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montesclaros.com - Ano 25 - sábado, 15 de junho de 2024

Falsificação e contrabando de cigarros em 5 estados têm operação da Polícia Federal que respinga também em 3 cidades do Norte de Minas, com 59 mandados. Veja quais

Terça 14/11/23 - 9h19

Jornal Estado de Minas, de BH:


Grupo suspeito de contrabando de cigarros e trabalho escravo é alvo de ação

Polícia Federal e Receita Federal cumpriram 59 mandados em cidades de Minas, São Paulo, Bahia, Amazonas e Pará
Bel Ferraz

Uma operação conjunta entre Polícia Federal e Receita Federal mirou uma organização criminosa que atua na falsificação e contrabando de cigarros de marcas paraguaias na manhã desta terça-feira (14/11), em cidades de Minas, São Paulo, Bahia, Amazonas e Pará.

O grupo é suspeito de descaminho de maquinário utilizado na fabricação de cigarros, tráfico de pessoas, trabalho escravo, falsificação e uso de documentos falsos, crime contra as relações de consumo, crime contra os registros de marcas e lavagem de dinheiro.

Na manhã de hoje, está sendo cumprida medida de sequestro de bens e valores, contra 38 pessoas físicas e 28 pessoas jurídicas, num total de R$ 20 milhões.

Mais de 165 policiais federais estão cumprindo 11 mandados de prisão preventiva, 13 mandados de prisão temporária e 35 mandados de busca e apreensão em residências, galpões e empresas nas cidades de Manaus, no Amazonas, Nova Ipixuna, no Pará, Capim Grosso, na Bahia, Belo Horizonte, Nova Lima, na Grande BH, Divinópolis, São Gonçalo do Pará, Itaúna e Nova Serrana, no Centro-Oeste de Minas, Pará de Minas e Pitangui, no Centro de Minas, Barueri, em São Paulo, Carapicuíba, em São Paulo, Indaiatuba, em São Paulo, Osasco, em São Paulo, Santana de Parnaíba, em São Paulo, São Caetano do Sul, em São Paulo, Taiuva, em São Paulo, e na capital paulista.

A partir de investigação realizada pela Polícia Federal e acompanhamento do esquema criminoso pela Receita Federal foi possível identificar toda a cadeia de produção dos cigarros clandestinos na região de Divinópolis, além de toda a organização criminosa envolvida no esquema de fabricação de cigarros paraguaios falsos.

Foi revelado que a quadrilha, chefiada por um empresário de Barueri, em São Paulo, aliciava trabalhadores no Paraguai, que eram trazidos para fábricas clandestinas no Brasil, na região de Divinópolis, onde eram submetidos a condições de trabalho análogas à escravidão, com a liberdade tolhida, permanecendo reclusos, sob vigília, e incomunicáveis, por vários meses, no interior dos estabelecimentos.

Tinham, ainda, seus telefones confiscados e eram impedidos de ter qualquer acesso ou contato com o mundo exterior. Eles sequer sabiam o local em que se encontravam, pois eram conduzidos até as fábricas com os olhos vendados.

A distribuição dos cigarros falsos era feita em caminhões. Os produtos eram escondidos atrás de cargas de calçados produzidos na região de Nova Serrana.

Os presos responderão por organização criminosa, contrabando de cigarros, descaminho de maquinário, tráfico de pessoas, trabalho escravo, falsificação e uso de documento particular falso, crimes contra as relações de consumo e lavagem de dinheiro.

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Jornal O Tempo, de BH:

Operação da PF mira na lavagem de dinheiro e no contrabando de cigarros em Minas

Foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão e 11 de sequestro de bens e valores; Sete pessoas foram indiciadas
Raquel Penaforte

Em uma operação da Polícia Federal, com foco no combate aos crimes de associação criminosa e lavagem de dinheiro no contrabando de cigarros, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão e 11 de sequestro de bens e valores. Sete pessoas foram indiciadas.

Os alvos da Operação Kapnos são pessoas residentes das cidades de Pratápolis, Varzelândia, Janaúba e Lontra, em Minas Gerais, além de uma moradora de São Paulo (SP). Essas pessoas atuavam na distribuição dos cigarros para a região Norte de Minas e Sul da Bahia.

As investigações, que começaram em dezembro do ano passado, revelaram que os envolvidos movimetaram mulheres de reais em poucos anos de atuação no ramo ilegal. As suspeitas aumentaram com o repentino crescimento patrimonial sem justificativa, além das transações financeiras com pessoas envolvidas com contrabando de cigarros.

As sete pessoas indiciadas pela Polícia Federal pelos crimes de associação criminosa e lavagem de dinheiro, se condenadas, podem cumprir penas de cujo o tempo de reclusão varia de 3 e 10 anos.

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As cidades de Varzelândia, Janaúba e Lontra constam do inquérito e também seriam alvos da operação em curso


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