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10/9/2014 -"...teve até o desfile de um mendigo novo, supostamente drogado, que andou pelo centro, o quarteirão fechado da rua Simeão Ribeiro, completamente nu, exibindo-se". A crescente degradação da Praça da Matriz e vizinhança pede:

»1 - Policiamento mais rigoroso
»2 - Redefinição do uso da praça que é o marco zero da cidade
»3 - Outra reforma física
»4 - Maior empenho das autoridades no cumprimento das leis
»5 - Uma recuperação em todos os sentidos

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           Maria Ribeiro Pires    mribeiropires@uol.com.br

81617
Por Maria Ribeiro Pires - 1/6/2016 13:45:56
Dívida de gratidão de Montes Claros e de todo o Norte de Minas De Minas

Por Maria Ribeiro Pires

Há muita dívida com as Irmãs do Colégio Imaculada Conceição.
As moças ainda jovens saíam de cidades pequenas ou de grandes fazendas e iam para o internato do Colégio das Irmãs em Montes Claros. Aprendiam francês, português, matemática... mas acima de tudo aprendiam uma postura de civilidade, de organização que levariam depois de formadas a sua terra natal . Eram professoras e ensinariam às crianças e adultos. Aprendiam a postura à mesa de refeição, a maneira de cumprimentar e de comportarem-se em sala de visitas ou em salas de aulas. Não só aprendiam as disciplinas do currículo escolar... Eram professoras e já crescidas, já moças feitas voltariam para as fazendas sendo arrimo para quem delas necessitassem. Importante a sua ajuda para a Paróquia, para a Prefeitura. Era até um bom partido para um homem que ia se casar com uma professora formada no Colégio Imaculada em Montes Claros. Ensinavam música, piano, pois haviam aprendido no Colégio a tocar, cantar, representar em peças teatrais e passavam a todos o que lhes havia sido ensinado com as Mestras.. Bendito Colégio! Desde os tempos das Irmãs belgas até o s dias de hoje. Educadas, formavam gerações. Se casadas, ensinavam aos filhos nova posturas frente ao Mundo.
Quem se lembra das Irmãs belgas, a Irmã Canuta, Emili? E tantas outras? Vinham Irmãs da Bélgica, mas outras eram brasileiras e traziam saudades e histórias de Araguari, de São Paulo. Irmã Eloina nos contava histórias sobre o plantio do café.
Irmã Beata, Irmã Malvina ficavam na Santa casa, mas outras Irmãs eram destinadas ao magistério.
Com que carinho guardo a lembrança de Irmã de Lourdes, sempre saudosa de Januária e do sol deitando seus raios de luzes sobre o Rio São Francisco
Agora, recebo uma notícia muito triste. Irmã Dulce nos deixou. É como se um pedaço de nossa história estivesse partido. Só agora é que percebemos o bem que fizeram conosco. Mesmo indo para centros maiores suas alunas cuidam-se de se reunir, mostrar fotos e contar fatos da vida escolar. A lembrança do Colégio é indelével.
Talvez Irmã Dulce em sua delicadeza, sua generosidade nunca percebeu o quanto significou para nós o seu sorriso mesmo na gravidade de seus ensinamentos. Agora, fora dos portões do Colégio, fica aquela lembrança do que ela nos ensinou no catecismo de Jesus, e isto nos dá a certeza de que hoje ela está na casa do Pai. Que de lá ela nos abençoe.


80012
Por Maria Ribeiro Pires - 27/5/2015 17:08:42
Cantam sinos por mim, por você, por todos nós! Boa viagem Susana!
Fui a sua casa acompanhando a amiga comum, Terezinha Collares. Como fui bem recebida! Era como se fosse uma antiga companheira que a fazia satisfeita com a visita. Gostei de você imediatamente. Pediu-me que conseguisse do meu irmão Simeão Ribeiro Pires um livro “O Padre e a Bala de Ouro”. Fiz sua vontade. Simeão já estava de cama, passando mal e tenho certeza de que foi o último autógrafo que ele deu ao escrever com dificuldade o seu nome. Entreguei-lhe o livro.
Agora os sinos dobram por Terezinha, por Simeão e por você.
Ontem, li um poema que diz que um vegetal morreu e se transformou em um animal. Um animal morreu e se transformou em ser humano. O humano morreu e se transformou em anjo e pode voar. Boa viagem Susana!


78526
Por Maria Ribeiro Pires - 28/8/2014 10:57:15

Sou cronista do jornal e peço a publicação desta crônica numa homenagem ao aniversário do querido Cândido Canela que seria neste Mês de agosto.

Cândido Canela na história da imprensa de Montes Claros

Maria Ribeiro Pires


Todos de Montes Claros que conheceram Cândido Simões Canela devem sentir um orgulho misturado com remorso. Explico-me melhor. Orgulho porque nós tivemos um grande poeta que cantou nossa terra com humor, graça e talento Remorso, pois entre tantos escritores brasileiros não o celebramos com a justiça que ele merece.

Afinal, celebrar para quê? Ele não suportaria. Cândido era espírita e sabia mais do que ninguém que neste planeta chamado Terra só temos aquelas passagens insignificantes de louvores , adulações e aborrecimentos. São tão passageiros.... Ele deve estar no Reino que Jesus prometeu aos seus seguidores.

Tive a honra de freqüentar a sua casa onde o encontrei muitas vezes, recostado em uma rede, debaixo de um caramanchão de flores, ouvindo o canto de passarinhos soltos, livres.

Cândido contava-me sua vida.

Lá de dentro vinha o cheiro do café de Laurinda. Ela trazia aqueles biscoitos gostosos e tão apreciados. Ambiente de ternura e paz.Contavam-me rindo e fazendo graça como fora o seu casamento. Os pais da moça não queriam saber do noivo. Então, eles fugiram e já com um padre avisado numa cidade vizinha, casaram-se. E pronto! Nunca vi um casal tão perfeito e harmonioso Como devem ter orgulho de Cândido e Laurinda os filhos, netos, sobrinhos, a descendência toda! Até eu! Cândido me dizia: gosto de sua família, de seus pais, irmãos, mas você é especial, Maria. Eu já a encontrei muitas vezes nas minhas vidas.

Acredite quem puder crer. Seus filhos, dignos filhos de um dos melhores casais que já conheci: Reivaldo, Reinins, Reinilson, Reinice e Reinilde. Quantos parentes e amigos daquela época já se foram encontrar com ele no paraíso dos mansos e humildes de coração?

Cândido fez o curso Primário em Montes Claros, diplomando-se na Escola Normal em 1929. Exerceu várias profissões, tais como comerciário e empregado de escritório. Foi escrevente de cartório por vários anos e depois nomeado Tabelião do 1º. Ofício. Eleito e reeleito vereador à Câmara Municipal de Montes Claros teve sempre a atitude corajosa, fartamente elogiada pelo povo .O nosso pequizeiro,Ah! Quem é de Montes Claros sabe o que é comer arroz com carne de sol e pequi. Uma delícia! Foi por sua insistência como vereador, que Cândido tornou intocável o pequizeiro . Sagrado. Árvore preservada. E há aqueles pobres ignorantes que ainda têm a coragem de abater a árvore para fazerem carvão. Faz pena.É dó. O pequi é a carne do pobre, é o bom da cozinha de minha terra e o produto do maravilhoso licor de pequi! Nesta época do ano minha terra cheira a pequi. Bom, quem gosta, ama, quem não gosta deixa prá lá.

Cândido foi contista, cronista e poeta, filiado à escola de Catulo da Paixão Cearense, escrevendo página de humor, lirismo e meiguice...

Vejam esta trova:

Criança, bem comparando
Num pensamento profundo
É lenço branco enxugando
O velho pranto do mundo

Um dia, um viajante deu-lhe um recorte de jornal onde estava impressa uma trova. Sem autor.
Veja, Cândido, você que gosta disto. Trouxe-lhe de lembrança.

Cândido leu e devolveu o papel rasgado . É boa sim...Era dele a trova. Ficou por isto mesmo...
Cândido Canela era culto, normalista e tinha orgulho do francês que aprendera com o Padre Eugênio na Escola Normal de Montes .

Quem já morou em Montes Claros sabe que naquele tempo só havia um jornal”. Gazeta do Norte”, dirigido por Jair de Oliveira. O povo não lia muito e o jornal já estava em perigo de se acabar, não fosse a idéia salvadora de Jair e Cândido.

Criaram uma personagem fantástica chamada Espiridião de Santa Cruz.
Espiridião teria saído de Montes Claros e quem sabe o motivo? Talvez um amor impossível e fora embora para morar em São Paulo.

Entretanto, lembrava-se com saudade de sua terra.Começou a escrever semanalmente para a Gazeta do Norte. O alvoroço das notícias saudosas de Espiridião Santa Cruz fez com que toda gente lesse o jornal, pois falava com detalhes de coisas curiosas e que ninguém queria se esquecer, Por exemplo, ele se referia à Bila, aquela artista em fazer doce de leite seco em forma galinha. Quem não se lembra?E Dona Antônia com sua geléia de mocotó feita com rapadura?

Como se esquecer da elegância de Dulce Sarmento, da pintura de Dona Alzira Cruz? O encanto de pessoa que era Felicidade Tupinambá?, Gente importante ou populares desfilavam com seus casos na pena de Espiridião.Um vizinho de jornal na mão dizia para o outro: Veja aqui como aconteceu o” causo” que te falei! Esse Espiridião sabe de tudo!

E sabia de tudo mesmo o danado do Cândido! Fez a vida literária, histórica e bucólica , de Montes Claros. . O resultado foi fantástico!. Um falatório do povo que fazia fila para comprar a Gazeta e ler as carta de Espiridião. A Gazeta do Norte vendia a mais não poder. Dono de uma memória prodigiosa, Cândido, unia a pesquisa bem feita aos sentimentos mais bonitos da comunidade. Era o orgulho do sertanejo, o amor por sua região, seu clima quente, seus doces e pratos preferidos, seus acontecimentos simples e corriqueiros, mas que espelhavam a alma em que o montesclarence se mira com orgulho e prazer, Cândido vestiu o Espiridião com as roupagens de um homem mais velho que escrevia cheio de saudades de nossa gente em estilo elegante e puro. Cândido deixava de lado suas características, tomadas de Catulo da Paixão Cearense e escrevia sonetos clássicos.

É tal a riqueza da alma humana que aqui neste soneto, vem a pergunta: Cândido jovem inquieto e satírico absorveu ou não o espírito de Espiridião Santa Cruz?

Montes Claros

Autor Cândido Canela - Pseudônimo Espiridião Santa Cruz

Tu és minha vida, meu passado.
O meu presente, o meu final futuro;´
És meu berço de flores perfumado,
Hera viçosa do meu triste muro...
És meu sonho de velho apaixonado.
A noiva eterna a quem amores juro,
A glória deste filho desterrado
O céu de estrelas do meu mundo escuro...
És da velhice a minha mocidade,
Meu pensamento a remoer saudade
De tuas plagas que tanto venero...
Eu te confesso, ó terra exuberante,
Que cada hora que passa, cada instante.
Mais te adoro, muito mais te quero!

Escrevia sobre as cavalhadas na praça da Matriz, onde os cristãos e mouros em soberbas montarias lutavam disputando a princesa

E as festas de congado, fitas coloridas dos catopés que estendiam as ponta da fita aos coronéis, dizendo; “ Botiza aqui, Coroné. !” E uma nota era pregada .... Tudo detalhadamente contado, o sino repicando na Igreja do Rosário. Ah, mês de agosto com o Mestre Sabino... Como brilhavam seus capacetes de espelhos ao sol do sertão!. Suas danças, cantorias, sapateados, a bandeira do Mestre, louvando o santo do dia, comandantes com dragonas de pingentes dourados,dançarinos e as gentes que se juntavam e comiam pé- de -moleque e pipoca e soltavam foguetes. A poeira dourada subia no ar, mas a procissão feliz lá ia cantando, vibrando até à casa do padrinho da festa, escolhido com antecedência de um ano.Eram os pais da rainha, do rei ou os pais do imperador que ofereciam aos dançantes um almoço farto e gostoso! E pandeiro que bate, que vibra, gritando por Nossa Senhora, São Benedito e o Espírito Santo.!

Deus te salve Casa Santa onde Deus fez a morada onde moram o Cálice Bento e a Hóstia Consagrada!..

Quando subia a bandeira do Santo do dia era uma apoteose!

Foguete por todo lado, de estourar os ouvidos,

Através da Gazeta do Norte, Cândido fazia Espiridião lembrar-se de tudo com as minúcias que só um observador atento e coevo poderia ter conhecido

E intrigava a elite intelectual da cidade e o povão que ficava atônito com seus comentários
Não há duvidas de que alguns homens afirmavam ser verdade a história do Espiridião! Pois não é que Marciano Fogueteiro afirmava ter tido um encontro meio violento com Espiridião na mal afamada rua dos Maribondos? A briga entre os jovens fora tão feia que o Marciano mostrava a marca de um tiro no braço, provocado pelo ciúme de Espiridião. Outros diziam terem sido colegas de Grupo de Espiridião. Ele tinha morado mesmo em Montes Claros.

Tudo isto me foi contado por Cândido Canela.

Outros, como o João Felix [duvidava, quando alguém dizia que aquilo era brincadeira de Cândido, pois retrucava prontamente : isto não! Cândido? Não é possível! Ele é uma besta!. Ele nunca seria capaz de escrever cartas e poemas tão bonitos.

Era preciso fazer as honras num grande almoço oferecido em casa de Fina e Dr. Hermes de Paula. Espiridião seria recebido com banda de música e foguetes. Festa anunciada, almoço pronto e cadê Espiridião? Um telegrama chegou a tempo com a notícia da doença do homenageado.

O prefeito Dr Alfeu e o desembargador Dr. Laire arrumaram as malas para visitar o ilustre conterrâneo. Tinham até o endereço.

Rua Tatuapê, no. 115.São Paulo. Malas prontas e desta vez ... tristes notícias. Más notícias. A chegada de uma carta do filho de Espiridião decepcionava todo mundo. Espiridião tinha que morrer da forma mais nobre possível e comovente. O filho narrava emocionado as eternas saudades que o pai sentira de Montes Claros e de seus amigos.

Cândido fundou comigo e com outros sete escritores a Academia Montesclarense de Letras. Só ele, o maior de todos nós, não esteve presente na reunião pois,- como ele dizia,- sua neurose não o permitia sair. Realmente, era de receber com carinho os amigos , mas nunca fazia visitas.

Para alguém que lhe perguntou se o sobrenome “Canela” vinha de ilustre família italiana, ele respondeu prontamente: não, não...é que meu avô tinha as pernas finas e ganhou o apelido de Canela. Ficou na família.

Cândido está presente na história de Montes Claros em todas manifestações de cultura. Foi o grande jornalista da Gazeta do Norte e radialista da ZYD-7 com a “A alma do Caboclo”. Mesmo quem não tinha rádio podia escutá-lo pelos altos falantes que percorriam as ruas da cidade.
Inegavelmente, parte de sua obra literária traz a influência de Catulo de Paixão Cearense em “ Lírica e Humor da Sertão!” E “Rebenta Boi”. No dizer do Historiador Nelson Viana em ambos os livros “ trescala o olor campesino das manhãs de sol ou se destaca a melancolia dos poentes enevoados, entristecidos pelo aboio dos vaqueiros”.

Entretanto, por trás de toda essa poesia estava o espírito meigo, inquieto, crítico de Cândido, captando a simplicidade da gente tabaroa que, apesar de sua aparente inocência, guarda uma boa dose de esperteza, o que não deixa de conter a gargalhada franca do leitor ao ler os inspirados versos de Cândido.

É para rir estes versos:

Mio cozido

Seu douto Marco Alixandre
Moço chique, talentoso
Um dia foi c`umas moças
Na casa de Zé Meloso.
No café do meio dia.
Na mesa Cumadre Chica,
Botou uma travessa cheia
Inté nas bera, de cangica.

Seu doutô, fazendo beiço
Disse às moças cunvencido
Francamente, que num topo
O tal de milho cozido...

Zé Meloso dilicado
Pro doto se adiscurpou:
-Só vancê se aconformando,
Que o mio cru se acabou...


76376
Por Maria Ribeiro Pires - 31/10/2013 14:14:21

Após ler os comentários sobre o 6 de fevereiro de 1930, não posso deixar de dar o meu depoimento:
Conheci o Senador Melo Viana em Poços de Caldas no Pálace Hotel
Elegante, amável . Foi ele quem me procurou para conversar, depois de brincar com o meu filho que mal dava os primeiros passos. Ao me perguntar qual a minha cidade, respondi: Se o Senhor soubesse, talvez não quisesse brincar novamente com meu filho. Sou de Montes Claros
Eu conhecia a história tão comentada em nossa casa “ O Barulho de 6 de fevereiro”
- Engano seu minha senhora, aliás, posso de chamá-la de você. Poderia ser minha filha ou minha neta...
Contou-me sua versão dos acontecimentos que tanto abalaram nossa cidade.
“João Alves e eu éramos êmulos, estudantes do Caraça. Carteiras unidas, camas juntas e de acordo com a pedagogia dos padres éramos unidos, mas de certa forma competidores. Tínhamos que competir em notas , comportamento e tudo o mais que o Colégio exigia.Afinal, ficamos mais do que irmãos. Éramos muito amigos. Adultos , a vida nos separou. Sempre tive vontade de revê-lo. Quando já na Vice-Presidência da República, fui encarregado de ir a Montes Claros, fiz uma única exigência. –Quero ver meu amigo. Quero cumprimentá-lo. Por esse motivo, a comitiva mudou o percurso , passando em frente a casa de João Alves. Eu o vi, passeando na calçada de sua casa. Tirei o meu chapéu para saudá-lo. Começaram os tiros. Uma bala passou raspando o meu pescoço. Não entendi na hora e até hoje não sei o que causou tanto pânico. A comitiva voltou comigo.
O Senador havia passado a mão na nuca, mostrando-me uma pequena cicatriz.
Mineira desconfiada, pensei que o Senador não nos procuraria mais. Que engano! À hora do jantar, música de piano de cauda, sua mulher desfilava com seus amigos com vestes lindas e ofuscantes brilhantes. O Senador se desviava e vinha para meu espanto à mesa que ocupávamos para me cumprimentar.
Este fato se deu no final do ano de 1951.


69521
Por Maria Ribeiro Pires - 7/11/2011 16:12:14
(...) Estou enviando uma pesquisa que fiz sobre Aracy de Carvalho,casada com João Guimarães Rosa. Irei apresentar este texto na Academia Arcádia de Minas Gerais, na próxima quarta feira. Aracy de Carvalho, a JUSTA - Maria Ribeiro Pires
Baseio estas palavras no livro "JUSTA - Aracy de Carvalho e o resgate de judeus, trocando a Alemanha nazista pelo Brasil". É o resultado de grande pesquisa feita pela historiadora Mônica Raisa Schpun, fruto de depoimentos e entrevistas. A autora é doutora em História pela Universidade de Paris com pós-doutorado na Universidade de Milão. Ela relata a grande amizade entre as duas mulheres, Aracy de Carvalho e Margarethe Levy, aproximadas pela tragédia da época. Aracy de Carvalho, brasileira, filha de pai português e mãe alemã, nasceu em Rio Negro, Estado do Paraná. Depois, viria morar em São Paulo. Recém-separada do marido embarcou em cinco de março de 1934 no navio Monte Pascoal com o filho de cinco anos Eduardo Tess, com destino a Hamburgo. Aracy passou a viver algum tempo em Hamburgo com uma tia alemã irmã de sua mãe. Um dos seus primeiros desejos foi comprar um carro e aprender a dirigir. Dominando perfeitamente o francês e o alemão, conseguiu trabalhar no consulado brasileiro, onde quatro anos depois conheceu o cônsul adjunto João Guimarães Rosa, com quem teria uma ligação amorosa e uma vida conjugal até a morte do escritor. Casaram-se no México. Maria Margarethe Bertel Levy, nasceu em Hamburgo e tinha 97 anos quando deu essas informações a autora deste livro. Estava lúcida e falando um excelente francês. Filha de mãe russa e pai polonês, Margarethe foi casada com o dentista Hugo Levy. O casal decidiu não ter filhos e levava uma vida sofisticada, viajando muito. Ela era rica, falava sete idiomas, cosmopolita e integrante da elite de Hamburgo. Ambos eram judeus não praticantes, liberais e seu marido atendia a todos em seu gabinete dentário, em pleno coração de Hamburgo, sendo alemães ou judeus. O casal foi considerado como membro de "raça inferior" pelos nazistas e decidiu sair da Alemanha para o Brasil. Com o aumento das atividades anti-semitas com os judeus, apresentadas por Hitler em Nuremberg no congresso do Partido Nazista em setembro de 1935, Margarethe e Hugo Levy apresentaram-se ao consulado Brasileiro de Hamburgo, solicitando vistos para o Brasil. Assim, conheceram Aracy, chefe do setor de passaporte. Is to foi conseguido com dificuldades e realmente conseguiram partir para São Paulo em 1938. Como era diferente a vida das duas - Margarethe, mulher de grande riqueza e Aracy trabalhando e cuidando do filho. Em meio a tantos obstáculos aconteceu uma grande amizade entre as duas, o que as uniria por toda a vida. Como no caso de Margarethe e Hugo, Aracy conseguiu a concessão de vistos para centenas de judeus, correndo sérios riscos de ser demitida e entregue à Gestapo. Pelo ato de coragem, compaixão e solidariedade, salvando a vida de inúmeros judeus, Aracy de Carvalho foi homenageada em 1882, com o título de "Justa entre as Nações" concedido pelo Museu do Holocausto de Jerusalém. No dia 28 de abril de 1982, ela já estava em São Paulo e, comovida, recebeu a medalha do Holocausto. Dentre os 20 mil "Justos" reconhecidos, 30 eram diplomatas em postos na Europa nazista. Desses trinta, dois são brasileiros e uma única mulher, Aracy de Carvalho. O outro é Luiz Martins de Souza Dantas, ex-embaixador do Brasil em Paris. Aracy deu uma entrevista ao jornal Resenha Judaica por ocasião de seus 80 anos. Sua nora, Beatriz, estava ao seu lado e contou um fato que teria ouvido da boca de sua sogra. Trata-se de uma viagem que Aracy teria feito à Dinamarca, levando judeus em seu carro. Na fronteira, a polícia alemã quis revistar o carro, mas Aracy resistiu, levantando a voz e invocando a imunidade que sua placa consular lhe proporcionava. Aracy reafirmou depois: "não só lhe procurei conceder-lhes os vistos, como escondi alguns em minha casa e até no porta-malas do carro para atravessar a fronteira". O mistério permanece. Por que ir à Dinamarca? Talvez para levar dinheiro para o exterior. Parece que, nessa época, Hugo corria sério perigo e ficou algum tempo escondido em casa de Aracy. As providências para os vistos exigiam quinhentos contos de réis ao Brasil, para a assinatura prévia da autorização de desembarque, já que o casal fora considerado "capitalista" e Aracy desejava o visto permanente e não o de turista. Segundo Margarethe, o casal já tinha tirado seu capital da Alemanha. Ela comprara um carro novo e nova aparelhagem para o serviço de dentista do marido. Era necessária uma verdadeira manobra financeira para fugir do controle dos nazistas. A solução, segundo Margarethe conta, foi dada por Aracy que enviou a carta pelo correio diplomático, driblando a censura alemã. Sempre discreta e nunca recebendo presentes ou pagamentos dos judeus que ajudara em suas atividades, Aracy disse em uma de suas poucas entrevistas a respeito: "Nunca tive medo, quem tinha medo era Joãozinho. Ele dizia que eu exagerava, que estava pondo em risco a mim e a toda família, mas não se metia muito e me deixava ir fazendo". Aliás, João Guimarães Rosa afirmava que tinha pena e gostaria de salvar a vida dos miseráveis judeus. São palavras de Aracy: "O Joãozinho, é claro, atendia a todos os pedidos de boa vontade. Ele sempre dizia "Se eu não lhes der o visto, essa gente acabará morrendo e aí vou ter um peso na minha consciência." Este livro retrata em riquíssimos detalhes o cenário com contexto histórico e social em que se misturam os primeiros anos do Terceiro Reich e a política restritiva imposta por Getúlio Vargas sobre a entrada de judeus no Brasil. Estimulada pelo Livro"Justa", procurei compreender melhor a tragédia sofrida pelos judeus na época nazista. Fiz pesquisas sobre a chamada "Noite de Cristal". Aprendi: nas noites de 9 e 10 de novembro de 1938, numa manobra cuidadosamente orquestrada por Joseph Goebbels - o chefe da propaganda nazista por toda Alemanha e recém conquistados territórios da Áustria e Checoslováquia, as populações judaicas foram vítimas de atentados e ataques continuados nas ruas e em suas casas e nas sinagogas, naquela que seria a maior tragédia da história. Pelo menos duas mil sinagogas e perto de oito mil lojas e escritórios foram incendiados. Mais de trinta mil judeus foram presos e enviados a campos de concentração. Para os judeus alemães, as restrições haviam começado muito antes da "Noite de Cristal" e leis e medidas anti-judaicas eram já aplicadas há vários meses. Entre as numerosas diretivas, os cidadãos judeus eram obrigados a declarar todos os bens, suas empresas e pequenas lojas ti nham de ser registradas e expressamente sinalizadas; os inquilinos judeus perderam todos os seus direitos legais; médicos, advogados e professores judeus foram proibidos de exercer suas profissões. Todos os judeus alemães passaram a ser obrigados a possuir um passaporte especial, marcado com um "J" e um nome próprio foi acrescentado a cada judeu: "Israel" para os homens e "Sarah" para as mulheres. A "Noite de Cristal" foi uma bofetada no rosto da Humanidade, como lhe chamou Elie Wiesel. Mas o mundo ignorou os sinais e voltou o rosto. O Holocausto estava à porta. O termo "Justo entre as Nações" existe desde 1953 e é dado a não judeus que se arriscaram para salvar judeus durante o genocídio nazista. O termo "Justo entre as Nações" é a tradução de uma expressão hebraica de origem rabínica referente aos não judeus que acreditavam em Deus e exprimiam uma atitude amigável em relação ao povo de Israel. Mesmo após as dificuldades da saída da Alemanha para o Brasil, ainda havia o problema do visto temporário de três meses - vistos de turistas. Passado esse tempo, os portadores eram tratados como clandestinos. Isto implicava em diversas dificuldades de ordem prática, como o trabalho. Os judeus não eram afeitos à agricultura. Eram urbanos. Além disto, Aracy ainda ajudou a resolver problemas de ordem financeira para os seus amigos judeus. Ela mesma trouxe, em um saco, jóias e pertences e conseguiu com amigos da aduaneira que o casal Levy fosse menos importunado ao desembarcar no Brasil. Coisas estranhas acontecem. Um alemão levou em Hamburgo ao consultório dentário de Hugo Levy a notícia de que se apressassem, pois o perigo estava prestes a desabar sobre eles. A explicação que Margarethe dá para esse procedimento é que a mãe de Hugo tinha dado o seio ao alemão quando ele nascera. Conta ainda que os seus cabelos foram tingidos e que, felizmente, tinha o nariz pequeno ao contrário do que caracterizava o rosto dos judeus de nariz adunco. Madame Levy repetia esta história diversas vezes, plenamente convencida de que seu novo aspecto físico tinha sido uma defesa importante. Margarethe diz que sua mãe demorara em uma viagem à Polônia e em seu retorno fora assassinada. O celebrado médico e escritor João Guimarães Rosa, foi eleito para a Academia Brasileira de Letras a seis de agosto de 1963, sendo recebido por Afonso Arinos de Melo Franco em 16 de novembro de 1967. Guimarães Rosa faleceu três dias depois, em 19 de novembro de 1967. Sempre discreta, Aracy de Carvalho não se preocupou com toiletes para posse do seu famoso marido nas lides literárias, como membro imortal da Academia Brasileira de Letras. Por insistência de Margarethe, Aracy usou um vestido preto e um colar de pérolas. Depois do falecimento de Guimarães Rosa, Aracy ainda viveu alguns anos em casa de seu filho e nora no Rio. No dia da morte do marido ela estava justamente assistindo uma missa na Igreja de Nossa Senhora de Copacabana. Sua vida tornou-se silenciosa, discreta e cercada por amigos reconhecidos. Aracy morreu aos 102 anos em três de março deste ano de 2011, poucos dias depois da morte de sua amiga Margarethe. Ela sofria de Mal de Alzhimer. Guimarães Rosa dedicou-lhe o seu livro "Grandes Sertões Veredas", escrito em 1956. Diz assim a dedicatória: "À Aracy, minha mulher Ara, pertence este livro". Aracy deixou quatro netos e oito bisnetos Perdão, Aracy não morreu. Ficou encantada como dizia João Guimarães Rosa.




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Montes Claros e Cruzeiro se enfrentam hoje pelo Sul-Americano de Vôlei masculino; vale vaga na semifinal

22/02/17 - 16h
Em estreia de Thiago Neves, Cruzeiro recebe time do Pará pela Copa do Brasil

22/02/17 - 15h33
Astrônomos anunciam estrela em Aquarius, a 40 anos-luz da terra, com 7 planetas com chance de ter água e até oceanos

22/02/17 - 15h
INSS cancela 43 mil auxílios-doença irregulares em 7 meses

22/02/17 - 14h
Eclipse parcial do sol poderá ser visto domingo, a partir das 12h30m, por cerca de 1 hora

22/02/17 - 13h
Por 55 votos a 13, Senado aprova Alexandre de Moraes como novo ministro do Supremo Tribunal Federal

22/02/17 - 12h
Grêmio cumpre promessa e aciona CBF para tentar proibir Atlético de fazer novas contratações

22/02/17 - 11h
Manchetes dos jornais: “‘Luz barata’ de Dilma custará R$ 62 bilhões para o consumidor” - “Moraes afirma que nunca advogou para a facção PCC” - “Moraes não abre mão de ser revisor da Lava-Jato”

22/02/17 - 10h48
Bispo auxiliar de Belo Horizonte, nascido em Juiz de Fora, é nomeado arcebispo coadjutor em M. Claros, com direito à sucessão

22/02/17 - 10h
Ministro da Fazenda não descarta volta da CPMF, mas diz que é “um pouco prematuro” discutir o assunto

22/02/17 - 9h
Homem que levou roda na cabeça - atirada do outro lado da pista - se recupera bem e vai receber alta

22/02/17 - 8h
45mm, é a conta da chuva, pouco provável, que a meteorologia vê para M. Claros até o sábado pós-Carnaval

22/02/17 - 7h
Conta de luz deve ficar 7% mais cara, este ano, para pagar indenização por erro do governo em 2012; Associação diz que população não deve


21/02/17 - 18h
CBF proíbe venda de mando de campo e grama artificial, mas libera crianças no Brasileirão

21/02/17 - 17h
Mega-Sena especial de Carnaval pode pagar, hoje, prêmio de 22 milhões de reais. (Ninguém ganhou com os números 29 - 35 - 43 - 54 - 56 - 57)

21/02/17 - 16h
No dia em que deveria receber 2 stents, homem joga 6 partidas de futebol e "morre" 27 vezes

21/02/17 - 15h
Montes Claros tem dia de estreia e decisão no Sul-Americano Masculino de Vôlei

21/02/17 - 14h
Construção civil em Minas fechou 95 mil vagas em 2015 e 2016

21/02/17 - 13h
Manchetes dos jornais:“Foro não pode ser ´suruba selecionada´, diz líder do governo” - “63 cidades pedem socorro já contra febre amarela”- “Rio autoriza venda de estatal para pagar salário atrasado”

21/02/17 - 12h
Dois modelos do carro que voa começam a ser vendidos na Holanda. Têm 2 lugares, voam a 180 km/h e cobrem 500 km

21/02/17 - 11h
Brasil atual é o 10º país do mundo mais perigoso para a imprensa e o 2º na América Latina, atrás do México

21/02/17 - 10h
Ventos de 21km hoje em M. Claros, com pouca esperança de chuva antes, durante e depois do Carnaval

21/02/17 - 9h
Atlético e Cruzeiro estrearão contra Flamengo e São Paulo no Brasileirão

21/02/17 - 8h
Monomotor cai em área de shopping da 2ª mais populosa cidade da Austrália e mata 5 pessoas, todos homens

21/02/17 - 7h
Bill Gates alerta para pandemia - trazida por guerra ou por terrorista - capaz de matar 30 milhões de pessoas no espaço de 1 ano


20/02/17 - 18h
Flamengo tem início de ano com melhor campanha entre 122 clubes brasileiros

20/02/17 - 17h
Com 18 gols, Ábila iguala Sorín na lista de artilheiros estrangeiros do Cruzeiro

20/02/17 - 16h
Aeronáutica recebe inscrições, entre hoje e 21 de março, para concurso com 55 vagas

20/02/17 - 15h
Começa a valer hoje limite de até 1,5 milhão de reais para compra de imóveis com o FGTS

20/02/17 - 14h
Justiça da Espanha nega recursos e abre processo contra Neymar

20/02/17 - 13h
Manchetes dos jornais:“Delação da Odebrecht cita R$ 7 milhões a ministro”“Governo federal de olho na aposentadoria militar”; “Contas de partidos paradas no TSE somam R$ 2,2 bilhões”

20/02/17 - 12h
Em 3 anos, óculos líquidos devem substituir os atuais para corrigir visão borrada, com ajuda de bluetooth

20/02/17 - 11h
Pai de Camacho, do Corinthians, de 56 anos, morre no Rio; elevador da casa de 3 andares despencou, matando o pai e ferindo mãe e irmão paraplégico

20/02/17 - 10h
Reforma da Previdência recebe críticas e pode sofrer mudanças

20/02/17 - 9h
Até a Quarta-feira de Cinzas, juntando tudo, meteorologia agora acha 26mm de chuva em M. Claros, mas com pouca chance

20/02/17 - 8h
Goleada de 4 a 1, com 3 gols de Fred, deixa Atlético na liderança isolada do Campeonato Mineiro

20/02/17 - 7h
Erros no cadastro dificultam consulta nas contas inativas do FGTS


18/02/17 - 18h
No clássico deste domingo, artilheiros do Atlético ficarão frente a frente com o América, clube onde foram revelados

18/02/17 - 17h
Após 4 meses, horário de verão acaba hoje à meia-noite; relógios devem ser atrasados em 1 hora

18/02/17 - 16h
Alto custo faz CBF desistir de usar árbitro de vídeo no Brasil em 2017

18/02/17 - 15h
Cruzeiro defenderá invencibilidade contra a URT, hoje, pelo Campeonato Mineiro

18/02/17 - 14h
Governo alemão recomenda aos pais que destruam a boneca “espiã”

18/02/17 - 13h
Manchetes dos jornais: “Deputados são acusados de estupro a assassinato” - “Relator da Lava Jato critica foro privilegiado de político” - “Mais de mil notificações de febre amarela em Minas”

18/02/17 - 12h
Plano de demissão dos Correios tem 5 mil adesões e fica abaixo da meta de 8,2 mil

18/02/17 - 11h
Ministério da Saúde confirma 89 mortes por febre amarela - 77 delas em Minas

18/02/17 - 10h
Maiores de 70 anos já podem sacar das contas inativas do FGTS sem esperar calendário

18/02/17 - 9h
"Poucas nuvens" em M. Claros, neste sábado de 25 horas (com o fim do horário de verão); até o feriado da terça de carnaval, dia 28, meteorologia não dá esperança de chuvas

18/02/17 - 8h05
"Mesmo assim, todas elas, sem exceção, deixaram suas marcas em guerras e banhos de sangue ao longo da trajetória da humanidade"

18/02/17 - 8h
Agências da Caixa abrem hoje, das 9h às 15h, para informar sobre FGTS inativo

18/02/17 - 7h
Enviado ao Congresso projeto que reduz, de maneira gradual, multa de 10% paga por empresa em demissões


17/02/17 - 18h
Horário de verão terminará à meia-noite de sábado com redução de 0,5% no consumo de energia em Minas

17/02/17 - 17h
Técnico do Atlético espera último treino para definir utilização ou não de Robinho no clássico

17/02/17 - 16h
Financiamento de imóvel de 1,5 milhão de reais com FGTS vale a partir de segunda-feira

17/02/17 - 15h
Casos suspeitos de febre amarela em Minas se aproximam de mil em 40 dias

17/02/17 - 14h
Conflito de datas faz CBF confirmar Cruzeiro e São Francisco para 22 de fevereiro pela Copa do Brasil

17/02/17 - 13h
Crise econômica faz plano de saúde perder 192 mil clientes - em janeiro

17/02/17 - 12h
Até a Segunda-feira Gorda de Carnaval, dia 27, as águas não devem rolar em M. Claros, vai confirmando a meteorologia

17/02/17 - 11h30
"Eu tinha à época 11 anos. O campo do União tornou-se para nós meninos da vizinhança um verdadeiro paraíso. De manhã, logo cedo..."

17/02/17 - 11h28
"...pôs na boca dos seus personagens os preceitos do sertão profundo, que vaga - segue cavalgando - pelos campos sem fim. (...) Estes bandoleiros modernos quase sempre vêm de outras regiões que não pertencem ao épico Grande Sertão, notadamente de S. Paulo - como se viu na refrega recente com a polícia mineira"

17/02/17 - 11h
Manchetes dos jornais: “Onda de violência no Espírito Santo indica ação de PMs e conflito de gangues” - “Produção de vacinas no limite” - “200 mil perdem planos de saúde”

17/02/17 - 10h
Atlético sofre novo bloqueio; desta vez causado por dívida de 65 milhões de reais

17/02/17 - 9h
Mudanças que flexibilizam o ensino médio - ontem sancionada - devem começar a valer em 2019

17/02/17 - 8h17
Estado de Minas: "A tática foi bem semelhante do primeiro caso. Eles ordenaram a saída dos ocupantes e depois colocaram fogo nas poltronas. As chamas se espalharam rapidamente e destruíram totalmente o veículo. O ônibus estava lotado de estudantes"

17/02/17 - 8h
Dinheiro saído das contas inativas do FGTS será isento de Imposto de Renda

17/02/17 - 7h
Trump desiste de brigar na justiça pelo decreto anti-imigração e deve assinar outro na próxima semana


16/02/17 - 19h30
"O transporte coletivo na cidade ficou paralisado por causa dos ataques de 12h até às 16h e só voltou a rodar depois que militares começaram circular nos coletivos"

16/02/17 - 18h
Jogadores de futebol correm mais risco de sofrer danos cerebrais, revela estudo

16/02/17 - 17h
Próximo sábado terá 25 horas com o fim do horário de verão

16/02/17 - 16h03
Montes Claros: "Onda de ataques a ônibus deixa em alerta o Corpo de Bombeiros"

16/02/17 - 16h
Liberado o pagamento do PIS para nascidos em março e abril

16/02/17 - 15h
Correios esperam adesão de 5 mil ao plano de demissão voluntária; prazo acabará amanhã

16/02/17 - 14h
Aumentam os casos suspeitos de febre amarela no Brasil; são mais de 176 em uma semana

16/02/17 - 13h
Dubai será a 1ª cidade do mundo a usar drones como táxi voador autônomo, a partir de julho

16/02/17 - 12h
Meteorologia só admite chuva de pingos até o Carnaval, em Montes Claros; temperatura sobe para 31/32 graus

16/02/17 - 11h
Chamada entre telefone fixo e móvel promete ficar mais barata a partir do dia 25 de fevereiro

16/02/17 - 10h
Manchetes dos jornais: “Bolsa dispara, dólar cai, mas economia real ainda patina” - “Risco de calote do país e dólar recuam para o nível pré-crise” - “FGTS provoca corrida a agências da Caixa”

16/02/17 - 9h
Trabalhadores relatam: erro no site da Caixa “esconde” conta inativa do FGTS

16/02/17 - 8h
Vitória na Copa do Brasil garante Cruzeiro com 100% de aproveitamento na temporada e vaga na próxima fase

16/02/17 - 7h
Meirelles antecipa que limite para financiar imóvel (com recursos do FGTS) vai aumentar de 950 para 1,5 milhão de reais



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