Presos são condenados a mais de 400 anos de prisão por 27 mortes em presídio
Sexta 07/05/10 - 7hOs dois presos acusados da chacina que, em 2002, deixou outros 27 presos mortos no presídio Urso Branco, em Rondônia, foram condenados a 486 e a 445 anos de prisão pelo Tribunal do Júri de Porto Velho, no começo da madrugada de hoje. Michel Alves das Chagas, conhecido como Chimalé, foi condenado nas 27 acusações de assassinato. Para cada preso morto, ele foi condenado a 18 anos, somando 486 anos de prisão em regime fechado na acusação definitiva. O segundo acusado é Anselmo Garcia de Almeida, conhecido com Fininho, teve sua pena baseada em 16 anos e seis meses de reclusão para cada morte, somando 445 anos e seis meses de prisão em regime fechado. Os condenados recorreram e aguardarão a decisão na prisão. O julgamento dos 16 réus acusados da chacina no presídio de Urso Branco começou na quarta-feira. Chagas e Almeida foram os dois primeiros da lista. As mortes no presídio ganharam repercussão internacional pela brutalidade. Na rebelião, ocorrida em 2002, 27 presos foram mortos de forma cruel pelos próprios companheiros de presídio - 5 foram decapitados.


