Um olhar sobre o que é notícia em toda parte
Uma janela para Montes Claros
(38) 3229-9800
 
Conheça-nos
Principal
Mural
Eu te procuro
Clamor & Broncas
Músicas de M. Claros
Hoje na história
 de M. Claros
Montes Claros
 era assim...
História
Chuvas em M. Claros,
  mês a mês,
 de 1905 a 2012
Memorial de
 João Chaves
Memorial de
 Fialho Pacheco
Reportagens
Concursos
Colunistas Convidados
Notícias por e-mail
Notícias no seu site
Fale conosco
 
Anuncie na 98 FM
Ouça e veja a 98 FM
Conheça a 98 FM
Peça sua música
Fale com a Rádio
Seja repórter da 98
Previsão do tempo
 
Anuncie na 93 FM
Ouça a 93 FM
Peça sua música
Fale com a Rádio
Seja repórter da 93
Publicidade
 
Alberto Sena
Augusto Vieira
Avay Miranda
Carmen Netto
Dário Cotrim
Davidson Caldeira
Efemérides - Nelson Vianna
Enoque Alves
Flavio Pinto
Genival Tourinho
Gustavo Mameluque
Haroldo Lívio
Haroldo Santos
Haroldo Tourinho Filho
Hoje em Dia
Iara Tribuzzi
Isaías
Isaias Caldeira
Ivana Rebello
João Carlos Sobreira
Jorge Silveira
José Ponciano Neto
José Prates
Luiz de Paula
Manoel Hygino
Marcelo Eduardo Freitas
Marden Carvalho
Maria Luiza Silveira Teles
Maria Ribeiro Pires
Mário Genival Tourinho
Oswaldo Antunes
Paulo Braga
Paulo Narciso
Petronio Braz
Raphael Reys
Raquel Chaves
Roberto Elísio
Ruth Tupinambá
Ruth Tupinambá Graça
Saulo
Ucho Ribeiro
Valter Martuscelli
Virginia de Paula
Waldyr Senna
Walter Abreu
Wanderlino Arruda
Web - Chorografia
Web Outros
Yvonne Silveira
 
Atuais
Panorâmicas
Antigas
Pinturas
Catopês
Obtidas por satélite
No Tempo de Lazinho
Estrada Real Sertão
Mapa de M. Claros
 

10/9/2014 -"...teve até o desfile de um mendigo novo, supostamente drogado, que andou pelo centro, o quarteirão fechado da rua Simeão Ribeiro, completamente nu, exibindo-se". A crescente degradação da Praça da Matriz e vizinhança pede:

»1 - Policiamento mais rigoroso
»2 - Redefinição do uso da praça que é o marco zero da cidade
»3 - Outra reforma física
»4 - Maior empenho das autoridades no cumprimento das leis
»5 - Uma recuperação em todos os sentidos

» Ver resultados «




Buscar no Site


Previsão do tempo

Digite uma cidade:

Busca no



 
 


           Yvonne Silveira   

79643
Por Yvonne Silveira - 24/3/2015 09:50:31
Montes Claros há mais de trinta anos


Depois de muitos anos revia a coleção do "Montes Claros", um dos primeiros jornais de minha terra. Foi como se a visse pela primeira vez, pois na idade em que a conhecera não podia me interessar por uma antiga coleção de jornal.
Por coincidência, o professor João Câmara soube que eu estava com a coleção e foi vê-la. E, ainda, por coincidência, chegou o redator-proprietário do jornal, Antônio Ferreira de Oliveira, meu pai. Os dois, virando as folhas amareladas pelo tempo, recordaram o passado cheio de lutas pelo progresso de Montes Claros que, naquela época, estava no início do seu desenvolvimento cultural e social. E recordaram, também, as lutas políticas que aquele jornal tão bem retratava.
Interessante é que, ouvindo os dois, eu observava que o prof. João Câmara revivia o passado com entusiasmo, ao passo que, aquele que fora o proprietário do jornal, parecia um tanto indiferente. Talvez, aquelas lutas lhe tivessem deixado recordações amargas. Talvez lhe tivessem custado desilusões e desenganos.
Ou, então, preferia deixar quieta no fundo do coração a lembrança da mocidade que não volta mais.
Eu me entusiasmei em lugar dele. Parecia que aquele passado, deixado nas páginas de um jornal, havia sido vivido por mim e o recordava com orgulho, porque era a demonstração de que grande parte da mocidade havia sido empregada pelo bem coletivo.
Sim. Aquele jornal era o meu passado e no entanto eu tinha dois anos quando ele apareceu.
Hoje tomo os dois volumes e leio alguns artigos e poesias. Quem havia de pensar que o professor João Câmara, sob os pseudônimos de Leverrier e José Cainca, pudesse ser assim ferino em artigos políticos! Vendo-o agora tão calmo e alheio à política, nos admiramos do seu ardor na mocidade.
Jazom Theos - Dr. José Tomaz - que pouco depois fundou a "Gazeta do Norte", escrevia do Rio as "Cartas Cariocas", comentando, com brilho, os acontecimentos da grande metrópole.
Vinham do Rio, também, as crônicas repassadas de poesia, de um estudante de medicina que se escondia sob o pseudônimo de Bizane e que foi colhido pela morte antes de se formar.
Os editoriais eram escritos pelo redator-proprietário ou pelo Dr. Olintho Martins. Bem pensados, bem escritos, defendiam os interesses da região ou comentavam os acontecimentos políticos.
Do redator-proprietário, sob o pseudônimo de João Anselmo, leio ainda "Às quartas-feiras", comentário dos acontecimentos da semana. Também, o Dr. Marciano Alves Maurício fazia numa síntese dos fatos ocorridos: "Aqui,ali, acolá".
Ao ler os versos e artigos de Eugênio Detalonde e as referências que o jornal lhe fazia, tenho a impressão de que era um desses jovens entusiastas, espírito empreendedor, que muito ajudou no desenvolvimento social de Montes Claros.


79610
Por Yvonne Silveira - 20/3/2015 10:27:58
Seresta em Montes Claros


Noites de luar. Ruas silenciosas.

Todos os habitantes da Vila das Formigas dormem.
Súbito, as vozes dos seresteiros, acompanhadas pelos violões, violinos e flautas elevam-se, apaixonadas, em frente às janelas das jovens que lhes inspiram amor: "Amo-te muito como as flores amam...", ou daquelas que já os desprezam: "É a ti, flor do céu, que me refiro..."
Modinhas... Onde e quando nasceram?
Em Portugal, no final do século XVIII, dizem os portugueses. No Brasil, na mesma época, reivindicam os brasileiros.
Não importa, e sim o objetivo de comunicar-se através do som associado à palavra, que é um aproveitamento da rica qualidade de linguagem, provocando emoção. O homem da pré-história já utilizava o canto para comunicar-se, sem palavras, mas compreensível. São conjecturas, pois só a partir da antiguidade, aparecem testemunhos do florescer do canto.
Certo é que cantar foi sempre um prazer, e, como todas as nações humanas, o canto se desenvolveu, diversos gêneros surgiram, ritmos e melodias várias.
Entre elas, a modinha que, pelo conteúdo sentimental, sem requintes literários e uma sucessão rítmica de sons musicais simples, expressando o amor, a saudade, a tristeza, a dor da separação, foi sempre admirada.
Na Vila das Formigas, coadunando-se com a sociedade, principiante nos valores culturais, faz-se a modinha a preferida, talvez, também, porque era cantada de surpresa, pela madrugada.
A Vila passou a cidade, desenvolvia-se comercialmente e já pensava na cultura, abrindo escolas, e a modinha continuou reinando, até 1917, quando chegou a luz elétrica. Ruas iluminadas acabaram com o sortilégio das serestas e dos seresteiros apaixonados que, no entanto, continuaram lembrados: Luiz Gregório, Tonico Faria, Tonho Mendonça, Antônio Carlos Prates, Elpídio César, Serafim Trindade, Sílvio Teixeira, José Maria Fernandes, autor da bela modinha "Serenata das Virgens", Hermenegildo Chaves - o Monzeca, posteriormente consagrado editorialista do "Estado de Minas,,) Hermenegildo Prates e João Chaves, o mais célebre pela composição de várias modinhas admiradas, especialmente "Amo-te Muito", cantada por todo o Brasil. Referência da nossa cidade. Outros seresteiros não estão registrados no livro: Montes Claros, sua história, sua gente e seus costumes, do nosso maior historiador Hermes de Paula, apenas os citados.


74969
Por Yvonne Silveira - 29/3/2013 10:36:41
Nasceste “...das manhãs gloriosas das bandeiras”, Montes Claros, pela determinação do bandeirante Antônio Gonçalves Figueira que, depois de ter abandonado a célebre bandeira do “Caçador de Esmeraldas” Fernão Dias e retornado a São Paulo, deduziu que no seu solo encontraria riquezas, com trabalho e pioneirismo. E ei-lo de volta, caçando índios, construindo fazendas, até obter a sesmaria de uma légua de largura por três de comprimento, que foi tua semente: a fazenda Montes Claros, na passagem das formigas de cima. Ergueu a rústica capela, plantou o cruzeiro, construiu casas. Era a sede. Desenvolveu a pecuária e abriu estradas para o transporte do gado: Rio São Francisco, Rio das Velhas, Bahia, Pitangui, Serro. Foi-se povoando o teu solo, transformando-se no maior centro comercial de gado, tua riqueza.
Envelhecido, retorna o teu fundador para São Paulo.
Deixa o filho que, sem a potencialidade do pai, vende-te para o Alferes José Lopes de Carvalho. Começas nova vida, na passagem das formigas de baixo, onde, na histórica Praça da Matriz, foi erguida a nova capela e construíram-se casas e casas. Forasteiros chegando, bem-vindos, para ajudarem-te.
Fazenda Montes Claros, Arraial das Formigas. Arraial de Nossa Senhora da Conceição e São José das Formigas, Vila de Montes Claros de Formigas e, finalmente, eis o nome definitivo – Montes Claros, a importante e grandiosa cidade do Norte de Minas.
Enquanto o tempo passava, construíras riquezas, casas, sobrados, capelas, a Igreja Matriz, substituindo a primeira capela, instituições e escolas de curso primário, mas ensinando até latim. Teus filhos e os que chegavam promoviam o teu crescimento com o trabalho e interesse de conhecimento.
Chegou a Escola Normal em 1880, após 173 anos da sesmaria. Homens ilustres lá estudaram, lecionaram. Surgiram grêmios literários, poetas e prosadores, que se apresentavam nos jornaizinhos, Iniciava-se o crescimento cultural.
Surge a imprensa, esta força poderosa da palavra, com o Dr. Antônio Augusto Velloso, depois desembargador. E o Correio do Norte é pioneiro para combater, divulgar, orientar e doar prazer estético com os poemas dos teus poetas que surgiram. Início do teu crescimento cultural, que hoje se manifesta com os nomes representativos nas artes plásticas, literárias e musical. Por todo o Brasil e exterior.
Estão longe, no passado, os teus pioneiros, semeadores de idéias, plantadores de economia e comércio, faróis a iluminar o teu nascimento, porém, quantos, depois e hoje, consolidaram o teu progresso.
Escolas, colégios, ginásios, faculdades, diversificando o conhecimento, a importante Universidade Estadual estendendo o saber e a cultura por vários espaços, o Conservatório de Música, despertando talentos, os clubes rotarianos, sociais, a Academia Montesclarense de Letras, o Elos Clube, Sociedade Rural, Associação Comercial e tantos outros, satisfazendo anseios, crescimento intelectual e cultural, prazer, convivência, caridade. E cresces, também, na fé, pois à sombra do cruzeiro nascente, desde os primórdios de tua vida, surgiram igrejas, capelas, até a bela Catedral de Nossa Senhora Aparecida. De paróquia chegas a bispado, arquidiocese e a fé vem preservando tua caminhada, não obstante o materialismo atual, com corrupção e miséria. Sacerdotes, bispos e arcebispos oram por ti. As mudanças do modo de pensar, de nova filosofia, de ciência instigadora são atitudes universais.
És, hoje, Montes Claros, cidade pólo da região, pela economia, comércio, indústrias e cultura.
Dos trilhos ligando arraiais e povoados surgiram estradas, o trem de ferro, depois o asfalto, os transportes à gasolina e os aviões.
Políticos, escritores, poetas, jornalistas, articulistas, cronistas, empresários, industriais, comerciantes, legiões, no arco do tempo, deram-te nome, engradeceram-te.
Salve pelos teus 152 anos!
Salve, terra de cantores seresteiros!
Salve, terra de tradições populares.
Salve, minha amada Montes Claros!
Cidade: Montes Claros/MG


74668
Por Yvonne Silveira - 27/2/2013 09:35:42
Montes Claros

Yvonne Silveira

As cidades, como as pessoas, nascem, crescem e morrem. A diferença está na longevidade. Nas pessoas, a vida é curta, passageira como os cometas, enquanto as cidades, como as estrelas, duram milênios.
Com cento e cinqüenta anos, Montes Claros é jovem e bela, dançando no tempo, crescendo e enfeitando-se com a sabedoria e arte, depois do esforço árduo dos pioneiros para a estabilidade econômica e financeira.
Na educação, foram surgindo escolas, depois faculdade, a primeira tornando-se nossa Universidade, referência para a formação profissional, imprescindível no contexto do crescimento. São elas as mais altas expressões do saber, nesta jovem urbis de cento e cinqüenta anos e delas têm surgido artistas notáveis na Música, Pintura, na Dança, no Teatro, que se aliam aos de outra formação e brilham nas vestes da jovem e predestinada Montes Claros.
A literatura, pelo poder da palavra, é arte imprescindível para o crescimento dos cidadãos que enformam a cidade.
Projetada, internacionalmente, com Cyro dos Anjos, contando com outros poetas e prosadores de valor indiscutível, vários pertencentes à Academia Montesclarense de Letras, outra referência cultural, a literatura montes-clarense cresce, principalmente na crônica memorialista, “quase história”.
Governantes, políticos, administradores, empresários, instituições. Comerciantes, profissionais, operários têm impulsionado o crescimento desta, surgida de uma fazenda, há trezentos anos uma vila e há cento e cinqüenta uma cidade altaneira e primeira do norte de Minas.
E, se arte literária, cujo barro é a palavra, para o artesão escritor, é importante, esta mesma palavra, arma poderosa para construir e destruir, é a mais poderosa para a consolidação do poder. E ela tem sido assim, para nossa cidade. Vindo, quase com o seu nascimento, com o Correio do Norte, a imprensa montes-clarense vem colaborando com o progresso, abrindo horizontes, aplaudindo, criticando alertando e divulgando as realizações, em todos os setores, mostrando a pujança jovem mais formosa do sertão, estrela iluminando o sucesso. Ao lado está a imprensa falada, inicialmente, com a força ZYD-7, hoje, com tantas outras e a televisão, força poderosa. Da imprensa escrita e falada, nomes de valor surgiram e permanecem indeléveis na história.
Para o lazer, o colunismo social é indispensável, para os combativos construtores do progresso, amenizando o viver, alegrando e, também colaborando na divulgação do crescimento da Montes Claros polivalente como todas as cidades e como todo ser humano.
Quantos anos viverás ainda, ó Montes Claros, terra do meu nascer, onde cresci e onde vejo fechar-se o círculo? Quantas glórias ainda terás? Quantos nomes ficarão ainda na tua história? Ainda, ainda reinarás, eu sei e pressinto, porque, com o meu amor, outros amores surgirão para tornar-te mais bela, mais pujante e chegares aos duzentos, trezentos, mil anos...


74557
Por Yvonne Silveira - 14/2/2013 17:36:43
As comemorações do centenário

Yvonne Silveira

Apesar de residir a apenas sessenta quilômetros de Montes Claros, passo ate quatro meses sem ver a terra, os amigos e os parentes. E como as cartas que os irmãos escrevem, de vez em quando, só trazem noticias da família, os jornais - que valor possuem para nos! - são a única fonte de contato semanal com o pedaço de chão querido.
Mesmo neste ano do centenário, somente agora, abril, fui ver o movimento e matar a curiosidade de saber em que consistirão as festas. Bem entendido que apenas para satisfação pessoal, pois para os dirigentes tanto faz que a humilde cronista saiba ou não do que se passa, nada irá fazer de especial. Mas algum montes-clarense pode dominar o próprio bairrismo? Foi ele que provocou a tal curiosidade de saber se tudo vai bem encaminhado - como se a Comissão Organizadora não fosse a melhor possível - para, afinal, fazer também uma propagandazinha. E quando se tem amizades arranja-se facilmente o que interessa.
No "Gazeta do Norte", o Sr. L. Pimenta, com a gentileza dos cronistas sociais, e com a que lhe é inata, deu-me as informações pedidas, pois faz parte também da Comissão Central dos Festejos do Centenário, ficando satisfeita a minha curiosidade. Pude assim ter certeza de que as comemorações do Centenário serão dignas do nome de nossa terra.
No dia 3 de julho - exatamente quando a cidade completara cem anos - realizar-se-ão as solenidades principais: Missa solene, sessão cívica, parada cívico-histórica, inauguração do Parque de Exposição Agro-Pecuária Industrial, banquete, baile de gala e coroação da Rainha do Algodão.
Nos dias seguintes, até 10, haverá espetáculos teatrais, "shows" públicos, de artistas comandados por Paulo Roberto, - o dr. Marques, muitos fogos, campeonatos esportivos etc.
De modo que, durante uma semana, montes-clarenses e visitantes terão muito que admirar e muito com que se divertir, ao recordarem os cem anos da mais progressista cidade do norte de Minas. O velho amigo Juca Prates disse-me que o inventor do Centenário — dr. Hermes de Paula — ajudou mais Montes Claros com a dita invenção do que muitos outros, pois o que, aparentemente, pode parecer simples motivo de festas, trará em realidade vários benefícios, tais como: impulso rapido nos serviços públicos, melhoramento do aspecto urbano, movimentação do comercio e industrias, oportunidade especial para melhor conhecimento das possibilidades do município e muito outros. Portanto, é do interesse de todos a cooperação e boa vontade para conseguirem o máximo de proveito. A manutenção da limpeza da cidade, também, não vai depender somente da administração mas, em grande parte, dos habitantes.
Todos estão vendo que a administração do Sr. Geraldo Athayde será excepcional. Em cinco meses terá que realizar mais do que outros em quatro anos, forçado e ajudado pelas comemorações do Centenário. As verbas extraordinárias e a contribuição dos particulares que, em circunstâncias comuns, não seriam conseguidas, facilmente, darão ao atual prefeito a oportunidade de fazer administração brilhante, ligando o seu nome a um importante acontecimento histórico.
E se os benefícios serão para o povo, é natural que todos, sem distinção de classe, colaborem de boa vontade para que haja muita ordem, revelando os montes-clarenses educação e nobreza de sentimentos para que, acima da ostentação material, ressalte o bom nome da nossa terra, como cidade que progride em todos os setores.


46581
Por Yvonne Silveira - 1/6/2009 14:49:57

Envelhecemos, Rosita

Yvonne Silveira

Envelhecemos. Você, um pouco menos e, nesta data significativa dos noventas anos, vejo-a, na tela do relembrar, com a mesma alegria, a voz tranqüila, segurança na arte de ensinar, transmitindo exemplos e conhecimentos. Estávamos na maturidade, em pleno saber.
Pois só os contínuos estudos, por dias e dias, preparam o domínio da língua portuguesa para transmiti-la aos jovens alunos, bons alunos, na maioria, daqueles distantes dias da Escola Normal.
Turmas de trinta e cinco alunos, tínhamos cinco marcadas pelas letras do alfabeto. De uma sala, passávamos para outra. Pequeno intervalo, para um lanche, comentários. Amizades estreitavam-se. Volta as aulas e, finalmente, 11h30, retorno ao lar. Correção de provas e exercícios, até pela madrugada.
Nada de reclamações ou cansaço. A receptividade dos alunos, a amizade, o respeito, a confiança em nós, compensavam a labuta.
D. Rosita é excelente professora, diziam, e ai de quem ousasse negar. Walkiria, sua filha, que era minha aluna protestava: Minha mãe é a maior autoridade em língua portuguesa. Ninguém sabe mais do que ela.
E você, intimamente agradecida, reclamava: Você me enche de vergonha. Não diga isto. Era próprio da estabanada, mas inteligente e sincera Walquiria, Theago, Cláudio e Virgínia, educados, também, eram meus alunos.
Como era agradável o nosso viver, na profissão. O arco do tempo foi-se alargando, crescendo. Aposentadoria, vitórias com a família,outras lides, lazer.
E ei-nos a aproximar do limiar do túnel.
Perdemos os companheiros – o amor maior... Você bem antes, eu, agora, ferida aberta, lágrimas sem fim, a lembrar das reflexões de Bassuet em “Tout nos Apelle a la Mort”: Qu’est-se donc que ma substance, ó grand Dieu? J’entre dans l avie pour sortir bientôt. Je viens me montrear comme lês autres; après il faudra disparaite. (...) Ó Dieu, encore une fois, qu’est-ce que de nous?”
E é desencantada que vejo passar os dias, razão da ausênica a festa de celebração dos noventa anos, com os filhos, os netos, os parentes, os amigos.
Compartilho, porém, da sua alegria, Rosita, vendo-a, não marcada pelos anos vividos e, sim, com a mesma suave beleza de quem sabe doar amor, com a mesma ternura de mãe e amiga, com a mesma fortaleza daqueles dias em que trabalhávamos como jovens, mas com a sabedoria dos amadurecidos, você, eficiente e responsável, como lago, sem ondas do mar, de arrebatamentos viscerais. Simplesmente, a querida mestra Rosita.
Parabéns e o abraço de felicidades da colega e amiga.

(A professora Yvonne Silveira, de 96 anos, é presidente da Academia Montesclarense de Letras. Foi, durante décadas, professora de português, na antiga Escola Normal Oficial. É escritora, com vários livros publicados. Nascida em Francisco Sá, é um dos maiores nomes da história de Montes Claros. Participa, ativa e alegremente, de todas as atividades às quais é chamada, numa permanente disponibilidade que encanta a todos)


46163
Por Yvonne Silveira - 17/5/2009 08:57:12
Yvonne Silveira

UM RARO TIPO DE EXPLORADOR

- Uma esmola, dona, pelo amor de Deus.
Ia virando a esquina, ao retornar do mercado. E eis o gesto e a súplica humildes com que nos deparamos sempre, e que, por comodidade, dizemos não terem solução (Sempre haverá pobres em vós), sabendo, entretanto, que resultam das estruturas sociais, organizadas pela ambição dos homens. Daí a afirmação de Cristo que alcançava não só a sua época como séculos e séculos à frente.
O monstrengo me olhava – olhar também humilde – com os olhos esbugalhados, a boca meio torta, rosto encovado, para onde caiam, saindo de um chapéu rasgado, os cabelos sujos. As roupas também sujas e estragadas cobriam um corpo pequeno e corcunda, que um grande saco curvava mais ainda.
Não pude falar, nem fazer um gesto, nem mesmo pensar se ajudaria o meu próximo, tão desprotegido da sorte, pois uma voz atrás de mim, quase autoritária, disse, assim que o mendigo fez o pedido:
- Não dá esmola, não, dona, ele não precisa de esmola.
Virei-me. Um homem alto, magro, simpático, com uma sacola na mão, era o dono da voz autoritária. O mendigo continuava a olhar-me, humildemente, explorando o meu espanto, mesclado de piedade.
- Vai andando, continuou o outro, ocê não precisa de esmola.
Ele saiu capengando. Olhei-o ainda. Os passantes davam-se esbarros. Recomecei a andar. E o tal ao meu lado. Pelas roupas, pelo jeito e fala, via-se que era um caipira, digo-o sem intenção pejorativa, mas, desconhecido, tratei-o cerimoniosamente:
- O senhor conhece aquele mendigo?
- Qui mendigo! Conheço, dona, ele é rico.
- Rico?!!! Não creio. Não posso crer.
- É sim, é rico. Tem muitas casa, um barracão no Alto São João.
- Não entendo... E como conseguiu as casa de que está falando?
- Com esmola. Fez uma, alugou. Foi fazendo mais. Hoje ta rico. E tem muié bunita e nova, que explora ele. Vive pintando com a rapaziada e ele nem incomoda.
- É certo o que me diz? Sabe onde ele mora?
- Sabê não sei, mais todo mundo conhece ele e diz que é rico.
Chegamos à Padaria Marília, onde precisava fazer compras. Despedi-me do informante, que seguiu seu caminho e me deixou confusa. Lembrei-me de Os Mendigos de Paris (não me lembro do autor), e de tantos outros casos noticiados pelos jornais. Podia ser verdade. Devia ser. E a mulher bonita, dormiria com aquele homem? Ou ele era apenas um servo apaixonado que se contentava em viver ao lado da amada, sustentando-a, sem nada receber? O certo é que precisava de alguém para que sua vida tivesse sentido. Ele, arremedo de gente, que em outro país seria exterminado, devia até se sentir feliz em servir uma mulher, e, por ser bonita. Poderia ter pedido maiores informações ao zeloso cidadão que me impediria de dar esmola a um falso mendigo. Bem. Depois daria um jeito de saber a verdade. Por muitos dias pensei no fato, por fim, me esqueci. Falta de tempo para investigar. Outros afazes.
Domingo último, passei pelo Alto São João, à tarde, e vi um indivíduo tal qual o falso mendigo, apenas limpo sem o saco de esmolas às costas. Como não guardo as fisionomias a não ser depois de repetidos encontros, fiquei na dúvida, e não quis abordá-lo. E pra quê?
A realidade é que o falso mendigo que eu encontrara há meses, era deserdado da sorte, tipo de retardado, de nascimento ou em conseqüência de alguma doença, meningite ou meningoencefalite, ou mesmo congestão, sei lá. Para sobreviver teve de pedir esmolas. O retardamento não o tornou um idiota completo. Assim, ajuntou dinheiro com o produto das esmolas, construiu casas, aumentou o capital, comprou mulher bonita. Por outro caminho, fez o mesmo que a maioria dos normais faz; explorar o próximo. É só analisar como são feitas fortunas, como funcionam as sociedades, as máquinas de poderio econômico. Repugna-nos a hipocrisia de um falso mendigo que tira um pouquinho do nosso dinheiro, estendendo a mão e pedindo pelo amor de Deus. Mas não podemos sentir repugnância pelo outro, ou melhor, pelos outros, que seduzem, destroem, exploram e matam, monstregos morais, porém, fisicamente perfeitos ou quase perfeitos. Estão entre nós e pelo mundo todo. Muitos odiando o Cristo e milhares dizendo-se amigos de Cristo, e em seu nome pregando Amor.
“Cest la vie”, canta Greg Lake, num disso, ao meu lado.

(A professora Yvonne Silveira, de 96 anos, é presidente da Academia Montesclarense de Letras. Foi, durante décadas, professora de português, na antiga Escola Normal Oficial. É escritora, com vários livros publicados. Nascida em Francisco Sá, é um dos maiores nomes da história de Montes Claros. Participa, ativa e alegremente, de todas as atividades às quais é chamada, numa permanente disponibilidade que encanta a todos)


45966
Por Yvonne Silveira - 9/5/2009 09:58:40
Um Amanhecer

O sol ainda se esconde por trás da serra. Sua claridade, porém, ilumina o céu, que se colore de intenso vermelho-dourado e oferece o primeiro painel: abstracionismo. A luz ainda brilha na copa das árvores, que se espalham pelos campos e brinca no lusco-fusco do amanhecer, acordando os pássaros: bucolismo.
Da janela, contemplo a beleza da chegada de mais um dia de vida. O céu infinito, inescrutável, onde localizamos a morada do Deus Criador, apenas porque sentimos necessidade de localizá-la, mas sabemo-la ignorada; a serra de veludo azul escuro recortando o horizonte em linha irregular; a pastagem verde perdendo-se ao longe; as árvores acompanhando o leito do rio, marcando-o...
Meu olhar, encantando, vai das árvores à serra, da serra do céu. E volta, pesquisando, à procura dos pormenores que formam o lindo quadro pictórico. E descobre, ao pé da janela, na roseira silvestre, pequena gota de orvalho. Tão insignificante, tão pequenina e humilde, comparada aos entes que pintam a paisagem e deslumbram-se, no entanto, infinitamente mais bela, quimericamente mais preciosa. Brilha com os reflexos do sol, que já se alteia, no horizonte. Treme. Dança, na folha, o estojo verde. Sinto medo de que chegue a brisa balançando-o e destruindo o meu brilhante. Desejo que o sol fique onde está, para não secar meu talismã. E que a brisa passe longe. E que os pássaros se calem. E que o meu brilhante, feito pela noite, na roseira silvestre, permaneça ali, presente divino enviado, para envolver-me em fantasias.
E tudo brilha. Ofusca-se. Sonhos. Pedaços da vida. Mágoas. Dores. Malogros. A gota de orvalho, diamante efêmero, símbolo de força, poder, fortuna, fugazes e inúteis desejos...
As gotas das lágrimas não são gotas de orvalho. Não brilham com os raios do sol que sai detrás da serra. Juntam-se ao meu brilhante. Tremem, tremem e caem na terra seca.
Exauriu-se o encanto do amanhecer. O pincel de fantasia, desiludido, rouba o quadro bucólico, leva para longe o brilhante dos sonhos.
É chegado mais um dia do viver...

(A professora Yvonne Silveira, de 96 anos, é presidente da Academia Montesclarense de Letras. Foi, durante décadas, professora de português, na antiga Escola Normal Oficial. É escritora, com vários livros publicados. Nascida em Francisco Sá, é um dos maiores nomes da história de Montes Claros. Participa, ativa e alegremente, de todas as atividades às quais é chamada, numa permanente disponibilidade que encanta a todos).


45621
Por Yvonne Silveira - 25/4/2009 09:11:28
DESTINO OU CASTIGO?

Aos três anos, Tino era como todos os meninos de três anos. Falava errado, era curioso, fazia birras e brincava. Carretéis, sabugos, pedrinhas e cabos de vassouras, eram os brinquedos que a vida lhe dava, pois outros não podia ter. A diferença de Tino para as outras crianças de sua idade era uma tristeza de que ninguém sabia a causa. Pois decerto não entendia por que sua mãe vestia como a mulher dos funcionários mais graduados da Prefeitura, sendo seu pai apenas carroceiro. Nem por que ele saía tanto de casa. Nem por que os dois brigavam. Ouvia os insultos, os gritos e também não entendia por que se desentendiam. Tino encolhia-se a um canto, chorava baixinho. Se mamãe estava bem ou mal vestida, não sabia. Mas que era bonita e alegre, sabia. E quando voltava a calma, sorria com aquele sorriso triste.
Moravam do outro lado do rio, numa casa perto do Matadouro da Prefeitura. Lá, o gado era abatido para os açougues. Tiago levava as postas de carne na carroça, forrada de ramos verdes de árvores, a mesma que apanhava o lixo das ruas.
Depois do almoço Tino ia dormi. O pai ia para a Prefeitura, para o trabalho, a mãe ia para o rio lavar as vasilhas e alguma roupa. Quando Tino acordava, descia o trilho estreito de juntava-se à mãe. Brincava com as pedrinhas da beira do rio, perseguia lagartixas, parava para ouvir os passarinhos, extasiava-se com os soins. E ficava pensativo. Triste como gente grande que é infeliz.
Naquele dia, pouco antes da data das eleições, época propícia para certo tipo de mulheres explorar os candidatos, Belisa não foi lavar roupa nem vasilha no rio. Mal Tiago saiu, trancou a porta da frente, cerrou a dos fundos. E partiu para encontro.
Mais tarde, Tino acordou e desceu o trilho estreito até o rio. Olhou para um lado e para o outro. Chorou baixinho. Chorou mais alto. Um enxadeiro que limpava a roça de milho, um pouco mais acima, ouviu o choro sentido. Menino chora à toa. Continuou batendo a enxada, na terra seca.
O choro parou.
A mãe entrou em casa: “Tino! O diabinho deve ter ido pro rio. Tiino! Tiiiino!”
Só a carinha de Tino estava dentro do rio. As formigas passeavam no seu corpo e ele não chorava. ‘Tino! Tino!’
Sacudiu as formigas. Virou o corpinho frio. Carregou-o e subiu o trilho a gritar: ‘Eu sou uma desgraçada! Eu sou uma infeliz! Eu sou uma desgraçada!’
A cidade inteira foi ver o anjinho morto, o filho de Belisa, a mulher bonita que seduzia os maridos das outras. Foi para censurar, acusar silenciosamente, ou em sussurros. Mãe desnaturada. Foi castigo. Está pagando.
Ninguém refletia que os dias já estão contados nos céus e que os de Tino eram curtos. Tantas crianças já morreram e continuariam morrendo de desastres, crianças de mães santas e de mães pecadoras. O próprio nascimento de Cristo não exigiu o sacrifício de muitas crianças, para que se cumprissem as profecias?
Ninguém refletia. As circunstâncias da morte Tino tornavam a mãe culpada, criminosa, execrada, indigna de compaixão, apesar daquela dor desatinada, que se manifestava em lamentações: ‘Sou uma desgraçada! Desgraçada!’
Desgraçada mesmo, repetiam no íntimo as mulheres traídas. E não adianta chorar. É nisto que dá, viver atrás dos maridos da gente.
Vingavam-se todas as Belisa, mulher bonita, sedutora, de riso largo como as ancas, balançando na saia justa, quando ia à cidade. Agora estava ali, descabelada, arrasada, desgraçada mesmo. E o marido, sem dizer palavra, sem nada ouvir, olhava o chão.
Tino foi para o cemitério em um caixão azul, com acompanhamento maior do que o de um morto rico. A mãe foi, também, gritando, culpando-se.
A multidão a pé – pois até hoje, na cidade onde ocorreu o falto, não se usa enterro de carro – seguia o caixãozinho azul, do morto, símbolo do castigo para os puritanos de todos os tempos, que não se cansam de atirar pedras. A partir de então a mãe foi ficando cada vez mais triste. Dois anos depois, morreu.

(A professora Yvonne Silveira, de 96 anos, é presidente da Academia Montesclarense de Letras. Foi, durante décadas, professora de português, na antiga Escola Normal Oficial. É escritora, com vários livros publicados. Nascida em Francisco Sá, é um dos maiores nomes da história de Montes Claros. Participa, ativa e alegremente, de todas as atividades às quais é chamada, numa permanente disponibilidade que encanta a todos).


45574
Por Yvonne Silveira - 23/4/2009 10:43:15
O ELEITO

Yvonne Silveira

Está longe, na sucessão dos dias,
o teu belo e jovem rosto
que me despertou os sonhos de amor.
Cativa tornei-me
e viajei contigo
do nascer ao pôr-do-sol,
em longo acontecer.
Auroras de esperanças,
ocasos de desencantos,
passo e par, pela rota do viver
tão branda, às vezes,
tão cheia de estorvos,sempre.
Dias de sol floresciam
os lírios da fantasia,
a esperança de união perfeita
crescia em frêmitos de amor.
Mas vinham as sombras,
o sol se escondia
e fantasmas desfilavam:
ciúmes, incertezas,
desanimando,
o amor enrugando,
o amplexo dos corpos e das almas
afrouxando.
Porém, foste o eleito
e, mesmo sangrando os pés,
nas pedras do desamor, passageiro,
seguimos triunfantes.
Os dias, gastando a vida,
foram levando
teu belo e jovem rosto de aurora.
o sol da tarde entra
pela janela dos sonhos
Que se enrolam, vagarosamente...
Sei ó eleito,
que vem chegando a noite,
o cansaço faz dormir as estrelas
do teu rosto de aurora,
já não sonhas, não vês.
Seguro-te as mãos,
prendo-as com afagos de seda...
Em breve se desatarão,
sem que possas levar
as lembranças dos dias de sol,
das flores de tua poesia
em lindos versos a cantar-me
a beleza que só tu vias
e sempre verei o teu rosto de aurora...
a canção da saudade
aproxima-se pelas ondas douradas
do amor que não morre,
e tu, ó eleito,
ó amado
virás de novo segurar-me as maõs
o teu jovem rosto de aurora,
belo rosto de aurora,
conduzindo-me
para a mansão do mistério,
onde eternamente viverá
o nosso ínvio
e inviolável amor

ELEGIA PARA ELEITO

Yvonne Silveira

Sem prenúncio de dor ou de cansaço
sequer mal-estar, um só leve traço
chega o irreversível.
E levaram-te. Inútil tentativa
de mais dias doar à longa vida,
ou amenisar tua alma ferida.
Dexei-te ir.
E na noite cruel, interminável,
súplicas e lágrima se perderam.
-Não me deixes sozinho,- eu ouvia,
no desespero do medo. Mentira.
Pedido constante que tu fazias,
enquanto eu lidava durante os dias.
-Aqui estou, jamais te deixarei.
E dexei-te sozinho.
No pior momento do teu viver.
Não me ouviste a voz, não sentiste o beijo,
que no rosto agonizante terias.
O inútil pranto, ó vã esperança.
O sol levou a noite, o dia se fez
E tu voltas.
Rosto lívido, o belo rosto de outrora,
inesquecível rosto de aurora,
com as azougues do tempo envelhecido,
junto ao meu, nesse andar pelo caminho
percorrido, sempre, de braços dados...
em que agora se soltavam.
Ó, o caminho de flores sorrindo,
de espinhos, de pedras, rolando frias.
Onde estão as angélicas Silvestres?
Os beijos roubados, ao sol morrendo?
Inicío do longo e belo caminho,
de vitórias, derrotas e amor,
em que com lutas, sonhos realizamos
o ideal de sevir, doar, fazer.
Oitenta anos!
Soltaram-se os laços. E tu, primeiro,
(querias) – alcança o túnel da luz.
Na casa vazia, vive a presença
Tranquilo, quieto e sem andar,
sem ver o sol brilhar na madrugada,
com o alegre cantar da passarada,
mudo para os teus ouvidos, sem queixar.
Somente a voz.
Palavras de afeto, carinho e amor.
(Maria Luíza, neta querida,
E tu Pedro, razões do meu viver
- Boa esposa que Deus me enviou).
Muda estava a alma do meu poeta.
Tantos versos me fez, de grande amor.
Como contou a vida, a Natureza,
meditando os mistérios, a beleza.
Volta!volta!
Em desespero peço, mas a terra
Que envolve teu corpo, não se abrirá.
“ Nesse jogo não se ganha a vida”-
Disseste, mas sabes que a ela irei.
Espera, ó amado!
Na mesma vaga estarei contigo,
almas lado a lado, pelos caminhos do céu.


Mensagem N° 45571

(A professora Yvonne Silveira, de 96 anos, é presidente da Academia Montesclarense de Letras. Foi, durante décadas, professora de português, na antiga Escola Normal Oficial. É escritora, com vários livros publicados. Nascida em Francisco Sá, é um dos maiores nomes da história de Montes Claros. Participa, ativa e alegremente, de todas as atividades às quais é chamada, numa permanente disponibilidade que encanta a todos).


45506
Por Yvonne Silveira - 18/4/2009 09:39:52
A Glória de Godofredo

Beto Guedes levou-nos a participar, pela primeira vez, de um público, predominantemente jovem, no Darcy Ribeiro. Os assistentes se comprimiam nas arquibancadas e no chão de cimento, massa ansiosa por aplaudir o artista da terra em ascensão nacional, com os discos já gravados e a trilha sonora da novela Marina. Admiração pela arte de Beto Guedes, curiosidade e mesmo o fato de ser o filho de Godofredo Guedes, levaram ao Ginásio Darcy Ribeiro a multidão que aplaudiu pai e filho, confirmando o sucesso deste, nos grandes centros, e glorificando o velho e perseverante artista.
A apresentação, marcada para as vinte horas, foi atrasada por defeito no aparelho de som. A fumaça dos cigarros poluía o recinto e a reação, para evitar o cansaço da espera nas bancadas e chão duros, se fez com gritos, palmas e coros improvisados, com as composições do artista. Finalmente, tudo pronto. Mas, em vez de Beto Guedes, apresentou-se o Grupo Céu e Terra, ‘como aperitivo’, segundo o locutor, executando três números muito bem, como sempre, mas retardando o esperado ‘show’.
Passava das dez quando, finalmente, apareceu o vitorioso cantor, sob aplausos e gritos. E sempre aplaudindo à sua maneira, os jovens ouviram três números de Beto Guedes que, ao terminar, anunciou a apresentação de ‘um amigo muito querido’: Godofredo Guedes. Emocionante o momento. Godofredo, em perfeita execução de clarineta, fez o público vibrar, acompanhando-o cantando as letras das composições ‘Casinha de Palha’ e ‘Cantar’, já do domínio de todos. Foram sucesso tanto quanto as composições de Beto.
- Godô! Godô! Mais um! Mais um! – gritavam todos em uníssono.
Beto, que também apresentava composições do pai, abraçou-o, feliz. Ali não estava um rival, mas aquele a quem deve o talento, pela força da hereditariedade. Aquele a quem ama pela dedicação à família e à Arte, ao longo dos anos. E, principalmente, aquele que alcançava a glória através dele, Beto, o filho.
A apresentação continuou com o repertório dos recentes sucessos. Artista inserido na época, ritmo e letra ao gosto da juventude moderna, canta, também como exige o momento. Nada de voz possante, modulada, empostada. Voz natural, mais para contrato. E voz, letra e melodia, em perfeita consonância com a nova modalidade de comunicar-se através da Arte, da maneira simples, sem grandes voos, nem sofisticações, nem pieguismos sentimentais.
É, claro que ele fala dos próprios sentimentos, mas com economia metáforas e até de palavras. ‘Gabriel’, por exemplo, composta para o filho, toca por esta simplicidade. E assim são todas as composições de Beto Guedes. Se o seu gênero não é para nós, mais velhos, não se pode negar que, realmente, é representante autêntico da música moderna, criativo e com grande força de expressão. Como o pai, é outro artista de sete instrumentos, o que lhe oferece maiores oportunidades.
A vibração do público em aplausos, também de acordo com a época, testemunhava o sucesso de Beto Guedes e confirmava a consagração obtida nos grandes centros.
Não obstante o entusiasmo, às vinte e três horas, o ginásio começou esvasiar-se. Dançando, aplaudindo, alguns com as namoradas nos ombros, iam saindo. Os seios de Fafá de Belém estavam à espera, no Parque de Exposições, falando outra linguagem, mas eloqüente do que a de Beto Guedes...

(A professora Yvonne Silveira, de 96 anos, é presidente da Academia Montesclarense de Letras. Foi, durante décadas, professora de português, na antiga Escola Normal Oficial. É escritora, com vários livros publicados. Nascida em Francisco Sá, é um dos maiores nomes da história de Montes Claros. Participa, ativa e alegremente, de todas as atividades às quais é chamada, numa permanente disponibilidade que encanta a todos).


44828
Por Yvonne Silveira - 27/3/2009 15:52:49
FELICIDADE DE MÃE

Yvonne Silveira

Entre os muitos convites de formatura que nos chegaram, de ex-alunos e de filhos de amigos, quero destacar três, de curso superior, para homenagear a mãe dos formandos, que é quem, realmente, alcança a vitória, e reviver a figura boa e simples do pai. Ela, Maria. E ele, Ataliba Machado.
Viveram os dois unidos pelo amor e pelo desejo de vencer. Este desejo, muito natural em todo ser humano, toma, às vezes, aspecto pungente, quando a luta é contra vários obstáculos. Era o caso de Maria e Ataliba.
Lutavam para sustentar os filhos. Lutavam para encaminhá-los ao curso superior. Lutavam para mantê-los na sociedade, superando o problema de cor. E ainda lutavam pela sobrevivência da revista Montes Claros em Foco. Ponho no plural porque sei que Maria fazia tanto empenho enquanto Ataliba para que a revista saísse regularmente, o que jamais conseguiram.
É natural que a paixão de Ataliba fosse maior. Paixão de namorado, que lhe custava caro, pois revista do interior do Estado, com todos os defeitos do jornalismo improvisado, não dá lucro financeiro.
Ataliba, porém, insistia. Assim que mudamos para Montes Claros pediu-nos maior ajuda. E nós, também, improvisados escreventes, gratuitamente o ajudamos até o final.
Em 1967 Ataliba morreu, e com ele Montes Claros em Foco, da qual fora o fundador, o diretor e o mantenedor.
Embora criticada por muitos, valeu a pena a publicação de vários números, que projetaram Montes Claros, marcando-lhe uma época e tornando-se um documentário para a sua história.
Valeu a pena, também, porque constituiu uma realização pessoal para o seu fundador, ficando a sua perseverança na luta como exemplo para os filhos.
Morto Ataliba, deixando quase todos os filhos menores, dobrou o encargo de Maria, ainda mais por não desistir do propósito de ambos de levar os filhos à conquista de um diploma de curso superior.
Mudou-se para Belo Horizonte, onde encontraria mais facilidades, principalmente para Mirtes, surda-muda.
Além de costurar para ajudar na manutenção da casa, tornou-se a cozinheira, a lavadeira e a passadeira de todos, com cooperação dedicada da cunhada. Esgotando-se fisicamente, sempre se sentiu feliz por ver a cada ano uma etapa vencida. Só mesmo uma vontade férrea poderia conseguir o milagre de educar seis filhos, de evitar que se extraviassem ou perdessem o entusiasmo, diante das dificuldades por que passavam.
Mary, a mais velha, formou-se logo e arranjou bom emprego. E agora Fernando forma-se em Medicina, Luís Carlos em Jornalismo e Mirtes diploma-se pela Escola de Belas Artes.
Junto a cada convite de formatura em cartãozinho contém palavras de agradecimentos do formando para o pai Ataliba. Homenagem muito justa, pois ao seu exemplo devem os filhos, realmente, a vitória alcançada. Acredito, porém, que foi em lágrimas que abraçaram Maria, na noite de festa, porque ela, além da perseverança e coragem, possibilitou-lhes, com o trabalho estafante, a realização do ideal. No dia-a-dia, no anonimato, sem diversões, desgastando-se, Maria é bem o exemplo de mãe fora de moda, mas da verdadeira mãe.
Pena que Ataliba não estivesse vivo para, na colação de grau de cada um deles, enxugar com o seu sorriso bom as lágrimas de felicidade de sua fiel companheira.

(A professora Yvonne Silveira, de 96 anos, é presidente da Academia Montesclarense de Letras. Foi, durante décadas, professora de português, na antiga Escola Normal Oficial. É escritora, com vários livros publicados. Nascida em Francisco Sá, é um dos maiores nomes da história de Montes Claros. Participa, ativa e alegremente, de todas as atividades às quais é chamada, numa permanente disponibilidade que encanta a todos).




Selecione o Cronista abaixo:
Alberto Sena
Augusto Vieira
Avay Miranda
Carmen Netto
Dário Cotrim
Davidson Caldeira
Efemérides - Nelson Vianna
Enoque Alves
Flavio Pinto
Genival Tourinho
Gustavo Mameluque
Haroldo Lívio
Haroldo Santos
Haroldo Tourinho Filho
Hoje em Dia
Iara Tribuzzi
Isaías
Isaias Caldeira
Ivana Rebello
João Carlos Sobreira
Jorge Silveira
José Ponciano Neto
José Prates
Luiz de Paula
Manoel Hygino
Marcelo Eduardo Freitas
Marden Carvalho
Maria Luiza Silveira Teles
Maria Ribeiro Pires
Mário Genival Tourinho
Oswaldo Antunes
Paulo Braga
Paulo Narciso
Petronio Braz
Raphael Reys
Raquel Chaves
Roberto Elísio
Ruth Tupinambá
Ruth Tupinambá Graça
Saulo
Ucho Ribeiro
Valter Martuscelli
Virginia de Paula
Waldyr Senna
Walter Abreu
Wanderlino Arruda
Web - Chorografia
Web Outros
Yvonne Silveira
 



Voltar à Página Inicial

 






Um olhar de Montes Claros sobre o que é notícia em toda parte
Uma janela para Montes Claros


Clique e acesse nosso Twitter
Siga o montesclaros.com


Últimas Notícias

27/03/15 - 12h
Lei que obriga vendedor de carro ou moto a informar pendências do veículo está em vigor e sua aplicação começará em 60 dias

27/03/15 - 11h
Copiloto alemão de 28 anos destruiu dispensa médica que tinha para o dia da tragédia nos Alpes, indicam as investigações

27/03/15 - 9h08
Agora é oficial: economia brasileira ficou estagnada em 2014, com alta de 0,1%, divulga o IBGE

27/03/15 - 9h
Páscoa deste ano deve registrar queda de 0,5% nas vendas

27/03/15 - 8h46
Todos conheciam todos. "Devo ter esquecido de algumas pessoas, portanto quem se lembrar que complete essa lista"

27/03/15 - 8h43
"Rabos de Galo. Estes velhíssimos arautos da chuva no sertão despertaram cedo nos céus de M. Claros, hoje. E, ao longe, ouço a litania de fieis cantando, cantando: "Nunca mudassem nunca este caminhos!!!..."

27/03/15 - 8h41
"Hoje a estação onde essas pessoas aguardavam os acontecimentos já não mais existe. Como não mais existe o trem de passageiros que vinha de Salvador, na Bahia, atravessava...."

27/03/15 - 8h40
Prefeitura X Copasa: "Entre as irregularidades estava o II termo aditivo de 1998, que renovou, sem licitação, a concessão dada em 1974. Portanto, o fim da prestação de serviços seria em 2004, quando um novo processo licitatório deveria ter sido realizado"

27/03/15 - 8h
Lotomania de Páscoa recebe apostas. Prêmio estimado é de 35 milhões de reais com sorteio dia 4 de abril

27/03/15 - 7h
Construção civil fecha 30.900 empregos em fevereiro no Brasil


26/03/15 - 18h
Venda de material de construção cai 16,4% em fevereiro

26/03/15 - 17h
Juros do cheque especial sobem para 214% ao ano em fevereiro

26/03/15 - 16h
Seleção brasileira enfrentará a França, hoje, tentando melhorar seu retrospecto contra gigantes do futebol europeu

26/03/15 - 15h
Manchetes dos jornais: “Congresso acua governo.Ministro pede demissão” - “Medição semanal vai definir corte de água” - “Transporte clandestino ganha força com a internet”

26/03/15 - 14h
Co-piloto começou o curso de pilotagem aos 14 anos e estava feliz com emprego, diz diretor de escola

26/03/15 - 13h
Atrasados do INSS devem ser corrigidos pelo índice de inflação a partir de hoje

26/03/15 - 12h
Nova esperança de chuva em M. Claros fica para a Sexta-feira da Paixão, adianta a meteorologia

26/03/15 - 11h09
Operações da PM hoje em M. Claros: "Serão empregados, além dos policiais militares que já fazem o trabalho operacional, militares do setor administrativo e pelotões de trânsito, os quais realizarão o policiamento preventivo e ostensivo em viaturas, bicicletas, motocicletas e a pé também com utilização de cães treinados"

26/03/15 - 11h
Cinco assaltantes fortemente armados explodem caixas eletrônicos em posto de gasolina perto de M. Claros. Eles atiraram, antes de fugir em 2 carros

26/03/15 - 9h32
Morreu ainda há pouco, aos 89 anos, no Rio, o ator Jorge Loredo, o Zé Bonitinho da TV

26/03/15 - 9h24
Avião "foi jogado para baixo deliberadamente, para ser destruído", diz promotor francês; co-piloto era um alemão de 28 anos, com 630 horas de vôo

26/03/15 - 9h
Exigência do extintor ABC para carros é adiada outra vez, agora para 1º de julho

26/03/15 - 8h
Itaú é condenado a pagar 20 milhões de reais por tarifa considerada ilegal; valor arrecadado chegou a 64 milhões

26/03/15 - 7h
Piloto tentou derrubar a porta para voltar à cabine de comando do Airbus que caiu nos Alpes com 150 pessoas; raro, caso parecido aconteceu em 2013, com 33 mortos


25/03/15 - 18h
Neymar é o 3º mais bem pago do mundo, atrás de Messi e Cristiano Ronaldo

25/03/15 - 17h
Já classificado para a semifinal, Cruzeiro enfrenta hoje, às 22h, o desesperado Mamoré. A 98 FM vai transmitir o jogo

25/03/15 - 16h
Remédio deverá ter alta de preço de até 7,70% em abril

25/03/15 - 15h
Água desperdiçada no Brasil equivale a 8 bilhões de reais ao ano, calcula estudo

25/03/15 - 14h
Dunga escala Firmino, de 23 anos, ao lado de Neymar contra a França

25/03/15 - 13h
Meteorologia antevê novos dias de chuva em M. Claros a partir de 1º de abril. A previsão é de 9mm hoje e 10 amanhã

25/03/15 - 12h
Empresa do Airbus que caiu nos Alpes diz que há 2 vítimas da Argentina e 2 da Venezuela; 72 são alemães e 35 espanhóis

25/03/15 - 11h
Assaltantes encapuzados levam malote com 52 mil reais, na Avenida dos Militares

25/03/15 - 10h
Conta de energia vai subir mais 6%, além dos 23,4% fixados em fevereiro – confirma diretor da Aneel

25/03/15 - 9h22
Professora Yvonne Silveira, 100 anos, totem de Montes Claros: "Sim. Aquele jornal era o meu passado e no entanto eu tinha dois anos quando ele apareceu"

25/03/15 - 9h20
"Festa no Céu. (...) Dr. Hermes de Paula convoca os seresteiros de plantão e ordena: a noite hoje é de gala e os recém-chegados são os convidados de honra"

25/03/15 - 9h18
Jornal de BH sobre o fim da Copasa em M. Claros: "...um edital para a concessão foi preparado (...) e a licitação deverá ser aberta nos próximos dias. Entre as reclamações (...) que levarão à não renovação com a Copasa e a considerar ilegal o contrato firmado em 1998 com a companhia estão o baixo índice de tratamento de esgoto, em cerca de 70%, e a falta de acesso a água potável a 30 mil moradores..."

25/03/15 - 9h
Medida provisória estende até 2019 modelo atual de reajuste do salário mínimo

25/03/15 - 8h
Câmara impõe derrota ao governo e aprova regra de indexador das dívidas de estados e municípios, que vai ao Senado

25/03/15 - 7h
Caixa-preta de Airbus que caiu nos Alpes está danificada, mas dados podem ser recuperados


24/03/15 - 18h
Maconha de hoje é 3 vezes mais forte do que há 30 anos, segundo pesquisa feita nos EUA

24/03/15 - 17h
Governador dos EUA sanciona lei que permite uso de pelotão de fuzilamento

24/03/15 - 16h
Datas da semifinal do Campeonato Mineiro serão alteradas para não prejudicar o Cruzeiro

24/03/15 - 15h
Brasileiro que escapou do acidente diz que ainda está tremendo; Airbus se desintegrou

24/03/15 - 13h58
"Maravilha! Repetem todos para a chuva que cai há cerca de 1 hora em Montes Claros. Mansa e contínua, molhadeira, a chuva encobre as montanhas e faz acender as luzes da cidade. (...) Se perdurar, mansa e gentil como vai, é chuva de encher rios, transbordar açudes, criar pântanos (de araque), restaurar a vida. Chuva de acordar vagalumes"

24/03/15 - 14h
Manchetes dos jornais: “Conta de luz vai subir de novo” - “PM gasta 97% do dinheiro com salários e pensões” - “Rejeição de 64,8% ao governo Dilma é a mais alta em 15 anos”

24/03/15 - 13h
Queda brusca e contínua de Airbus antes de se chocar com os Alpes franceses durou 8 minutos

24/03/15 - 12h
“PM gasta 97% do dinheiro com salários e pensões” – demonstra jornal de BH

24/03/15 - 11h
Conta de energia da Cemig deve ter reajuste de 9,73% dia 8 de abril. Será o 3º aumento do ano

24/03/15 - 10h
Atriz Angelina Jolie, depois de retirar os seios, opera ovários e trompas para evitar câncer

24/03/15 - 8h26
Airbus A320 que ia de Barcelona para a Alemanha cai nos Alpes franceses, a 2 mil metros, com 144 passageiros e 6 tripulantes. Não há esperança de sobreviventes.

24/03/15 - 8h
Choveu 16 milímetros nas últimas 24h, em M. Claros. Previsão para hoje aumentou há pouco, de 8 para 25mm

24/03/15 - 7h
Estudo da Fiesp prevê que indústria brasileira encolherá 4,5% neste ano, com retração de 1,7% da economia


23/03/15 - 18h
Schumacher lidera entre os pilotos mais ricos da história. Lista não tem brasileiros

23/03/15 - 17h
Cruzeiro perde Arrascaeta, Mena e Alisson para os próximos dois jogos

23/03/15 - 16h
Pela 1ª vez, mercado financeiro prevê inflação acima de 8% em 2015

23/03/15 - 15h
Corte de recursos no Pronatec faz escolas de Minas reduzirem em 30% as vagas oferecidas

23/03/15 - 14h
Promotoria pede prisão para presidente do Barcelona por contratos de Neymar

23/03/15 - 13h
Manchetes dos jornais: “Serviço já pesa no bolso” - “Polícia tem mais dinheiro e homens, mas violência sobe” - “Funcionários pagam rombo de fundos dos Correios”

23/03/15 - 12h
Estado Islâmico quer jovens brasileiros como "lobos solitários" nos atentados terroristas

23/03/15 - 11h
Domingo de assaltos contra postos de gasolina em M. Claros. Foram 3, do meio-dia às 20h30

23/03/15 - 10h
D-20 e Fiat Pálio batem de frente e motorista morre na estrada Janaúba/Capitão Enéas

23/03/15 - 9h56
Assalto e morte em boate de Montes Claros: "O rapaz, que foi alvejado pelo PM estava armado com um fuzil 762"

23/03/15 - 9h
Dois chegam de moto - às 3 horas da tarde - e matam rapaz a tiros, dentro de bar

23/03/15 - 8h
Financial Times publica que economia brasileira pode ter o pior desempenho desde 1931

23/03/15 - 7h
Chuva em M. Claros desde 6ª-feira já acumula 65mm e atinge 73% da média do mês; pela meteorologia, pode chover 10mm hoje e 12, quinta


22/03/15 - 13h18
Morre aos 74 anos o ator Cláudio Marzo, galã da TV Globo desde 1965, quando tinha 25 anos

22/03/15 - 10h49
"Aí veio a surpresa geral. Toninho não concordou. Ao contrário, deu uma tremenda bronca em todo mundo: - quer dizer que vocês querem..."


21/03/15 - 18h
Clássico entre América e Cruzeiro amanhã, às 18h30, pode valer liderança no Campeonato Mineiro. A 98 FM vai transmitir o jogo

21/03/15 - 17h
Atlético e Tombense se enfrentarão em confronto direto por lugar no G4 do Campeonato Mineiro

21/03/15 - 16h
Inflação em 12 meses atinge os 7,90% e é a maior desde maio de 2005

21/03/15 - 15h
Manchetes dos jornais: “PMDB diz que ajuste fiscal de Dilma ‘tem de cortar na carne’” - “Empreiteira firma acordo para delatar cartel na Petrobras” - “Estação seca começa sem água suficiente”

21/03/15 - 14h
Em uma semana, dengue dobra em Minas; das 5 mortes neste ano, 4 ocorreram nos últimos 7 dias

21/03/15 - 13h
PM de Minas abrirá (dia 18 de maio) concurso para 1.269 vagas, com salários de 3 mil reais

21/03/15 - 12h
Acidente entre 2 caminhões e carro deixa 4 mortos perto do trevo de entrada de Claro dos Poções

21/03/15 - 11h
Um dos assaltos - ladrão rouba clínica médica no Bairro Augusta Mota e atira, antes de fugir de moto

21/03/15 - 10h
Dunga corta Tardelli, David Luiz e Marquinhos que estão machucados e chama zagueiro que se machucou no início do mês

21/03/15 - 9h
Cuba ameaça cassar diploma de médicos que mantêm parentes no Brasil

21/03/15 - 8h54
Jornal Estado de Minas: "Deputado do PT Paulo Guedes perde direitos políticos por oito anos. Ele pode recorrer"

21/03/15 - 8h
Anunciado Grupo de trabalho para analisar reajuste de mensalidade de faculdades financiadas pelo Fies

21/03/15 - 7h
Choveu 40mm desde ontem à noite, o dobro do que a meteorologia anunciou; a previsão é de 11mm hoje, 6 domingo e 16 segunda



OUÇA E VEJA A 98 FM
Todos direitos pertecentes a Rádio Montes Claros 98,9 FM. O material desta página
não pode ser publicado, transmitido por broadcasting, reescrito ou distribuído
sem prévia autorização