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montesclaros.com - Ano 23 - domingo, 7 de agosto de 2022

Caso das 2 professoras, de 43 e 39 anos, presas em M. Claros por pichar o muro do Parque de Exposições desembarca na imprensa de BH

Sábado 25/06/22 - 13h53


Jornal O Tempo, de BH:


Professoras são presas em Montes Claros após picharem frase contra Bolsonaro

Segundo Polícia Civil, dupla foi autuada pelo crime de "pichar, grafitar ou por outro meio conspurcar edificação ou monumento urbano"
Por Juliana Siqueira

Duas professoras, de 43 e 39 anos, foram presas nessa quinta-feira (23) em Montes Claros, no Norte de Minas, suspeitas de fazerem uma pichação contra o presidente Jair Bolsonaro no muro do Parque de Exposições do município. Foi escrito: “Abaixo o governo militar genocida de Bolsonaro. Morte ao latifúndio!”.

De acordo com o boletim de ocorrência, durante patrulhamento policial, militares viram duas mulheres deixando algum objeto no chão. Logo depois, elas andaram apressadamente.

Os policiais abordaram a dupla que, ainda segundo o boletim de ocorrência, estava muito nervosa. Aos militares, as mulheres disseram que estavam voltando de uma festa na casa de uma amiga. Uma delas alegou que estava com crise de ansiedade, mas dispensou atendimento médico.

Os militares, então, continuaram o patrulhamento, até se depararem com o muro pichado e com duas latas de tinta vermelha próximas ao local. Diante da descoberta, eles retornaram até as professoras.

Nesse momento, os policiais observaram tinta vermelha nos sapatos de uma das mulheres, que alegou ter esbarrado em um recipiente com tinta após passar mal. Os militares também viram tinta vermelha na máscara de uma delas, que afirmou que aquilo poderia ser um pingo de sangue.

O que diz a Polícia Civil

Diante dos fatos, as mulheres foram levadas para a delegacia, para prestar esclarecimento. Em nota, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que ouviu as duas professoras e que elas foram autuadas pelo crime previsto no artigo 65 da Lei 9.605/98 (pichar, grafitar ou por outro meio conspurcar edificação ou monumento urbano).

“Após formalização do procedimento e assinatura do Termo que foi remetido à Justiça, elas foram liberadas”, informou a corporação.

Também em nota, a Sociedade Rural de Montes Claros, que administra o Parque de Exposições da cidade, lamentou o ocorrido e informou que vai tomar as devidas providências para reparar os prejuízos causados pela pichação, “desejosa de que ações como esta não se repitam, já que configuram crime”.

“A entidade enaltece a atuação pontual da Polícia Militar em defesa da preservação da ordem pública, protegendo o cidadão e os bens públicos e privados e coibindo ações de ameaças à integridade do produtor rural, do Presidente da República e da sociedade como um todo”, destacou a Sociedade Rural de Montes Claros.

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