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montesclaros.com - Ano 23 - sexta-feira, 20 de maio de 2022

Prefeito diz esperar aumento dos casos de Covid no Rio, "não sei se na proporção dos países desenvolvidos", no inverno de lá

Quarta 29/12/21 - 6h28

Paes acredita que restrições vão reduzir aglomeração no réveillon

Não haverá shows e estações de metrô ficarão fechadas


O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, disse ontem (28) que o poder público impôs um "profundo desestímulo" à aglomeração de pessoas na Praia de Copacabana durante a noite de réveillon, e que as medidas vão reduzir o público do evento, que costuma reunir mais de 2 milhões de pessoas.

A tradicional queima de fogos da orla será realizada, mas não haverá shows, ônibus extras nem funcionamento do metrô, que terá as estações fechadas entre as 20h de 31 de dezembro e as 7h de 1º de janeiro.

"Diminuímos muito a possibilidade de deslocamento das pessoas. Não é uma boa ir para Copacabana, a não ser quem lá esteja ou a uma distância caminhável para a Praia de Copacabana. E com isso a gente imagina que vai ter menos aglomeração", disse o prefeito, em uma entrevista coletiva realizada nesta terça-feira no Palácio da Cidade. "Há um profundo desestímulo da nossa parte".

Também será proibido estacionar nas ruas de Copacabana e nas vias de acesso ao bairro a partir das 18h do dia 30. As linhas de ônibus para Copacabana terão seu itinerário alterado a partir das 20h do dia 31 de dezembro e não entrarão no bairro. A partir das 19h do dia 31, apenas táxis com passageiros com comprovante de trabalho, residência ou hospedagem ou automóveis de uso pessoal poderão entrar no bairro. Às 22h, o bloqueio passará a ser total, e só quem estiver a pé poderá entrar em Copacabana.

O prefeito disse que a realização do evento foi permitida pelo comitê científico da cidade e que o Rio tem registrado aglomerações constantes na praia em fins de semana de sol e calor. "Tinha mais gente podendo ir à praia no domingo passado do que vai conseguir ir à Praia de Copacabana na noite de réveillon".

Ômicron
Paes informou que os números sobre a pandemia contabilizados pela Secretaria Municipal de Saúde ainda não indicam um novo aumento de casos após o início do verão, as celebrações de Natal e os primeiros casos confirmados da variante Ômicron no Brasil. Apesar disso, ele prevê que esse aumento deve ocorrer.

"É inevitável que tenhamos um aumento do número de casos, não sei se na proporção dos países desenvolvidos, que se vacinaram menos e vivem o inverno, em que a probabilidade de expansão da doença é maior", disse o prefeito ao afirmar que a prefeitura está preparada e defender que a população complete o esquema vacinal. "O que está muito claro, e cada dia mais, é que, em quem está vacinado, o risco de agravamento do seu caso é muito baixo".

Carnaval
Sobre o Carnaval, Paes repetiu que ainda é necessário monitorar o cenário epidemiológico, mas voltou a argumentar que é preciso diferenciar festas em que é possível exigir vacinação ou testes de covid-19 de eventos abertos como os blocos de rua.
(...)(Agência Brasil)

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