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10/9/2014 -"...teve até o desfile de um mendigo novo, supostamente drogado, que andou pelo centro, o quarteirão fechado da rua Simeão Ribeiro, completamente nu, exibindo-se". A crescente degradação da Praça da Matriz e vizinhança pede:

»1 - Policiamento mais rigoroso
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»4 - Maior empenho das autoridades no cumprimento das leis
»5 - Uma recuperação em todos os sentidos

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           Haroldo Santos    haroldo.bh@terra.com.br

65525
Por Haroldo Santos - 14/1/2011 13:19:37
Montes Claros e seus tipos inesquecíveis

Lalaô foi um "doido", ou pelo menos como tal na época era julgado, que viveu na cidade de Montes Claros entre as décadas de 40 e 60. O seu verdadeiro nome não se sabia, mesmo porque não era divulgado, tamanha a popularidade do seu apelido.
Como ele, vários outros tipos populares inesquecíveis povoaram a vida de Montes Claros naquele período que foi considerado áureo, uma cidade bucólica e romântica, que tinha, entre outras atrações, o famoso Cassino Montes Claros, conhecido internacionalmente pela beleza das mulheres que habitavam "Rendez Vous" gloriosos então administrados com muito orgulho pelas próprias prostitutas, ao contrário de hoje, época dos executivos modernos, quando empresários cafetões e cafetinas requereram para si a atividade de explorar e administrar o lenocínio nas "New Sagitarius" da vida.
Região de pecuária de corte, a cidade tinha também um "comércio nervoso" em decorrência da sua localização estratégica de entroncamento viário entre o sul da Bahia, o Norte de Minas e toda a Região Sudeste, e projetou seu nome além das fronteiras. Quem nunca ouviu falar da famosa Carne de Sol de Montes Claros
Naquele tempo em que as pessoas tinham tempo e espaço para a vida em comunidade, eram comuns os chamados "tipos populares", presentes na história de toda cidade que se prezava.
Nós, que tivemos o privilégio de conhecer a Montes Claros daqueles velhos tempos, assistimos agora à existência de uma cidade sem uma identidade própria, onde o desenvolvimento industrial e o crescimento demográfico não planejado são acompanhados a passos largos por deformidades exuberantes na convivência sócio-econômica e urbanística.
O mundo moderno, dizem alguns, ficou pequeno com o aparecimento da Internet, a grande teia mundial de comunicação, entretanto, na verdade, ficou foi "grande demais" para os "pequenos detalhes" da vida quotidiana. O progresso científico-cultural, as invenções e as descobertas deste final de século, trouxeram soluções para a maior parte das dificuldades da humanidade, mas apesar disso, as cidades deterioram, com um número cada vez maior de problemas que não têm tido solução, e hoje, é praticamente impossível a identidade das comunidades com os seus chamados "tipos populares", tão comuns e indispensáveis à própria biografia das mesmas e qu8e se perderam no redemoinho do crescimento desordenado.
Daí a modesta intenção de tentar retratar nesta despretensiosa crônica alguns episódios pitorescos da vida de Montes Claros à época de Lalaô e seus congêneres.
Lalaô
Lalaô foi uma das figuras mais interessantes daquela época, inclusive pela polêmica em torno de sua própria condição psíquica, uns afirmavam que ele era doido, enquanto outros diziam que ele se fazia passar por doido para viver, sendo na realidade "muito esperto e espirituoso". E a respeito de suas "observações" sempre rápidas e espirituosas existem folclores, e lembramos como exemplo um fato ocorrido na famosa Rua 15, que era a rua do "footing" e dos bate-papos na época. Nesta ocasião, uma jovem senhora da sociedade montesclarense, recém-casada, e já esboçando orgulhosa a sua gravidez, passava pela referida rua quando ali se encontravam proseando um grupo de rapazes com o nosso personagem, e como ele sempre fazia, tecendo considerações diretas e espirituosas sobre todos os transeuntes, ao vê-la passar, não se conteve e exclamou, dirigindo-se à jovem senhora: -Ah. Agora eu quero ver você dizer que não "fez" nada....
Ele sempre tinha uma observação e um enfoque sobre cada pessoa, era um observador nato por assim dizer, e como um crítico mordaz e sempre atento, nada lhe passava despercebido, aguçado que era este seu espírito.
Um dos episódios mais pitorescos de sua história diz respeito exatamente à sua pseudo-condição de doido, o que ocasionalmente o transformava em um sociopata de convívio mais difícil, exigindo da Polícia, nestes momentos, o seu encaminhamento ao Manicômio de Barbacena para a internação e tratamento psiquiátrico, comuns à época.
Na época foi chamado na delegacia o Tião Peba, figura muita conhecida na cidade como seleiro e que exercia também as funções de acompanhante de pacientes que eram encaminhados ao famoso manicômio, e que foi incumbido pelo delegado de polícia de levar o nosso personagem por meio de transporte ferroviário.Tudo acertado, lá se foram os dois. Entretanto, ao chegar ao manicômio conduzindo Lalaô, Tião Peba foi surpreendido pela "engenhosidade" de raciocínio daquele "suposto doido", que disse de imediato ao porteiro na entrada do hospital:- "Olha moço, eu estou trazendo este velho doido de Montes Claros, mas estou deixando ele pensar que é ele quem está me trazendo. Logo que entrarmos no Hospício você trata de trancá-lo logo porque ele é muito perigoso".
Dito e feito, o esclarecimento só se deu algum tempo depois, quando Lalaô já tinha passeado bastante pela cidade, provavelmente tentando conseguir algum dinheiro para a sua pretendida volta, enquanto Tião Peba estava no manicômio tentando ainda se explicar.
De outra feita, num dos períodos de "estabilidade psíquica", e aproveitando seus dotes de pintor de paredes que era, ele foi contratado para pintar um logotipo enorme na fachada do famoso Curtume Montes Claros, uma construção antiga que se localizava no Bairro do Melo e que podia ser avistada de várias partes da cidade. Mas, ao combinar o preço, houve uma diferença de 5 mil reis (moeda da época) entre o orçamento e a oferta feita pelo proprietário. Ele não quis discutir, aceitou em princípio a oferta, colocou a escada no grande paredão que ficava voltado para a cidade e começou a pintar o nome da indústria bem no alto da fachada, em letras garrafais, "CU", e parou na segunda letra o seu trabalho.
Desceu da escada, procurou o contratante e disse-lhe: -Só continuo pelos 30 mil reis.
E não é necessário dizer que ele recebeu o preço integral para continuar bem depressa o seu trabalho, e completar o logotipo que parcialmente escrito denunciava um significado jocoso e não desejado quando avistado da cidade.

500 pelo cadáver
Antigo viajante da década de 40 na região de Montes Claros, oriundo, segundo diziam, de família importante de S. Paulo, este personagem desenvolveu uma grave neurite periférica alcoólica de caráter degenerativo que limitava intensamente a sua deambulação pelas ruas da cidade que antes o havia assistido brilhar nas pistas de dança do famoso Cassino Montes Claros nos seus áureos tempos de moço jovem e elegante.
Sempre trajando ternos bem cortados, sapatos lustrosos e cabelos bem penteados ele se tornou conhecido na cidade nos seus tempos de mancebo garboso, mas as noitadas na boemia e o uso constante de bebidas alcoólicas o transformaram num ancião precoce que levava várias horas para percorrer alguns quarteirões desde o seu barraco próximo à Santa Casa até o centro da cidade onde passava o dia, fazendo o mesmo percurso de volta em outras tantas horas no final da tarde.A sua limitação de movimentos que provocava um andar titubeante e muito lento e as suas feições já carcomidas facultaram-lhe o apelido de 500 pelo cadáver, e quando algum moleque gritava aquele apelido irritante, impotente para se locomover, ele usava a única arma que ainda lhe restava para rebater a zombaria, a sua língua ferina: -"É a ...... da mãe desgraçado, filho da puta".
Viveu assim vários anos, íntegro em uma pseudo-elegância que nunca perdeu, sempre de paletó, ainda que agora todo esfarrapado e sujo, mas sem perder a aparente fleuma que apresentava impecável na juventude, só que mantida ereta agora apenas pela inflexibilidade imposta pelas suas artroses e artrodeses articulares oriundas de sua doença degenerativa.
Manoel 400
Nas décadas de 50 e 60 os quitutes monstesclarenses tinham a participação especial de um personagem pitoresco: Manoel 400. Naquela época de fogões a lenha, as pequenas carroças de lenha que eram vendidas de porta em porta à semelhança do que acontece hoje com os caminhões de gás, precediam sempre à chegada de Manoel 400 que aparecia logo em seguida com o seu machado, sempre bem afiado, para desdobrar (cortar) aquela lenha possibilitando o seu uso no fogão.Tipo imprescindível naquela Montes Claros, ele também se fazia notar pelo seu aguçado "espírito de conquistador" com galanteios gentis, puros e sempre generosos para todas as moçóilas da cidade, e no seu perfil havia uma certa astúcia em "dar ferradas" apontando para os ares com a descrição de objetos hipotéticos e inexistentes e quando a pessoa ou pessoas solicitadas olhavam na direção por ele indicada imediatamente exclamava com um sorriso de vitória nos lábios :-Ô lalaika.
Era tal a sua pureza de espírito que se transformou num tipo imprescindível nos fundos de quintal, e à noite quando os rapazes se reuniam na rua 15 para ver o "footing", ali estava ele misturado aquela sociedade emergente, de banho tomado, cabelo glostorado (Glostora era um popular óleo para cabelos usado na época), com uma camisa de mangas curtas e uma gravata atada ao grosso pescoço de alterofilista (afinal era uma lenhador, o verdadeiro alterofilista), pronto para os seus galanteios e as suas imaginárias conquistas e "flertes".
Tuia
Tuia foi outro tipo inseparável da paisagem cosmopolita da cidade. Ele era um ex-escravo de feições agigantadas, com pés que, sem a limitação dos sapatos que nunca usou, cresceram exageradamente e apresentavam horríveis crostas ressecadas. Suas feições exuberantes, os lábios demasiadamente grossos e a grande projeção do lábio inferior que lhe provocava sempre uma sialorréia abundante, faziam de sua figura um verdadeiro representante dos contos de terror. Era um personagem que habitava "os arrepios e os medos" das crianças montesclarenses da época, que ao vê-lo geralmente apertavam as mãos dos pais com firmeza numa súplica de proteção .
Entretanto ele não era agressivo, e, ao contrário, era incapaz de qualquer ato de rebeldia ou agressividade.O seu lar por muitos anos foi o alpendre da casa em que funcionava a sede do O Jornal de Montes Claros, e ali ele era como um vigia daquela casa, fazendo parte integrante da paisagem da Rua Dr. Santos na velha Montes Claros que, como ele, também já era centenária naquela época.
Requeijão
Outro tipo popular que viveu na mesma época em Montes Claros tinha o apelido de Requeijão, e bastava que algum moleque traquinas o chamasse pelo apelido para que ele respondesse com um verdadeiro rosário de nomes e expressões indeclináveis, tal era o seu vocabulário de palavras impublicáveis.
Naquele tempo os bares típicos da época não ofereciam o conforto das lanchonetes e "fastfoods" de hoje com seus balcões e vitrines industriais resfriados e serviços de produção industrial preparados para o consumismo moderno dos sanduiches e "colas" da atualidade.
Eram instalações comerciais simples, com uma máquina de café e um balcão de madeira com vitrine de vidro e prateleiras forradas de papel manteiga para a exposição protegida dos quitutes regionais: fatias de requeijão e queijo, broas de fubá, bolos, biscoitos fofão, pés de moleque, doces de leite e de coco, todos produtos caseiros da melhor qualidade.
Mas como lembrávamos, era tal a ojeriza do personagem pelo apelido que ele era incapaz até mesmo de pronunciá-lo, e quando entrava num bar com vontade de se deliciar com uma boa fatia de requeijão ele simplesmente apontava para a vitrine dizia:
-Me dá um pedaço desta "desgraça" aí.

Mundinho Atleta
Uma das figuras mais carismáticas e constantes nas rodas de bate-papo do antigo Cafezinho do Zim Bolão, ponto obrigatório de reunião para as fofocas do dia, ele continuou emprestando e a sua presença na esquina do Café Galo, sucessor automático da antiga sede das fofocas montesclarenses. Muito magro ele sempre fez jus ao seu apelido em reverso e era saudado sempre como o futuro prefeito da cidade, fato que rebatia sempre dizendo que o prefeito em exercício era apenas um seu preposto, além do que, importantes mesmo eram as batalhas imaginárias travadas sob o seu comando, que o transformaram num general de 5 estrelas. Mundinho seguiu sua trajetória irretocável de figura imprescindível na história da cidade, uma história cheia de estórias.


Zé Amorim

E o Zé Amorim? Este não podia faltar nestas lembranças porque ele representou para a Montes Claros antiga o que o "Google" representa hoje para o mundo moderno, isto mesmo o "Google", porque ele dava notícia de tudo e de todos, sabia da vida de cada um e tinha aquela linguagem própria e extremamente satírica para descrever cada personagem da cidade. Entrar no Bar Maravilhoso, na Rua 15, correspondia a "entrar" hoje no "Google" para saber das últimas ou de todas as novidades.
Ele era singular, e seu olhar sobre a cidade foi sempre de uma riqueza indescritível, pena que ele não tenha deixado em letras suas palavras ricas na descrição analítica de seu tempo.
E esta era uma característica familiar, pois seu pai, Pedro Montes Claros, e seus irmãos, Tuca, Sinval e Bem Pau Véi, também tinham a língua afiada como uma navalha, que aliás era o instrumento de trabalho do seu pai, que foi barbeiro durante muitos anos e gozava da intimidade dos chamados coronéis da cidade.
Quem daquela época não se lembra de Bem Pau Véi com sua marca registrada de cumprimentar as pessoas: -Êh, leão desgraçado!!!
Alguns até se assustavam com seu jeito abrutalhado quando estava bêbado, e ele sempre estava!
Zé Amorim nunca deixou um freguês sem a sua pitada sarcástica de gozação, ou pela frente ou pelas costas, ele sempre dava seu diagnóstico.
Os irmãos Zacalex, gregos que vieram morar em Montes Claros, também sofreram suas gozações. Eles freqüentavam o sanitário do bar geralmente após o almoço para se aliviarem, e o Zé começou a notar um certo entupimento no vaso sanitário logo após o uso por um deles. O Zé que "não deixava por menos", resolveu dar o troco na hora certa, e numa das vezes que o Zacalex chegou e pediu a chave do sanitário o Zé foi logo retrucando: -Ô meu irmão, vou lhe dar a chave e você pode usar o vaso, mas vê se você "bitola", tá?
Também corria uma história sobre o Zé que morava na época no Bairro Roxo Verde em uma avenida movimentada que fazia a ligação para o Alto de São João. Numa tarde ele estava sentado em frente à porta da casa, onde seus animais viviam em total liberdade, gatos, cachorros, galinhas, etc..
Em determinado momento uma carreta carregada com sacos de semente de algodão atropelou e matou uma das suas galinha e aí o Zé ficou "macho" com a situação e disse:
-Isto não ficar assim não!
Imediatamente pegou a sua moto, uma Harley Davidson, e partiu atrás daquela jamanta que logo foi alcançada, e aí o Zé foi logo mandando o motorista parar para tirar satisfação com ele.
Mas ao parar a carreta o motorista se apoiou com o braço sobre a janela e o Zé viu se descortinar uma bíceps que mais parecia um quadríceps de tão forte, e o motorista perguntou:O que que foi, meu irmão?
O Zé, que nunca foi bobo,tratou logo de resolver bem a situação e perguntou ao motorista:
-Quantas toneladas o senhor está levando aí?
Ao que o motorista respondeu: -40 toneladas!
O Zé então finalizou: -Ah! Eu bem que havia calculado certo, porque a minha galinha ficou só a plastra lá no chão! Boa viagem para o senhor!
O irmão do Zé, o Sinval Amorim, de certa feita, tinha um dos seus apartamentos alugados a preço muito baixo no prédio que tinha o nome do seu pai, Edifício Pedro Montes Claros, e resolveu reaver o imóvel alegando necessidade de morar nele, mas a inquilina se recusou a sair do imóvel e como a justiça sempre foi muito morosa, foram anos e anos nessa pendenga judicial. O Sinval diariamente ia até à frente do apartamento, que ocupava o segundo andar, via a inquilina na janela e dizia;
-Vocês estão vendo aquele apartamento ali no segundo andar? Ele não é meu não, ele é daquela Filha da Puta que está lá na janela!...
Como estas várias outras figuras lendárias do verdadeiro folclore popular desfilaram sua importância social e porque não dizer cultural urbana, criando verdadeiros mitos dentro da comunidade e não serão esquecidas nunca por esta comunidade que sempre soube prestigiar estes valores antropológicos.
Este mundo aparentemente artificial, povoado de imagens irreais, fazia da vida da comunidade montesclarense uma verdadeira peça teatral, repleta entretanto de veracidades palpáveis, onde todos eram parte integrante do elenco deste imenso teatro real de figuras fantásticas, e fazia da cidade uma verdadeira escola de convivência urbana.
Montes Claros já não é aquela cidade de antanho, e hoje desvirginada pelo progresso já não há lugar para estes "pequenos grandes momentos" de pura poesia cultural e antropológica.
Quintuplicada em tamanho e número de habitantes já não há mais espaço nem tempo para uma parada no Bar Maravilhoso para saber das novidades nem tempo para as sábias reflexões daqueles montesclarenses inesquecíveis.
Parece que os ponteiros dos relógios já não se contentam com sua antiga rotina de velocidade circular e cederam lugar para relógios digitais, sem ponteiros, que parecem comandar o tempo mais depressa Esta era a Montes Claros daquela época, povoada de histórias e estórias, e como essas muitas e muitas outras ainda estão na memória de todos aqueles que tiveram o privilégio de viver na Montes Claros do Velho Mercado Municipal, do antigo Cassino Montes Claros, da movimentada Praça de Esportes, do footing da Rua 15 e da Praça Cel Ribeiro e das famosas Horas Dançantes que fizeram o embalo dos montesclarenses naqueles tempos.
Velhos tempos! Grandes lembranças!


64259
Por Haroldo Santos - 2/12/2010 12:40:45

Centenário de nascimento de Mário Souza Santos - 29 de Novembro de 1910/2010

(Haroldo Alfredo Santos, filho, médico nascido em Montes Claros e residente em Belo Horizonte)

Com o sol ainda dormindo, ele já estava acordado para a labuta diária. Essa foi a rotina de vida de Mario Souza Santos, nascido em Caculé, Bahia, em 1910, mas "montesclarense da gema" como ele mesmo se identificava pois aqui chegou ainda jovem, aos 19 anos, no início de 1929, depois de uma curta passagem pela cidade de Porteirinha, e aqui se estabeleceu e residiu durante toda a sua vida.
Chegou como tropeiro, mas este foi só o início da sua jornada, porque lá dentro de si ele nunca deixou morrer uma vocação inata, ser fazendeiro. E foram precisos os estágios de comerciário (como balconista) e comerciante (proprietário da loja “A Branca de Neve”) para atingir o objetivo perseguido, a aquisição de terras que iriam formar as suas propriedades rurais, estabelecendo-se assim uma identidade que o acompanhou por toda sua vida, nos ajeitos e nos trejeitos.
Conhecia a terra como poucos e parecia ser um verdadeiro cúmplice a serviço da mesma, e foi assim que ele verdadeiramente se realizou e é assim que ele é reconhecido entre seus pares, um fazendeiro daqueles que não se fazem mais, daqueles que são considerados fazendeiros poéticos pela nova safra de fazendeiros empresários.
Seu Mario Santos, como era conhecido no Sertão Montesclarense, foi um homem sem vaidades, dedicou toda a sua vida ao trabalho e à família, e foi um verdadeiro exemplo de honradez, representando com dignidade a antiga assertiva de que um “fio de bigode valia mais que uma assinatura”. Sempre enfrentou as dificuldades como se fossem naturais, como se fizessem parte da vida, como obrigações a cumprir. Viveu o seu tempo numa luta silenciosa em que teimava manter os valores e diretrizes cunhados ao longo da vida e a teimosia sempre foi uma faceta do seu caráter porque era honesta e saia lá do fundo do seu coração. Mesmo porque nunca foi homem de aventuras e por isso mesmo teimava, e preferia não se aventurar muito em novidades, era teimoso inclusive nas suas idéias.
Foi sim um conservador, o que não o desdoura. Conservou, com sabedoria, os ensinamentos aprendidos a duras penas nas intempéries da vida e dizia sempre que nunca recebeu nada feito, mas por fazer. Tornou-se conhecido em várias regiões de Montes Claros e municípios vizinhos, os quais também conheceu palmo a palmo, no lombo de seus animais que considerava quase de estimação, tamanha a identidade com os costumes do campo (lembro-me de uma “besta” que era chamada de Morena, e que era a menina dos seus olhos, seu verdadeiro Rolls Roice).
Nas suas viagens ia conhecendo fazendas e fazendeiros de cada região com os quais se identificava e se tornava amigo, e mantinha um orgulho velado deste vasto conhecimento geográfico regional. Ele foi sempre um curioso e aprendeu a fazer de tudo um pouco, foi um autodidata.
Na minha longa convivência de filho eu tive um privilégio que na época de adolescente interpretava como obrigação: fiz muitas viagens com ele entre fazendas ou mesmo pelos pastos, em vistoria do gado e das terras, e viajava horas a fio perguntando sobre tudo que via ou que passava por nós, numa verdadeira “catilinária” rural.
Lembro-me de quando, ele montado em seu cavalo de nome Prateado e eu no meu cavalinho de nome Chumilim, íamos para a Fazenda Riacho do Fogo e lá chegávamos ainda com o orvalho sobre a grama e as folhagens, para ele começar a sua labuta diária.
Como era difícil para mim naquela época acordar de madrugada para acompanhá-lo, mas esta era a sua rotina e eu tinha que entrar nela. Não se conseguia vê-lo parado, tamanha a sua energia, e foi a sua experiência, esculpida no trabalho árduo e perene, que o transformou numa referência em toda a região. Era incansável em sua luta e labuta e eu não me lembro mesmo da palavra cansaço em toda a sua vida.
Nos currais aguardava o fim da ordenha para a vistoria do gado, quando aproveitava para curar gabarros e bicheiras, castrar novilhos e potros, tosar crinas e orelhas, marcar e vacinar novos animais. Depois dos currais vinha a vistoria dos pastos, das cercas, das aguadas e das roças plantadas e por plantar, milho, feijão, arroz, algodão, mandioca, etc.
Na Fazenda Riacho do Fogo uma das suas realizações, e certamente a de que mais se orgulhou, foi ter colocado água potável e encanada, sem o uso de nenhuma bomba hidráulica ou "carneiro", idealizando e realizando pessoalmente todas as fases do projeto, desde a captação até a distribuição por gravidade.
Sempre foi um polivalente e eu me orgulho de ter sido o seu companheiro em muitos momentos, atrapalhando algumas vezes, ajudando outras, mas sempre aprendendo alguma coisa ao seu lado. Atravessamos juntos muitas estradas barrentas com chuva escorrendo pela aba dos nossos chapéus, gotejando na ponta do nariz e descendo pelos lábios sedentos pelo calor do sertão.
Que saudades! Coisas simples, não é? Mas nelas, o segredo da vida se resume. São nelas que encontramos os momentos que nos marcam pelo resto de nossas vidas.
Ele foi um fazendeiro que marcou a sua época como um carvalho de raízes profundas e inabaláveis, entretanto, por detrás deste fazendeiro cunhado em têmpera de aço existia um outro homem, o pai, aliás, pai e mãe, porque depois de 8 anos de vida matrimonial harmoniosa e feliz com a esposa e os 3 filhos, ele sofreu o revés do destino perdendo a companheira inseparável que a doença inexorável ceifou precocemente.
Apesar da grande perda ele não se deixou abater e imbuído agora de responsabilidade dupla, cuidou de dar conta do recado, exercendo as funções de pai e mãe. E nunca se dobrou perante as dificuldades e na sua simplicidade procurou ensinar a vida numa dedicação quase obsessiva.
Nunca precisou de muitos afagos para demonstrar o seu carinho e na rigidez de sua postura transmitiu sempre a sinceridade do seu amor paterno conseguindo com seu trabalho, ensinar a trabalhar, com sua honestidade, ensinar o caminho, com sua dedicação, ensinar o amor e com sua simplicidade, ensinar o mais importante, o verdadeiro sentido da vida.
Foi sempre assim, um pai rígido mas um pai verdadeiro, um exemplo, o melhor que poderíamos desejar e talvez, e por isso mesmo, a vida lhe foi tão pródiga, permitindo-lhe esta verdadeira metáfora de sua vida no campo, simbolizar a árvore, onde ele simboliza o tronco e tem nos seus descendentes a copa frondosa com suas folhas e frutos.
Hoje aqui estamos reunidos para prestar-lhe esta homenagem póstuma, ainda que singela, numa demonstração de gratidão pelo seu exemplo de vida e dedicação, e agradecemos a Deus a oportunidade de fazê-la. Temos a certeza de que Deus, na sua bondade, está lhe restituindo o que por merecimento lhe é devido, e nesta oportunidade de reviver num relance fatos marcantes de sua vida marcante simbolizamos esta parábola perfeita que sintetiza uma vida completa.
Esta breve história de vida é a tentativa de trazer à nossa presença a aura de sua lembrança nestes momentos de saudade, saudade que é a doce presença da ausência e lembrança que é a doce presença da imagem que ficou para sempre nos nossos corações.
Querido pai, que Deus o tenha ao seu lado, neste lugar conquistado pela história de vida que você nos legou como a maior e melhor herança.
Você foi o nosso herói!...Saudades imensas!...




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No dia do aniversário do papa argentino, apontado como padrinho do acordo, Estados Unidos e Cuba anunciam início da reaproximação histórica

17/12/14 - 15h
Manchetes dos jornais: “Salário de parlamentares sobe de R$ 26,7 mil para R$ 33,8 mil” - “Moeda russa dispara e faz dólar disparar no Brasil” - “Crise russa alimenta disparada do dólar”

17/12/14 - 14h
Estudo confirma: pessoas que se sentem mais jovens do que são morrem mais tarde

17/12/14 - 13h
Aumenta o número de casais sem filhos e de adultos que vivem na casa dos pais - são os números do IBGE

17/12/14 - 12h
Relação de alguns dos assaltos - nos bairros Ibituruna, Edgar Pereira e Amazonas. Os ladrões fugiram, de moto

17/12/14 - 11h
Cruzeiro oficializa contratação de Joel e assina vínculo com camaronês por 5 temporadas

17/12/14 - 10h
Thammy diz que não vai colocar órgão sexual masculino e promete mostrar, na praia, o resultado de sua operação

17/12/14 - 9h
Atlético confirma contratação do argentino Lucas Pratto e ironiza adversários

17/12/14 - 8h
Acordo estabelece salário de 33 mil para deputados, senadores e ministros, e de 30,9 para presidente

17/12/14 - 7h
Mantida a previsão de 9mm de chuva hoje em M. Claros; 8 amanhã, 10 sexta e 15 sábado. Nas últimas 24h, choveu 12mm


16/12/14 - 18h
Banco do Brasil tenta reduzir gasto que terá com revisão da poupança do Plano Verão

16/12/14 - 17h
Viajar de avião é até 831% mais caro do que ônibus neste fim do ano – mostra pesquisa

16/12/14 - 16h
Manchetes dos jornais: “Nova equipe deve repassar custos da energia às tarifas” - “Ação da Petrobras cai 9,9% e atinge menor valor em 10 anos” - “Corrupção faz ações da Petrobras derreterem”

16/12/14 - 15h
Sancionada sem vetos a lei que autoriza o governo a fechar suas contas

16/12/14 - 14h
Cruzeiro rejeita segunda proposta do Real Madrid e transferência de Lucas Silva fica mais distante

16/12/14 - 13h
Quatro menores contra mulher, às 10h da noite, no Bairro Cidade Nova - entre outros assaltos

16/12/14 - 12h
Talibã mata 126 pessoas, a maioria estudantes entre 10 e 18 anos, e faz reféns em escola do Paquistão

16/12/14 - 11h
Matrícula para inscritos no Cadastramento Escolar 2015 vai até a próxima sexta-feira em Minas

16/12/14 - 10h
Traficante brasileiro condenado à morte na Indonésia pode ser executado pelo novo presidente, que promete negar clemências

16/12/14 - 9h
Passagem de ônibus intermunicipal ficará 9,31% mais cara a partir de amanhã

16/12/14 - 8h
Muda o extintor de incêndio dos carros, que devem ser trocados até 31 de dezembro. Valor médio - 60 reais

16/12/14 - 7h
(Meteorologia altera previsão e, com sol no meio da tarde, diz que há 99% de chances de chover 30mm, hoje, em M. Claros)


15/12/14 - 18h
Depois de quase 30 anos, Xuxa não renova contrato com a Globo e está sem emissora

15/12/14 - 17h
Ministério do Planejamento autoriza concurso para 583 vagas no Instituto Nacional de Câncer

15/12/14 - 16h
Geólogos alertam - praias do Rio, entre outras, correm risco de serem “varridas do mapa” pela ação do homem

15/12/14 - 15h
Jornal paraguaio revela que lateral Ayala está nos planos do Atlético

15/12/14 - 14h
Um em cada 5 alunos não sabe o básico em matemática – mostram números da Prova Brasil

15/12/14 - 13h
Petrobras abrirá, de amanhã a 12 de janeiro, inscrição para preencher 2.700 vagas, com salários de até 8.866 reais

15/12/14 - 12h
Economia brasileira encolheu 0,26% em outubro - confirma Banco Central

15/12/14 - 11h
Brasileira entre os reféns do religioso muçulmano armado que invadiu café na Austrália. De madrugada, polícia tomou o local e 3 morreram - 2 reféns e o sequestrador

15/12/14 - 10h
Manchetes dos jornais: “Caos no trânsito chega à cidade do interior” - “Desvio do Petrolão supera em 6 vezes o do mensalão”

15/12/14 - 9h
Pelo 2º ano seguido, Cruzeiro tem a melhor média de público do Brasileirão

15/12/14 - 8h
Chove, e a meteorologia aumenta (de 17 para 23 milímetros) a chuva de hoje em M. Claros, e a estica até sexta. Já choveu 28mm

15/12/14 - 7h
Reajuste salarial das autoridades brasileiras terá impacto de 3,8 bilhões de reais, conta jornal


14/12/14 - 9h51
"Compensa entrar no trevo antes de Corinto e rodar em direção a Lassange, Varzea da Paula , Pirapora e Moc. A estrada está com asfalto bom, é vazia e apesar dos 75 km a mais voce chega mais rápido e com menos gasto de combustível"

14/12/14 - 9h47
"Esfriou um pouco, como antecipou a meteorologia, que agora aumenta as chances de chuva para M. Claros: 31mm neste domingo, 17 segunda, 10 terça, 15mm quarta e 67 milímetros de chuva quinta feira. Oxalá caia toda esta chuva, mansa e criadeira como está"


13/12/14 - 18h
Seguido de perto pelo Cruzeiro, Atlético é o melhor time brasileiro em ranking espanhol

13/12/14 - 17h
Divulgado o calendário de 2015 do pagamento para aposentados e pensionistas do INSS

13/12/14 - 16h15
Manchetes dos jornais: “Estradas de Minas tem um assalto a ônibus por dia” - “Nova denúncia atinge comando da Petrobras” - “Oposição pressiona por saída de Graça Foster”

13/12/14 - 16h
Para tentar evitar fraudes, governo vai rastrear pescadores por cartão e chip nas embarcações

13/12/14 - 15h
Xuxa volta a perder para o Google e "Amor Estranho Amor", filme com cenas picantes, vai continuar na internet

13/12/14 - 14h
Validade do passaporte brasileiro aumenta de 5 para 10 anos. O de cor verde segue valendo

13/12/14 - 13h
Estradas de Minas já registram pelo menos 1 assalto a ônibus por dia

13/12/14 - 12h
Os assaltos últimos - de rapaz no Roxo Verde, de moça no São Judas e de mototaxista, no Jaraguá

13/12/14 - 11h
Pela meteorologia, temperatura máxima em M. Claros vai cair 5 graus de hoje para amanhã – dos 29 para 24; chance de chuva aumenta até 4ª feira

13/12/14 - 10h
Chuva de meteoros atingirá seu ápice na madrugada deste domingo e será vista no Brasil

13/12/14 - 9h
Papa cria polêmica ao afirmar que cachorros também vão para o céu, e que “eles são bem tratados lá”

13/12/14 - 8h32
"De uns, uma eternidade: Antônio Brant Maia, Antônio Augusto Barbosa Moura, José Carlos Pereira, Gregório Balesteros, Osmar Cunha, Hélio Vieira de Brito, José Comissário Fontes, José Gomes de Oliveira, Ricardinho Francisco Tófani, Pacífico Rodrigues, Ubirajara Leite Toledo, Oswaldo Antunes, Gasparino Bicalho, muitos há um bom tempo no…"

13/12/14 - 8h
Consultorias estimam aumento de mais de 30% na conta de luz em 2015, no Sudeste brasileiro

13/12/14 - 7h
PM abre concurso para preencher 69 vagas de soldado especialista, com salário inicial de 2.700 reais


12/12/14 - 18h
Metade dos brasileiros não faz exercícios físicos, constata o IBGE

12/12/14 - 17h
Estudo prevê 10 milhões de mortes por ano, até 2050, causadas por superbactérias

12/12/14 - 16h
Jornal espanhol afirma que Arsenal aceitou pagar preço por Lucas Silva, do Cruzeiro

12/12/14 - 15h
Manchetes dos jornais: “Ministério Público Federal denuncia 36 e quer devolução de R$ 1 bilhão” - “Procuradoria denuncia 36 e cobrará R$ 1 bilhão de acusados” - “Ministério Público denuncia 36 por corrupção na Petrobras. E os políticos?”

12/12/14 - 14h
26% dos mineiros consomem álcool antes de dirigir; 14% são mulheres

12/12/14 - 13h
Chance de chover em M. Claros volta a subir entre hoje e terça-feira, pela previsão

12/12/14 - 12h
Termina hoje, às 17 horas, campanha de vacinação contra sarampo e pólio

12/12/14 - 11h
Ex-palhaço Bozo teve queimaduras de 1º e 2º graus no Programa do Ratinho e segue internado

12/12/14 - 10h
Brasileiro gasta em média 104 reais ao mês com conta de celular e internet – constata pesquisa do SPC

12/12/14 - 9h
Gretchen confirma cirurgia da filha Thammy, para retirar os seios. "Tenho a maior vontade de andar sem camisa por aí"

12/12/14 - 8h
Estatística de estupros sobe 87% no Brasil, entre 2009 e 2012, e números são imprecisos, para menos

12/12/14 - 7h
Carro é esmagado por caminhão-baú na Ponte Branca, mas família sobrevive - inclusive recém-nascido de 20 dias, na cadeirinha


11/12/14 - 18h
Pela 1ª vez, consumo de maconha supera o de tabaco entre estudantes uruguaios



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