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montesclaros.com - Ano 23 - quinta-feira, 30 de junho de 2022

Jornal de BH dá ampla cobertura aos tiros - em atendimento policial - que mataram rapaz em M. Claros, na manhã de sábado, em rua perto do Colégio de S. José. E relembra um primeiro caso - de enorme repercussão - no mesmo local

Domingo 12/06/22 - 8h05


Homem tem surto, ataca policial com faca e acaba morto a tiros

Policial foi atingida no braço direito. Caso ocorreu em Montes Claros, no mesmo quarteirão onde, há 20 anos, houve crime de grande repercussão
Luiz Ribeiro

Um homem de 34 anos, em um surto psicótico, atacou uma sargento da Polícia Militar (PM) com uma faca e acabou sendo morto a tiros por um cabo da PM, na manhã deste sábado (11/6) em Montes Claros, no Norte de Minas.

Conforme o comandante do 10º Batalhão da Polícia Militar (BPM) de Montes Claros, tenente-coronel Luciano Magalhães Chaves, o policial agiu em legítima defesa “para proteger a si próprio e a vida de terceiros”.

Foi instaurado procedimento administrativo para apurar as circunstâncias dos fatos, que ocorreram na Rua Dom Pedro II, no Centro da cidade.

A sargento atacada sofreu um corte profundo no braço direito e foi encaminhada para pronto-socorro da Santa Casa de Montes Claros, onde será submetida a procedimento cirúrgico.

Surto causou agressões

De acordo com o tenente coronel Luciano Chaves, o homem – que já tinha transtornos mentais – apresentou um surto psicótico e ficou agressivo.

A família chamou uma equipe do Serviço de Atendimento de Urgência e Emergência (Samu) para levar o paciente para o atendimento ambulatorial.

A equipe do Samu acionou a Polícia Militar para dar segurança aos socorristas.


Quando os militares chegaram ao endereço, relata o comandante do 10º BPM, o homem foi até a cozinha da residência e apanhou uma faca.

Conforme o tenente-coronel, ao perceberem que o homem estava agressivo e armado com a faca, os policiais tentaram impedir que ele saísse da moradia, segurando a maçaneta da porta de entrada da casa pelo lado de fora.

Porém, informa o oficial, a maçaneta se soltou. Em seguida, o homem saiu e atingiu a sargento com uma facada no braço direito, na saída da casa para a rua.

Na sequência, relata o comandante do 10º Batalhão da PM, o homem partiu em direção a outros policiais e aos funcionários do Samu.

O tenente-coronel Luciano Chaves disse que um dos militares atirou em direção ao indivíduo, mas não conseguiu detê-lo.

Por isso, o policial fez mais dois disparos. O homem foi atingido no abdômen. Ele chegou a ser atendido pela própria equipe do Samu e morreu no local.




Por meio de nota, o Samu informou que foi acionado para atender a um "paciente com agitação psicomotora". Destacou que, “como é de praxe”, a Polícia Militar foi acionada para prestar apoio à ocorrência,” já que em atendimentos psiquiátricos o protocolo exige a presença da PM para resguardar a equipe de socorristas, caso seja necessária a contenção do paciente."



Ainda na nota, o Samu destaca que prestou atendimento á policial ferida e ao homem baleado.



Quarteirão teve crime de repercussão nacional


Numa triste coincidência, o caso do homem que teve um surto psicótico e acabou morto depois de atacar uma policial ocorreu no mesmo quarteirão da Rua Dom Pedro II onde há 20 anos, o radialista Rosalvo Bastos, de 26 anos, e a noiva dele, Daniela Oliveira, de 22, foram mortos a tiros e a facadas, um crime de mando que teve grande repercussão.

Outra coincidência foi que a morte do casal também ocorreu em um sábado, no dia 4 de maio de 2002. (...)

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