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montesclaros.com - Ano 23 - quinta-feira, 7 de julho de 2022

Conheça as conclusões da Polícia Civil sobre os 9 tiros disparados no Bairro de S. José, em Montes Claros, por sargento do Corpo de Bombeiros

Quinta 16/12/21 - 14h55

Divulgação da Polícia Civil de Minas:

Polícia Civil indicia bombeiro militar suspeito de tentar matar jovem

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) apresentou, durante coletiva de imprensa nessa quinta-feira (15/12), informações sobre a conclusão do inquérito policial instaurado para apurar uma tentativa de homicídio envolvendo um bombeiro militar.

O crime ocorreu no dia 27 de outubro, no bairro São José, em Montes Claros, região Norte do estado.

O suspeito, um sargento do Corpo de Bombeiro Militar, teria desferido nove tiros na vítima, um jovem, de 21 anos, no interior de um bar.

O crime foi filmado por câmeras de segurança do estabelecimento comercial e por pessoas que estavam no local no momento dos fatos.

Para apurar o delito, foi instaurado um inquérito policial pela Delegacia Adjunta de Repressão a Crimes contra a Vida.

Durante as diligências, os policiais civis verificaram que a vítima teria trocado mensagens íntimas com a filha do suspeito, cerca de quatro anos atrás.

Na época, a menina tinha 10 anos, e a vítima, 17.

O jovem teria contado para amigos em comum com os familiares da menor sobre as fotos, episódio que chegou ao conhecimento dos pais dela, que decidiram não registrar ocorrência.

Dinâmica

Sobre a dinâmica no dia do crime, o delegado Bruno Rezende explicou que, durante a noite, o suspeito estava com a família em um bar e a filha dele avistou a vítima no local.

O investigado decidiu conversar com o jovem e uma discussão foi iniciada entre eles.

“A discussão ficou mais acirrada entre a esposa do suspeito e a vítima. Nesse momento, o bombeiro desferiu um soco no jovem, que se levantou da mesa e foi em direção ao banheiro”, explicou.

O investigado foi atrás da vítima e efetuou vários disparos.

Foi realizado exame de corpo de delito, o qual apontou nove ferimentos por entrada de arma de fogo na vítima, inclusive na região lombar.

O jovem foi socorrido em um hospital da cidade e permaneceu internado por várias semanas.

O bombeiro deixou o local com a família e não foi localizado.

No dia seguinte, se apresentou na Delegacia de Homicídios, onde prestou declaração e entregou a arma utilizada por ele, uma pistola calibre 9mm.

A esposa do suspeito e a filha dele também foram ouvidas na unidade.

Investigações

Resende informou que o investigado alegou que agiu em legítima defesa, estratégia que não se sustentou, em virtude dos depoimentos prestados e das imagens recolhidas do local.

“Ele teve várias oportunidades para parar com as agressões e descarregou a arma em direção ao jovem, inclusive quando a vítima estava de costas”, afirmou o delegado.

No inquérito policial, foram formalizadas 19 oitivas, entre elas da vítima, com juntada de laudos e outros levantamentos.

Resende esclarece que apresentou ao Poder Judiciário pedido para a decretação da prisão temporária e, depois, representou pela preventiva do suspeito, mas a Justiça deferiu medidas restritivas distintas da prisão.

Participou da coletiva o comandante do 4º Cob do Bombeiro Militar, tenente-coronel Fernando Augusto Alves Ferreira.

Ele informou que remanejou o bombeiro para exercer função interna.

Esclareceu ainda que os fatos estão sendo apurados na seara administrativa da corporação e aguardam a sentença judicial sobre o caso.

A PCMG concluiu a investigação e indiciou o suspeito por homicídio triplamente qualificado na forma tentada. O inquérito policial foi remetido ao Poder Judiciário no início deste mês.

***


Jornal "O Tempo", de BH:

Sargento dos bombeiros é indiciado por tentar matar jovem com 9 tiros, em MG

A motivação para o crime é que a vítima teria trocado mensagens íntimas com a filha do sargento, há quatro anos, quando a menina tinha 10 anos e o jovem baleado tinha 17
Por NATÁLIA OLIVEIRA

Um sargento do Corpo de Bombeiros foi indiciado pela Polícia Civil por tentativa de homicídio contra um jovem de 21 anos, dentro de um bar em Montes Claros, no Norte de Minas Gerais. O crime ocorreu em 27 de outubro e o indiciamento foi divulgado nesta quinta-feira (15).

De acordo com as apurações da Polícia Civil, o bombeiro deu nove tiros na vítima dentro de um bar. A motivação para o crime é que a vítima teria trocado mensagens íntimas com a filha do sargento, há quatro anos, quando a menina tinha 10 anos e o jovem baleado tinha 17.

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Ainda segundo as apurações da polícia sobre a tentativa de homicídio, o adolescente contou para amigos em comum com a família da menina de 10 anos sobre a troca de mensagens íntimas com ela. A informação chegou até o bombeiro e a mulher dele, que, na época, optaram por não registrar boletim de ocorrência.

O crime

Segundo o delegado Bruno Rezende, o suspeito estava com a família em um bar quando a menina avistou o jovem e falou para o pai. O investigado decidiu conversar com a vítima e houve uma discussão entre os dois. “A discussão ficou mais acirrada entre a esposa do suspeito e a vítima. Nesse momento, o bombeiro desferiu um soco no jovem, que se levantou da mesa e foi em direção ao banheiro”, explicou.

O sargento foi atrás dele e efetuou os tiros. O jovem foi socorrido a um hospital da cidade e ficou várias semanas internado. O crime foi filmado por imagens de segurança do estabelecimento e por testemunhas que estavam no local. O bombeiro fugiu no dia do crime, mas depois se apresentou na delegacia e entregou a arma utilizada na tentativa de homicídio.

As investigações

O delegado contou que, em seu depoimento, o sargento alegou que o crime foi em legítima defesa, mas a tese não se sustentou devido às imagens do local e a outros depoimentos de testemunhas. “Ele teve várias oportunidades para parar com as agressões e descarregou a arma em direção ao jovem, inclusive quando a vítima estava de costas”, afirmou o delegado.

A Polícia Civil pediu a prisão do suspeito, mas a Justiça deferiu medidas restritivas distintas da prisão. Ele foi remanejado para exercer funções internas dentro do Corpo de Bombeiros. Apurações são feitas dentro da corporação sobre o fato.

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