Nesta quinta-feira, em M. Claros: "Lula volta a Minas Gerais pela terceira vez na campanha em meio à queda nas pesquisas", registra jornal de BH
Quinta 17/09/26 - 4h024h, quinta-feira, do jornal Estado de Minas, de BH:
Sob pressão nas pesquisas, Lula volta a Minas hoje
Quaest aponta empate técnico no segundo turno, com Flávio Bolsonaro numericamente na frente
Andrei Megre
No momento mais crítico da campanha pela reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desembarca em Minas Gerais hoje. Após ver a vantagem sobre o seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL), desidratar em grande parte das pesquisas de intenção de voto, o petista retorna ao estado que tem histórico de pêndulo nacional e pode voltar a ser decisivo em uma disputa que promete ser apertada. Nas últimas disputas presidenciais, quem venceu em Minas Gerais nas urnas venceu no Brasil também.
Lula estará em Montes Claros, no Norte de Minas, para uma caminhada marcada para começar às 17h na região do bairro Maracanã. Ao lado dele, estarão o candidato ao governo Patrus Ananias (PT) e as candidatas ao Senado Marília Campos (PT) e Áurea Carolina (Psol), além de lideranças locais, como a deputada estadual Leninha, presidente estadual do PT e natural de Montes Claros, onde teve 12,44% dos votos na última eleição.
Também chegou a ser programada e até divulgada por algumas lideranças petistas uma visita de Lula a Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, hoje à tarde. No entanto, a campanha cancelou o ato devido a questões de logística, já que o aeroporto de Teófilo Otoni não comporta a aeronave que tem transportado o presidente.
Segundo a pesquisa Quaest divulgada no último dia 8, Flávio está numericamente à frente do presidente entre o eleitorado mineiro em um eventual segundo turno. O candidato do PL marcou 40% das intenções de voto, contra 37% de Lula. A diferença ainda está na margem de erro, mas preocupa petistas por mostrar uma tendência negativa. Nos quatro levantamentos feitos pela Quaest em Minas desde agosto, Lula só caiu: foi de 42% para 37%. Já Flávio Bolsonaro teve crescimento expressivo: pulou de 33% para 40%.
A tendência mineira acompanha o retrato nacional. Na Quaest divulgada nessa segunda-feira (14/9), Flávio aparece na frente do presidente pela primeira vez desde abril, marcando 42% contra 40% no segundo turno. Outra vez, a pequena diferença representa empate técnico, mas acende alerta na campanha petista a 16 dias do primeiro turno da eleição.
A variação é vista por analistas como uma reação às revelações do envolvimento de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) com o escândalo do Banco Master. Pelo papel desempenhado pelo ministro Alexandre de Moraes no julgamento da tentativa de golpe de Estado comandada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, parte do eleitorado o associaria ao grupo político de Lula.
Soma-se a isso uma revolta generalizada contra o poder público pelas associações do banqueiro Daniel Vorcaro em diversas frentes, possivelmente materializada no chefe do Executivo federal, como representante máximo da República, mesmo que as investigações não tenham apontado relação dele com o esquema.
Outro episódio negativo para a imagem de Lula foram os vazamentos sobre a atuação da lobista Roberta Luchsinger, amiga e sócia de Fábio Luís da Silva, o Lulinha, primogênito do presidente. Lulinha virou alvo de investigação da Polícia Federal por suposto tráfico de influência para favorecer Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, em negócios com o Ministério da Saúde.
Além disso, o chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, se demitiu no mês passado em meio a acusações de envolvimento com Roberta Luchsinger.
Retorno a Minas
É neste contexto que Lula agendou a terceira visita a Minas Gerais durante a campanha eleitoral. Nas duas primeiras, fez campanha apenas em Belo Horizonte, com comício na Praça da Estação, no Centro da capital, e evento com mulheres na Serraria Souza Pinto, na mesma região.
Por outro lado, Flávio Bolsonaro já passou pelo interior com ato em Juiz de Fora, na Zona da Mata, em 9 de setembro. O comício era para ter ocorrido logo no início da campanha, como alusão ao pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que sofreu uma facada na cidade quando disputava a reelição em 2018, mas foi adiado devido ao mau tempo.
Agora, Lula vai ao Norte do estado, onde o PT historicamente é bem votado, apesar de Montes Claros, maior cidade da região, não ser um bom retrato desse apoio. Lá, Jair Bolsonaro bateu os candidatos petistas nas eleições de 2018 e 2022. Porém, ao contar todo o Norte de Minas, que tem 89 municípios, Lula teve 62,46% dos votos na última eleição, contra 37,54% de Bolsonaro.
Em toda Minas Gerais, único estado do Sudeste onde Lula venceu, o petista ganhou por uma margem de menos de 50 mil votos, por 50,2% a 49,8%. Lula venceu mo Campo das Vertentes, mo Vale do Jequitinhonha, mo Norte, mo Vale do Mucuri e na Zona da Mata. Enquanto Jair Bolsonaro conquistou oito dos 10 maiores colégios eleitorais e foi vitorioso nas regiões Central, Metropolitana de Belo Horizonte, Noroeste, Oeste, Sul/Sudoeste, Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba e Vale do Rio Doce.
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9h18m, quinta-feira, do jornal O Tempo, de BH:
Lula volta a Minas Gerais pela terceira vez na campanha em meio à queda nas pesquisas
Presidente visita indústria farmacêutica e faz caminhada com aliados no Norte de Minas Gerais
Luiz Otávio Barbosa
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cumpre agenda nesta quinta-feira (17/9) em Montes Claros, no Norte de Minas Gerais, em sua terceira visita ao estado durante a campanha à reeleição.
A programação mistura um compromisso institucional, com a visita a uma indústria farmacêutica, e um ato político ao lado de aliados que disputam vagas no Legislativo mineiro e no Congresso Nacional.
A viagem ocorre em meio a uma queda nas pesquisas eleitorais que medem as intenções de voto de Lula em Minas Gerais, estado tratado pela campanha petista como decisivo para garantir um quarto mandato ao presidente.
Às 16h, Lula visita o novo complexo industrial da Eurofarma, em Montes Claros, uma das maiores fábricas do setor farmacêutico do hemisfério sul, e deve conhecer de perto a linha de produção de embalagens de medicamentos fabricados pela empresa.
Às 17h, a agenda passa a ter caráter estritamente eleitoral: o presidente participa de uma caminhada com militantes e apoiadores, com concentração marcada para o cruzamento entre a avenida Queluz e a rua Vera Cruz, no bairro Maracanã, seguindo até a Praça Antônio Jorge da Silva.
Participam do ato o candidato do PT ao governo de Minas Gerais, Patrus Ananias, e as candidatas ao Senado Federal Marília Campos (PT) e Áurea Carolina (PSOL), além de outros nomes que concorrem a vagas na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados por partidos aliados ao petismo.
É a terceira vez que Lula pisa em solo mineiro nesta campanha: em 21 de agosto, participou de um ato na Praça da Estação, em Belo Horizonte, que marcou o início da campanha de Patrus ao governo de Minas Gerais; e em 29 de agosto, esteve no evento "Mulheres com Lula", também na capital mineira — o primeiro ato da campanha voltado especificamente ao eleitorado feminino, que representa 52,8% do total de eleitores do país, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Pesquisas eleitorais em Minas Gerais
Minas Gerais é considerado um estado pêndulo nas eleições presidenciais: há uma percepção consolidada de que quem vence a disputa no território mineiro tende a vencer a eleição nacional. Das 13 disputas presidenciais realizadas no Brasil entre 1945 e 2022, o candidato eleito venceu em Minas Gerais em 12 delas.
Em 2026, no entanto, Lula registra uma leve piora nas intenções de voto entre os mineiros.
A comparação entre uma pesquisa do instituto Quaest e o resultado das urnas de quatro anos atrás mostra que Lula está pontuando levemente pior do que em 2022 no estado.
Na ocasião, o petista obteve 50,2% dos votos válidos no segundo turno entre os mineiros.
Já o Datafolha aponta um cenário numericamente melhor para o presidente em Minas, ainda que também dentro de um empate técnico com o adversário do PL.
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Resumo:
Lula cumpre agenda nesta quinta-feira (17), em Montes Claros, com visita a uma indústria farmacêutica e caminhada com aliados em ato de campanha à reeleição.


