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montesclaros.com - Ano 23 - sábado, 26 de novembro de 2022

Jornal de BH detalha o que de muito triste, e trágico, se passou em Bocaiúva, tendo por testemunha um filho especial, de 12 anos

Quinta 10/11/22 - 10h23

Jornal O Tempo, de BH:



MG: Homem é preso na sala de casa enquanto via TV com filho após matar a mulher

Após o crime, suspeito ainda ingeriu chumbinho como tentativa de suicídio

Lucas Henrique Gomes

Um homem de 46 anos foi preso no sofá da sala de casa, ao lado do filho de 12 anos, instantes depois de matar a mulher, de 43 anos, no quarto do apartamento em Bocaiúva, no Norte de Minas. A Polícia Militar precisou arrombar o portão do prédio e a porta do imóvel da família depois de chamar insistentemente e ninguém atender.

Uma denúncia anônima indicou que naquele apartamento tinha ocorrido um feminicídio. Como os militares não conseguiram a resposta, entraram com o uso da força.

Assim que abriram a porta do apartamento, os militares já encontraram pai e filho sentados no sofá diante da televisão. De imediato, o homem assumiu que tinha matado a mulher por estrangulamento no quarto após discutirem e entrarem em luta corporal.

O homem contou aos policiais que o casal estava em processo de separação e que nessa terça-feira discutiu com a mulher porque "a sogra dele estava interferindo no relacionamento e fazendo a cabeça da mulher sobre divisão de bens do casal e a separação". O óbito da vítima foi atestado pelo Samu, que compareceu ao local.

Durante a ocorrência, o homem contou que depois de matar a mulher ingeriu chumbinho como tentativa de suicídio. Ele também apresentava escoriações no rosto e no peito pela briga. O homem foi encaminhado ao hospital sob escolta da polícia e permaneceu internado.

O filho adolescente não quis relatar nada sobre o que ocorreu. Foi acionado o Conselho Tutelar, que realizou procedimentos cabíveis, e o menor ficou sob cuidado do tio. Uma vizinha disse que por volta das 13h ouviu gritos de socorro do adolescente, porém como "ele apresentava transtornos mentais de agressividade e as gritarias eram recorrentes e nunca era nada, achou que não era grave".

O delegado de homicídios de Bocaiúva e a perícia realizaram os trabalhos de praxe no local. O corpo foi liberado e removido para o Instituto Médico Legal.

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