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10/9/2014 -"...teve até o desfile de um mendigo novo, supostamente drogado, que andou pelo centro, o quarteirão fechado da rua Simeão Ribeiro, completamente nu, exibindo-se". A crescente degradação da Praça da Matriz e vizinhança pede:

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           Haroldo Santos    haroldo.bh@terra.com.br

65525
Por Haroldo Santos - 14/1/2011 13:19:37
Montes Claros e seus tipos inesquecíveis

Lalaô foi um "doido", ou pelo menos como tal na época era julgado, que viveu na cidade de Montes Claros entre as décadas de 40 e 60. O seu verdadeiro nome não se sabia, mesmo porque não era divulgado, tamanha a popularidade do seu apelido.
Como ele, vários outros tipos populares inesquecíveis povoaram a vida de Montes Claros naquele período que foi considerado áureo, uma cidade bucólica e romântica, que tinha, entre outras atrações, o famoso Cassino Montes Claros, conhecido internacionalmente pela beleza das mulheres que habitavam "Rendez Vous" gloriosos então administrados com muito orgulho pelas próprias prostitutas, ao contrário de hoje, época dos executivos modernos, quando empresários cafetões e cafetinas requereram para si a atividade de explorar e administrar o lenocínio nas "New Sagitarius" da vida.
Região de pecuária de corte, a cidade tinha também um "comércio nervoso" em decorrência da sua localização estratégica de entroncamento viário entre o sul da Bahia, o Norte de Minas e toda a Região Sudeste, e projetou seu nome além das fronteiras. Quem nunca ouviu falar da famosa Carne de Sol de Montes Claros
Naquele tempo em que as pessoas tinham tempo e espaço para a vida em comunidade, eram comuns os chamados "tipos populares", presentes na história de toda cidade que se prezava.
Nós, que tivemos o privilégio de conhecer a Montes Claros daqueles velhos tempos, assistimos agora à existência de uma cidade sem uma identidade própria, onde o desenvolvimento industrial e o crescimento demográfico não planejado são acompanhados a passos largos por deformidades exuberantes na convivência sócio-econômica e urbanística.
O mundo moderno, dizem alguns, ficou pequeno com o aparecimento da Internet, a grande teia mundial de comunicação, entretanto, na verdade, ficou foi "grande demais" para os "pequenos detalhes" da vida quotidiana. O progresso científico-cultural, as invenções e as descobertas deste final de século, trouxeram soluções para a maior parte das dificuldades da humanidade, mas apesar disso, as cidades deterioram, com um número cada vez maior de problemas que não têm tido solução, e hoje, é praticamente impossível a identidade das comunidades com os seus chamados "tipos populares", tão comuns e indispensáveis à própria biografia das mesmas e qu8e se perderam no redemoinho do crescimento desordenado.
Daí a modesta intenção de tentar retratar nesta despretensiosa crônica alguns episódios pitorescos da vida de Montes Claros à época de Lalaô e seus congêneres.
Lalaô
Lalaô foi uma das figuras mais interessantes daquela época, inclusive pela polêmica em torno de sua própria condição psíquica, uns afirmavam que ele era doido, enquanto outros diziam que ele se fazia passar por doido para viver, sendo na realidade "muito esperto e espirituoso". E a respeito de suas "observações" sempre rápidas e espirituosas existem folclores, e lembramos como exemplo um fato ocorrido na famosa Rua 15, que era a rua do "footing" e dos bate-papos na época. Nesta ocasião, uma jovem senhora da sociedade montesclarense, recém-casada, e já esboçando orgulhosa a sua gravidez, passava pela referida rua quando ali se encontravam proseando um grupo de rapazes com o nosso personagem, e como ele sempre fazia, tecendo considerações diretas e espirituosas sobre todos os transeuntes, ao vê-la passar, não se conteve e exclamou, dirigindo-se à jovem senhora: -Ah. Agora eu quero ver você dizer que não "fez" nada....
Ele sempre tinha uma observação e um enfoque sobre cada pessoa, era um observador nato por assim dizer, e como um crítico mordaz e sempre atento, nada lhe passava despercebido, aguçado que era este seu espírito.
Um dos episódios mais pitorescos de sua história diz respeito exatamente à sua pseudo-condição de doido, o que ocasionalmente o transformava em um sociopata de convívio mais difícil, exigindo da Polícia, nestes momentos, o seu encaminhamento ao Manicômio de Barbacena para a internação e tratamento psiquiátrico, comuns à época.
Na época foi chamado na delegacia o Tião Peba, figura muita conhecida na cidade como seleiro e que exercia também as funções de acompanhante de pacientes que eram encaminhados ao famoso manicômio, e que foi incumbido pelo delegado de polícia de levar o nosso personagem por meio de transporte ferroviário.Tudo acertado, lá se foram os dois. Entretanto, ao chegar ao manicômio conduzindo Lalaô, Tião Peba foi surpreendido pela "engenhosidade" de raciocínio daquele "suposto doido", que disse de imediato ao porteiro na entrada do hospital:- "Olha moço, eu estou trazendo este velho doido de Montes Claros, mas estou deixando ele pensar que é ele quem está me trazendo. Logo que entrarmos no Hospício você trata de trancá-lo logo porque ele é muito perigoso".
Dito e feito, o esclarecimento só se deu algum tempo depois, quando Lalaô já tinha passeado bastante pela cidade, provavelmente tentando conseguir algum dinheiro para a sua pretendida volta, enquanto Tião Peba estava no manicômio tentando ainda se explicar.
De outra feita, num dos períodos de "estabilidade psíquica", e aproveitando seus dotes de pintor de paredes que era, ele foi contratado para pintar um logotipo enorme na fachada do famoso Curtume Montes Claros, uma construção antiga que se localizava no Bairro do Melo e que podia ser avistada de várias partes da cidade. Mas, ao combinar o preço, houve uma diferença de 5 mil reis (moeda da época) entre o orçamento e a oferta feita pelo proprietário. Ele não quis discutir, aceitou em princípio a oferta, colocou a escada no grande paredão que ficava voltado para a cidade e começou a pintar o nome da indústria bem no alto da fachada, em letras garrafais, "CU", e parou na segunda letra o seu trabalho.
Desceu da escada, procurou o contratante e disse-lhe: -Só continuo pelos 30 mil reis.
E não é necessário dizer que ele recebeu o preço integral para continuar bem depressa o seu trabalho, e completar o logotipo que parcialmente escrito denunciava um significado jocoso e não desejado quando avistado da cidade.

500 pelo cadáver
Antigo viajante da década de 40 na região de Montes Claros, oriundo, segundo diziam, de família importante de S. Paulo, este personagem desenvolveu uma grave neurite periférica alcoólica de caráter degenerativo que limitava intensamente a sua deambulação pelas ruas da cidade que antes o havia assistido brilhar nas pistas de dança do famoso Cassino Montes Claros nos seus áureos tempos de moço jovem e elegante.
Sempre trajando ternos bem cortados, sapatos lustrosos e cabelos bem penteados ele se tornou conhecido na cidade nos seus tempos de mancebo garboso, mas as noitadas na boemia e o uso constante de bebidas alcoólicas o transformaram num ancião precoce que levava várias horas para percorrer alguns quarteirões desde o seu barraco próximo à Santa Casa até o centro da cidade onde passava o dia, fazendo o mesmo percurso de volta em outras tantas horas no final da tarde.A sua limitação de movimentos que provocava um andar titubeante e muito lento e as suas feições já carcomidas facultaram-lhe o apelido de 500 pelo cadáver, e quando algum moleque gritava aquele apelido irritante, impotente para se locomover, ele usava a única arma que ainda lhe restava para rebater a zombaria, a sua língua ferina: -"É a ...... da mãe desgraçado, filho da puta".
Viveu assim vários anos, íntegro em uma pseudo-elegância que nunca perdeu, sempre de paletó, ainda que agora todo esfarrapado e sujo, mas sem perder a aparente fleuma que apresentava impecável na juventude, só que mantida ereta agora apenas pela inflexibilidade imposta pelas suas artroses e artrodeses articulares oriundas de sua doença degenerativa.
Manoel 400
Nas décadas de 50 e 60 os quitutes monstesclarenses tinham a participação especial de um personagem pitoresco: Manoel 400. Naquela época de fogões a lenha, as pequenas carroças de lenha que eram vendidas de porta em porta à semelhança do que acontece hoje com os caminhões de gás, precediam sempre à chegada de Manoel 400 que aparecia logo em seguida com o seu machado, sempre bem afiado, para desdobrar (cortar) aquela lenha possibilitando o seu uso no fogão.Tipo imprescindível naquela Montes Claros, ele também se fazia notar pelo seu aguçado "espírito de conquistador" com galanteios gentis, puros e sempre generosos para todas as moçóilas da cidade, e no seu perfil havia uma certa astúcia em "dar ferradas" apontando para os ares com a descrição de objetos hipotéticos e inexistentes e quando a pessoa ou pessoas solicitadas olhavam na direção por ele indicada imediatamente exclamava com um sorriso de vitória nos lábios :-Ô lalaika.
Era tal a sua pureza de espírito que se transformou num tipo imprescindível nos fundos de quintal, e à noite quando os rapazes se reuniam na rua 15 para ver o "footing", ali estava ele misturado aquela sociedade emergente, de banho tomado, cabelo glostorado (Glostora era um popular óleo para cabelos usado na época), com uma camisa de mangas curtas e uma gravata atada ao grosso pescoço de alterofilista (afinal era uma lenhador, o verdadeiro alterofilista), pronto para os seus galanteios e as suas imaginárias conquistas e "flertes".
Tuia
Tuia foi outro tipo inseparável da paisagem cosmopolita da cidade. Ele era um ex-escravo de feições agigantadas, com pés que, sem a limitação dos sapatos que nunca usou, cresceram exageradamente e apresentavam horríveis crostas ressecadas. Suas feições exuberantes, os lábios demasiadamente grossos e a grande projeção do lábio inferior que lhe provocava sempre uma sialorréia abundante, faziam de sua figura um verdadeiro representante dos contos de terror. Era um personagem que habitava "os arrepios e os medos" das crianças montesclarenses da época, que ao vê-lo geralmente apertavam as mãos dos pais com firmeza numa súplica de proteção .
Entretanto ele não era agressivo, e, ao contrário, era incapaz de qualquer ato de rebeldia ou agressividade.O seu lar por muitos anos foi o alpendre da casa em que funcionava a sede do O Jornal de Montes Claros, e ali ele era como um vigia daquela casa, fazendo parte integrante da paisagem da Rua Dr. Santos na velha Montes Claros que, como ele, também já era centenária naquela época.
Requeijão
Outro tipo popular que viveu na mesma época em Montes Claros tinha o apelido de Requeijão, e bastava que algum moleque traquinas o chamasse pelo apelido para que ele respondesse com um verdadeiro rosário de nomes e expressões indeclináveis, tal era o seu vocabulário de palavras impublicáveis.
Naquele tempo os bares típicos da época não ofereciam o conforto das lanchonetes e "fastfoods" de hoje com seus balcões e vitrines industriais resfriados e serviços de produção industrial preparados para o consumismo moderno dos sanduiches e "colas" da atualidade.
Eram instalações comerciais simples, com uma máquina de café e um balcão de madeira com vitrine de vidro e prateleiras forradas de papel manteiga para a exposição protegida dos quitutes regionais: fatias de requeijão e queijo, broas de fubá, bolos, biscoitos fofão, pés de moleque, doces de leite e de coco, todos produtos caseiros da melhor qualidade.
Mas como lembrávamos, era tal a ojeriza do personagem pelo apelido que ele era incapaz até mesmo de pronunciá-lo, e quando entrava num bar com vontade de se deliciar com uma boa fatia de requeijão ele simplesmente apontava para a vitrine dizia:
-Me dá um pedaço desta "desgraça" aí.

Mundinho Atleta
Uma das figuras mais carismáticas e constantes nas rodas de bate-papo do antigo Cafezinho do Zim Bolão, ponto obrigatório de reunião para as fofocas do dia, ele continuou emprestando e a sua presença na esquina do Café Galo, sucessor automático da antiga sede das fofocas montesclarenses. Muito magro ele sempre fez jus ao seu apelido em reverso e era saudado sempre como o futuro prefeito da cidade, fato que rebatia sempre dizendo que o prefeito em exercício era apenas um seu preposto, além do que, importantes mesmo eram as batalhas imaginárias travadas sob o seu comando, que o transformaram num general de 5 estrelas. Mundinho seguiu sua trajetória irretocável de figura imprescindível na história da cidade, uma história cheia de estórias.


Zé Amorim

E o Zé Amorim? Este não podia faltar nestas lembranças porque ele representou para a Montes Claros antiga o que o "Google" representa hoje para o mundo moderno, isto mesmo o "Google", porque ele dava notícia de tudo e de todos, sabia da vida de cada um e tinha aquela linguagem própria e extremamente satírica para descrever cada personagem da cidade. Entrar no Bar Maravilhoso, na Rua 15, correspondia a "entrar" hoje no "Google" para saber das últimas ou de todas as novidades.
Ele era singular, e seu olhar sobre a cidade foi sempre de uma riqueza indescritível, pena que ele não tenha deixado em letras suas palavras ricas na descrição analítica de seu tempo.
E esta era uma característica familiar, pois seu pai, Pedro Montes Claros, e seus irmãos, Tuca, Sinval e Bem Pau Véi, também tinham a língua afiada como uma navalha, que aliás era o instrumento de trabalho do seu pai, que foi barbeiro durante muitos anos e gozava da intimidade dos chamados coronéis da cidade.
Quem daquela época não se lembra de Bem Pau Véi com sua marca registrada de cumprimentar as pessoas: -Êh, leão desgraçado!!!
Alguns até se assustavam com seu jeito abrutalhado quando estava bêbado, e ele sempre estava!
Zé Amorim nunca deixou um freguês sem a sua pitada sarcástica de gozação, ou pela frente ou pelas costas, ele sempre dava seu diagnóstico.
Os irmãos Zacalex, gregos que vieram morar em Montes Claros, também sofreram suas gozações. Eles freqüentavam o sanitário do bar geralmente após o almoço para se aliviarem, e o Zé começou a notar um certo entupimento no vaso sanitário logo após o uso por um deles. O Zé que "não deixava por menos", resolveu dar o troco na hora certa, e numa das vezes que o Zacalex chegou e pediu a chave do sanitário o Zé foi logo retrucando: -Ô meu irmão, vou lhe dar a chave e você pode usar o vaso, mas vê se você "bitola", tá?
Também corria uma história sobre o Zé que morava na época no Bairro Roxo Verde em uma avenida movimentada que fazia a ligação para o Alto de São João. Numa tarde ele estava sentado em frente à porta da casa, onde seus animais viviam em total liberdade, gatos, cachorros, galinhas, etc..
Em determinado momento uma carreta carregada com sacos de semente de algodão atropelou e matou uma das suas galinha e aí o Zé ficou "macho" com a situação e disse:
-Isto não ficar assim não!
Imediatamente pegou a sua moto, uma Harley Davidson, e partiu atrás daquela jamanta que logo foi alcançada, e aí o Zé foi logo mandando o motorista parar para tirar satisfação com ele.
Mas ao parar a carreta o motorista se apoiou com o braço sobre a janela e o Zé viu se descortinar uma bíceps que mais parecia um quadríceps de tão forte, e o motorista perguntou:O que que foi, meu irmão?
O Zé, que nunca foi bobo,tratou logo de resolver bem a situação e perguntou ao motorista:
-Quantas toneladas o senhor está levando aí?
Ao que o motorista respondeu: -40 toneladas!
O Zé então finalizou: -Ah! Eu bem que havia calculado certo, porque a minha galinha ficou só a plastra lá no chão! Boa viagem para o senhor!
O irmão do Zé, o Sinval Amorim, de certa feita, tinha um dos seus apartamentos alugados a preço muito baixo no prédio que tinha o nome do seu pai, Edifício Pedro Montes Claros, e resolveu reaver o imóvel alegando necessidade de morar nele, mas a inquilina se recusou a sair do imóvel e como a justiça sempre foi muito morosa, foram anos e anos nessa pendenga judicial. O Sinval diariamente ia até à frente do apartamento, que ocupava o segundo andar, via a inquilina na janela e dizia;
-Vocês estão vendo aquele apartamento ali no segundo andar? Ele não é meu não, ele é daquela Filha da Puta que está lá na janela!...
Como estas várias outras figuras lendárias do verdadeiro folclore popular desfilaram sua importância social e porque não dizer cultural urbana, criando verdadeiros mitos dentro da comunidade e não serão esquecidas nunca por esta comunidade que sempre soube prestigiar estes valores antropológicos.
Este mundo aparentemente artificial, povoado de imagens irreais, fazia da vida da comunidade montesclarense uma verdadeira peça teatral, repleta entretanto de veracidades palpáveis, onde todos eram parte integrante do elenco deste imenso teatro real de figuras fantásticas, e fazia da cidade uma verdadeira escola de convivência urbana.
Montes Claros já não é aquela cidade de antanho, e hoje desvirginada pelo progresso já não há lugar para estes "pequenos grandes momentos" de pura poesia cultural e antropológica.
Quintuplicada em tamanho e número de habitantes já não há mais espaço nem tempo para uma parada no Bar Maravilhoso para saber das novidades nem tempo para as sábias reflexões daqueles montesclarenses inesquecíveis.
Parece que os ponteiros dos relógios já não se contentam com sua antiga rotina de velocidade circular e cederam lugar para relógios digitais, sem ponteiros, que parecem comandar o tempo mais depressa Esta era a Montes Claros daquela época, povoada de histórias e estórias, e como essas muitas e muitas outras ainda estão na memória de todos aqueles que tiveram o privilégio de viver na Montes Claros do Velho Mercado Municipal, do antigo Cassino Montes Claros, da movimentada Praça de Esportes, do footing da Rua 15 e da Praça Cel Ribeiro e das famosas Horas Dançantes que fizeram o embalo dos montesclarenses naqueles tempos.
Velhos tempos! Grandes lembranças!


64259
Por Haroldo Santos - 2/12/2010 12:40:45

Centenário de nascimento de Mário Souza Santos - 29 de Novembro de 1910/2010

(Haroldo Alfredo Santos, filho, médico nascido em Montes Claros e residente em Belo Horizonte)

Com o sol ainda dormindo, ele já estava acordado para a labuta diária. Essa foi a rotina de vida de Mario Souza Santos, nascido em Caculé, Bahia, em 1910, mas "montesclarense da gema" como ele mesmo se identificava pois aqui chegou ainda jovem, aos 19 anos, no início de 1929, depois de uma curta passagem pela cidade de Porteirinha, e aqui se estabeleceu e residiu durante toda a sua vida.
Chegou como tropeiro, mas este foi só o início da sua jornada, porque lá dentro de si ele nunca deixou morrer uma vocação inata, ser fazendeiro. E foram precisos os estágios de comerciário (como balconista) e comerciante (proprietário da loja “A Branca de Neve”) para atingir o objetivo perseguido, a aquisição de terras que iriam formar as suas propriedades rurais, estabelecendo-se assim uma identidade que o acompanhou por toda sua vida, nos ajeitos e nos trejeitos.
Conhecia a terra como poucos e parecia ser um verdadeiro cúmplice a serviço da mesma, e foi assim que ele verdadeiramente se realizou e é assim que ele é reconhecido entre seus pares, um fazendeiro daqueles que não se fazem mais, daqueles que são considerados fazendeiros poéticos pela nova safra de fazendeiros empresários.
Seu Mario Santos, como era conhecido no Sertão Montesclarense, foi um homem sem vaidades, dedicou toda a sua vida ao trabalho e à família, e foi um verdadeiro exemplo de honradez, representando com dignidade a antiga assertiva de que um “fio de bigode valia mais que uma assinatura”. Sempre enfrentou as dificuldades como se fossem naturais, como se fizessem parte da vida, como obrigações a cumprir. Viveu o seu tempo numa luta silenciosa em que teimava manter os valores e diretrizes cunhados ao longo da vida e a teimosia sempre foi uma faceta do seu caráter porque era honesta e saia lá do fundo do seu coração. Mesmo porque nunca foi homem de aventuras e por isso mesmo teimava, e preferia não se aventurar muito em novidades, era teimoso inclusive nas suas idéias.
Foi sim um conservador, o que não o desdoura. Conservou, com sabedoria, os ensinamentos aprendidos a duras penas nas intempéries da vida e dizia sempre que nunca recebeu nada feito, mas por fazer. Tornou-se conhecido em várias regiões de Montes Claros e municípios vizinhos, os quais também conheceu palmo a palmo, no lombo de seus animais que considerava quase de estimação, tamanha a identidade com os costumes do campo (lembro-me de uma “besta” que era chamada de Morena, e que era a menina dos seus olhos, seu verdadeiro Rolls Roice).
Nas suas viagens ia conhecendo fazendas e fazendeiros de cada região com os quais se identificava e se tornava amigo, e mantinha um orgulho velado deste vasto conhecimento geográfico regional. Ele foi sempre um curioso e aprendeu a fazer de tudo um pouco, foi um autodidata.
Na minha longa convivência de filho eu tive um privilégio que na época de adolescente interpretava como obrigação: fiz muitas viagens com ele entre fazendas ou mesmo pelos pastos, em vistoria do gado e das terras, e viajava horas a fio perguntando sobre tudo que via ou que passava por nós, numa verdadeira “catilinária” rural.
Lembro-me de quando, ele montado em seu cavalo de nome Prateado e eu no meu cavalinho de nome Chumilim, íamos para a Fazenda Riacho do Fogo e lá chegávamos ainda com o orvalho sobre a grama e as folhagens, para ele começar a sua labuta diária.
Como era difícil para mim naquela época acordar de madrugada para acompanhá-lo, mas esta era a sua rotina e eu tinha que entrar nela. Não se conseguia vê-lo parado, tamanha a sua energia, e foi a sua experiência, esculpida no trabalho árduo e perene, que o transformou numa referência em toda a região. Era incansável em sua luta e labuta e eu não me lembro mesmo da palavra cansaço em toda a sua vida.
Nos currais aguardava o fim da ordenha para a vistoria do gado, quando aproveitava para curar gabarros e bicheiras, castrar novilhos e potros, tosar crinas e orelhas, marcar e vacinar novos animais. Depois dos currais vinha a vistoria dos pastos, das cercas, das aguadas e das roças plantadas e por plantar, milho, feijão, arroz, algodão, mandioca, etc.
Na Fazenda Riacho do Fogo uma das suas realizações, e certamente a de que mais se orgulhou, foi ter colocado água potável e encanada, sem o uso de nenhuma bomba hidráulica ou "carneiro", idealizando e realizando pessoalmente todas as fases do projeto, desde a captação até a distribuição por gravidade.
Sempre foi um polivalente e eu me orgulho de ter sido o seu companheiro em muitos momentos, atrapalhando algumas vezes, ajudando outras, mas sempre aprendendo alguma coisa ao seu lado. Atravessamos juntos muitas estradas barrentas com chuva escorrendo pela aba dos nossos chapéus, gotejando na ponta do nariz e descendo pelos lábios sedentos pelo calor do sertão.
Que saudades! Coisas simples, não é? Mas nelas, o segredo da vida se resume. São nelas que encontramos os momentos que nos marcam pelo resto de nossas vidas.
Ele foi um fazendeiro que marcou a sua época como um carvalho de raízes profundas e inabaláveis, entretanto, por detrás deste fazendeiro cunhado em têmpera de aço existia um outro homem, o pai, aliás, pai e mãe, porque depois de 8 anos de vida matrimonial harmoniosa e feliz com a esposa e os 3 filhos, ele sofreu o revés do destino perdendo a companheira inseparável que a doença inexorável ceifou precocemente.
Apesar da grande perda ele não se deixou abater e imbuído agora de responsabilidade dupla, cuidou de dar conta do recado, exercendo as funções de pai e mãe. E nunca se dobrou perante as dificuldades e na sua simplicidade procurou ensinar a vida numa dedicação quase obsessiva.
Nunca precisou de muitos afagos para demonstrar o seu carinho e na rigidez de sua postura transmitiu sempre a sinceridade do seu amor paterno conseguindo com seu trabalho, ensinar a trabalhar, com sua honestidade, ensinar o caminho, com sua dedicação, ensinar o amor e com sua simplicidade, ensinar o mais importante, o verdadeiro sentido da vida.
Foi sempre assim, um pai rígido mas um pai verdadeiro, um exemplo, o melhor que poderíamos desejar e talvez, e por isso mesmo, a vida lhe foi tão pródiga, permitindo-lhe esta verdadeira metáfora de sua vida no campo, simbolizar a árvore, onde ele simboliza o tronco e tem nos seus descendentes a copa frondosa com suas folhas e frutos.
Hoje aqui estamos reunidos para prestar-lhe esta homenagem póstuma, ainda que singela, numa demonstração de gratidão pelo seu exemplo de vida e dedicação, e agradecemos a Deus a oportunidade de fazê-la. Temos a certeza de que Deus, na sua bondade, está lhe restituindo o que por merecimento lhe é devido, e nesta oportunidade de reviver num relance fatos marcantes de sua vida marcante simbolizamos esta parábola perfeita que sintetiza uma vida completa.
Esta breve história de vida é a tentativa de trazer à nossa presença a aura de sua lembrança nestes momentos de saudade, saudade que é a doce presença da ausência e lembrança que é a doce presença da imagem que ficou para sempre nos nossos corações.
Querido pai, que Deus o tenha ao seu lado, neste lugar conquistado pela história de vida que você nos legou como a maior e melhor herança.
Você foi o nosso herói!...Saudades imensas!...




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22/08/17 - 14h
Número de inadimplentes no Brasil sobe de 58,3 milhões para 59,4 milhões. Endividados de 25 a 49 anos são os mais numerosos

22/08/17 - 13h
4 terroristas que sobreviveram aos ataques na Catalunha confessam que planejavam matança maior

22/08/17 - 12h13
Jornal Estado de Minas: "Igreja afasta padre suspeito de assediar adolescente em Bocaiuva"

22/08/17 - 12h
Universidade dos EUA lista a frequência sexual entre os humanos, por idade. Veja as faixas

22/08/17 - 11h
Derrota para o Fluminense deixa o Atlético a 3 pontos da zona de rebaixamento do Brasileirão

22/08/17 - 9h46
Meteorologia acertou: temperatura recua agora dos 27 para 21 graus, em M. Claros. Até domingo, madrugadas de 12 graus

22/08/17 - 9h
Aluno, de 15 anos, bate em professora, de 51. Sangrando, ela lamenta - "talvez não seja a última"

22/08/17 - 8h
Manchetes dos jornais: “Eletrobras deve ser vendida” - “Governo propõe a privatização da Eletrobras” - “Ministério de Minas e Energia decide privatizar Eletrobras”

22/08/17 - 7h54
"Anunciara-se que o próprio Albert Einstein viria para analisar o fenômeno, mas o cientista desistiu da viagem no último momento.(...) Mesmo em Bocaiúva. Se Alkmim vivesse, talvez fosse total e visível"

22/08/17 - 7h
Governo propõe privatizar a Eletrobras. Empresa controla 32% da capacidade de geração de energia do Brasil e 70 mil km de linhas de transmissão


21/08/17 - 18h
Galo busca hoje, às 20h, segunda vitória seguida no Campeonato Brasileiro. A 98 FM vai transmitir o jogo

21/08/17 - 17h
Técnico comemora Cruzeiro no G-6 do Brasileirão e confia em vaga para a final da Copa do Brasil

21/08/17 - 16h12
Catalunha confirma que matou o terrorista da van, de 22 anos, que atropelou multidão. Cercado, ele assobiou e gritou "Alá é Grande", cingido de explosivos

21/08/17 - 16h
Jornal europeu antecipa: a indústria do açúcar vai passar pela mesma rejeição que abateu a indústria do cigarro

21/08/17 - 15h
Com problemas de última hora, Atlético enfrenta o Fluminense hoje no Maracanã. A 98 FM vai transmitir a partida

21/08/17 - 14h
Mesmo com ameaça norte-coreana e pedidos da China e Rússia, EUA e Coreia do Sul iniciam exercícios militares

21/08/17 - 13h
Manchetes dos jornais: “Alta da dívida faz Brasil destoar de países emergentes” - “Gás de cozinha a R$ 80 e pode subir ainda mais” - “Juros menores facilitam renegociação de dívida”

21/08/17 - 11h19
Nasce Davi, e Sílvio Santos torna-se bisavô pela terceira vez. Veja como Tiago Abravanel recebeu o sobrinho

21/08/17 - 11h08
"...com sabedoria, escusou-se de beber o vinho da imortalidade, para não ser o mais infortunado dos homens"

21/08/17 - 11h04
Jornal de BH: "Assaltos em sequência assustam moradores de Montes Claros"

21/08/17 - 10h59
PIB brasileiro cai 0,24% no segundo trimestre, mas consumo das famílias aumentou 0,6%

21/08/17 - 10h53
Brasil teve 28 mil assassinatos só neste ano. 155 por dia, 6 por hora. São dados das secretarias de segurança pública

21/08/17 - 9h36
M. Claros terá máxima de 34 graus, hoje, antes que o tempo passe a nublado. Neste horário, amanhã, a temperatura deverá cair - dos 27, agora, para 21 graus

21/08/17 - 9h
Professor que fazia fotos em boate registra queixa contra o jogador Sassá

21/08/17 - 8h
Eclipse do Sol - que eletriza os EUA hoje - poderá ser visto no Norte do Brasil. (Um grande eclipse entre nós, como o de Bocaiúva em 1948, só em 2041)

21/08/17 - 7h
Convocados para revisão do auxílio-doença têm até hoje, dia 21, para agendar perícia


20/08/17 - 18h31
"Agora que a Copasa projeta buscar água no “Velho Chico” na cidade de Ibiai-MG, sendo a primeira etapa a captação do Rio Pacui, Montes Claros irá crescer muito mais a partir de 2019"

20/08/17 - 15h40
Coreia do Norte avisa que exercícios conjuntos dos EUA, a partir de amanhã, podem se transformar em combates

20/08/17 - 12h02
Morreu este Jerry Lewis, aos 91 anos, uma lenda no cinema mundial. Seus filmes fizeram sucesso na M. Claros de 60 mil habitantes e 5 cinemas


19/08/17 - 18h
Cruzeiro pode fazer 4 jogos seguidos no Mineirão a partir deste domingo

19/08/17 - 17h
Técnico ajusta time do Atlético para jogo de segunda-feira contra o Fluminense

19/08/17 - 16h
Ministério da Agricultura tem até amanhã inscrição para concurso com 300 vagas e salário de 6.710 reais

19/08/17 - 15h
Brasileirão tem dois jogos hoje e sete amanhã. Galo e Fluminense jogarão segunda

19/08/17 - 13h
Cruzeiro precisa vencer o Sport no jogo (às 16h deste domingo) para ter chance de chegar ao G-6. A 98 FM vai transmitir a partida

19/08/17 - 12h
Estado Islâmico diz que ataques na Espanha foram contra “cruzados” e judeus

19/08/17 - 11h
Manchetes dos jornais: “Cármen Lúcia obriga TJs a revelar valores pagos a juízes” - “Conselho Nacional de Justiça decide investigar folha salarial de juízes” - “Conselho investiga os supersalários de juízes”

19/08/17 - 10h
Mega-Sena paga prêmio de 26 milhões de reais no sorteio de hoje à noite. (Ninguém ganhou com os números 01- 18 - 25 - 37 - 39 - 43)

19/08/17 - 9h17
Rubro Império do Divino, daqui a pouco, marca o auge da Festa dos Catopês pelas ruas de M. Claros. Relíquia - guardada por Doutor Hermes - foi reposta na igrejinha do Rosário

19/08/17 - 9h12
"Procura-me dentro... aí é que estou, dentro de ti"

19/08/17 - 8h59
"...portanto, com sinceridade de coração e fé genuína, eu abjuro, maldigo e detesto os referidos erros e heresias e, de modo geral, todos os outros erros e seitas contrários..."

19/08/17 - 9h
Governo espera economizar 17 bilhões de reais com cancelamento de auxílio-doença pago irregularmente

19/08/17 - 8h59
"Dominga e a mãe invocavam os espíritos protetores com uma vela em uma mão e um copo de água na outra, entoando ladainhas intermináveis"

19/08/17 - 8h
Prorrogado até terça-feira o prazo para inscrição aos cursos do Pronatec, com 500 mil vagas

19/08/17 - 7h
Justiça suspende, mais uma vez, aumento de impostos sobre combustíveis em todo o Brasil. Deve durar pouco


18/08/17 - 18h
Thiago Neves, do Cruzeiro, avisa que não quer ser poupado, domingo, contra o Sport

18/08/17 - 17h
Decreto autoriza supermercados de todo o Brasil a abrirem nos domingos e feriados

18/08/17 - 16h51
Cármen ordena que tribunais informem os salários dos juízes, com valores extras, subsídios e verbas especiais em até 5 dias após o pagamento

18/08/17 - 16h
Ministério da Saúde amplia vacinação contra HPV para adultos de até 26 anos

18/08/17 - 15h
Inscrições para certificados do Ensino Fundamental e Médio terminam hoje

18/08/17 - 14h
INSS libera consulta da 1ª parcela do 13º dos aposentados

18/08/17 - 13h
Ataque com faca deixa dois mortos e oito feridos na Finlândia. Polícia atirou e prendeu um suspeito

18/08/17 - 12h
Clientes de lotérica enfrentam assaltantes, às 3h30m, e apanham. Tiro na Avenida Magalhães Pinto, em outro assalto

18/08/17 - 11h
14 mortos, 130 feridos, 30 em estado grave - são os últimos números do terror na Espanha. 34 nacionalidades foram atingidas

18/08/17 - 10h
Sol e Calor. Nas ruas de agosto, em Montes Claros, catopês operam a troca de guarda entre gerações - e asseguram o seguimento da tradição bicentenária

18/08/17 - 9h
Polícia Federal investiga uso de atletas “fantasmas” para desviar dinheiro do Ministério do Esporte

18/08/17 - 8h25
"Pelo visto, permanece o enigma, 41 anos após"

18/08/17 - 8h
Manchetes dos jornais: “Terror em Barcelona deixa pelo menos 13 mortos e 100 feridos” - “Terror invade Europa de novo” - “Van do terror mata 13 no coração de Barcelona”

18/08/17 - 7h
Mortos do terror já são 14. Suspeito do sangrento ato terrorista em Barcelona fez constar que esteve recentemente no Brasil


17/08/17 - 18h
Inscrições para 575 mil vagas gratuitas do Pronatec vão até amanhã

17/08/17 - 17h
Vírus da Aids matou 1 milhão de pessoas no mundo em 2016, alerta a ONU. Situação na América Latina "é alarmante"

17/08/17 - 16h15
Juiz manda e policia prende, no Rio, o ator Dado Dolabella, por não pagar pensão alimentícia

17/08/17 - 16h
Pagamento do abono do PIS começa para nascidos em agosto

17/08/17 - 15h
IBGE aponta que faltou trabalho para 26,3 milhões de pessoas no 2º trimestre de 2017

17/08/17 - 14h
Atentado terrorista na Espanha já tem 13 mortos e uma centena de feridos. Van foi lançada contra multidão no principal ponto turístico de Barcelona - nesta Avenida Las Ramblas. Estado Islâmico se apresenta como autor

17/08/17 - 13h
Manchetes dos jornais: - “Justiça libera Uber, mas empresa terá que pagar imposto” - “Taxistas se revoltam com liberação de Uber e Cabify” - “Estados ‘escondem’ déficit de R$ 30 bi com previdência”



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