícia de inauguração de uma nova folha, de um jornal e pena é que tiveram vida efêmera. Fiquei bastante satisfeito com a nota do meu amigo e velho colega do Diocesano João Carlos Sobreira, total discernimento das coisas e um arquiterto que sabe das coisas. Sinto-me honrado em tê-lo, hoje, como colega de profissão. A posição do João Carlos é precisamente a posição de nós todos daquela turma que permanece unida e temos até um site do "velhosamigos1952.@hotmail.com.br". Grande João Carlos, votos de recuperação total, "saúde e paz", como dizia o Padre Eustáquio nas suas saudações.
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Luiz Ortiga
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23/11/2011 21:00:00
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Quando li pela primeira vez que a Prefeitura de Montes Claros tinha por meta se desfazer de parte da Praça de Esportes, com outra finalidade que não aquela que ela foi criada, confesso que fiquei boquiaberto. Escrevi uma nota no "montesclaros.com" com a minha opinião. Agora, confesso tambem que estou surpreso com a quantidade de pessoas que me enviam mensagens, dizendo da posição de cada um. Sempre a favor da manutenção da Praça de Esportes intocável. Colegas de colégio e mesmo rapazes que eram frequentadores como eu, toda uma geração a se manifestar e dizendo da perplexidade ante o inusitado da proposta. Há mensagens de amigos que não via há mais de 50 anos. É interessante a gente ver e sentir que embora vivamos longe de Montes Claros,existe aquele sentimento inabalável que a cidade nos pertence, pois não sai do nosso pensamento.É a conhecida máxima que os montesclarenses bem conhecem: "a gente saí de Montes Claros, mas Montes Claros jamais saí da gente". Existem tantas outras soluções para se resolver um problema que acreditamos a Prefeitura encontrará uma e bem razoável. Deixando assim, a nossa Praça de Esportes em paz.É o que esperamos de coração.
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68575
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Luiz Ortiga
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19/8/2011 13:21:21
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| A grande mídia ainda não percebeu que em Montes Claros, bem alí na Minas do Norte, num país sem tradições, comemora-se no mês de agosto, festejos que já mantem uma constante de mais de 200 anos. Essa tradição quase desapareceu, mas graças a um filho de Montes Claros, que muito amava as coisas da sua terra, fez ele um trabalho de revitalização junto às autoridades e mesmo ao povo montesclarense com este intuíto. Assim, conseguiu o Dr. Hermes de Paula que os festejos do Espírito Santo, Nossa Senhora do Rosário e São Benedito tivessem a sua contituidade, como outras manifestaçãoes culturais. Agora as comemorações,onde a população e as suas mais diversas expressões de arte, se reunem com este propósito. Dos aspectos mais significativos nas comemorações dos "catopês", como são popularmenteconhecidas as festas de agosto,são como uma homenagem às raças que compõem a formação da etnia brasileira. Os catopêsrepresentam os escravos, o negros com a sua congada. Lembro-me que no Colégio Diocesano,tivemos uma composição em português que tinha por lema os catopês. O Kerginaldo, contemporâneo, após pesquisas, nos informou que catopês tinha por etimologia "candomblé". Pelo menos, são festas também de cunho religioso. Os brancos são representados pelos "marujos", com suas cores vermelho e azul, mouros e cristãos - respectivamente. O meu grande sonho de criança era ser o calafatinho. Aquele menino que vai à frente dos dançantes. Como é bonito! E os índios representados pelos cabloquinhos. Que faziam medo às crianças. Espalharam que os caboclinhos "pegavam" crianças. Este ano está havendo grande participação popular e sente-se que os festejos voltaram a se inrtegrar com muita forçaà à sociedade montesclarense e que sejam para ficar como uma tradição imorredoura. Logo a grande imprensa descobrirá o grande valor destes festejos.
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Luiz Ortiga
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11/8/2011 20:50:24
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| Falou-se no Sr. Gentil Gonzaga. Pai do Bá e do Alemão. Morava na casa mais central de Montes Claros: Rua 15, defronte à Semeão Ribeiro. No ano de 1956, conheci o sr. Gentil. Havia sido colocado à disposição das Escolas "Caio Martins", cujo diretor era O Cel Manoel José de Almeida, então deputado estadual de MG. Os dois formaram uma dupla de respeito em favor da sociedade. Enquanto o Manoel Almeida procurava aumentar as áreas de atuação das escolas, o Sr. Gentil trabalhava na manutenção dos mais necessitados, com enfase na área de medicamentos. As Escolas "Caio Martins" eram na sua essência um ovo de Colombo.Vinculada á PMMG,recolhia crianças órfãs, dava-lhes escola e um curso profissionalizante, até os 18 anos.As crianças não eram crianças problemas, tão somente órfãs e carentes. A alma das escolas era: o aluno morava e dormia numa casa onde o casal,dono da casa,era de professores e que tinham filhos. As casas tinham os quartos bem grandes de modo a que coubessem muitas camas, as dos filhos do casal e mais as dos internos. Eram os LARES. As crianças se sentiam fazendo parte da familia.Tão simples e movimentou educadores de todo mundo. Aqui estiveram para conhecer este sistema as professoras estrangeiras Eunice Weaver e Helena Antipoff e levaram o exemplo para seus paises. O Sr. Gentil que eu me lembrava de Montes Claros, cidade que tive que sair por falta do curso científico (a falta de energia elétrica estava caótica naquela época). Impressionava pela disposição e humildade. Era comun vê-lo chegar no edifício Acaiaca, no centro de BH, lá no 15ºandar, onde funcionava o escritório sede das Caio Martins, de paletó e gravata e com grande saco com remédios às costas. Recolhia amostra-gratis e mais todos aqueles que lhe fossem doados. Repassava para os necessitados dentro de uma rede que era formado pela Maçonaria, onde ele era de alta graduação e pelo Rotary Clube. O que impressionava naquele homem santo era a sua dedicação. mas sobretudo uma humildade realmente franciscana. Lembrei-me da revista que trazia uma seção mensal chamada Meu tipo Inesquecível. Sr. Gentil Gonzaga, cidadão de Montes Claros, de Minas Gerais e do Brasil, Meu tipo inesquecível!
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68296
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Luiz Ortiga
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23/7/2011 13:25:18
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PEQUISTÃO-Pesquisadores da Universidade de Brasília-fundada por Darcy Ribeiro-desenvolvem cápsulas com extrato de pequi. Visam combater o colesterol e diminuir o risco de problemas cardíacos. O pequizeiro que é encontrado em todo o cerrado brasileiro. Tem o nome científico de caryocar brasiliense, Como sabemos em Montes Claros, trata-se de uma árvore frondosa e tortuosa. Com grande poder de resistência ao clima de poucas chuvas, floresce entre agosto e novembro. A safra vai de novembro a fevereiro. Nesse período, o pequi proporciona uma verdadeira fartura na região, onde famílias inteiras se dedicam à cata do fruto símbolo do cerrado no mato. Ocorre que a importância do pequi vai além de matar a fome. A fruta possui propriedades que que ajudam a prevenir doenças do coração. Pesquisadores da UnB, após mais de 10 anos, biólogos do Instituto de Ciencias Biológicas desenvolveram um produto com efeitos fitoterápicos do pequi que ajuda a evitar a formação de placas de gordura nos vasos sanguineos, combatem o colasterol e diminuindo o risco de problemas cardíacos. Quem diria, ein? Os pesquisadores ressaltam que primeiro, avaliaram os efeitos do pequi na prevenção de doenças do coração em camundongos. Depois, realizaram-se testes em mais de cem voluntários, num período de dois anos. Lembram que o pequi é um alimento altamente rico em vitaminas A e C, frutose, sais minerais e compostos antioxidantes, que capturam radicais livres. Explicam que o pequi tem propriedades que melhoram as funções cardiovasculares porque ajudam o colesterol bom(HDL) e combatem o colesterol ruim (LDL), explicam.Para que as pessoas possam se beneficiar de suas propriedades, desenvolveram cápsulas de extrato da polpa e outras de óleo de pequi. Nunca foi tão fácil consumir o pequi e beneficiar-se de suas qualidades. A república do Pequistão deve estar em festa.
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68217
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Luiz Ortiga
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15/7/2011 12:58:57
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Enfim, notícias positivas. O fato da Prefeitura iniciar o plano urbanistico do professor Jaime Lerner é de dar alvíssaras. Relembrei-me da Montes Claros da minha meninice, quando do início da implantação de "blokrets". acabando de vez com aquela poeira que nos atormentava. Com o novo dimensionamento das ruas, privilegiando os pedestres, os motoristas da cidade deverão ser conscientizados de que não mais poderão estacionar, nem perto das farmácias. Não conheço o projeto, mas pelo visto, as faixas de rolamento centrais para automóveis deverão ter em torno de 5m e as laterais restantes deverão ser as calçadas dos pedestres, em torno de 2m de cada lado. Vê-se que é muito pouco, em razão das nossas estreitas ruas, mas uma tentativa de ordenar as coisas. O jornal daqui está anunciando a presença em Montes Claros, para participar da 8ªMostra de Teatro Amador da atriz e arte-educadora Elisete Teixeira. Também lançara o livro Teatro em Bar, um diálogo com o criador que refaz a trajetória das encenações ocorridas em subsolos de estabelecimentos em Brasília.Irá encontrar-se com o artista plástico,m diretor e dramaturgo montesclarense Lauro Vasconcelos, meu colega de infancia e de UnB, mentor das peças que movimentaram a cena cultural da capital federal na década de 1980. Juntos, os dois vão falar sobre a experiência. Montes Claros terá muito a ganhar.
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68075
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Luiz Ortiga
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27/6/2011 20:34:49
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| Ao ler a equilibrada mensagem 68073 de Ucho Ribeiro, sobre a serra do Mel, só sinto não estar em Montes Claros dia 30, para comparecer à audiência pública que vai discutir na Prefeitura, o grande problema da urbanização de uma área que por consciência de montesclarense, deve ser de ALTA Proteção Ambiental.Todos lá!
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68027
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Luiz Ortiga
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22/6/2011 19:37:33
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Acho uma beleza quando encontro no mural montesclaros.com cronicas a respeito de pessoas da terra. As homenagens ao Dr. Mário Ribeiro são mais que merecidas. realmente um tipo inesquecível. Médico do meu irmão, que era um boêmio inveterado, jamais mandou que este parasse. Receitava umas vitaminas e mais uns remédios para o beberrão aguentar os embates e a queda, com dignidade. E assim foi.Mas histórias também boas tem o irmão dele. O Darcy Ribeiro que ao ser pelos alunos homenageado, como primeiro reitor e dando ao Campus da UnB o nome dele, Disse estar se sentindo velho e frouxo, pois a homenagem balançou-lhe os sentimentos, fazendo-o chorar(o Darcy já estava bem doente). Engraçado também foi o Darcy, depois, morando em Copacabana, ganhou de presente um belo galo carijó. Não era galo para se matar,para a panela, e passou a criar o galo na varanda do prédio, na praia. Só que galos,ao amanhecer cantam. O bastante para que a vizinhança passasse a reclamar, para satisfação íntima do Darcy. Como um menino malino pensou "vou sacanear" esses caras. Assim fez, manteve o galo até que a vizinhança se acostumasse, então, doou a ave a um amigo que tinha sítio. Boa também foi a fuga do hospital ao saber que estava terminal. Fugiu para aproveitar os últimos dias de vida sem a amolação dos médicos e os costumeiros soros nas veias. A Unb acaba de lançar a Coleção Darcy com 10 "pocket books", sendo que em alguns, faz a sua profissão de amor a Montes Claros e à sua gente.
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67977
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Luiz Ortiga
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16/6/2011 20:19:20
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Neste mês de Santo Antonio, São João e São Pedro e mais uma data maior de Corpus Christi, peço a Deus que dê ao povo de Montes Claros muita proteção para preservação do meio ambiente em que vive, que Deus dê ao povo de Montes Claros muita consciência política para defender os seus direitos e que os políticos não sejam tão dissimulados e façam suas atitudes às claras e com a aquiescência deste povo tão sofrido. Que proteja Montes Claros contra a sanha de grileiros vorazes que venderão os seus lotes e deixarão os problemas consequentes para o povo. Que rirão do povo de Montes Claros, achando-os simplórios por não terem defendido sua terra, seu meio ambiente, a terra do futuro dos seus filhos. Peço a Deus que a luz do Espírito Santo venha iluminar a consciência dos homens e que saibam respeitar a natureza. Que faça essa gente se lembrar que Montes Claros é também a terra daqueles que já se foram e que em vida, tudo fizeram para que a cidade fosse um legado honrado, como é e que os atuais viventes sejam dignos da herança que herdaram: uma cidade com as suas serras, seus montes, seus rios, suas grutas, sua natureza enfim - que sempre recebeu de braços abertos os bons e onde os fariseus foram naturalmente afastados do convívio desta gente tão querida. Amén.
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67966
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Luiz Ortiga
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15/6/2011 13:11:16
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| Lemos e analisamos a a mensagem 67964 do montesclaros.com, originado na Patrimar Engenharia e marcelo@patrimar.com.br que representam as firmas Caparaó Construtora e Patrimar Engenharia.Como montesclarense ausente, pois resido em Brasília/DF, tenho a observar: -As empresas, dizem, ser os investimentos e empreendimentos com preocupações de sustentabilidade (qualidade daquilo que é sustentável, que se pode sustentar, conservar, manter - Aurélio). Onde está o projeto? -A área já é considerada de uso urbano e legalizado pela Prefeitura* -Não haverá construção na área de enconsta da serra - no poente. -Prevê vias ecológicas -(que tipo de pavimento seria usado?). -*Há fazendeiros que ocupam a área com gado e com trilhas (como pode ser urbana?). -Já fizeram estudos ambientais minunciosos geológicos, hidrícos, vegetais e faunísticos. Onde estão? Quem os fez? Isso foi o que as firmas disseram. A grande verdade é que há necessidade de transparência total neste caso. A sociedade montesclarense tem que se organizar de fato para defender o patrimônio municipal que terá consequências irreversíveis para as gerações que virão. A municipalidade tem que estar bem preparada com seus órgãos ambientais que devem ser compertentes para análise e com ética, a situação. Exigir EIA/RIMA para o empreendimento, caso haja permissão, conforme a legislação brasileira. A comunidade deverá estar consciente da ganância das imobiliárias, fato tão comum nas grandes cidades. Todo o processo deverá transcorrer em total transparência e com a sociedade montesclarense sendo ouvida (!) e devidamente informada passo a passo das gestões a serem desenvolvidas. É o mínimo que se pede pela grande preocupação que todos nós passamos a ter.
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67908
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Luiz Ortiga
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10/6/2011 12:56:20
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Nada entendo de extradições ou das lides jurídicas, pior ainda as internaciomnais.A gente sempre é levado pelo coração e não pela razão.Fiquei abismado com a reação da Itália em razão da recusa do Brasil em devolver o Battisti. Hoje o eJmbaixador foi chamado à Itália.Isso demonstra que se o estraditando caisse nas mãos dos italianos, seriaestraçalhado como um troféu de guerra do governo direitista do Berlusconi. Não sei quais as razões que levaram o Battisti a fugir para o Brasil, mas o rapaz deu a maior sorte em cair nos braços de um país onde a força do estado de direito é respeitada. O Brasil está certo em recusar a extradição.O Battisti escapou da prisão perpétua para a liberdade total do Brasil.
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67842
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Luiz Ortiga
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6/6/2011 12:47:28
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Não desejo ser leviano, mas há coisas que ficam como que entaladas na garganta que só falando, para que se dissipem. O governador é de um partido político, mas exagerou sempre quando o presidente visitava seu estado. Chegava às raias da bajulação. Constrangedor... O seu pai, o conheci quando escrevia para o Pasquim. Simpático e bonachão, sambista,. jornalista e me chamava sempre a atenção por termos a mesma idade. Pois bem, o pai, já quase setentão, idade máxima para um conselheiro de um tribunal, foi nomeado conselheiro para o tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro. Coisa que pouco durou, pois o pai, logo caiu na compulsória e hoje, tranquilamente, desfruta as benesses de uma aposentadoria de nababo. Longe daquelas aposentadorias de um pobre mortal. Longe, bem longe do INSS a que seria normal. Agora, vemos o governador distratando os bombeiros do estado. Prendendo-os, quando estavam democráticamente fazendo suas reinvindicações por melhores salários, que estão muito longe daquele que o pai recebe. Sei não, mas algo me diz que há uma injustiça muito grande nessa história, mesmo com a minha admiração pelo sambista/ jornalista/aposentado e os bombeiroas do estado..
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67750
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Luiz Ortiga
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31/5/2011 14:11:50
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Amigos,
Há poetas e poetas. Existiu na Paraiba um poeta que ficou conhecido como "o poeta do absurdo". Trata-se de Zé Limeira que inclusive tem livro publicado. É um livro raro, mas existe. Tomei conhecimento da sua existencia por meio de amigos, no nordeste e que eram fãs do poeta. Em essência, o Zé Limeira só queria rimar, o resto é o resto. Num dos livros, ele diz: "Meu nome é Zé Limeira. Limeira, lima, limança. Viche Nossa Senhora, Eis que me lembrei agora: tstão bombardeando a França.
Jesus Cristo veio ao mundo Enfrentou uma grande liça, Aos 33 anso de idade Sentou praça na puliça. hoje acessei uma poesia dele e a repasso para vocês:
REPENTE Um sujeito chegou no cais do porto E pediu emprego de alfaiate * Misturou cinturão com abacate E depois descobriu que estava morto Ligou o seu rádio no focinho de um porco E afogou-se em chá de erva cidreira Requereu seu diploma de parteira E tocou em uma ópera de sinos Eram mãos de cinco mil meninos E não sei quantos pés de bananeira.
*Certamente devia ser calafate
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67711
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Luiz Ortiga
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26/5/2011 21:57:23
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Há coisa que a gente se lembra e ri sozinho. Tive na Infraero, lá pelos idos de 80, um colega engenheiro que tinha um hábito singular. Durante o período de almoço, quando todos nós, óbviamente não estávamos na sala, o colega revirava nossas gavetas. Era o tipo da coisa que nos deixava chateados com a bisbilhotice do colega. Nada desaparecia. Era só curiosidade pura. O rapaz era honesto no sentido de não furtar nada do alheio. Tinhamos como chefe um outro engenheiro, filho de Montes Claros, caladão e gozador. Combinamos então a fazer uma correspondencia dirigida ao diretor chefe, colocando o curioso à disposição da seção do pessoal da empresa, alegando não mais serem necessários os serviços dele e que cessava ali a necessidade dos seus serviços profissionais. Dito e feito. A correspondencia foi feita, dentro das normas da empresa, numerada, assinada e colocada aberta dentro da gaveta. Dia seguinte, ficou todo mundo na espreita. Lá pelas tantas, veio o indiscreto e começou a agir. Abre uma gaveta, outra e pronto. Abriu a gaveta do chefe com a carta aberta. O rapaz leu a carta e saiu zonzo, sem destino. Na sala de trabalho, todos nós sabíamos que ele já havia tomado conhecimento do teor da carta. Ficou a tarde toda prá lá e prá cá. Não tinha como dizer nada.Por dentro, a gente ria. Lá pelas 16,00h, não mais suportou. Deu o maior berro. Nos chamou de traidores e coisas do genero. Foi uma gargalhada geral. Ficou desmascarado. O próprio diretor chefe tomou conhecimento do caso e ria a valer. Confesso que não sei se ficou curado, pois, realmente foi transferido para outro setor.
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67688
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Luiz Ortiga
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24/5/2011 12:35:40
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| O "Efemédides" de hoje, relembra o falecimento do sr. Armenio Velloso. O sr.Armenio, além de ser um pioneiro pelo fato de criar um correio particular para atender as cidades em que os seus caminhões chegavam, não considerando o seu armazém que era o Armazém 13, sem qualquer supertição, foi o encarregado, pelo governo federal, de distribuir o sal de cozinha, o conhecido NACL, durante a 2ª guerra mundial aqui em Montes Claros. O sal de cozinha era racionado ao extremo. As costas brasileiras eram evitadas, em razão do afundamento de vários navios e consequentemente, a produção de sal era mínima, tendo que ser determinado o sistma de cotas de sal para cada familia. Havia um cartão de controle e tudo era levado com muita seriedade.
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67667
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Luiz Ortiga
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22/5/2011 11:22:06
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Nestes tempos de grandes ameaças á natureza de Montes Claros, já existe uma consciência do povo em defesa do que é seu e do futuro da cidade. É bom ter uma palavra do quilate de uma Ruth Tupinambá, alertando para um possível pesadelo que paira sobre as gerações que virão. Moro em Brasília/DF e sou testemunha de alguns fatos. Desde o início o sonho dos fundadores, foi o de criar um cinturão verde em torno do Plano Piloto, capaz de transformar a cidade em hortifrutigranjeiros. Trouxerem até agricultores japoneses. A coisa ficou pela metade. Há na verdade muitas granjas, mas o pior aconteceu. Políticos populistas e com promessas de doação de lotes, sem planejamento e infra-estrutura, sem transportes, segurança, escolas, transformaram o entorno da cidade num cáos, tudo envolto por invasões e violência. É evidente que em Montes Claros, está falando mais alto a ganância de corretotes, estes que para grileiros de terras pouco falta. Está faltando uma voz política para falar grosso e colocar ponto final nessa irresponsabilidade. Ou se para logo com essa ameaça, ou teremos em pouco tempo uma visão da nossa serra, cheia de edificações, coisa que nem a pior das previsões acertaria. O que a cidade precisa é de um planejamento, mostrando para onde poderá crescer, sem colocar a natureza em perigo. A cidade tem a sua vocação de crescimento, rumo norte, rumo sul e leste. Oeste, nunca! Ali é a nossa serra. Aquela que nos dá o nome que tanto amamos.MONTES CLAROS!
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Luiz Ortiga
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20/5/2011 12:00:16
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Longe de mim querer ensinar Padre Nosso ao vigário, como diria o vulgo. Mas em razão da grita geral em Montes Claros, com a presente e possivel ocupação da serra, morro acima, para tristeza de todos e alegria dos corretortes, a gente pergunta (?), onde está o Plano Diretor da cidade? O urbanista Jaime Lerner não andou por aí? Não existe um Plano de Ocupação territorial urbana? Ou isso é coisa de gente que mora em Brasília/DF? No "Efemérides" de hoje, o Nelson Vianna nos mostra que há 73 anos já havia uma preocupação das nossos autoridades na definição das áreas de ocupação municipais. O que é urbano. O que é interurbano. Muito interessante isto para aquele tempo. Já mostrava uma certa orientação ou mesmo preocupação pelo ordenamento territorial da cidade. Montes Claros caminha célere para meio milhão de habitantes. População maior que muitas capitais do Brasil.É motivo de preocupação. Precisamos ter nosssos planos de crescimento, tanto urbano, quanto um plano de transportes, de lixo e sua destinação, numa época em que tanto se fala de reciclagem. Torço para que nossas autoridades sintam que o momento é de muita seriedade e que está mais que na hora de termos uma postura condizente com a nossa realidade crescente. O melhor de tudo é que na cidade existem profissionais competentes e mais que capazes de darem orientações precisas e adequadas para os nossos problemas. O momento é este e não podemos ficar à reboque da nossa realidade. Vamos preservar a natureza e o que é nosso, nossa paisagem, respeitando a memória dos nossos antepassados ou mesmo os que precisam aqui viver inseridos numa natureza não agredida.
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67612
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Luiz Ortiga
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16/5/2011 14:43:09
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Uma data - Muitas saudades. Grupo imenso de estudantes de Montes Claros se transferiu para BH naqueles meados da década de 50. Poucos foram para Diamantina, Ouro Preto e Juiz de Fóra. Até que se tentou criar o curso científico no colégio Diocesano, mas a falta constante de energia elétrica, não permitia atender a demanda crescente e a consequente continuidade do curso. A usina de Santa Marta não cobria mais o consumo de uma cidade centenária e que já saltava para mais de 50 mil habitantes, sendo já cidade em pleno desenvolvimento e dando um salto para o futuro. Montes Claros não estava preparada para crescer tanto e os jovens pagaram caro por isso. Uma solução de momento das autoriudades, foi a instalação de um grupo gerador imenso que veio amenizar, um pouco, o grande problema. A cidade viveu um drama cruel com essa falta constante de energia elétrica. Somente com a inauguração de Três Marias (1960), o problema foi sanado de vez. Nós estudantes oriundos de Montes Claros, tínhamos o hábito de reunirmo-nos defronte ao antigo cine Glória, ao lado do Banco da Lavoura (hoje banco Real), bem próximo à Praça Sete. Ali, tinhamos as últimas notícias da terra, os endereços das festas e tudo o mais que uma pequena comunidade fazia. Como sempre, as notícias ruins eram as que mais chegavam depressa. No ano de 53, tinha eu perdido a minha mãe. Em início de puberdade fiquei órfão. Uma lástima. Esta sim, a perda irreparável. Mas qual não foi o susto que levamos, meu pai e eu, quando bateu na nossa porta d. Lucy Velloso, mãe do colega Eldan, a minha tia Lucy tão querida e simplesmente pediu ao meu pai permissão "para acabar de me criar". Foi um misto de agradecimento e surpresa. Meu pai ficou emocionado. No ano seguinte, segui para BH e como os demais rapazes. O negócio era termninar o científico ou similar e fazer algum curso superior. Chegou o ano de 1960. Como sempre, a turma, alí, em frente ao Glória e chegou um rapaz e perguntou: -"Sabem quem morreu?" E foi complementando, D.Lucy Velloso. A notícia caiu em mim como uma bomba. Me senti um dos caras mais infelizes deste mundo. Puxa vida, perde a mãe e mais aquela que se propôs a "acabar de me criar". Muito azar! Isto foi em 16 de maio de 1960. Lucy Costa Velloso, Deus a tenha do seu lado direito e peça a Ele por nós.
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Luiz Ortiga
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14/5/2011 23:38:41
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Memoriais, monumentos, etc - Montes Claros parece que não gosta ou não quer aparecer. A cidade não possui monumentos em forma de esculturas, comum nas grandes cidades. Um memorial homenageando filhos ilustres é mais que obrigação. Dias atrás assisti, aqui em Brasília, a inauguração de um belíssimo prédio imaginado inicialmente por Darcy Ribeiro, chamado "beijódromo". Este prédio, com formas modernas é um centro cultural no campus da UnB. Homenagem da capital a um filho de Montes Claros. Darcy foi o seu 1º reitor. Além de Darcy Ribeiro, merecem a justa homenagem em Montes Claros, os doutores Hermes de Paula, João Valle Maurício, Dr. Santos, cujo falecimento se deu num mês de maio, dia 14, ano de 1942 (informe do Efemérides de ontem), o agrimenssor Nelson Vianna e outros... Quem entra e saí de Montes por rodovias, mal sabe que está entrando ou saindo da cidade. Como em outras cidades, nas divisas e nas entradas da cidade, deveriam haver grandes pórticos, jardins, informativos e grandes letreiros com a palavra MONTES CLAROS. Na entrada, bem-vindos, na saída: obrigado, volte sempre ou coisa assim. Colocaria na serra, como se fez em Hollywood, Beverly Hills, um letreiro enorme lá em cima do morro. Colocaria uma bela iluminação e às noites, veríamos o nome da cidade,MONTES CLAROS em branco, bem grande lá na serra. Ninguém ousaria construir por perto. Já que estou dando palpites e os estudos do urbanista Jaime Lerner não vão dar em nada, já mandava estudar o uso de veículos leves sobre pneus. uns onibus imenos que transportariam centenas de pessoas por vez, de norte a sul e de leste a oeste. Criaria num local bem estudado e que não seja a Praça de Esportes, uma estação central de embarque/desembarque. Fecharia o centro para trânsito de veículos. Transformaria tudo em calçadões e criaria boulevartds bucólicos e se possível cobertos. Começaria pela rua Semeão Ribeiro. Piso desenhado, cobertura, bancos metálicos pintados de branco,jardins floridos,boa iluminação, bom policiamento contra vândalos. Tudo muito bonito. Precisamos de uns cartões postais e não os temos. Ficam aí as idéias. De nada.
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67468
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Luiz Ortiga
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30/4/2011 12:59:36
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A privatização dos aeroportos brasileiros é uma história que precisa ser contada. Antes da Infraero. a administração dos aeroportos brasileiros era feita pelo DAC-Departamento de Aviação Civil do Ministério da Aeronáutica. O DAC administrava mais de 1.000 aeroportos pelo Brasil, e para isso, contava com a participação efetiva das prefeituras que arcavam com todo as despesas decorrentes. de manutenção ao pagamento de funcionários, tudo cabia às prefeituras. Razão dos aeroportos do Brasil serem verdadeiras pocilgas. Com o advento da Infraero em 1973, as coisas mudaram. Inicial- mente, a Infraero absorveu 13 aeroportos, depois passou para 23 e chegou a ter 69 aeroportos sob a sua administração. Hoje são 67 aeroportos. Desses, 12 são superavitários, portanto, 55 aeroportos são deficitários, como o de Montes Claros.Cabe aos aeroportos superavitários "carregar" os irmãos que pouco faturam. Aí está a mágica. Somente o Terminal de Cargas de Campinas-SP, a jóia da coroa, fatura o suficiante para cobrir a folha da Infraero. Quem não deseja para sí um filão desses? Então, com a tão propalada privatização da Infraero, queria saber como ficarão os aeroportos deficitários? Assumirão os novos donos, os primos pobres? Certamente que não e caberá ao povo, como antes, assumir os custos de uma administração de aeroportos deficitários. Mágica besta. O lucro para os outros, as despesas para nós. Muito se fala sobre prazos de obras e que a Infraero não teria condições de conclui-los nos prazos? Como? Faz-se um cronograma físico-financeiro em cima de um projeto e se não há projeto não cabe ao IPEA pelo seu presidente, falar em prazos. Qual conhecimento de engenharia tem o presidente do IPEA que nem sabe qual o sistema construtivo a ser usado nas obras? Pode o prazo existente ser até mais que suficiente, tudo dependerá do projeto e o método construtivo a ser usado. Quanto ao nosso aeroporto, eu que trabalhei durante quase 30 anos na Infraero, o conheço bem. Inclusive, quando da sua absorção pela Infraero em 1980, participei da comissão de absorção. Como arquiteto na área da engenharia, tentei por várias vezes "puxar a brasa" para a minha sardinha, em alguns casos tivemos exito, como o plantio de grama em toda área operacional do aeroporto e obras de manutenção e recuperação de áreas degradadas. Erosões muito grande já apareciam no talude que forma a cabeceira 11 e muitas outras áreas. Ampliação da área de desembarque. Para isso, contávamos com a insubstituivel ação do então superintedente, o engenheiro Sergio Pires Antunes, filho da terra. Havíamos elaborado um grande projeto para reforma e ampliação do atual terminal de passageiros com a criação de um pavimento superior onde teríamos, além da administração, um restaurante de classe, mirante público e lojas.Preparando para o recebimento de uma ponte de embarque, escadas rolantes e muitas outras benfeitorias. Demos azar, pois já estávamos autorizados, quando houve a transferência da área de superintendência administrativa com a chefia de BH para o Rio de Janeiro (3º Comar). Foi um passo para trás. Os cariocas só iam à Montes Claros para comer uma carne de sol e comprar cachaça, não tinham nenhum compromisso com a cidade. Uma pena. Vamos torcer para que estejamos errados nas avaliações e que em breve tenhamos reformas de amplação do nosso terminal de passageiros, um patrimônio que temos e merece o maior carinho.
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Luiz ortiga
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29/4/2011 22:25:39
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| Taí, uma lei que não "pegou".Proibir o trânsito de carros de bois pelas ruas centrais da cidade, lei de 1932, conforme as "Efeméridas" de Nelson Vianna.Pelo que me consta, pela década de 50 a dentro os carros de bois transitaram por Montes claros e sem problemas. Muito simples, pois a única opção que a dona de casa tinha era usar a lenha no fogão. O gás não era ainda uso do montesclarense. Em BH, usava-se a lenha cortada em toras de meio metro, prontas para serem usadas nos fogões de ferro muito usados por lá.Comprava-se a lenha por metro cúbico. Foi uma grande novidade em BH o aparecimento do fogão elétrico na década de 50. Em Montes Claros, a energia elétrica era problemática. O meu curso científico no Diocesano era noturno. Teve somente uns 20% das aulas, durante o ano de 53, por falta de energia elétrica. Os alunos que quiseram, passaram "por decreto". Não foi o meu caso. Mas pensar que carros de bois andavam pelas ruas da idade, de cima embaixo, é coisa inpensável para os jovenas de hoje. O progresso determinou o cumprimento da lei.
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Luiz Ortiga
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19/4/2011 00:03:20
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Nesta época que tanto se fala nos nefastos aconetecimentos numa escola pública no Rio de Janeiro.A gente se recorda de fatos do passado que jamais tinhamos ideia de que aquilo viria a se chamar "bulling". Palavra inglesa que nem tem tradução na nossa lingua. Corria o ano da graça de 1945, eu estudava no Grupo Escolar Gonças Chaves, situado na praça do mesmo nome. A praça não era urbamizada, tinha se muito, 2 pés de manga do lado direito, onde ficava o escritório do advogado José Esteves Rodrigues. Acima, ficava o prédio do Instituto Norte Mineiro e à esquerda o prédio da Maçonaria. Eu morava lá na rua Padre Teixeira, era longe para um menino de 7 anos, mas Montes Claros não oferecia perigo. Tinha um colega que ia para a escola, levado por uma acompanhante e sob um guarda sol. O menino parecia um copo de leite. Muito estranho para nós moleques. A praça era ponto de descanso dos carreiros que vendiam sua lenha e alí se reuniam para o retorna às suas fazendas respectivas. As aulas da tarde se iniciavam ao meio dia em ponto. Naquele dia, um grupo de meninos não sei porque cargas d`água, resolveu pegar um carro de bois que estava bem próxima à entrada da escola e dar uma voltinha pela praça. Foi o suficiente para que o dono do carro de bois reclamasse junto á professora-diretora. Após o sinal de entrada, a diretora colocou os meninos em fila indiana e com um lápis bem apontado, deu 3 cotucadas com a ponta do lápis nas cabeças dos garotos. Estes sim, mostraram que eram duros e não choraram, embora o sangue escorrese pelo rosto. Este fato lamentável demonstrou que a diretora nada tinha que a qualificasse como educadora. Confesso que não sei como terminou aquilo que deve ter tido desdobramentos com os pais dos garotos. Foi um fato lamentável de "bulling" praticado por quem não deveria fazê-lo. O trauma ficou parta todos que presenciaram a cena daquele ano longinquo.Nunca me esqueci.
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Luiz Ortiga
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25/3/2011 13:33:24
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Estou retransmitindo o texto que recebi. O filme, certamente, não é o mais antigo do mundo pois, em 1895, os irmãos Lumiere fizeram e exibiram filmes curtos que existem até hoje(exemplo: A saída da fábrica). Mas vale como curiosidade... USA-San Francisco - O filme mais antigo do mundo SENSACIONAL! Vale a pena ver. Eis o valor de um acervo cultural. É um túnel do tempo! 4 dias depois boa parte, senão a totalidade dessas pessoas estavam mortas e a cidade em ruínas. Perdemos tempo demais com tolices. A qualquer momento a natureza pode nos "deletar". Para os cinéfilos, segue o que talvez venha a ser o mais antigo filme já produzido (1906)!! São cenas filmadas a partir de um "cable car" na Market Street, em San Francisco, California. É surpreendente a quantidade de automóveis que já existiam àquela época. E quantas imprudências se cometiam, nas barbas dos policiais (Provavelmente, nem havia Leis de Trânsito...). O trânsito era caótico com a convivência, não tanto harmoniosa, entre pedestres, bicicletas, charretes, automóveis, cable car, bondes, etc. Observe que os bondes que cruzam a rua já possuem tração elétrica! No final da rua, existe um prédio que está lá até hoje, pois trata-se do terminal de passageiros da Baía de San Francisco. O filme, após muita polêmica, teve identificada a sua origem, bem como a data de sua produção: É um filme produzido em 14 de abril de 1906, 4 dias antes do grande terremoto que arrasou com a cidade de San Francisco. O filme foi embarcado para New York, num trem, para ser processado, daí ter sido poupado daquela tragédia. Clique em: http://www.youtube.com/watch_popup?v=NINOxRxze9k
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Luiz Ortiga
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14/3/2011 19:50:53
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Terremoto, tsunami e Brasil - No dia 1º de novembro de 1755, Dia de Todos os Santos, Portugal foi palco de um terremoto e consequente tsunami que veio a arrasar Lisboa. Cessado o susto e contado o prejuizo, o marquês de Pombal (1699-1782), então 1º ministro no reinado de D.Maria I, tratou de pensar na reconstrução da capital portuguesa. Para tanto, serviu-se do ouro do Brasil colonia, através de impostos escorchantes. Considerando-se a arbitrariedade dos órgãos fiscais do vice-reinado português na cobrança de impostos e por outros fatores, como as deficientes condições de trabalho e as injustiças cometidas (violência) pelos governantes. Em 1789, agravou-se a crise com a elevação da dívida do quinto(20%), além de outras, provenientes de contratos atrasados. O novo governador, Visconde de Barbacena, chegou disposto a cobrar os impostos, provocando a derrama (tributos, imposto repartido pelos contribuintes e impostos extraordinários) para a qual toda a população contribuiria. mineira ou não, era obrigada a comparecer. Com isso, propiciou o pretexto para a revolta que se propunha a criar uma república. Teria a capital em são João del Rei e teria uma bandeira com o lema "Libertas Quae Sera Tamen". Após várias reuniões, houve uma denúncia do movimento (inconfidência) e o governo real procedeu a uma devassa. Esvaziou a conjuração suspendendo a derrama. Deu-se a condenação, degredo, comutação de pena e a execução do chefe dos revoltosos Assim, no dia 21 de abril de 1797. houve o enforcamento do Tiradentes. Lançou-se aí a semente que logo germinou e com a declaração da independ|ência em relação a Portugal, em 1822, que de qualquer maneira teve o seu início na destruição feita por um terremoto e um tsunami, como um dos caminhos percorridos pela história 67 anos depois. Pode-se supor...
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Luiz Ortiga
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7/3/2011 21:31:19
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E POR FALAR EM TREM.JÁ PENSARAM? A d.Ruth Tupinambé fez um histórico irretocável sobre a chegada do trem em Montes Claros em 1926.Já havia escrito esta mensagem há muito tempo, antes da reforma da rodovia recentemente. E a aproveito, pela oportunidade.Recebi uma mensagem sobre trens. ..Falar de trem com a minha geração é voltar ao passado.Uma saudade recôndita, sempre rondando , amordaçada há bom tempo.De repende, surgiram aqui e ali, pedidos de não só a duplicação da BR-135,como o retorno do nosso trem. Saudoso, vagaroso, mas eficaz.É evidente que ele retornaria com outras características. Fosse só o sistema locomotiva/vagões,. estaria pouco. O que nos importa agora será o aumento da biltola para 1,60m -o dobro e aisconforto.Retificação da linha com o desaparecimento de curvas com uma engenharia ferroviária maismoderna.Criação de túneis e viadutos mais ousados que implicariam no encurtamento das distancias. Por exemplo, o trecho Montes Claros/Bocaiúva em tempo similiar ao gasto na rodovia e não 2 horas, como ocorria, com total desperdício de tempo e combustível.locomotivas modernas, sem poluição, com manutenção eficiente e exemplar. Vagões também modernos, confortáveis, limpíssimos, serviços de bordo sem deixar nada a desejar. Composições bonitas e accessíveis, Como ocorre no metrô, tudo tão limpo e organizado que o mal-educado porcalhão e vândalo respeitaria e nem ousaria cuspir no chão.Seria o retorno aos velhos tempos, matando saudades em grande estilo.Então...Montes Claros lá vamos nós.Sonhar é preciso.O trem é preciso.
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Luiz Ortiga
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27/2/2011 23:08:18
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| As "Efemérides" ora publicadas neste "montesclaros.com", são como a pormenorização da história da cidade. Poucas cidades podem se dar ao luxo de ter o seu "diário" por longo período. Como história puxa história, a construção do trecho da EFCB a partir de Montes Clareos rumo à monte Azul, trouxe para cá os maias diversos personagens. Conheci aqui em Brasília, DF, uma pessoas digna de ser relembrada. Trata-se de Antonio Hilário de Souza, vulgo Nico. Filho de Mariana, os pais eram proprietários de uma pensão na praça principal. Rapaz ainda, em busca de aventuras, veio trabalhar num dos trechos da ferrovia. Conseguiu fazer um "pé-de-meia" e mudou-se para Montes Claros, onde mudou de atividades. Trabalhou como "crupier"(aquele que dá as cartas nos jogos), no cassino Montes Claros, de grande agitação na época, onde o dinheiro corria solto. Por ser muito bom no "metier", foi convidado para ir trabalhar no cassino da Urca, no Rio de Janeiro. A sua alegria não durou por muito, pois, D.Santinha, primeira dama do país, mulher do prwesidente Dutra, detestava jogos de azar e pediu ao marido a proibição dos jogos no Brasil. Dito e feito! Da noite para o dia, milhares de pessoas ligadas a essas atividadwes, se viram desempregadas. Consta que foi terrível. Araxá, por exemplo, tinha um belíssimo hotel e construido pelo Getúlio Vargas, não suportando a ausência de hóspedes que iam até àquela cidade para jogar, de repente, viu-se às moscas, vindo a fechar as portas. Nosso personagem o "Nico", desempregado e com as economias que não eram muitas, resolveu continuar no ramo de diversões e para tal, adquiriu, como dizia ele, algumas peças e montou um pequeno parque de diversões. Das primeirtas cidades que viajou com o parque de diversões não poderia deixar de ser Montes Claros. Montou o seu parque na praça Cel.Ribeiro e ali aconteceu uma tragédia. Contratou um senhor da cidade para fazer a manutenção do parque e, certo dia, aconteceu um acidente fatal. Uma das barcas que eram movidas por cordas usadas pelos ocupantes, adquiriu grande velocidade e veio a atingir a fronte deste montesclarense que veio a falecer. era o senhor Wilson Maldonado, tio do meu amigo e colega Hiram de Paula.O parque não teve mais ambiente na cidade e partiu para outras paragéns. O tempo passou. Por intermédio de um colega de trabalho da Secretaria de Obras, vim a conhecer o "seu" Nico que na conversa referiu-se à Montes Claros. Em Brasília, não havia previsão para a localização de parques de diversões e a fiscalização não dava trégua e ele, se via obrigado a mudar-se constantemente. Numa dessas, já corria o ano de 1973, e o parque estava posicionado próximo á Torre de TV. Na época, o governador do Distrito Federal, um engenheiro estradeiro da Bahia, que Brasília deve muito a ele, chamava-se Elmo Cerejo, tinha dado uma canetada, criando a área do parque da cidade. Área esta magnífica, no Plano Piloto que já era alvo dos planos dos grileiros, alguns famosos e ainda bem conhecidos no DF que inclusive já haviam feito a "partilha". Com isso, Brasília ganharia uma soberba `selva de pedra",mas foi evitada com a famosa "canetada" do governador. O interessante é que o parque já recebeu diversos nomes, mas a população o conhece como parque da cidade e pronto. Fato é que para tirar o parque de diversões de perto da torre de TV, foi-lhe ofertada uma área no ermo parque que surgia. Definida a área pelo governador, o niuco procurou-me, como arquiteto, para orientá-lo como fazer o assentamento do referido parque. confesso que fiquei até penalizado pela solidão que era aquilo, então nos primeiros tempos da cidade. Sugeri que ele colocasse os equipamentos em círculo - como faziam os cow-boys- e desse ênfaze à roda-gigante e abusasse das luzes e das cores como chamamento. Para ele, oas primeiros tempos foram difíceis. O tempo passou e o parque que naturalmente recebeu o nome de "Nicolandia`, firmou-se hoje como um "point"para a criançada. Sempre a nossa conversa versava sobre os velhos tempos do cassino de Montes Claros e suas histórias que ele considerava como "tempos de ouro". Nico que nasceu em 1914, viveu sua vida de luta, vindo a falecer quase nonagenério em 1999. As Efemérides nos trouxeram este personagem que fez parte da vida da cidade em duas épocas, que pelo visto ele não logrou muito exito.
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Luiz Ortiga
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22/2/2011 12:11:53
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Não é cobrança... - Das diversa coisas boas que formavam o nosso dia a dia da nossa Montes Claros do final da década de quarenta e início da década de cinquanta era frequentar a praça de esportes ou para os não íntimos "Montes Claros Tenis Clube". Juventude sadia, a nossa preocupação era sabermos quais o récordes de natação a serem batidos. E Montes Claros teve campeões mineiros e brasileiros, com os récordes batidos. Sede de várias competições estaduais. isso na área da natação.Credite-se também o trabalho incansável do sargento Marino e do técnico Sabu, ao orientar treinamentos para os rapazes e moças. Houve também a consagração posterior no voleibol feminino, onde Montes Claros se sagrou campeã mineira daquele ano de 1951. O técnico na ocasião era o sargento Pimenta, amante do volei e do basquete. O time de basquete masculino também fazia bonito. Ficou famosa uma briga ocorrida no Minas Tenis Clube em BH, quando nosso time, num campeonato mineiro, humilhava o adversário com uma derrota fragorosa e os mesmos apelaram para a violencia. Deram o maior azar. A turma de basquete também era muito boa de briga. Isso ficou na história dos esportistas locais que tiveram que mostrar que aquela gente bronzeada tinha o seu valor. Não comentei nada sobre futebol pois seria covardia. Em 1952, lembro-me bem. O Atlético Mineiro tinha sido campeão e veio a Montes Claros, cheio de banca, para receber as faixas. Só que o então João Rebelo e depois Ateneu, pôs água no chope ao carimbar as faixas com uma vitória de 2x1. Após esse jogo, ficou famosa a agressão do técnico Yustrich ao ponta esquerda do Atlético, Amorim, pois o nosso lateral, Alexandre Macedo*, tinha colocado o famoso ponta do Atlético, no bolso. O que está fazendo falta é que a rapaziada atual também repita o que já fizemos, afinal, o pessoal hoje tem toda a tecnologia disponível, meios de comunicação e técnica e mais os confortos que jamais sonhávamos. *Curiosidade é que o time era formado por práticamente 2 familias. A familia Macedo e a familias Almeida. Tancredo, Josmar, Danilo, Alexandre e Valdo e a familia Almeida com Miltinho, Alair e Moacir. Entravam também parentes, cunhados e afins. Timaço que deixou saudades.
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Luiz Ortiga
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19/2/2011 22:39:04
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A Montes Claros da minha juventude tinha coisas que hoje, dá-nos uma saudade danada. Uma das coisas interessantes era o hábito e muito bom por sinal, de às tardes, reunirmo-nos na casa de um de nós para estudar as matérias do colégio. Nesses estudos incluiam-se os tradicionais lanches que as mães dos colegas ofereciam. O lanche fantástico era o que a "tia" Luci Veloso, mãe do Eldan e casada com o Sr. Geraldo Veloso. Era simplesmente delicioso, não desfazendo dos demais. Recordo-me, ao ler as "efemérides" do Sr. Nelson Viana, na qual relata um dos fatos políticos mais marcantes da cidade, tendo como um dos protagonistas o Sr. Melo Viana. Certa ocasião, João Leopoldo, colega de colégio, convidou-me para ir até a sua casa para estudarmos para uma prova. Fui. Na hora do lanche, estava lá dona Tiburtina, com o maior desvelo com o neto e com o colega dele, a oferecer-nos um lanche da tarde, de fazer lembrar as palavras do Vinicius de Morais: "que tinha que ser consumido de joelhos e em estado de graças, se não orando". Mulher famosa da política nacional, alí, de maneira tão prosaica a servir mesa para os rapazes que estudavam. Uma dona de casa e esposa e não uma política.
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Luiz Ortiga
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8/2/2011 21:31:18
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Fofoca em alto nível - Revista brasileira, semanal e de grande circulação, trouxa esta semana, uma inconfidência e surpresa que nos deixou boquiabertos.Fugindo dos seus hábitos de comedido e reservado, um filho de Itabira do Mato Dentro, CARLOS DRUMOND DE ANDRADE (1902-1987),em correspondência trocada com outro mineiro, este de Montes Claros de Formiga, CYRO DOS ANJOS (1906-1994),mostrou-se crítico feroz às obras de alguns escritores nordestinos, ao comentar com amigos que ficava impressionado com a aceitação da crítica do Rio ao produto daquela região nordeste) que "faz noticiaristas e críticas avulsas babarem de gozo, enquanto o mais obsoluto silencio envolve obra do quilate de um Romanceiro da Inconfidência, obra da Cecília Meireles". O Rio era o centro cultural inconteste do país naquela época e devota muita atenção a ficção nordestina, em detrimento ao Cancioneiro da Inconfidência. Talvez a atitude de CDA se deveu a um revide ao jornalista e poeta piauiense Mário Faustino que em 1957, publicou no Jornal do Brasil uma das críticas mais incisivas ao autor mineiro. Disse o piauiense que o poeta modernista não se "interessava pelo desenvolvimento da poesia". Isto no momento em que CDA se tornava o grande fiador de Adélia Prado (Divinópolis-MG (1935). Faustino cobrava que Drumond atuasse como crítico. O mesmo Drumond fez com a goiana Cora Coralina.Na correspondência com Cyro dos Anjos, CDA ataca as obras de contemporaneos reputados como Lúcio Cardoso (Curvelo), Rachel de Queiroz e José Lins do Rego. Estes nordestinos, Ceará e Paraiba, respectivamente e aquele mineiro. Maledicente, CDA comentou que a peça teatral Lampião de Rachel de Queiroz era destituida de qualquer " interesse psicológico", mas pelos menos se destacava pela "linguagem saborosa". Já em relação a josé Lins do Rego com o romance Cangaceiros teve a habilidade de descobrir novos palavrões e que melhor seria se a obra tivesse sido escrita pelo próprio Lampião. A Rachel, cearense e José Lins paraibano, Drumond referiu-se aos "rapazes do norte" pela transcrição imediata e anticrítica de aspectos da vida regional praticada. E comentava:"como escrevem mal".Com Cyro CDA se deixa transparecer cético em relação a política, tanto que em 1955, com JK vencedor, declarou haver anulado seu voto. Sente-se aliviado com a queda de Jango, mas reprova o arbítrio dos militares. As respostas de CYro a Drumond é que nos deixam curiosos e estão sendo motivo de pesquisas da Fundação Casa de Rui Barbosa e do acervo0 Escritores Mineiros da UFMG. Consta que a idéia é editar um volume da correspondência entre ambos, programada para sair na coleção de Cyro e deverá ser editada pela Editora Globo.Esperemos, pois é nitroglicerina pura!
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66013
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Luiz Ortiga
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6/2/2011 09:58:09
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| Refiro-me à mensagem 66002 - César, não era do meu conhecimento que um bispo gaúcho havia transferido o cônego Marcos Von In de Montes Claros para São Paulo.Agora faz sentido...Depois daquela contenda entre a Cúria X parentes dos sepultados no velho cemitério(ao lado da catedral, haveria algum desdobramento. Pena que Montes claros perdeu e muito. Esqueçamos, é a melhor política.
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65992
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Luiz Ortiga
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4/2/2011 12:03:23
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Padre Marcos Von In Dias desses, ao acordar de madrugada,insone, minha memória, sem a menor vontade de ser diferente ou original, voltou à Montes Claros da minha infância e juventude. Isso me fez pensar no sentimento de falta, da saudade, do vazio que as pessoas sentem quando estão distantes de alguém ou daquilo de que se gosta ou mesmo da terra querida. Ora, Montes Claros, fisicamente está bem distante para mim e essas lembranças que sempre me ocorrem, estão bem encaixadas lá no passado. O meu pensamento aportou, não sei o porquê, naqueles padres estrangeiros que com as suas batinas brancas, fizeram parte do nosso passado. Lembrei-me especialmente de um padre que nunca tive maior contato. Mas sempre o via celebrando missa na Igrejinha do Rosário: o cônego Marcos Von In. Este chegou em Montes Claros ainda jovem, no ano de 1920*. Foi um lutador e como que um milagre, as suas benemerências jamais ficaram sem provisões. Era procurado pelos pobres para o atendimento das mais variadas petições. Uns queriam remédios, outros comida. Uns queriam passagens, outros uma roupa. Mas todos carentes de palavras de conforto e sempre atendidos. O que me deixou pensativo foi o fato do padre Marcos ter deixado, saudoso, a sua terra natal , vivido trinta e seis anos em Montes Claros (até 1956)* e quando já se considerava filho adotivo de Montes Claros, ser transferido para São Paulo.Cortou-se o cordão umbilical. Não posso imaginar o seu sentimento, mas um religioso como ele recebia resignado os desígnios de Deus. Fato é que o cônego Marcos deixou uma marca indelével na cidade. A ele foi dada a incumbência superior (D.João Pimenta) de levantar a edificação da catedral. Função que exerceu com a maior competência e sem solução de continuidade, entregando ao seu superior em tempo compatível, a igreja maior já coberta, pois havia sido designado para outros espinhosos misteres. Espero que o cônego Marcos, junto a Deus, nunca se esqueça de pedir por Montes Claros, com a certeza de que está junto aos justo, pela santidade que exerceu. *Informações do livro do Dr. Hermes.
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65898
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Luiz Ortiga
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29/1/2011 13:36:19
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| Nesses tempos de Efemérides:"Receberei, com muita mercê de Vossa Majestade - se alguma coisa meus serviços mereça - a graça de intervir junto a JK para que a esta Brasília não se negue uma universidade. Que seja Trecho da carta de Darcy Ribeiro a JK .nova como ela própria e capaz de difundir , a todas as gentes, o espírito indomável que presidiu sua edificação.É pelos candangos que peço, no temor de que cresçam como boçais. E também por Ciro dos Anjos, mortificado pelo risco de voltar, na velhice, às conversas de capiau de porta de farmácia* sobre operações de apendicite pelo espiritismo.Desta cidade-capital, no mês de abril do ano da graça de 1960, augura ao Rei saúde e fraternidade o cidadão Darcy Ribeiro. Darcy dando uma de Pero Vaz-CB 30/01/2010-Márcio Cotrim."*Era praxe,em Montes Claros, às tardes, senhores se sentarem em roda, defronte a farmácia do seu Mário Veloso e alí ficavam de prosa até o escurecer. Local (em frente a farmacia) que aos sábados, ficava intransitável dado o grande número de cavalos amarrados que ali ficavam enquanto os donos se receitavam com o seu Mário Veloso, farmaceutico famoso.
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65868
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Por
Luiz Ortiga
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27/1/2011 22:50:09
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Estive hoje a tarde na Praça Maior da Universidade de Brasília - UnB - no Memorial Darcy Ribeiro ou Beijódromo como queria o homenageado. Foi o lançamento de uma coleção de livros de bolso - 10 livros - sobre a vida de Darcy Ribeiro. A homenagem ao ilustre montesclarense transcorria com toda pompa e circunstância, com a presença do magnífico reitor e várias autoridades desta República, tornou-se uma sessão se saudades e muito choro. Foi muito bonita.O Darcy, como foi dito, pareceu El Cid, Campeador que mesmo morto, venceu os mouros. Mesmo morto, conseguiu a construção do centro de atividades onde houve a solenidfade que foi a primeira naquela edificação do famoso arquiteto Lelé, amigo do Darcy, com uma presença que deixou o auditório lotado e belas lembranças do homenageado que deixou a todos muito sensibilizados. O povo de Montes Claros se sentiria orgulhoso presenciando a cerimônia que homenageou o filho ilustre e que transmitocom orgulho.
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65804
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Por
Luiz Ortiga
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25/1/2011 22:19:34
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O povo que preserva o seu passado é um povo que tem o seu futuro garantido.O fato do montesclaros.com"com a sua seção Efemérides, de grande significância histórica para a cidade, para a região e para os filhos de Montes Claros.Junte-se ao grande serviço prestado pelos grandes Hermes de Paula e Nelson Viana a cooperação da memória viva sempre prestada por d. Ruth Tupinamba numa participação sem preço neste mural com as história e estórias da cidade. A lembrança do colégio D.Bosco e a sua diretora d. Alice Neto, foi uma volta ao passado e que dezenas de vetustos cidadãos fazem ao início dos anos 40 àquele prédio amarelo defronte à Congregação Mariana. Ali aprendemos realmente os primeiros ensinamentos escolares e de postura. Carneirinho, carneirão Olha pro ceéu, olha pro chão... Aquelas criasnças sabiam que o Sr. Raimundo Neto era o dono do curtume e que este ficava lá para os lados do Melo. Era apenas um curso0 infantil, mas alí aprendemos para o resto das nossas vidas, as primeiras noções do ABC, a usar os talheres, comer com a boca fechada... Grandes eternas lembranças d. Ruth.
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Luiz Ortiga
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22/1/2011 00:43:31
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| Guardadas as devidas proporções, a gente se lembra da voracidade dos grileiros de terras que não se importam, querem avançar sempre. Mesmo onde o terreno não permite construções, como o ocorrido há pouco tempo atrás quando quiseram construir no sopé dos montes que dão nome a cidade. A grande verdade é que se não houver posturas municipais que interditem quaisquer tentativa desses irresponsáveis, veríamos edificações serra acima e o que é pior, a natureza que não perdoa e sempre cobra,logo estaria levando tudo de roldão, morro abaixo. Outra tragédia. A gente na vida deve estar sempre no lugar certo na hora certa, masa de vez em quando dá umas bobeiras. Lá em Nova Friburgo,tinha um hotel bacana (eu disse tinha...) e resolvi passar o Natal lá há dois anos atrás. A locação do hotel éra precisamente no leito do rio que levou tudo.Temos que preservar a nossa cidade, a natureza e a vida daqueles irresponsáveis que não nada respeitam e teimam em construir em locais interditados pelas leis municipais.
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Luiz Ortiga
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19/1/2011 21:55:58
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| A rua Cel.Celestino prestou um serviço enorme a Montes Claros. Passou a ser uma via de integração entre o centro e vasta região noroeste da cidade, Cedro,Pequi e cidades vizinhas (Miralta-Mirabela, etc). Ali foram construidos dois casarões que marcam a arquitetura da época. O casarão dos Maurício e o que teve várias serventias. Na minha época de criança foi o "quartel" dos escoteiros e lobinhos.Mas creio que o prédio ficou mais conhecido depois como Escola Normal. Mas o importante é que por aquela rua se acessava a ponte do rio Vieira. Essa ponte é bem o retrato de uma época, com toda a serventia prestada. Já em 1952, quando a turma do Colégio Diocesano foi à Januaria, em viagem de recreio e despedida. O caminhão tipo "pau-de-arara" que nos levou, teve que passar por baixo da ponte que dava vau, pois a ponte já não suportava o peso do caminhão que devia ter uma carga total de umas 5 toneladas. Havia também o armazém Queiroz, à esquerda de quem a descia. Na placa dizia que vendia "queirozene".
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