Príncipe herdeiro do Irã acha que pressão do Brasil não provocará "reviravolta"
Quinta 13/05/10 - 7hEm entrevista ao jornal “Folha de São Paulo’, o ex-príncipe herdeiro do Irã, Reza Pahlavi 2º, de 49 anos, um dos mais controversos opositores do atual regime dos aiatolás, disse considerar insuficiente a tentativa do Brasil de mediar um acordo de troca de material nuclear com Teerã sem aumentar a pressão. "Não tenho razão para crer que isso possa trazer uma reviravolta. Acho que é mais uma tática do regime de deixar o tempo passar. Se o Brasil falhar, amanhã o mediador será a Argentina, depois o Peru... é enrolação. Sou o primeiro a defender que o Irã tem direito à tecnologia nuclear para energia. Mas, se é esse o propósito, por que a falta de transparência?", questiona o ex-príncipe. "O melhor investimento que você pode fazer é na democratização, que é a maior garantia contra (riscos da) proliferação nuclear. O mundo vai acabar percebendo que o problema está no regime em si", defendeu. O ex-príncipe herdeiro do Irã divide seu tempo apoiando a dissidência, entre os Estados Unidos e a Europa.


