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montesclaros.com - Ano 25 - quarta-feira, 24 de julho de 2024

Índio morre e PM emite nota: "...cercaram a guarnição policial e contra ela arremessaram pedras, garrafas cadeiras e outros objetos, atentando contra a vida dos militares"

Domingo 10/12/23 - 18h41

Nota da PM sobre morte em S. Joao das Missões, no Norte de Minas:


NOTA – OCORRÊNCIA EM SÃO JOÃO DAS MISSÕES

A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) informa que, na madrugada do dia 10
de dezembro de 2023, durante policiamento em evento realizado na Aldeia Xakriabá, no
distrito de Rancharia, em São João das Missões, em atendimento a solicitação
protocolada por integrante da reserva indígena, foi acionada por cidadãos acerca de
alguns indivíduos que estariam em atitude suspeita no local. Durante a abordagem, os
indivíduos foram hostis com os militares, demonstrando descontentamento com a
intervenção policial. Como nada foi constatado, foram liberados. Posteriormente, outra
vez solicitados pela própria comunidade indígena para intervirem em uma briga
generalizada, aproximadamente 100 indivíduos, dentre eles os que haviam sido
abordados anteriormente, cercaram a guarnição policial e contra ela arremessaram
pedras, garrafas cadeiras e outros objetos, atentando contra a vida dos militares. Diante
da premente necessidade de preservar as próprias vidas, os militares verbalizaram sem
sucesso com os agressores, tendo utilizado spray de pimenta e, como os agressores
continuaram a investir contra a guarnição policial, foi necessário usar arma de fogo e
utilizar um veículo particular de terceiro para chegar a um local mais seguro. A viatura
policial utilizada pelos policiais foi depredada pelos autores.
Um dos agressores, que foi atingido pelo disparo de arma de fogo e socorrido, não
resistiu aos ferimentos e foi a óbito no hospital Itacarambi. Os policiais também foram
lesionados e socorridos ao mesmo hospital.
A PMMG informa, ainda, que nove pessoas foram identificadas e presas por
ocasião das agressões contra os policiais militares, dano ao patrimônio público e práticas
delitivas correlatas. Elas foram encaminhadas à Delegacia de Polícia Civil para as
providências legais cabíveis..

Elas foram encaminhadas à Delegacia de Polícia Civil para as providências legais cabíveis"



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Na madrugada deste domingo (10), indígena xakriabá, de 25 anos, morreu em confronto com policiais militares na Aldeia Tenda, no distrito de Rancharia, a 7 km de São João das Missões, no Norte de Minas.

Festividade reuniu aproximadamente 80 a 100 pessoas.

Houve tumulto e os policiais usaram spray de pimenta e efetuaram disparos. Um homem morreu, mesmo tendo sido levado a hospital da cidade.

A viatura - segundo a PM - foi alvo de apedrejamento.


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Jornal O Tempo, de BH:

Após morte de indígena, povo Xakriabá acusa PM de tortura; polícia nega

Em nota nas redes sociais, indígenas deram sua versão do confronto com os militares
Guilherme Gurgel

O Povo Xakriabá acusa a Polícia Militar de Minas Gerais de agir com truculência e torturar indígenas, após confronto que resultou na morte de um jovem, na madrugada deste domingo (10). Alisson Lacerda Abreu, de 25 anos, levou um tiro no peito e morreu na hora.

A confusão aconteceu durante um evento beneficente, na Aldeia Xakriabá, em São João das Missões, no Norte de Minas. Os militares usaram spray de pimenta e dispararam com arma de fogo contra os indígenas. Estes depredaram a viatura da PM e arremessaram cadeiras e garrafas contra os policiais.

Na versão dos militares, os agentes foram recebidos com hostilidade e precisaram reagir. Já o relato dos indígenas é de que a truculência partiu da PM e a reação deles só se deu por indignação com o tratamento, principalmente após a morte de Alisson.

Na nota divulgada pelo Povo Xakriabá, o relato é de que os policiais entraram na reserva indígena sem consultar as lideranças. "De acordo as testemunhas, a PM invadiu casas e intimidaram os moradores. Testemunhas que tiveram sua casa revirada pelos PM, afirmam que quatro menores não indígenas foram agredidos, e sete jovens Xakriabá foram torturados, detidos e levados para 30º Batalhão da polícia militar de Januária-MG", publicaram.

O outro lado
A Polícia Militar, por sua vez, afirma que os militares só usaram a força para defender a própria vida. "Os militares verbalizaram sem sucesso com os agressores, tendo utilizado spray de pimenta e, como os agressores continuaram a investir contra a guarnição policial, foi necessário usar arma de fogo e utilizar um veículo particular de terceiro para chegar a um local mais seguro", afirma a corporação, em nota enviada à reportagem.

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