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montesclaros.com - Ano 23 - sábado, 21 de maio de 2022
 

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Mensagem: Hoje, primeiro dia de 2022, fui direto ao Site “montesclaros.com” para atualizar-me com as novidades do dia-a-dia. Deparei com esse titulo na pagina principal: ´(Detalhe: é possível ouvir o galo cantar, pela segunda vez, quando a imagem alcança novamente a fenda, hoje seca, no lugar onde a cachoeira refletia a luz do luar, em noites altas, soleníssimas, da cidade de 10 mil habitantes - hoje, 440 mil)´. Imediatamente fui remetido de volta ao passado – naqueles anos dourados da adolescência, quando frequentávamos a Serra do Melo para desfrutar da cachoeirinha que ali existia e perene o ano inteiro. Neste momento resolvi a republicar um texto que escrevi - aqui nesse Site - em 04 de Abril de 2018. - Leiam. Titulo: A SECA DO BIÊNIO 39/40 E AS INUNDAÇÕES DE 1965 SÍNTESE: Chuva é coisa de Deus. É a água! Além de ser viva... Ela é responsável pela VIDA de toda biosfera. Desde Rinoceronte e o búfalo aos menores bentônicos. Nestes 08 anos seguidos de chuvas minguadas e para piorar as tempestades solares vieram em forma de calor de “rachar mamona”; porém, o ciclo da água ainda é incógnito. São anos de estudos (monitoramentos), e ainda existem fenômenos misteriosos. - Nem sempre a “previsão” é “precisão”! Antigamente na esquina da Rua João Souto c/ R. General Carneiro existia uma Estação Climatológica que era monitorada por Dona Joaninha Procópio; era comum as professoras do Grupo Escolar Francisco Sá nos levar para visitá-la. Atentamente ficávamos ouvindo as explicações da observadora meteorológica. Aprendemos o que são milímetros de chuva – bem explicados por Dona Joaninha Procópio. Já no 4º ano primário, no ano 1965, em Montes Claros a chuva era tanto que, diariamente me induzia ir à Estação para saber o tanto que tinha chovido, no intuito de narrar para meu avô “Seu Ponciano” quantos milímetros de chuva tinha caído e se a chuva iria continuar. Naqueles anos, a Companhia de Água e Esgoto de Montes Claros -CAEMC tinha um rodízio rigoroso - guardar água de chuva era obrigatório – toda casa tinha tambores debaixo das bicas do telhado. No ano de 1965 a gente olhava para a Serra do MELO e assistia suas furnas em cachoeiras. Era muito bonito! Nas baixas – hoje os bairros: Morada do Sol, Melo, São Luiz e Ibituruna - todas inundadas. A Serra fazia parte da Fazenda MELO que pertenceu a família Tupynambá - hoje os Bairros citados. Esta fazenda, mais tarde, parte dela foi vendida a família Marcondes. Fazenda Melo originou o nome da serra : Serra do Melo. Como todo menino é encapetado! Não obstante ter seu “anjo da guarda”. Íamos até a baixa do Seminário Premonstratense, tomar banho na lagoa e aproveitar das enxurradas era de praxe.. Era uma das felicidades na nossa infância. Voltando às chuvas e seu Ciclo; muitas vezes o meu avô José Ponciano me narrava que no biênio 1939 / 1940 nas Comunidades do Sitio; Granjas Reunidas; Dolabela e Bocaiúva os moradores enfrentaram uma das maiores secas - choveu muito pouco - quase nada – nos registros da Rede Ferroviária e da Firma Dolabela & Portela, constavam que foram menos de 300 milímetros no período de chuva de Setembro/39 a Abril/40. Segundo meus avós, a seca foi tanta, que não houve chuva sequer para plantar milho; os pastos acabaram ocasião que muitos animais e pessoas morreram com a sequidão. outras pessoas narravam que o Rio Jequitai em varias partes secou; tinham noticias que o Rio São Francisco oferecia condições de atravessar andando em Pirapora e na cidade São Romão. Este fenômeno aconteceu há 82 anos, época que não havia tanto desmatamento - a emissão de substâncias gasosas como: dióxido de carbono e metano não eram suficientes para provocarem o Efeito Estufa. Digo isso embasado na teoria dos “especialistas”. – Mistério! Deus queira que chova bastante nos próximos ciclos – como em 1965 – 79 e 83. Não temos mais a Dona Joaninha Procópio para explicar sobre o ciclo hidrológico, mas, acreditamos que muitos mistérios terrestres e celestiais ainda estão para serem desvendados... como o ciclo da Lua e a influência das tempestades solares no ciclo das chuvas. As cachoeiras da SERRA DO MELO dificilmente serão perenes novamente como outrora. FELIZ 2022 PARA TODOS. (I – I – MMXXII) (*) José Ponciano Neto é Ecologista - Historiador Membro do Instituto Histórico e Geográfico de Montes Claros – Diretor Financeiro da Academia Maçônica de Letras do Norte de Minas. Membro do Instituto Histórico e Geográfico de Montes Claros.

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