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10/9/2014 -"...teve até o desfile de um mendigo novo, supostamente drogado, que andou pelo centro, o quarteirão fechado da rua Simeão Ribeiro, completamente nu, exibindo-se". A crescente degradação da Praça da Matriz e vizinhança pede:

»1 - Policiamento mais rigoroso
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»5 - Uma recuperação em todos os sentidos

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           Haroldo Santos    haroldo.bh@terra.com.br

65525
Por Haroldo Santos - 14/1/2011 13:19:37
Montes Claros e seus tipos inesquecíveis

Lalaô foi um "doido", ou pelo menos como tal na época era julgado, que viveu na cidade de Montes Claros entre as décadas de 40 e 60. O seu verdadeiro nome não se sabia, mesmo porque não era divulgado, tamanha a popularidade do seu apelido.
Como ele, vários outros tipos populares inesquecíveis povoaram a vida de Montes Claros naquele período que foi considerado áureo, uma cidade bucólica e romântica, que tinha, entre outras atrações, o famoso Cassino Montes Claros, conhecido internacionalmente pela beleza das mulheres que habitavam "Rendez Vous" gloriosos então administrados com muito orgulho pelas próprias prostitutas, ao contrário de hoje, época dos executivos modernos, quando empresários cafetões e cafetinas requereram para si a atividade de explorar e administrar o lenocínio nas "New Sagitarius" da vida.
Região de pecuária de corte, a cidade tinha também um "comércio nervoso" em decorrência da sua localização estratégica de entroncamento viário entre o sul da Bahia, o Norte de Minas e toda a Região Sudeste, e projetou seu nome além das fronteiras. Quem nunca ouviu falar da famosa Carne de Sol de Montes Claros
Naquele tempo em que as pessoas tinham tempo e espaço para a vida em comunidade, eram comuns os chamados "tipos populares", presentes na história de toda cidade que se prezava.
Nós, que tivemos o privilégio de conhecer a Montes Claros daqueles velhos tempos, assistimos agora à existência de uma cidade sem uma identidade própria, onde o desenvolvimento industrial e o crescimento demográfico não planejado são acompanhados a passos largos por deformidades exuberantes na convivência sócio-econômica e urbanística.
O mundo moderno, dizem alguns, ficou pequeno com o aparecimento da Internet, a grande teia mundial de comunicação, entretanto, na verdade, ficou foi "grande demais" para os "pequenos detalhes" da vida quotidiana. O progresso científico-cultural, as invenções e as descobertas deste final de século, trouxeram soluções para a maior parte das dificuldades da humanidade, mas apesar disso, as cidades deterioram, com um número cada vez maior de problemas que não têm tido solução, e hoje, é praticamente impossível a identidade das comunidades com os seus chamados "tipos populares", tão comuns e indispensáveis à própria biografia das mesmas e qu8e se perderam no redemoinho do crescimento desordenado.
Daí a modesta intenção de tentar retratar nesta despretensiosa crônica alguns episódios pitorescos da vida de Montes Claros à época de Lalaô e seus congêneres.
Lalaô
Lalaô foi uma das figuras mais interessantes daquela época, inclusive pela polêmica em torno de sua própria condição psíquica, uns afirmavam que ele era doido, enquanto outros diziam que ele se fazia passar por doido para viver, sendo na realidade "muito esperto e espirituoso". E a respeito de suas "observações" sempre rápidas e espirituosas existem folclores, e lembramos como exemplo um fato ocorrido na famosa Rua 15, que era a rua do "footing" e dos bate-papos na época. Nesta ocasião, uma jovem senhora da sociedade montesclarense, recém-casada, e já esboçando orgulhosa a sua gravidez, passava pela referida rua quando ali se encontravam proseando um grupo de rapazes com o nosso personagem, e como ele sempre fazia, tecendo considerações diretas e espirituosas sobre todos os transeuntes, ao vê-la passar, não se conteve e exclamou, dirigindo-se à jovem senhora: -Ah. Agora eu quero ver você dizer que não "fez" nada....
Ele sempre tinha uma observação e um enfoque sobre cada pessoa, era um observador nato por assim dizer, e como um crítico mordaz e sempre atento, nada lhe passava despercebido, aguçado que era este seu espírito.
Um dos episódios mais pitorescos de sua história diz respeito exatamente à sua pseudo-condição de doido, o que ocasionalmente o transformava em um sociopata de convívio mais difícil, exigindo da Polícia, nestes momentos, o seu encaminhamento ao Manicômio de Barbacena para a internação e tratamento psiquiátrico, comuns à época.
Na época foi chamado na delegacia o Tião Peba, figura muita conhecida na cidade como seleiro e que exercia também as funções de acompanhante de pacientes que eram encaminhados ao famoso manicômio, e que foi incumbido pelo delegado de polícia de levar o nosso personagem por meio de transporte ferroviário.Tudo acertado, lá se foram os dois. Entretanto, ao chegar ao manicômio conduzindo Lalaô, Tião Peba foi surpreendido pela "engenhosidade" de raciocínio daquele "suposto doido", que disse de imediato ao porteiro na entrada do hospital:- "Olha moço, eu estou trazendo este velho doido de Montes Claros, mas estou deixando ele pensar que é ele quem está me trazendo. Logo que entrarmos no Hospício você trata de trancá-lo logo porque ele é muito perigoso".
Dito e feito, o esclarecimento só se deu algum tempo depois, quando Lalaô já tinha passeado bastante pela cidade, provavelmente tentando conseguir algum dinheiro para a sua pretendida volta, enquanto Tião Peba estava no manicômio tentando ainda se explicar.
De outra feita, num dos períodos de "estabilidade psíquica", e aproveitando seus dotes de pintor de paredes que era, ele foi contratado para pintar um logotipo enorme na fachada do famoso Curtume Montes Claros, uma construção antiga que se localizava no Bairro do Melo e que podia ser avistada de várias partes da cidade. Mas, ao combinar o preço, houve uma diferença de 5 mil reis (moeda da época) entre o orçamento e a oferta feita pelo proprietário. Ele não quis discutir, aceitou em princípio a oferta, colocou a escada no grande paredão que ficava voltado para a cidade e começou a pintar o nome da indústria bem no alto da fachada, em letras garrafais, "CU", e parou na segunda letra o seu trabalho.
Desceu da escada, procurou o contratante e disse-lhe: -Só continuo pelos 30 mil reis.
E não é necessário dizer que ele recebeu o preço integral para continuar bem depressa o seu trabalho, e completar o logotipo que parcialmente escrito denunciava um significado jocoso e não desejado quando avistado da cidade.

500 pelo cadáver
Antigo viajante da década de 40 na região de Montes Claros, oriundo, segundo diziam, de família importante de S. Paulo, este personagem desenvolveu uma grave neurite periférica alcoólica de caráter degenerativo que limitava intensamente a sua deambulação pelas ruas da cidade que antes o havia assistido brilhar nas pistas de dança do famoso Cassino Montes Claros nos seus áureos tempos de moço jovem e elegante.
Sempre trajando ternos bem cortados, sapatos lustrosos e cabelos bem penteados ele se tornou conhecido na cidade nos seus tempos de mancebo garboso, mas as noitadas na boemia e o uso constante de bebidas alcoólicas o transformaram num ancião precoce que levava várias horas para percorrer alguns quarteirões desde o seu barraco próximo à Santa Casa até o centro da cidade onde passava o dia, fazendo o mesmo percurso de volta em outras tantas horas no final da tarde.A sua limitação de movimentos que provocava um andar titubeante e muito lento e as suas feições já carcomidas facultaram-lhe o apelido de 500 pelo cadáver, e quando algum moleque gritava aquele apelido irritante, impotente para se locomover, ele usava a única arma que ainda lhe restava para rebater a zombaria, a sua língua ferina: -"É a ...... da mãe desgraçado, filho da puta".
Viveu assim vários anos, íntegro em uma pseudo-elegância que nunca perdeu, sempre de paletó, ainda que agora todo esfarrapado e sujo, mas sem perder a aparente fleuma que apresentava impecável na juventude, só que mantida ereta agora apenas pela inflexibilidade imposta pelas suas artroses e artrodeses articulares oriundas de sua doença degenerativa.
Manoel 400
Nas décadas de 50 e 60 os quitutes monstesclarenses tinham a participação especial de um personagem pitoresco: Manoel 400. Naquela época de fogões a lenha, as pequenas carroças de lenha que eram vendidas de porta em porta à semelhança do que acontece hoje com os caminhões de gás, precediam sempre à chegada de Manoel 400 que aparecia logo em seguida com o seu machado, sempre bem afiado, para desdobrar (cortar) aquela lenha possibilitando o seu uso no fogão.Tipo imprescindível naquela Montes Claros, ele também se fazia notar pelo seu aguçado "espírito de conquistador" com galanteios gentis, puros e sempre generosos para todas as moçóilas da cidade, e no seu perfil havia uma certa astúcia em "dar ferradas" apontando para os ares com a descrição de objetos hipotéticos e inexistentes e quando a pessoa ou pessoas solicitadas olhavam na direção por ele indicada imediatamente exclamava com um sorriso de vitória nos lábios :-Ô lalaika.
Era tal a sua pureza de espírito que se transformou num tipo imprescindível nos fundos de quintal, e à noite quando os rapazes se reuniam na rua 15 para ver o "footing", ali estava ele misturado aquela sociedade emergente, de banho tomado, cabelo glostorado (Glostora era um popular óleo para cabelos usado na época), com uma camisa de mangas curtas e uma gravata atada ao grosso pescoço de alterofilista (afinal era uma lenhador, o verdadeiro alterofilista), pronto para os seus galanteios e as suas imaginárias conquistas e "flertes".
Tuia
Tuia foi outro tipo inseparável da paisagem cosmopolita da cidade. Ele era um ex-escravo de feições agigantadas, com pés que, sem a limitação dos sapatos que nunca usou, cresceram exageradamente e apresentavam horríveis crostas ressecadas. Suas feições exuberantes, os lábios demasiadamente grossos e a grande projeção do lábio inferior que lhe provocava sempre uma sialorréia abundante, faziam de sua figura um verdadeiro representante dos contos de terror. Era um personagem que habitava "os arrepios e os medos" das crianças montesclarenses da época, que ao vê-lo geralmente apertavam as mãos dos pais com firmeza numa súplica de proteção .
Entretanto ele não era agressivo, e, ao contrário, era incapaz de qualquer ato de rebeldia ou agressividade.O seu lar por muitos anos foi o alpendre da casa em que funcionava a sede do O Jornal de Montes Claros, e ali ele era como um vigia daquela casa, fazendo parte integrante da paisagem da Rua Dr. Santos na velha Montes Claros que, como ele, também já era centenária naquela época.
Requeijão
Outro tipo popular que viveu na mesma época em Montes Claros tinha o apelido de Requeijão, e bastava que algum moleque traquinas o chamasse pelo apelido para que ele respondesse com um verdadeiro rosário de nomes e expressões indeclináveis, tal era o seu vocabulário de palavras impublicáveis.
Naquele tempo os bares típicos da época não ofereciam o conforto das lanchonetes e "fastfoods" de hoje com seus balcões e vitrines industriais resfriados e serviços de produção industrial preparados para o consumismo moderno dos sanduiches e "colas" da atualidade.
Eram instalações comerciais simples, com uma máquina de café e um balcão de madeira com vitrine de vidro e prateleiras forradas de papel manteiga para a exposição protegida dos quitutes regionais: fatias de requeijão e queijo, broas de fubá, bolos, biscoitos fofão, pés de moleque, doces de leite e de coco, todos produtos caseiros da melhor qualidade.
Mas como lembrávamos, era tal a ojeriza do personagem pelo apelido que ele era incapaz até mesmo de pronunciá-lo, e quando entrava num bar com vontade de se deliciar com uma boa fatia de requeijão ele simplesmente apontava para a vitrine dizia:
-Me dá um pedaço desta "desgraça" aí.

Mundinho Atleta
Uma das figuras mais carismáticas e constantes nas rodas de bate-papo do antigo Cafezinho do Zim Bolão, ponto obrigatório de reunião para as fofocas do dia, ele continuou emprestando e a sua presença na esquina do Café Galo, sucessor automático da antiga sede das fofocas montesclarenses. Muito magro ele sempre fez jus ao seu apelido em reverso e era saudado sempre como o futuro prefeito da cidade, fato que rebatia sempre dizendo que o prefeito em exercício era apenas um seu preposto, além do que, importantes mesmo eram as batalhas imaginárias travadas sob o seu comando, que o transformaram num general de 5 estrelas. Mundinho seguiu sua trajetória irretocável de figura imprescindível na história da cidade, uma história cheia de estórias.


Zé Amorim

E o Zé Amorim? Este não podia faltar nestas lembranças porque ele representou para a Montes Claros antiga o que o "Google" representa hoje para o mundo moderno, isto mesmo o "Google", porque ele dava notícia de tudo e de todos, sabia da vida de cada um e tinha aquela linguagem própria e extremamente satírica para descrever cada personagem da cidade. Entrar no Bar Maravilhoso, na Rua 15, correspondia a "entrar" hoje no "Google" para saber das últimas ou de todas as novidades.
Ele era singular, e seu olhar sobre a cidade foi sempre de uma riqueza indescritível, pena que ele não tenha deixado em letras suas palavras ricas na descrição analítica de seu tempo.
E esta era uma característica familiar, pois seu pai, Pedro Montes Claros, e seus irmãos, Tuca, Sinval e Bem Pau Véi, também tinham a língua afiada como uma navalha, que aliás era o instrumento de trabalho do seu pai, que foi barbeiro durante muitos anos e gozava da intimidade dos chamados coronéis da cidade.
Quem daquela época não se lembra de Bem Pau Véi com sua marca registrada de cumprimentar as pessoas: -Êh, leão desgraçado!!!
Alguns até se assustavam com seu jeito abrutalhado quando estava bêbado, e ele sempre estava!
Zé Amorim nunca deixou um freguês sem a sua pitada sarcástica de gozação, ou pela frente ou pelas costas, ele sempre dava seu diagnóstico.
Os irmãos Zacalex, gregos que vieram morar em Montes Claros, também sofreram suas gozações. Eles freqüentavam o sanitário do bar geralmente após o almoço para se aliviarem, e o Zé começou a notar um certo entupimento no vaso sanitário logo após o uso por um deles. O Zé que "não deixava por menos", resolveu dar o troco na hora certa, e numa das vezes que o Zacalex chegou e pediu a chave do sanitário o Zé foi logo retrucando: -Ô meu irmão, vou lhe dar a chave e você pode usar o vaso, mas vê se você "bitola", tá?
Também corria uma história sobre o Zé que morava na época no Bairro Roxo Verde em uma avenida movimentada que fazia a ligação para o Alto de São João. Numa tarde ele estava sentado em frente à porta da casa, onde seus animais viviam em total liberdade, gatos, cachorros, galinhas, etc..
Em determinado momento uma carreta carregada com sacos de semente de algodão atropelou e matou uma das suas galinha e aí o Zé ficou "macho" com a situação e disse:
-Isto não ficar assim não!
Imediatamente pegou a sua moto, uma Harley Davidson, e partiu atrás daquela jamanta que logo foi alcançada, e aí o Zé foi logo mandando o motorista parar para tirar satisfação com ele.
Mas ao parar a carreta o motorista se apoiou com o braço sobre a janela e o Zé viu se descortinar uma bíceps que mais parecia um quadríceps de tão forte, e o motorista perguntou:O que que foi, meu irmão?
O Zé, que nunca foi bobo,tratou logo de resolver bem a situação e perguntou ao motorista:
-Quantas toneladas o senhor está levando aí?
Ao que o motorista respondeu: -40 toneladas!
O Zé então finalizou: -Ah! Eu bem que havia calculado certo, porque a minha galinha ficou só a plastra lá no chão! Boa viagem para o senhor!
O irmão do Zé, o Sinval Amorim, de certa feita, tinha um dos seus apartamentos alugados a preço muito baixo no prédio que tinha o nome do seu pai, Edifício Pedro Montes Claros, e resolveu reaver o imóvel alegando necessidade de morar nele, mas a inquilina se recusou a sair do imóvel e como a justiça sempre foi muito morosa, foram anos e anos nessa pendenga judicial. O Sinval diariamente ia até à frente do apartamento, que ocupava o segundo andar, via a inquilina na janela e dizia;
-Vocês estão vendo aquele apartamento ali no segundo andar? Ele não é meu não, ele é daquela Filha da Puta que está lá na janela!...
Como estas várias outras figuras lendárias do verdadeiro folclore popular desfilaram sua importância social e porque não dizer cultural urbana, criando verdadeiros mitos dentro da comunidade e não serão esquecidas nunca por esta comunidade que sempre soube prestigiar estes valores antropológicos.
Este mundo aparentemente artificial, povoado de imagens irreais, fazia da vida da comunidade montesclarense uma verdadeira peça teatral, repleta entretanto de veracidades palpáveis, onde todos eram parte integrante do elenco deste imenso teatro real de figuras fantásticas, e fazia da cidade uma verdadeira escola de convivência urbana.
Montes Claros já não é aquela cidade de antanho, e hoje desvirginada pelo progresso já não há lugar para estes "pequenos grandes momentos" de pura poesia cultural e antropológica.
Quintuplicada em tamanho e número de habitantes já não há mais espaço nem tempo para uma parada no Bar Maravilhoso para saber das novidades nem tempo para as sábias reflexões daqueles montesclarenses inesquecíveis.
Parece que os ponteiros dos relógios já não se contentam com sua antiga rotina de velocidade circular e cederam lugar para relógios digitais, sem ponteiros, que parecem comandar o tempo mais depressa Esta era a Montes Claros daquela época, povoada de histórias e estórias, e como essas muitas e muitas outras ainda estão na memória de todos aqueles que tiveram o privilégio de viver na Montes Claros do Velho Mercado Municipal, do antigo Cassino Montes Claros, da movimentada Praça de Esportes, do footing da Rua 15 e da Praça Cel Ribeiro e das famosas Horas Dançantes que fizeram o embalo dos montesclarenses naqueles tempos.
Velhos tempos! Grandes lembranças!


64259
Por Haroldo Santos - 2/12/2010 12:40:45

Centenário de nascimento de Mário Souza Santos - 29 de Novembro de 1910/2010

(Haroldo Alfredo Santos, filho, médico nascido em Montes Claros e residente em Belo Horizonte)

Com o sol ainda dormindo, ele já estava acordado para a labuta diária. Essa foi a rotina de vida de Mario Souza Santos, nascido em Caculé, Bahia, em 1910, mas "montesclarense da gema" como ele mesmo se identificava pois aqui chegou ainda jovem, aos 19 anos, no início de 1929, depois de uma curta passagem pela cidade de Porteirinha, e aqui se estabeleceu e residiu durante toda a sua vida.
Chegou como tropeiro, mas este foi só o início da sua jornada, porque lá dentro de si ele nunca deixou morrer uma vocação inata, ser fazendeiro. E foram precisos os estágios de comerciário (como balconista) e comerciante (proprietário da loja “A Branca de Neve”) para atingir o objetivo perseguido, a aquisição de terras que iriam formar as suas propriedades rurais, estabelecendo-se assim uma identidade que o acompanhou por toda sua vida, nos ajeitos e nos trejeitos.
Conhecia a terra como poucos e parecia ser um verdadeiro cúmplice a serviço da mesma, e foi assim que ele verdadeiramente se realizou e é assim que ele é reconhecido entre seus pares, um fazendeiro daqueles que não se fazem mais, daqueles que são considerados fazendeiros poéticos pela nova safra de fazendeiros empresários.
Seu Mario Santos, como era conhecido no Sertão Montesclarense, foi um homem sem vaidades, dedicou toda a sua vida ao trabalho e à família, e foi um verdadeiro exemplo de honradez, representando com dignidade a antiga assertiva de que um “fio de bigode valia mais que uma assinatura”. Sempre enfrentou as dificuldades como se fossem naturais, como se fizessem parte da vida, como obrigações a cumprir. Viveu o seu tempo numa luta silenciosa em que teimava manter os valores e diretrizes cunhados ao longo da vida e a teimosia sempre foi uma faceta do seu caráter porque era honesta e saia lá do fundo do seu coração. Mesmo porque nunca foi homem de aventuras e por isso mesmo teimava, e preferia não se aventurar muito em novidades, era teimoso inclusive nas suas idéias.
Foi sim um conservador, o que não o desdoura. Conservou, com sabedoria, os ensinamentos aprendidos a duras penas nas intempéries da vida e dizia sempre que nunca recebeu nada feito, mas por fazer. Tornou-se conhecido em várias regiões de Montes Claros e municípios vizinhos, os quais também conheceu palmo a palmo, no lombo de seus animais que considerava quase de estimação, tamanha a identidade com os costumes do campo (lembro-me de uma “besta” que era chamada de Morena, e que era a menina dos seus olhos, seu verdadeiro Rolls Roice).
Nas suas viagens ia conhecendo fazendas e fazendeiros de cada região com os quais se identificava e se tornava amigo, e mantinha um orgulho velado deste vasto conhecimento geográfico regional. Ele foi sempre um curioso e aprendeu a fazer de tudo um pouco, foi um autodidata.
Na minha longa convivência de filho eu tive um privilégio que na época de adolescente interpretava como obrigação: fiz muitas viagens com ele entre fazendas ou mesmo pelos pastos, em vistoria do gado e das terras, e viajava horas a fio perguntando sobre tudo que via ou que passava por nós, numa verdadeira “catilinária” rural.
Lembro-me de quando, ele montado em seu cavalo de nome Prateado e eu no meu cavalinho de nome Chumilim, íamos para a Fazenda Riacho do Fogo e lá chegávamos ainda com o orvalho sobre a grama e as folhagens, para ele começar a sua labuta diária.
Como era difícil para mim naquela época acordar de madrugada para acompanhá-lo, mas esta era a sua rotina e eu tinha que entrar nela. Não se conseguia vê-lo parado, tamanha a sua energia, e foi a sua experiência, esculpida no trabalho árduo e perene, que o transformou numa referência em toda a região. Era incansável em sua luta e labuta e eu não me lembro mesmo da palavra cansaço em toda a sua vida.
Nos currais aguardava o fim da ordenha para a vistoria do gado, quando aproveitava para curar gabarros e bicheiras, castrar novilhos e potros, tosar crinas e orelhas, marcar e vacinar novos animais. Depois dos currais vinha a vistoria dos pastos, das cercas, das aguadas e das roças plantadas e por plantar, milho, feijão, arroz, algodão, mandioca, etc.
Na Fazenda Riacho do Fogo uma das suas realizações, e certamente a de que mais se orgulhou, foi ter colocado água potável e encanada, sem o uso de nenhuma bomba hidráulica ou "carneiro", idealizando e realizando pessoalmente todas as fases do projeto, desde a captação até a distribuição por gravidade.
Sempre foi um polivalente e eu me orgulho de ter sido o seu companheiro em muitos momentos, atrapalhando algumas vezes, ajudando outras, mas sempre aprendendo alguma coisa ao seu lado. Atravessamos juntos muitas estradas barrentas com chuva escorrendo pela aba dos nossos chapéus, gotejando na ponta do nariz e descendo pelos lábios sedentos pelo calor do sertão.
Que saudades! Coisas simples, não é? Mas nelas, o segredo da vida se resume. São nelas que encontramos os momentos que nos marcam pelo resto de nossas vidas.
Ele foi um fazendeiro que marcou a sua época como um carvalho de raízes profundas e inabaláveis, entretanto, por detrás deste fazendeiro cunhado em têmpera de aço existia um outro homem, o pai, aliás, pai e mãe, porque depois de 8 anos de vida matrimonial harmoniosa e feliz com a esposa e os 3 filhos, ele sofreu o revés do destino perdendo a companheira inseparável que a doença inexorável ceifou precocemente.
Apesar da grande perda ele não se deixou abater e imbuído agora de responsabilidade dupla, cuidou de dar conta do recado, exercendo as funções de pai e mãe. E nunca se dobrou perante as dificuldades e na sua simplicidade procurou ensinar a vida numa dedicação quase obsessiva.
Nunca precisou de muitos afagos para demonstrar o seu carinho e na rigidez de sua postura transmitiu sempre a sinceridade do seu amor paterno conseguindo com seu trabalho, ensinar a trabalhar, com sua honestidade, ensinar o caminho, com sua dedicação, ensinar o amor e com sua simplicidade, ensinar o mais importante, o verdadeiro sentido da vida.
Foi sempre assim, um pai rígido mas um pai verdadeiro, um exemplo, o melhor que poderíamos desejar e talvez, e por isso mesmo, a vida lhe foi tão pródiga, permitindo-lhe esta verdadeira metáfora de sua vida no campo, simbolizar a árvore, onde ele simboliza o tronco e tem nos seus descendentes a copa frondosa com suas folhas e frutos.
Hoje aqui estamos reunidos para prestar-lhe esta homenagem póstuma, ainda que singela, numa demonstração de gratidão pelo seu exemplo de vida e dedicação, e agradecemos a Deus a oportunidade de fazê-la. Temos a certeza de que Deus, na sua bondade, está lhe restituindo o que por merecimento lhe é devido, e nesta oportunidade de reviver num relance fatos marcantes de sua vida marcante simbolizamos esta parábola perfeita que sintetiza uma vida completa.
Esta breve história de vida é a tentativa de trazer à nossa presença a aura de sua lembrança nestes momentos de saudade, saudade que é a doce presença da ausência e lembrança que é a doce presença da imagem que ficou para sempre nos nossos corações.
Querido pai, que Deus o tenha ao seu lado, neste lugar conquistado pela história de vida que você nos legou como a maior e melhor herança.
Você foi o nosso herói!...Saudades imensas!...




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Táxi aéreo faz pouso de emergência com Luciano Huck, Angélica, 3 filhos do casal e 2 babás, além dos 2 pilotos

24/05/15 - 9h43
"Perícia compareceu ao local, realizou os trabalhos de praxe, constatando que a vitima possivelmente possa ter sido estrangulada, e liberou o corpo ao serviço funerário"

24/05/15 - 8h06
"...quando você perceber que, para produzir precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho; que as leis não nos protegem deles mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que..."

24/05/15 - 7h59
Morte do vigilante: "Apesar de existir um batalhão da Polícia Militar ao lado da escola, nenhum policial percebeu a movimentação. (...) nos quatro primeiros meses deste ano foram registrados mais de mil crimes violentos. Em todo o ano passado, segundo a corporação, foram registrados casos 2.400"


23/05/15 - 18h
Mais de 40 mil torcedores já garantiram lugar no Mineirão para a decisão entre Cruzeiro e River Plate

23/05/15 - 17h
De olho no xará paranaense, técnico do Atlético repetirá time que venceu o Fluminense

23/05/15 - 16h
Lanterna no Brasileirão, Cruzeiro busca arrancada, amanhã às 18h30, diante da Ponte Preta. A 98 FM vai transmitir

23/05/15 - 15h
Imprensa francesa diz que “a série de ataques a faca no Rio põe a Cidade Olímpica em xeque”

23/05/15 - 14h
Manchetes dos jornais: “Governo anuncia cortes, mas deve aumentar gastos” - “Dilma corta mais em obras, saúde e educação” - ”Mais de 600 mil poupadores ganham revisão maior na Justiça”

23/05/15 - 13h
Funcionários são suspeitos de desviar milhares de dólares do consulado brasileiro em Nova Iorque

23/05/15 - 12h
Pela previsão, temperatura subirá 1 grau até a próxima quarta em M.Claros. A mínima hoje foi de 15 graus

23/05/15 - 11h
Refém inglês afirma que Estado Islâmico fará ataque “sem precedentes” nos EUA

23/05/15 - 10h
Vigilante de 29 anos é amarrado e estrangulado em escola municipal do Bairro Independência; carro foi levado e deixado perto do Parque de Exposições

23/05/15 - 9h50
Vigilante morto dentro de escola municipal de M. Claros: "entraram na escola (...), renderam e mataram o vigilante, subtraíram televisor, retroprojetor e outros objetos e fugiram no veículo da vítima"

23/05/15 - 9h
STJ aumenta valor da revisão de 600 mil poupadores que cobram perdas provocadas por planos econômicos

23/05/15 - 8h
Vetado limite de 40% no crédito consignado para trabalhador e aposentado do INSS

23/05/15 - 7h
Governo confirma corte de 69,9 bilhões de reais, mas prevê gastar mais do que no ano passado - diz jornal


22/05/15 - 18h
Fiocruz procura voluntários para testar injeção que previne contra o vírus da Aids

22/05/15 - 17h19
“Bem-vindo a Padre Paraíso. As regras e leis só incomodam. Aqui não temos isso” . Com início nesta frase, maior jornal da Espanha (e um dos mais importantes do mundo) narra a decapitação de blogueiro no N. de Minas

22/05/15 - 17h
PM de São Paulo encerra hoje inscrição de concurso com 2 mil vagas de soldado. Salário é de 2.901 reais

22/05/15 - 16h
Cruzeiro ultrapassa S. Paulo e quebra recorde de vitórias de clubes brasileiros na Libertadores

22/05/15 - 15h
Temperatura em M. Claros foi de 15 graus na última noite e deve se repetir na próxima

22/05/15 - 14h
Baixo comparecimento prorroga vacinação contra gripe até 5 de junho - em Minas

22/05/15 - 13h
Homem paraplégico de outras tocaias sofre nova tentativa de homicídio, desta vez na entrada do Bairro Todos os Santos

22/05/15 - 12h
Inflação sobe 0,6% em maio e atinge o maior índice em 11 anos

22/05/15 - 11h
Trânsito mata 45 mil pessoas, por ano, no Brasil. Minas fica em 22º nos casos de morte por motocicleta

22/05/15 - 10h
Entre os assaltos, o da aluna de 15 anos, às 6h30m, por conta do celular arrebatado

22/05/15 - 9h19
Ex-vice-prefeito Ucho Ribeiro: "O mau cheiro insuportável empesta há muito os bairros Santos Reis, Jardim Brasil, Renascença, Edgar Pereira, Alice Maia. Infecta inclusive o Todos Santos II, passa pela Nova Morada e vai até o Eldorado"

22/05/15 - 9h
Autor do gol sobre o River Plate, Marquinhos exalta espírito vencedor do Cruzeiro

22/05/15 - 8h
Alemão ferido em explosão no Rio alega ter sofrido tortura de assaltante durante toda a noite

22/05/15 - 7h
Medida provisória eleva (de 15% para 20%) tributo sobre lucro dos bancos, a valer em 90 dias


21/05/15 - 18h
Brasil gastará mais de 400 milhões de reais com defesa militar nas Olimpíadas do Rio

21/05/15 - 17h
River Plate e Cruzeiro jogam hoje, às 22h, pela Libertadores. A 98 FM vai transmitir o jogo

21/05/15 - 16h
Desemprego sobe para 6,4% em abril e é o maior em quase 4 anos

21/05/15 - 15h
Luz do dia vai encurtando cerca de 2 minutos a cada 4 dias, até 21 de junho, na região de M. Claros

21/05/15 - 14h
Estado Islâmico ocupa cidade do oásis onde o tecelão Paulo de Tarso, discípulo de Jesus, permaneceu em meditação por mil dias

21/05/15 - 13h
Manchetes dos jornais: “Caixa corta R$ 25 bilhões do crédito para casa própria” -“Lei 100 vale até dezembro”- “Supremo adia 59 mil demissões em Minas”

21/05/15 - 12h
Atividade econômica recua pelo 2º trimestre seguido - confirma o Banco Central

21/05/15 - 11h47
Prefeitura de M. Claros anuncia mudança de sede: "A previsão é de que até março de 2016 todos os serviços administrativos do município estejam funcionando no referido local"

21/05/15 - 11h
Caixa deve cortar 25 bilhões de reais do crédito para financiamento da casa própria, o que representa 20%

21/05/15 - 10h
Rojão explode e arranca mão de torcedor; foi em novo confronto de torcidas

21/05/15 - 9h43
"...mesmo depois de ter mudado para o Vale do Jequitinhonha, sempre Metkzer viajava até Montes Claros, para a impressão de um jornal de circulação mensal que ele produzia"

21/05/15 - 9h
Adiada para dezembro a demissão de 59 mil servidores da educação da Lei 100, efetivados sem concurso em Minas

21/05/15 - 8h
Ministro da Fazenda vai dizer ainda hoje que novos impostos serão aumentados

21/05/15 - 7h38
Jornalista decapitado: "Por muitos anos viveu em Montes Claros e no Norte de Minas, fazendo guias e outras artes para empresas"

21/05/15 - 7h
Câmara conclui votação da medida provisória que eleva impostos e carrega "jabuti"; CPI quer exumar corpo para ver se deputado morto está vivo


20/05/15 - 18h
Dátolo admite momento ruim, mas agradece apoio da torcida do Galo

20/05/15 - 17h
Dívida de clubes brasileiros com empréstimos ultrapassa 1 bilhão e meio de reais

20/05/15 - 16h
Lua, Vênus e 2 estrelas vão formar “rosto sorridente” no céu do Brasil, hoje, entre 18 e 20 horas

20/05/15 - 15h
Aposentados e pensionistas do INSS só têm até sexta para prova de vida

20/05/15 - 14h
Mega-Sena pode pagar prêmio de 30 milhões de reais hoje à noite

20/05/15 - 13h
Fez frio de 16 graus, às 5 horas da manhã em M. Claros - e o dia deve ter temperaturas ao redor dos 28 graus

20/05/15 - 12h
Cruzeiro não reforça segurança de sua delegação para jogo contra River Plate na Argentina

20/05/15 - 11h
Manchetes dos jornais: “Estradas à venda” - “100% das estradas mineiras nas mãos do setor privado” - “China oferece pacote de investimento”

20/05/15 - 10h34
O Tempo: "Passageiros de um voo (...) que sairia do aeroporto de Montes Claros (...) passaram por momentos de tensão após a aeronave (...) apresentar problemas técnicos e o piloto retornar à pista após duas tentativas de decolar"

20/05/15 - 10h
Tiros na padaria da Vila, faca em ação na Rua da Andorinha - e os demais assaltos

20/05/15 - 9h47
1756, Itacambira - Abrigo só para moças "Casa de Oração do Vale de Lágrimas" (há 256 anos): "..d’ahi costumam sahir não só provectas em artes liberaes mas também no Santo amor e temor de Deus”

20/05/15 - 9h
Conmebol rejeita recurso do Boca e River Plate segue na Libertadores contra o Cruzeiro

20/05/15 - 8h
Com adesão ao Sisu, vestibular de janeiro de 2016 da Unimontes já será pelo Enem

20/05/15 - 7h
Câmara aprova aumento de impostos para produtos importados. Medida ainda vai passar pelo Senado


19/05/15 - 18h
Cruzeiro “esquece” Brasileirão e concentra forças no jogo contra o River pela Libertadores

19/05/15 - 17h
Minas vacinou somente 25% do público-alvo contra a gripe. Vacinação acabará na próxima sexta

19/05/15 - 16h
Aluno que ainda não faz o 3º ano do ensino médio não poderá usar o Enem como vestibular

19/05/15 - 15h51
"Há exatos 3 anos ocorria o mais forte tremor de terra em M. Claros (...). Às 10h42m (...), de intensidade 4,2 graus (...), embora tenha até sido corrigido (...) para 4,5 graus Richter, conforme a mensagem 71815, deste Mural"



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