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montesclaros.com - Ano 23 - sábado, 26 de novembro de 2022

Marrocos e Croácia já se enfrentam, em dia que promete fortes emoções na Copa, depois da derrota histórica da Argentina, ontem

Quarta 23/11/22 - 7h23

Marrocos e Croácia jogam desde as 7h no quarto dia de jogos da Copa do Mundo, no Catar.

A partida é realizada no Al Bayt Stadium, localizado em Al Khor, com capacidade para receber até 60 mil torcedores.

Alemanha e Japão se enfrentam às 10h.

Espanha e Costa Rica, às 13h.

Bélgica e Canadá jogam às 16h.

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Atual vice mundial, Croácia estreia sem gols contra Marrocos na Copa

Duelo foi o primeiro do Grupo F, que tem ainda Bélgica e Canadá

O Grupo F da Copa do Mundo do Catar teve início nesta quarta-feira (23), com um empate sem gols entre Marrocos e Croácia, no Estádio Al Bayt, em Al Khor. Foi o terceiro 0 a 0 deste Mundial, antes mesmo do término da primeira rodada.

Foi a primeira vez, após 11 jogos, que os croatas, atuais vice-campeões do mundo, não balançaram as redes em um jogo de Copa. Os Leões do Atlas, como são conhecidos os marroquinos, seguem sem vencer em uma estreia de Mundial. Eles repetem o resultado da edição de 1986, no México, quando também não saíram do zero contra a Polônia. Coincidentemente, aquela foi a única ocasião em que a seleção marroquina chegou a um mata-mata da competição.

A chave ainda tem Bélgica e Canadá, que se enfrentam mais tarde, às 16h (horário de Brasília), no Estádio Ahmad Bin Ali, em Al Rayyan. A partida marca o retorno dos canadenses a uma Copa após 36 anos.

Marroquinos e croatas voltam a campo neste domingo (27) pela segunda rodada do Grupo F. Às 10h (horário de Brasília), os Leões do Atlas encaram a Bélgica no Estádio Al Thumama, em Doha. Na sequência, às 13h, os atuais vice-campeões mundiais medem forças com o Canadá no Estádio Internacional Khalifa, também na capital catari.

Marcação trava Modric e companhia
As linhas adiantadas de Marrocos foram um teste de paciência aos croatas no primeiro tempo, que teve raríssimas emoções. Ter mais posse de bola (51%, contra 36% dos rivais e 13% em disputa pelos dois lados) foi insuficiente para os europeus, muito afastados uns dos outros no campo, facilitando o trabalho da bem encaixada marcação africana. Os marroquinos, por sua vez, pouco fizeram no ataque, sempre bloqueados nas tentativas de finalização.

Os únicos lances de relevo da primeira metade do jogo saíram já nos acréscimos. Primeiro, o lateral Borna Sosa avançou pela esquerda e cruzou para o meia Nikola Vlasic concluir de primeira, na pequena área, obrigando o goleiro Yassine Bounou a uma bela defesa. Na sequência, o craque Luka Modric teve a chance de finalizar da entrada da área, após a sobra de um chute de Vlasic, que foi travado pela marcação, mas a bola arrematada pelo meia subiu pouco acima do travessão.

As equipes pareceram voltar do intervalo mais ligadas. Aos cinco minutos, o chute do atacante Sofiane Boufal, da entrada da área, explodiu no zagueiro Dejan Lovren. Na sobra, o lateral Noussair Mazraoui apareceu de peixinho, na pequena área pela esquerda, parando no goleiro Dominik Likakovic. A resposta veio no minuto seguinte, com o volante Sofyan Amrabat bloqueando o carrinho de Lovren, que tentou aproveitar Bounou caído após bola alçada na área em cobrança de escanteio de Modric.

No entanto, não demorou para o jogo ficar novamente truncado. Satisfeito com o resultado, Marrocos recuou e congestionou a defesa com duas linhas de quatro e o técnico Walid Regragui segurando as substituições para os 15 minutos finais, mantendo a marcação inteira fisicamente. Com Modric apagado, o treinador croata, Zlatko Dalic, trocou as peças de ataque que também estavam em dia pouco inspirado, como Ivan Perisic e Andrej Kramaric, mas sem que as mudanças surtissem efeito e mudassem a partida.

(Lincoln Chaves - Repórter da EBC)

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Reservas decidem e Japão supera Alemanha por 2 a 1 na estreia da Copa

Germânicos protestaram tapando a boca por veto à braçadeira One Love

Pouco mais de 24 horas depois da Argentina ser derrotada pela Arábia Saudita, a zebra passeou novamente na Copa do Mundo do Catar. Nesta quarta-feira (23), a tetracampeã mundial Alemanha foi supreendida e perdeu de virada para o Japão, por 2 a 1, no Estádio Internacional Khalifa, em Doha, na abertura do Grupo E.

É o segundo Mundial seguido em que os alemães iniciam a participação com derrota. Na edição anterior, na Rússia, a seleção europeia foi superada pelo México, na primeira rodada, por 1 a 0. Os japoneses, por sua vez, repetiram 2018, quando também largaram com uma vitória por 2 a 1, sobre a Colômbia.

A chave de germânicos e nipônicos ainda conta com Espanha e Costa Rica. O duelo entre os outros integrantes do Grupo E será o próximo desta quarta-feira, a partir de 13h (horário de Brasília), no Estádio Al Thumama, também em Doha.

Os próximos compromissos de Japão e Alemanha serão no domingo (27), pela segunda rodada. Às 7h, os Samurais Azuis pegam a Costa Rica no Estádio Ahmad Bin Ali, em Al Rayyan. No fim do dia, às 16h, os germânicos têm pela frente o clássico com a Espanha, no Estádio Al Bayt, em Al Khor.

Protesto alemão
Antes de a partida começar, os alemães fizeram protestos. Na pose para a foto oficial, após a execução dos hinos nacionais, os jogadores levaram a mão direita à boca. A Alemanha era uma das seleções cujos capitães utilizariam uma braçadeira com a expressão "One Love" ("Um Amor", na tradução do inglês), em apoio à causa LGBTQIA+, mas que foram pressionadas pela Federação Internacional de Futebol (Fifa) a recuarem. A homossexualidade é proibida no país-sede da Copa.

O goleiro Manuel Neuer, capitão alemão, ainda tentou escondeu a braçadeira que utilizava, disponibilizada pela Fifa. Em entrevista coletiva no sábado (18), o presidente da federação germânica, Bernd Neuendorf, reclamou da entidade responsável pelo Mundial pedir "foco no futebol" a quem pretendia se manifestar contra denúncias de violações a direitos humanos no Catar.

Pressão germânica
Com a bola rolando, o Japão repetiu a estratégia de outras seleções franco atiradoras nesta Copa, como Arábia Saudita, Tunísia ou Marrocos, iniciando o jogo com a marcação alta para encurtar os espaços alemães. O gol de Daizen Maeda, aos seis minutos, anulado por estar um pouco à frente da zaga no momento do cruzamento do também atacante Junya Ito, pela direita, assustou os tetracampeões mundiais.

Não demorou, porém, para a Alemanha encaixar a troca de passes mais acelerada e envolver os japoneses, marcando presença com frequência no campo ofensivo e desenvolvendo os ataques pelos lados. Aos 15 minutos, o zagueiro Antonio Rüdiger cabeceou rente à trave esquerda, com perigo. Quatro minutos depois, o volante Joshua Kimmich soltou a bomba da entrada da área e obrigou o goleiro Shuichi Gonda a se esticar para evitar o gol. Aos 27, na sequência de boa tabela germânica, o volante Ilkay Gündogan bateu da meia-lua, mas o chute saiu no meio do gol e facilitou a defesa de Gonda.


O gol estava amadurecido. Aos 30 minutos, o lateral David Raum foi lançado por Kimmich na área, pela esquerda, sendo derrubado por Gonda. A penalidade foi assinalada e Gündogan deslocou o goleiro na cobrança para abrir o marcador. Os alemães balançaram as redes novamente nos acréscimos, antes do intervalo, com Kai Havertz, mas o lance foi anulado. O árbitro de vídeo (VAR) viu impedimento do camisa 7, que desviou um chute cruzado do também atacante Serge Gnabry.

Quem não faz, leva
A Alemanha manteve o ritmo na volta do intervalo e quase ampliou aos cinco minutos - no que seria um golaço de Jamal Musiala. O meia de 19 anos avançou pela esquerda, passou por cinco marcadores ao invadir a área e levou para a perna direita, mas a batida saiu muito alta. Aos 14, foi a vez de Gündogan ficar no quase, ao receber na entrada da área e chutar rasteiro, na trave esquerda. Dez minutos depois, Gonda efetuou quatro incríveis defesas em sequência, a última delas em uma cabeçada de Gnabry, no cantinho esquerdo.

Eis que a velha máxima "quem não faz, toma" se fez presente em Doha. Aos poucos, o Japão foi encontrando espaços e as substituições do técnico Hajime Moriyasu deram mais mobilidade à equipe. Aos 27, o meia Wataru Endo avançou pela esquerda e encontrou Ito na área. O atacante bateu e obrigou Neuer a uma boa defesa. No rebote, Hiroki Sakai (atuando como ponta direita após a entrada do também lateral Takehiro Tomiyasu), próximo à trave direita, concluiu para fora.

Na oportunidade seguinte, os asiáticos não desperdiçaram, com participação de três jogadores que saíram do banco. Aos 30, novamente pela esquerda, o atacante Takumi Minamino recebeu de Kaoru Mitoma, entrou na área e bateu. Neuer defendeu, mas, desta vez, a sobra foi aproveitada e o também meia Ritsu Doan (que, ironicamente, atua no alemão Freiburg) mandou para a rede.

A virada dos Samurais saiu aos 37 minutos, outra vez com a jogada começando pelos lados, agora o direito. O atacante Takuma Asano, mais um que começou a partida na reserva, foi lançado às costas da marcação, entrou na área e soltou a bomba na saída de Neuer. Os alemães se lançaram ao ataque, tentando compensar as oportunidades desperdiçadas, mas o desespero bateu, para festa da torcida japonesa em Doha.

(Lincoln Chaves - Repórter da EBC)

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Espanha goleia por 7 a 0 em sua estreia na Copa do Catar

Costa Rica não viu a cor da bola no Estádio Al Thumama

A Espanha passeou em sua estreia na Copa do Catar e goleou a Costa Rica por 7 a 0, na tarde desta quinta-feira (23) no Estádio Al Thumama, pela primeira rodada do Grupo E da competição.

Foi um duelo desigual. A juventude espanhola contra os veteranos costarriquenhos, com vários jogadores que participaram da Copa de 2014 (Brasil). Se a capacidade de renovação da Espanha impressiona, o ritmo que os comandados de Luís Enrique colocaram em campo também não passou despercebido. Aliás, com apenas meia hora de partida, o placar já indicava 3 a 0.

Aos 8 minutos, Asensio teve a primeira chance clara de gol, arriscando da meia-lua da grande área, com a bola raspando a trave de Keylor Navas, goleiro remanescente de 2014. Aos 10, não houve jeito. Fazendo a bola rolar de pé em pé, Gavi tocou para Dani Olmo, que, diante de Navas, fez 1 a 0. A posse de bola da Espanha já chegava a 79% naquele momento de domínio absoluto.

Aos 20 minutos, Jordi Alba cruzou rasteiro para a área, Marco Asensio pegou de primeira, Navas saltou, tocou na bola, mas não o suficiente para evitar o segundo gol espanhol. Os costarriquenhos estavam nocauteados.

O ritmo alucinante ainda gerou um pênalti para a Espanha aos 29 minutos, quando Jordi Alba foi derrubado na área. Ferran Torres foi para a cobrança, deslocou Navas, bola para um lado, goleiro para o outro: 3 a 0.

Tamanha vantagem fez a garotada espanhola utilizar o famoso jogo de toques curtos, o tiki-taka, que celebrizou a seleção campeã mundial em 2010. Assim, além de colocar a Costa Rica na roda, aumentava a posse de bola e fazia o tempo passar mais rápido. Em 45 minutos, a Espanha fazia o mais belo jogo do Mundial, enquanto o time costarriquenho, em momento algum, achou uma forma de aprimorar a marcação e tomar a bola.

Na etapa final, Asensio continuou mandando no ataque. Aos 2 minutos, apareceu livre na intermediária e chutou forte, mas a bola subiu demais. Aos 8 minutos, Ferran Torres recebeu na área, enfrentou o zagueiro, esperou que Navas saísse aos seus pés e chutou rasteiro por baixo do corpo do goleirão. 4 a 0. Virou goleada!

Com a imensa vantagem, o técnico Luís Enrique começou a modificar o time e colocou os reservas, jogadores ainda mais jovens que os titulares. O ritmo do jogo não diminuiu e a qualidade de toque de bola continuou a mesma. Aos 29 minutos, enfim, Morata levantou a bola para a entrada da grande área, o garoto Gavi, de 18 anos, pegou de primeira, a bola pegou no pé da trave e entrou. 5 a 0! O astro do Barcelona mostrou durante a partida porque seu passe vale mais de R$ 5 bilhões.

Aos 44 minutos do 2º tempo, Williams fez o cruzamento para a área, Keylor Navas deu rebote para frente, como não se pode fazer, e Soler apareceu para fazer 6 a 0!

Para quem queria ainda mais. Álvaro Morata triangulou e apareceu na frente do gol, atirou firme e deu números finais ao massacre de Doha. 7 a 0. Os espanhóis faziam sua maior goleada em Copas do Mundo, superando os 6 a 1 sobre a Bulgária, em 1998.

Na próxima rodada do Grupo E, no domingo (27), enquanto a Espanha joga com os desesperados alemães, a Costa Rica tenta se recuperar diante do surpreendente Japão.

(Carlos Molinari - TV Brasil - Brasília)

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