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Avay Miranda
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Avay Miranda
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22/10/2012 08:24:46
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O Livro que trata da morte de Lampião no Norte de Minas está na segunda edição Brasília (de Avay Miranda), A Thesaurus Editora de Brasília está ultimando os detalhes para colocar no mercado a 2ª Edição do livro “LAMPIÃO, o Invencível: duas vidas, duas mortes”, de autoria de José Geraldo Aguiar. A 2ª Edição vem revisada e ampliada pelo Autor, para melhor compreensão dos leitores que procuram informações sobre o verdadeiro herói do sertão. José Geraldo Aguiar nasceu em 1949, em São Francisco-MG. Fez seus primeiros estudos em São Francisco e em Montes Claros, Minas Gerais. Mudou-se para São Paulo, onde fez o curso técnico em Contabilidade, no Colégio Santos Dumont, no Bairro do Braz e frequentou outros cursos, entre eles o básico e o superior de fotografia. Casou-se, com Edny Prestes Aguiar e voltou para sua terra natal para exercer a profissão de fotógrafo. Nos seus diversos contatos com pessoas do Município de São Francisco, tomou conhecimento de rumores de que Lampião estava vivo e residia naquele Município. Então, começou a investigar até encontrar um homem de costumes esquisitos, sem amigos, sem família e que não gostava de conversa com pessoas estranhas. Geraldo Aguiar, como era conhecido, utilizando-se de sua profissão de fotógrafo, se aproximou daquele homem, tendo o primeiro encontro se dado em 1987. Ele dizia se chamar João Teixeira Lima. Geraldo Aguiar não desistiu, procurou várias vezes dialogar com aquele homem e foi adquirindo a sua confiança. Algum tempo depois tirou sua fotografia para a carteira do FUNRURAL. Com estes contatos, o conhecimento foi se aprofundando e, diante de muita insistência, resultou que num dia do encontro, quando aquele homem estava mais descontraído, recebeu a confissão de que ele era o Virgulino Ferreira da Silva, vulgo Lampião. Geraldo Aguiar pediu para ele narrar os fatos relacionados com sua vida e depois de vários encontros, sabendo da dimensão daquela história, pediu autorização para publicá-la, mas, João Teixeira Lima, o Lampião, disse que somente depois de sua morte, que a história poderia ser publicada, autorizando, em seguida, à sua companheira, na época, Severina Alves de Morais, a fornecer todos os dados que o Autor necessitasse. José Geraldo pesquisou durante 17 anos, entrevistou mais de 60 pessoas que tiveram contato, ou colaboraram com Lampião, escreveu a história, recheada de detalhes e em setembro de 2009, a mesma Thesaurus Editora materializou o livro, que foi lançado no Crato, Ceará, num Congresso sobre Lampião, depois foi lançado em Brasília e em outras cidades de Minas Gerais. O livro foi sucesso de venda, tanto que Geraldo Aguiar começou a fazer a sua revisão para a 2ª Edição, tão logo viu que a obra caiu no gosto dos leitores. Ele havia combinado com a Editora para lançar a 2ª Edição, mas, infelizmente, no dia 19 de maio de 2011 teve um infarto fulminante e veio a falecer, prematuramente, entre São Francisco de Brasília de Minas, quando tinha 61 anos de idade. A viúva, Senhora Edny Prestes Aguiar, confirmou o acordo com a Editora e o livro, que veio revolucionar a história de Lampião, dando uma Nova versão sobre a morte oficial de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, bem diferente da morte histórica, será lançado no mercado nos próximos dias. Fontes da Editora informam que, com o lançamento da 1ª Edição, houve algumas pessoas fieis à história oficial, lançaram críticas à versão apresentada no livro, entretanto, afirma que a critica é construtiva. Para escrever o livro, o autor procurou se cercar de provas documentais e testemunhais e por isto pede-se que as pessoas devem conhecer primeiro o livro para depois criticar e apontar os erros.
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Avay Miranda
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29/12/2011 11:16:46
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BODAS DE CARVALHO
Um casal residente em Taiobeiras – MG, está alcançando uma etapa da vida inédita na região. Trata-se de Isalino Miranda Costa e Elvira Mendes. Entre os meses de dezembro de 2011 e abril de 2012, eles completarão 100 anos de idade, cada um e em 31 de janeiro irão completar 80 anos de casados, comemorando as Bodas de Carvalho. Isalino Miranda completou 100 anos de idade no dia 2 de dezembro. Elvira Mendes completará a mesma idade no dia 17 de abril de 2012. Elvira Mendes aprecia as coisas mais simples. É até tímida, sem vaidades, não se sobressaiu socialmente, mas, passou a vida dedicada à sua família, cuidando do marido e criando os 13 filhos do casal, 11 estão vivos. É uma pessoa muito inteligente, sagas, determinada, ativa e possuidora de espírito de liderança. É muito forte aplicou toda a sua força, energia e talento, na dedicação à família. Aprecia a natureza, visto que nasceu e passou a maior parte de sua vida na fazenda, intercalando com alguns períodos que passou na cidade, por causa da escola para os filhos. Seu maior prazer é cuidar de hortas, plantio de milho, feijão, outras pequenas culturas e criação de animais domésticos de pequeno porte. Para isto, utiliza até mesmo o quintal de sua residência. Por sua vez, Isalino Miranda Costa sempre foi dinâmico e empreendedor. No dia 19 de abril de 1919, ele tinha 8 anos de idade e estava com uma gripe muito forte. Durante o sono, à noite, sonhava que alguém atirava com uma arma de fogo e ele via as balas saindo. Despertou com o seu avô Honorato José da Costa chamando-o para sair do Povoado, com destino à Fazenda Coqueiro. Quando acordou, realmente ouviu os tiros, do episódio histórico do Povoado, quando os homens de bem tiveram que se reunir para defender o lugarejo do malfeitor Leonídio, que queria saquear as casas. Na adolescência, em companhia dos pais, em 1926 foi obrigado a se esconder no mato, da Coluna Prestes que se aproximava do então Distrito de Taiobeiras. Ainda jovem, perdeu o seu pai, João Miranda Costa, que faleceu na estrada de Montes Claros, para onde ia a cavalo a procura de tratamento de sua saúde, então ele foi ajudar a sua mãe, Luíza Rosa de Miranda, a administrar a fazenda e criar os irmãos. Devido às suas atividades empreendedoras, em 1947 foi convidado por Ageu e Sidney Almeida para administrar o trabalho de construção do campo de aviação. O projeto inicial era construir uma pista de 400 metros de comprimento por 100 de largura, para descer teco-teco, mas, devido a quantidade de trabalhadores que ele contratou, construiu uma pista com o dobro, 800 por 100 metros, em 60 dias. Em 1951 e 1952, ele administrou o serviço de ampliação da pista para 1.200 e cercou o campo de aviação. Quando foi prestar contas, tendo sobrado um pouco de dinheiro da verba, o Dr. Gilberto de Almeida disse: “É a primeira vez que vejo sobrar dinheiro de serviço público”. Este campo serviu a Taiobeiras por longos anos. Demonstrando este dinamismo, o chefe político do Distrito, Arquimedes Moreira de Almeida o convidou para entrar na política. Ele fez algumas exigências e tendo sido atendido, foi candidato a Suplente de Juiz de Paz, sendo eleito, exerceu o cargo como titular, devido a licença do titular. Continuou na política e serviu aos Três Poderes no Município: Judiciário, Legislativo e Executivo. Ele foi eleito três vezes como Juiz de Paz, duas vezes como vereador, uma vez como Vice-Prefeito e uma vez como Prefeito, encerrando a sua carreira política, ao finalizar o mandato de Prefeito em 1972. Na década de setenta, o Governo resolveu instituir um mandato tampão de dois anos para coincidir as eleições municipais com as gerais de Governadores, Deputados e Senadores. Por isto ele foi candidato único em 1970 e exerceu o cargo de Prefeito no período de 1971 e 1972. Isalino Miranda Costa ocupou vários cargos públicos e de entidade de classe, como: Presidente do Diretório Municipal da ARENA, transformado em PDS. Presidente da Cooperativa dos Produtores Rurais de Taiobeiras, do Sindicato dos Produtores Rurais de Taiobeiras, Presidente do Mobral Municipal, da Comissão de Educação Municipal e do Conselho Particular São Sebastião da Sociedade de São Vicente de Paulo. É católico praticante, foi auxiliar direto do Frei Jucundiano Kok. Ajudou a fundar a Liga Católica Jesus Maria José e a primeira Conferência Vicentina, ambas em 1938. Além destes cargos, ele foi o Tesoureiro e praticamente o dirigente da Liga Católica Jesus, Maria e José, desde a sua fundação, em 1938, durante 52 anos. Foi Presidente do Apostolado da Oração, por alguns anos. Foi Ministro Extraordinário da Eucaristia, no tempo do Frei Jucundiano. Foi auxiliar direto do Frei Constâncio Malles, durante o tempo em que ele atendeu a Paróquia de Taiobeiras e ficava hospedado em sua casa. Continuou Ministro Extraordinário da Eucaristia durante alguns anos com o Frei Salésio Heskes. Como teve uma vida pública muito rica em realizações, foi homenageado por vários órgãos e entidades. Em 24.12.1971 recebeu o Diploma de Honra ao Mérito, pelo Ministério da Educação e Cultura, por ter, como Prefeito, participado do processo de erradicação do analfabetismo, pelo Movimento Brasileiro de Alfabetização – Fundação MOBRAL. O Grupo de Jovens Beija Flor, de Taiobeiras, outorgou-lhe um Diploma de Honra ao Mérito, em 01.05.1979, em decorrência de sua colaboração na construção da sede própria, situada na Rua Bom Jardim. Recebeu homenagem da 50ª Festa de Maio, em 11.05.2006, prestada pela Prefeitura Municipal de Taiobeiras, na gestão de Denerval Germano da Cruz. Em 27.05.2006, recebeu homenagem da Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil de Taiobeiras, pelos serviços prestados ao Município, em especial para a criação e instalação da Comarca em Taiobeiras. Foi homenageado pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, em 01.12.2007, com a Medalha Desembargador Hélio Costa, pelos serviços prestados à Justiça de Minas Gerais para a aprovação e instalação da Comarca de Taiobeiras. Em 29.06.2008 recebeu homenagem da Federação das Ligas Católicas Jesus, Maria e José, pelos 70 anos de fundação daquela Liga em Taiobeiras e no dia 3 de dezembro de 2011, recebeu a Comenda “Martinho Rêgo”, outorgada pela Câmara de Vereadores de Taiobeiras, na qualidade de ex-vereador. Martinho Antônio Rêgo foi o primeiro Vereador, em Rio Pardo de Minas, representando o Distrito de Bom Jardim das Taiobeiras e Isalino Miranda Costa foi eleito Vereador na primeira eleição realizada em Taiobeiras como cidade, em 1954.
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Avay Miranda
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5/6/2011 18:17:26
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ORBIS CLUBE * Avay Miranda Fiz parte da turma que fundou o Orbis Clube de Montes Claros, no dia 1º de maio de 1960. Naquela época o Orbis era integrado só por jovens, do sexo masculino de 18 a 26 anos de idade. Então o Rotariano Hidelbrando Mendes conseguiu reunir uma plêiade de jovens montesclarenses, fez várias reuniões preparatórias com eles e apenas dois anos e seis meses depois de fundado o primeiro Orbis Clube, em Fortaleza, nós fundamos o Orbis Clube de Montes Claros, Norte de Minas Gerais. Os jovens abraçaram a causa com todo o entusiasmo e interesse em prestar serviço à comunidade. Várias campanhas foram lançadas, simultânea ou sucessivamente. Uma que se tornou de conhecimento nacional, foi a companha de combate ao “barbeiro”, inseto transmissor do protozoário “Trypanosoma Cruzzi”, causador da doença de chagas. Montes Claros na década de sessenta possuía 105 mil habitantes, sendo que a população urbana era de 43 mil e a rural, de 62 mil habitantes. Portanto, era um Município com a predominância de população rural. Apesar de ter mais de 100 mil habitantes, o número de eleitores era muito pequeno e por isto aquela cidade não era levada em consideração pelos políticos e governantes da época. Além disto, o Município vinha de uma série de prefeitos ruins, que não promoviam o desenvolvimento que a cidade e o Município mereciam. Então o Orbis Clube resolveu lançar uma campanha de esclarecimento público para incentivar às pessoas a se inscreverem como eleitores. Ao mesmo tempo decidiu manter a campanha para conscientizar o povo da necessidade de eleger pessoas progressistas para ocupar o cargo de Prefeito e formar uma boa câmara de vereadores. Tão logo foi anunciada a campanha, o Orbis Clube recebeu o apoio da imprensa. O Diretor de “O JORNAL DE MONTES CLAROS” ofereceu um espaço para uma crônica semanal, tendo o Presidente do Orbis Clube me incumbido de ocupar o espaço, porque eu já militava em jornais e na ZYD-7, Rádio Sociedade Norte de Minas. O nome do espaço foi escolhido como “COLUNA DE DEBATES”, porque, ora o Companheiro Otoni Caribé Cunha e ora eu escrevíamos os artigos e recebíamos críticas ou elogios dos leitores. Mantivemos aquela coluna por vários meses e houve sensível aumento do número de eleitores. Assim, nós, em nome do Orbis Clube abordamos os assuntos diretamente relacionados com as más administrações dos últimos anos, apontando as falhas e dando as soluções, no nosso entender. Pode ser coincidência, mas, a campanha obteve total sucesso, visto que os dois partidos, então existentes: ARENA e MDB resolveram se unir e lançar como candidato único, o Rotariano Antônio Lafetá Rebelo, nas eleições de 1966. Como o cargo de vereador não era remunerado somente pessoas de espírito público concorriam às eleições. Os 15 vereadores eleitos eram, na maioria, formada por médicos, advogados, engenheiros, comerciantes, fazendeiros e bancários. O Prefeito adotou todas as ideias dos orbianos, acrescidas das dele próprias e fez uma administração progressista, o que possibilitou que Montes Claros obtivesse um grande desenvolvimento daquela época para frente. Pelo senso de 2010, Montes Claros tem uma população de 361.971 habitantes, sendo que a população rural ficou diminuta, não chegando a 30.000 habitantes. Montes Claros tornou-se num polo importante, na política, na educação, com diversas Faculdades e Universidades, na indústria, no comércio, na prestação de serviço, na assistência à saúde e o Orbis Clube teve participação neste impulso. Atendendo ao chamamento e ao incentivo dos companheiros e amigos, fui candidato a vereador pela ARENA-2. Fiquei na primeira suplência e exerci o cargo por 4 meses no final de 1968. Naquela época vereador não tinha vencimento e nem qualquer outro benefício. Houve uma proposição de um vereador para que a Câmara de Vereadores de Montes Claros enviasse uma moção ao Presidente da República e ao Ministro da Justiça, pedindo que se instituísse uma remuneração para os Vereadores. Na hora da decisão, cada Vereador votava de acordo com seu pensamento e alguns justificaram sua posição. No encaminhamento do meu voto, aleguei que eu achava que o Vereador não devia ganhar nada para exercer esta função pública e que eu já vinha trabalhando pela comunidade como voluntário sem remuneração. Além disto, aleguei que em 1966 nós, candidatos a vereador, informamos aos eleitores que queríamos ser vereadores para trabalhar em benefício da comunidade sem nenhuma pretensão pessoal, portanto, o meu voto foi contra aquela proposição. Foi o único voto contrário à proposição. Portanto, eu fui minoria absoluta e foi o voto que mais me honrou. Tive orgulho daquele único voto, porque até hoje penso que a vereança deve ser exercida gratuitamente, por pessoas de espírito público, sem interesse pessoal, como eram todos os candidatos de 1966.
*Avay Miranda é fundador do Orbis Clube de Montes Claros, Magistrado aposentado, Advogado, integrante do Orbis Clube de Brasília.
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