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montesclaros.com - Ano 25 - sábado, 2 de março de 2024

O Brasil não classifica o Hamas como grupo terrorista, independente de governos opostos. Saiba o motivo, no intrincado e obscuro xadrez internacional

Terça 10/10/23 - 6h22

O Brasil não classifica o grupo Hamas como "grupo terrorista" devido à sua política histórica de seguir as classificações da ONU em relação a organizações terroristas.

Embora essa decisão tenha sido motivo de controvérsia internacional, o Brasil mantém a postura.

Muitos países, como os Estados Unidos, Reino Unido, Japão, Austrália e nações da União Europeia, rotulam o Hamas como organização terrorista..

O critério do governo brasileiro para classificar uma organização como terrorista é que ela também seja considerada dessa maneira pela ONU.

Isso se aplica a grupos como o Boko Haram, a Al-Qaeda e o Estado Islâmico, que são oficialmente considerados organizações terroristas tanto pela ONU quanto pelo Brasil.

A abordagem impede que o Brasil mude sua classificação de grupos terroristas, mesmo quando ocorrem mudanças de governo.

No governo de Bolsonaro (2019-2022), houve manifestações a favor da classificação de grupos como o Hamas e o Hezbollah como terroristas, mas oficialmente o Brasil não alterou sua posição.

Recentemente, em resposta aos ataques do Hamas em Israel, o governo brasileiro emitiu notas condenando a violência no Oriente Médio, sem mencionar o Hamas.

O Brasil também se manifestou contra o Hamas na ONU em dezembro de 2018, quando votou a favor de uma proposta dos Estados Unidos na Assembleia Geral da ONU, condenando o Hamas pelo uso de foguetes contra Israel e pedindo que o grupo renunciasse à violência.

A proposta não obteve a maioria necessária para aprovação, mas o Brasil demonstrou sua posição contrária ao grupo durante a votação.

Apesar de não rotular o Hamas como um grupo terrorista, o Brasil já se manifestou contra suas ações na arena internacional, seguindo sua política de aderir às classificações da ONU.


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